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Copa Brasil de Vela é treino de luxo para Olimpíadas

Alto nível técnico da competição e possibilidade de treinar na raia olímpica atrai velejadores estrangeiros

Marit Bouwmeester, da Holanda, virá mais uma vez brigar pelo ouro. Foto Fred Hoffmann

Marit Bouwmeester, da Holanda, virá mais uma vez brigar pelo ouro. Foto Fred Hoffmann

O alto nível da competição e a possibilidade de treinar na raia dos Jogos Olímpicos Rio 2016 estão atraindo diversos velejadores estrangeiros para a 2ª edição da Copa Brasil de Vela. O evento será realizado na praia de São Francisco, em Niterói, de 13 a 20 de dezembro, e contará com a presença de alguns dos melhores velejadores do mundo que estão em busca de uma vaga para as Olimpíadas.

Nomes como o holandês Dorian Van Rijsselberge, medalha de ouro em Londres na classe RS:X, os britânicos Nick Thompson, bronze no Mundial de Laser Standard, e Giles Scott, campeão mundial de Finn, os australianos Mathew Belcher e Will Ryan, ouro em Londres e no Mundial de 470, Billy Besson e Marie Riou, campeões mundiais de Nacra, e a holandesa Marit Bouwmeester, medalha de prata nos Jogos de Londres 2012 e campeã mundial este ano na classe Laser Radial, já confirmaram a sua presença.

“É muito importante para a nossa equipe treinar o máximo possível no Rio para poder aprender o máximo sobre a baía de Guanabara. Além do mais, a Copa Brasil de Vela é um evento muito bom na preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016”, disse Maike Willems, chefe da delegação holandesa.

Além do Brasil, outros nove países já confirmaram a presença na Copa Brasil de Vela:  Holanda, Espanha, Inglaterra, Suíça, França, Austrália, Estados Unidos, Japão e Itália

“Este campeonato é muito importante para as equipes estrangeiras, pois é uma chance para se preparar para as Olimpíadas e conhecer um pouco mais sobre a baía de Guanabara. O time francês está muito feliz em poder fazer parte deste evento”, disse Guillaume Chiellino, chefe da delegação francesa. O time terá representantes nas classes Laser Standard e Radial, 470 feminino e Nacra 17.

Brasil define equipe olímpica:

E se o evento é interessante para os estrangeiros, é ainda mais importante para os brasileiros. Os velejadores que estão em campanha olímpica serão avaliados pela Comissão Técnica da CBVela que definirá a Equipe Brasileira de Vela Olímpica de 2015.

“Pra Confederação Brasileira de Vela uma competição como a Copa Brasil, em que estarão presentes todos os atletas da equipe olímpica brasileira e muitos atletas estrangeiros, é fundamental para uma avaliação nossa da performance na raia olímpica e também para uma avaliação do nível dos atletas estrangeiros. Fora que a cada edição estamos nos aprimorando para realizar um evento ainda melhor, com alto nível técnico, recebendo mais e mais participantes de vários lugares do mundo”, disse Daniel Santiago, Diretor Executivo da CBVela.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Prefeitura de Niterói, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Slam e da Richards.

Mapfre, de Bochecha, assume liderança de etapa da Volvo Ocean Race

Tempo muda e deixará a vida mais complicada a bordo

Tempo muda e deixará a vida mais complicada a bordo

O MAPFRE, barco espanhol com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, lidera provisoriamente a segunda etapa da Volvo Ocean Race, entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos. Numa briga direta com o Abu Dhabi, a equipe ibérica não pode vacilar, pois além dos árabes, outros quatro barcos estão próximos, com menos de 20 quilômetros de distância.

A situação deve mudar nas próximas horas no Oceano Índico, com a previsão de ventos superiores a 110 km/h e ondas de até sete metros. Um verdadeira tempestade tropical. Aí entra um dilema para os atletas: fugir da tormenta e navegar mais ou enfrentar as condições perigosas de cara? Para o comandante do MAPFRE, todo cuidado é pouco.

“Temos de ter muita atenção, pois pode ocorrer alguma quebra com muito vento”, falou Íker Martinez, comandante do MAPFRE.

Os holandeses do Team Brunel também estão em alerta para as tempestades dos próximos dias. “O que mais preocupa nessa tempestade tropical não é o vento, mas o estado do mar. Podemos pegar ventos de popa com ondas na cara”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, terceiro colocado após a última atualização de placar.

Nesse momento, os sete barcos estão agrupados, com a alternância de liderança entre MAPFRE e Abu Dhabi. A pergunta que fica é se a tormenta poderá se transformar em um ciclone. “Se for uma tempestade tropical, a variação de vento será de 30 a 50 nós. Mas tudo pode ficar 40% mais forte. Os barcos podem suportar essas condições, mas não sabemos se os tripulantes vão aguentar”, disse o meteorologista Gonzalo Infante.

A flotilha ainda tem mais de 3.500 milhas náuticas pela frente antes de chegar em Abu Dhabi, em meados de dezembro. Os barcos deixaram a Cidade do Cabo na última quarta-feira (19).

Copa Brasil de Vela reunirá os melhores velejadores do Brasil e do mundo no RJ

Segunda edição do evento será realizada na praia de São Francisco, em Niterói, de 13 a 20 de dezembro

O catarinense Bruno Fontes também já confirmou presença. Foto Kyra Mirsky/CBVela

O catarinense Bruno Fontes também já confirmou presença. Foto Kyra Mirsky/CBVela

Faltando pouco menos de um mês para o início da Copa Brasil de Vela, os melhores velejadores do mundo que estão em busca de uma vaga nos Jogos Olímpicos Rio 2016, já começam a se preparar. O evento, que terá como sede a praia de São Francisco, em Niterói, será realizado de 13 a 20 de dezembro e valerá também como Campeonato Brasileiro das classes 470, 49er e 49er FX.

Nomes como Martine Grael e Kahena Kunze, eleitas melhores velejadoras do ano pela federação internacional (ISAF), Jorge Zarif, vencedor do Prêmio Brasil Olímpico de 2013, Robert Scheidt e sua esposa, a lituana Gintare Scheidt, e a holandesa Marit Bowmeester, prata em Londres 2012 na Laser Radial, já confirmaram a sua presença.

“A Copa Brasil e o Evento Teste são as duas principais competições realizadas na raia dos Jogos 2016 durante o ano. Então está segunda edição do evento será essencial para medirmos forças com os adversários estrangeiros, que virão em número mais expressivo do que na primeira edição, e também fazer uma avaliação do desempenho dos atletas brasileiros nas cinco raias olímpicas”, disse Daniel Santiago, Diretor Executivo da CBVela.

Assim como na primeira edição estarão na água as dez classes olímpicas: Laser, Laser Radial, Nacra 17, 49er, 49er FX, Finn, RS:X masculino e feminino e 470 masculino e feminino. Os dias 13, 14 e 15 serão dedicados à medição e inscrição e no dia 16 serão disputadas as primeiras regatas. Serão usadas as cinco raias olímpicas: Ponte, Escola Naval, Pão de Açúcar (dentro da baía de Guanabara) e Niterói e Copacabana (fora da baía). No dia 20, sábado, todas as classes terão a regata da medalha, em que participam apenas os dez primeiros colocados. Estas regatas serão realizadas próximas à praia, bem pertinho do público, e contarão com a narração em tempo real, para que aqueles que estejam na areia possam entender um pouco mais sobre o esporte e torcer para o seu velejador favorito.

Público ficará próximo dos velejadores:

Seguindo o modelo de sucesso da primeira edição, toda a estrutura do evento será montada nas areias da praia de São Francisco, em Niterói, o que possibilita uma maior interação do público com os velejadores.

Desta vez a área do evento será ainda maior, ocupando quase metade da praia, e contará com um espaço para convivência dos atletas, sala para os juízes, sala de imprensa e espaço de guardaria para todos os barcos. A premiação de todas as classes também será feita bem pertinho do público.

“A Copa Brasil de Vela é o principal evento organizado pela Confederação, que tem o objetivo de torna-lo o maior evento de monotipos da vela brasileira e sul-americana. A ideia é que já em 2015 a Copa seja válida como Campeonato Brasileiro de Classes Olímpicas. A partir de 2016 o evento deverá ser realizado em outros estados, de forma que a cada ano tenha uma sede diferente”, disse Ricardo Baggio, gerente de eventos da CBVela.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Prefeitura de Niterói, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Slam e da Richards.

Tiago Brito e Andrei Kneipp são campeões do Estadual RS de 420

Campeonato realizado neste final de semana reuniu barcos do Clube dos Jangadeiros e Veleiros do Sul.

Tiago e Andrei

Tiago e Andrei

Terminou na tarde deste domingo o Campeonato Estadual da Classe 420, realizado no Veleiros do Sul. De forma invicta, Tiago Brito e Andrei Kneipp conquistaram o título da competição vencendo as seis regatas disputadas durante o final de semana. Em segundo lugar ficou a dupla Pedro Zonta e Thomas Rodrigues que conquistou o segundo lugar em quatro regatas e ficou em 3º na penúltima regata de domingo. 

Estreando na categoria, Breno Kneipp e João Emílio Vasconcellos ficaram com o quarto lugar, logo atrás dos velejadores Thiago Ribas e Erik Hoffmann, do VDS. O próximo campeonato para a classe é o Sul-Americano de 420 que será realizado de 17 a 22 de dezembro, no Veleiros do Sul. Os vencedores do Estadual serão premiados no próximo domingo, dia 30, na cerimônia da Entrega de Prêmios da Federação de Vela (FEVERS), que será realizado no Restaurante da Ilha dos Jangadeiros.

Da assessoria

Com mais um pódio no currículo, Sir Robin Knox Johnston comenta sobre a Rota do Rum

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Mais de 45 anos depois de sua circunavegação histórica, sem escalas, em solitário e em uma época que não existiam tecnologias como o GPS, o lendário fundador da Clipper Race, Sir Robin Knox-Johnston, de 75 anos, continua a inspirar aventureiros de todo o mundo.

Depois da conquista do pódio na Regata transatlântica Route du Rhum este fim de semana,Sir Robin foi recebido como herói em Guadalupe e mensagens de felicitações e de apoio de velejadores e companheiros de aventura têm inundado as redes sociais em de todo o mundo, com muitos chamando-o  de “inspirador”, “um herói”, “uma lenda viva”, “um dos maiores velejadores que os oceanos já conheceram”, e alguém que tem “sal em suas veias.”

Sir Robin, o participante mais velho no desafio de 3.542 milhas da Route du Rhum, chegou em Guadalupe no último sábado em terceiro lugar na Classe Rhum, depois de 20 dias, 7 horas, 52 minutos e 22 segundos no mar.

Abaixo algumas palavras do Sir Robin:

“Desde o momento que eu anunciei que iria participar da Route du Rhum tenho estado muito emocionado e agradecido por todo o apoio que venho recebendo de pessoas em todo o mundo.

A verdade é que sempre me inspirou ver os milhares de membros da tripulação da Clipper Race ao longo destes quase vinte anos. Como eu sempre estive muito envolvido com a competição sentia certa inveja todas as vezes que acenava para os times que partiam, querendo muito estar com eles nestas aventuras. Quando participei da Sidney Hobart em dezembro do ano passado, tive certeza que eu tinha que voltar a competir novamente. Então, de verdade, queria agradecer a todo o time da Clipper Race por me inspirar a voltar a competir.

Eu curti muito a Route du Rum. Embora tenha sido muito difícil e altamente competitiva, eu me senti ótimo de voltar ao mar, onde me sinto em casa. As pessoas ficavam falando da minha idade durante o percurso, mas francamente, isso é irrelevante quando você se sente novo e saudável. Eu não tenho planos de me aposentar e parar de competir, isso eu tenho certeza.”

Para ler mais mensagens de apoio ao Sir Robin veja a página da Clipper Race no Facebookou  siga o Sir Robin no Twitter, @SirRKJ.

O Sir Robin criou a Clipper Race em 1995 e a edição 2015-16 será a décima da competição bienal que foi responsável por inserir mais de 3000 velejadores novatos em corridas de oceano.

Você também foi inspirado pelo Sir Robin a desafiar você mesmo? É possível seguir os passos dele e velejar ao redor do mundo com a Clipper Race. Você tem que ter no mínimo 18 anos e bom preparo físico, mas não existe idade limite para competir. Como o Sir Robindiz, “Como posso recusar alguém mais jovem que eu?”

A Clipper Race está recrutando tripulação para suas edições 2015-16 e 2017-18. Para saber mais acesse o site oficial,  clipperroundtheworld.com.

Da assessoria

Gotemburgo será sede de uma das etapas da America´s Cup World Series

A cidade de Gotemburgo, por Patrik Vincent

A cidade de Gotemburgo, por Patrik Vincent

Entre os dias 28 e 30 de agosto de 2015 a cidade de Gotemburgo, na Suécia, será sede de uma das etapas da America´s Cup World Series. O local é base do Artemis Racing, que está na disputa do troféu mais antigo do mundo, a America´s Cup. A competição, que será disputada em AC45, definirá a pontuação que cada equipe começará a disputa da etapa classificatória da AC, em 2017.

“Um dos objetivos da ACWS é conectar os times com os fãs. Este evento em Gotemburgo trará a regata para perto da costa e permitirá que os fãs suecos da AC tenham uma oportunidade incrível de vivenciar de perto a velocidade, força e empolgação de uma competição da AC”, disse Harvey Schiller, diretor comercial da competição.

 

Nosso Meteorologista Analisa a VOR com Exclusividade.

Todos os barcos da VOR já estão rumando para o norte desde sábado (22/11). O primeiro barco a decidir ir para o norte convictamente foi o Abu Dhabi às 20 UTC. Os demais decidiram seguir o “anfitrião” da perna 6 horas mais tarde, de forma que o veleiro Árabe se posicionou a noroeste da flotilha.

Hoje, por volta das 11 UTC, todos avançaram sobre o centro da alta pressão subtropical do Oceano Índico e ficaram por algumas horas navegando com ventos na ordem de 5 nós (calmaria). Nestes momentos de “flap-flap”, a maior parte da flotilha optou por se mover para leste, enquanto que os árabes e o time Vestas optaram por rumar para oeste. Parece que os dois se deram melhor, pois nas últimas horas a alta pressão se alinhou no sentido sudoeste-nordeste, de forma que os veleiro que rumaram para oeste, saíram mais rapidamente da região de calmarias e agora navegam melhor nos ventos alísios, sendo o veleiro mais a oeste (Abu Dhabi), com ventos de 18 nós, enquanto que os demais estão com cerca de 15 nós. Digamos que os Árabes conhecem bem o Oceano Índico e, neste começo, parece que foram os melhores na batalha contra a Alta Subtropical do Hemisfério Sul no Oceano Índico.

Toda a flotilha deverá passar próxima à costa de Madagascar entre amanhã e quarta feira, enfrentando ventos de contra vento (nordeste), próximos de 15 nós. O ciclone tropical que ameaçava a regata está neste momento um pouco a oeste da longitude das Ilha Maldivas, nas coordenadas lat: -12º, lon: 68º e mantém ventos próximos de 35 nós. Como ele não deverá se intensificar muito mais e sua velocidade de deslocamento para oeste diminuiu nas últimas 24h, acredito que os veleiros irão optar por navegar a oeste do sistema, aproveitando os fortes ventos de sul, que deverão literalmente “catapultar” os barcos em direção aos Emirados Árabes. Em seguida ao ciclone tropical, teremos a região dos doldruns, com muitos buracos de vento para colocar mais emoção nesta segunda perna da Volvo Ocean Race.

João A. Hackerott
Doutorando em Meteorologia no IAG/USP
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