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Brasil chega à medal race da Copa Brasil de Vela com chance de medalha em seis classes

Scheidt e Fontes fazem o duelo mais acirrado no final do dia, na classe Laser

Fernanda Oliveira ganhou o melhor presente de aniversário: a liderança da 470

Fernanda Oliveira ganhou o melhor presente de aniversário: a liderança da 470

Terminou nesta sexta-feira a fase classificatória da Copa Brasil de Vela. O evento, que reúne mais de 160 velejadores de mais de 20 países, terá neste sábado a disputa das regatas da medalha, que terão pontuação dobrada e serão realizadas dentro da enseada de São Francisco, em Niterói, pertinho do público. As dez classes estarão na água a partir das 13h. Participarão os dez primeiros nas classes que têm mais de dez inscritos, e os cinco primeiros nas classes com até nove inscritos. O Brasil tem chance de medalha em seis classes, com a disputa mais acirrada na Laser, entre Robert Scheidt e Bruno Fontes.

Assim como na quinta-feira, o vento estava fraco nas raias de fora da baía de Guanabara, como explica o australiano Wil Ryan, campeão mundial e líder da competição na classe 470: “Tinha pouco vento lá fora, muito rondado e bem difícil, com bastante corrente, uma condição que ainda não tivemos aqui no Rio. Estamos felizes, pois estamos aqui pra aprender a velejar na raia olímpica”.

Quem também está muito feliz é a gaúcha Fernanda Oliveira. No dia do seu aniversário ela assumiu a primeira colocação na classe 470 e passa para a medal race como favorita ao título da Copa Brasil de Vela, que também é válida como Campeonato Brasileiro da classe.

“Foi um dia bem difícil e a diferença de pressão era muito grande, então às vezes tinha barco que vinha com mais vento e outro não. Tivemos que ter muita paciência. Estivemos bem em alguns momentos e em outros não, mas o saldo é positivo. Estamos brigando pelo grupo da frente, que é o nosso objetivo e estamos bem felizes com a semana. Na medal race queremos velejar o melhor possível, sem marcar ninguém. O foco é em nós mesmas, já que estão todas as duplas muito próximas na pontuação”, diz ela.

A outra dupla feminina brasileira, formada por Renata Decnop e Isabel Swan, também se classificou para a medal race, na sétima colocação. O Brasil não terá representante entre os homens.

Na classe RS:X, tanto Ricardo ‘Bimba’ Winicki, quanto Patrícia Freitas garantiram a vaga na final e podem brigar pelo pódio. Bimba está em terceiro e Patrícia em segundo.

Na Finn, Jorginho Zarif caiu uma colocação, mas garantiu a vaga na final. Ele passa em sétimo, com 48 pontos, enquanto o inglês Giles Scott, sucessor da lenda Ben Ainslie, nem precisará correr amanhã, uma vez que abriu 24 pontos do segundo colocado, o holandês Pieter Jan Postma.

Na Laser Standard, a briga pelo ouro é entre dois brasileiros. Scheidt irá para a água neste sábado na primeira colocação, enquanto Bruno Fontes entra em segundo, sete pontos atrás.

“O dia foi bem complicado, com duas regatas na raia do Pão de Açúcar, com vento muito rondado. Não velejei muito bem na primeira regata e fui um pouco melhor na segunda. Felizmente consegui manter uma boa média, ficando entre os cinco primeiros. A pontuação está bem apertada com o Bruno Fontes e com o holandês Rutger Van Schaardenburg, então a ideia é fazer uma boa regata e ficar de olho neles”, disse Scheidt.

“A primeira regata foi uma das mais disputadas da minha vida, com seis barcos disputando o tempo inteiro. Na segunda acabei não indo tão bem, então para a medal race está tudo ainda muito em aberto. A ideia é velejar e ser feliz”, disse Fontes.

Na Laser Radial, o Brasil terá duas representantes. Fernanda Decnop se classificou em nono, enquanto Tina Boabaid foi décima. “O dia foi bastante duro, com o vento bastante rondado na raia do Pão de Açúcar. Consegui me classificar para a medal race entre as melhores velejadoras do mundo, algo que me deixa muito orgulhosa e me faz pensar que é possível conquistar uma medalha olímpica em 2016”, disse Fernanda. A líder é a sueca Josefin Olsson, seguida um ponto atrás pela belga Evi Van Acker.

Entre as meninas do 49er FX, Martine Graele e Kahena Kunze fecharam o dia na segunda colocação, com as holandesas Annemiek Bekkering e Annete Duelz em primeiro. Na 49er, que tem a menor flotilha, com apenas 3 barcos brasileiros, a dupla Marco Grael e Gabriel Borges fechou o dia na primeira colocação, com 4 pontos de vantagem sobre Dante Bianchi e Thomas Low Beer.

A Nacra 17 não terá nenhum brasileiro. Os líderes são os italianos Vittorio Bissaro e Silvia Sicouri.

Penúltimo dia da fase classificatória da Copa Brasil de Vela foi marcado por vento fraco nas raias de fora da baía de Guanabara

As classes que ficaram do lado de dentro tiveram vento mais forte e bastante rondado

Fernanda e Ana tiveram dia quase perfeito. Foto Fred Hoffmann/CBVela

Fernanda e Ana tiveram dia quase perfeito. Foto Fred Hoffmann/CBVela

O terceiro dia de regatas da Copa Brasil de Vela foi mais uma vez marcado por sol forte. Já o vento acabou não entrando nas raias de fora da baía de Guanabara e apareceu rondado e variando de intensidade nas raias de dentro. Quem soube aproveitar melhor todas as rajadas e rondadas, acabou se dando bem.

Este foi o caso de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que tiveram um dia quase perfeito na 470. A dupla gaúcha somou um segundo e um primeiro lugares, subindo para a segunda colocação geral. As líderes são as francesas Camille lecointre e Hélène Defrance.

“Foi um dia excelente, mas o vento estava muito rondado e foi difícil para todo mundo”, disse Fernanda. A classe velejou na raia do Pão de Açúcar, conhecida pelo vento bastante inconstante. “Tinha hora que dava pra ficar pendurada no trapézio soltando vela, tinha hora que tinha que ficar dentro do barco”, completou Ana, se referindo à variação de intensidade do vento.

Os homens saíram mais tarde da praia e foram para a raia da Ponte, onde o vento esteve mais forte o dia todo. Geison Mendes e Gustavo Thiesen continuam sendo os melhores brasileiros, na nona colocação. Os australianos Mathew Belcher e Wil Ryan, campeões mundiais, assumiram a liderança.

Na classe RS:X, com mais três regatas realizadas na raia da Escola Naval, os resultados permanecem os mesmos. Patrícia Freitas é a segunda colocada entre as meninas, com a inglesa Bryony Shaw na primeira colocação. Entre os homens, Ricardo ‘Bimba’ Winicki segue em quarto, com o polonês Pawel Tarnowski em primeiro.

O mesmo acontece na Finn, que permanece com Jorginho Zarif na sexta colocação. O inglês Giles Scott, campeão mundial, segue em primeiro.

Vento fraco na raia de fora da baía:

A classe Nacra 17, que velejou fora da baía de Guanabara, teve um dia longo. A flotilha de 23 barcos foi para a água pouco depois do meio dia e só voltou depois das 17h. As três regatas foram feitas com vento bastante fraco e os velejadores nem chegaram a sair no trapézio.

“O dia foi muito complicado. O vento parecia que queria entrar, mas não tinha força. Tivemos duas regatas boas, mas na última acabamos perdendo uma rondada do vento e fomos muito mal. Esta é a minha primeira vez no Brasil e estou gostando muito. O espírito do carioca, de estar sempre sorrindo, é algo incrível. E o clima e o lugar também são muito bons”, disse o italiano Vittorio Bissaro, que ao lado da proeira Silvia Sicouri foi quarto colocado no Mundial da classe, em setembro, e finalizou o dia na segunda posição, empatado com a dupla francesa campeã mundial Billy Bresson e Marie Riou.

As classes 49er e 49er FX, que estavam programadas para também velejar nas raias de fora, acabaram vindo para dentro da baía, na raia do Pão de Açúcar, onde tinha mais vento. Entre os meninos, Marco Grael e Gabriel Borges lideram com um ponto de vantagem. Entre as meninas, Martine Grael e Kahena Kunze seguem na segunda colocação, com as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz em primeiro.

Fase classificatória chega ao fim nesta sexta-feira:

Nesta sexta-feira estão programadas mais duas regatas para as classes 470, Laser Standard, Laser Radial e Finn e mais três para os Nacra 17, 49er, 49er FX e RS:X. No final do dia, os dez melhores ranqueados nas classes com mais de dez inscritos e os cinco melhores nas classes com menos de dez inscritos se classificam para a disputa da medal race, que serão disputadas no sábado, na enseada de São Francisco, em Niterói. Todas as regatas terão pontuação dobrada e não poderão ser descartadas.

Para mais informações, como resultados e horários das regatas, acessewww.copabrasildevela.com.br.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, Slam e da Richards.

Flotilha de Optimist do Cabanga inicia intertemporada antes do Brasileiro 2015

Velejadores iniciarão treinamento intensivo nesta sexta-feira (19) em Maria Farinha

brasileiroop

A flotilha de Optimist do Cabanga Iate Clube de Pernambuco segue a todo vapor se preparando para o Campeonato Brasileiro 2015 da classe, que será realizado de 8 a 18 de janeiro, no Iate Clube do Rio de Janeiro. A partir desta sexta-feira (19) até o dia 23 de dezembro, os velejadores do clube pernambucano participarão de uma intertemporada no Cabanga de Maria Farinha, Litoral Norte de Pernambuco.

Ao todo, 16 velejadores (ver lista abaixo) participarão da intertemporada e do Brasileiro. Desse total, três disputarão a Copa Estreante, competição que antecede o Brasileiro e também será realizada no Rio de Janeiro no mesmo período. Para disputar essa categoria, o velejador não poderá ter participado de qualquer regata oficial da classe antes de 31 de janeiro de 2014 e nem de nenhuma Copa Brasil de Optimist.

O objetivo da atividade é preparar os velejadores que irão disputar o Brasileiro. “Vamos trabalhar os fundamentos da vela, as manobras e táticas de regata. O nível do campeonato é muito alto, por isso é de extrema importância que os atletas aperfeiçoem esses aspectos”, declarou o técnico de vela do Cabanga, Edival Júnior.

VAGAS
A classificação para o Brasileiro de OP é definido pela soma dos pontos conquistados no Pernambucano e no Ranking Optimist, que é disputado desde o primeiro semestre. Pelas regras da CBVela, nove velejadores de Pernambuco irão representar o Estado na competição nacional. A participação de mulheres é livre na competição. Tiago Monteiro conquistou recentemente o bicampeonato estadual da classe e é hoje o principal nome da vela Pernambucana.

Relação da delegação pernambucana que disputará o Brasileiro de Optimist em 2015:

Estreante (três)
João Pedro Cardoso
Luísa Vasconcelos
Marina da Fonte

Masculino (nove)
Tiago Monteiro
Tiago Soares
Guilherme Santa’Anna
Roberto Cardoso
Rodrigo Vilaroel
Vinícius Oliveira
Arthur Granja
Júlio Cesar Avelar
Pedro Henrique Wiegand

Feminino (quatro)
Letícia Lira
Ludmila Lira
Marina Hutzler
Julia Ollivier

Da assessoria de imprensa

Sul-americano da classe 420 começa em Porto Alegre

O Campeonato Sul-americano da classe 420 teve início nesta quinta-feira no Veleiros do Sul. O dia de sol forte e vento sul de intensidade média em Porto Alegre foi um bom presságio para disputa que reúne 21 tripulações do Brasil (RS, RJ e SP), Argentina e Chile. No início da tarde foi realizada um meeting  com os velejadores para apresentação dos juízes da Argentina, Brasil,  e Uruguai e as informações sobre a competição pela Comissão de Regatas.

Logo após a reunião, os velejadores foram para a raia no rio Guaíba onde ocorreu a Regata de Abertura que é apenas um treino para o campeonato. A superstição de quem vence essa regata não ganha o campeonato não foi levado em consideração pela dupla gaúcha do Veleiros do Sul formada por Thiago Ribas e Tiago Quevedo (que correu como proeiro somente nesta prova). Em segundo, as argentinas Clara Videla e Sofia Videla  e em terceiro os cariocas Leonardo Lombardi e Rodrigo Luz.

As medições dos barcos foram encerradas pelo membro da ISAF, medidor oficial da classe, o argentino Alexander Finsterbusch. No início da noite houve a cerimônia de Abertura do Sul-americano com a participação, de dirigentes da classe, do Veleiros do Sul e competidores, seguido de um coquetel de boas-vindas do evento. Nesta sexta-feira (19) a competição começa para valer com a disputa de três regatas a partir das 14 horas.

da assessoria

Time dinamarquês tentará recuperar o barco encalhado no Índico

Velejadores do Vestas voltam ao barco que está encalhado em Cargados Carajos

Velejadores do Vestas voltam ao barco que está encalhado em Cargados Carajos

O futuro do Team Vestas Wind ainda está indefinido, mas o objetivo de todos os envolvidos é colocar o barco novamente na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. O primeiro passo será o mais difícil: tirar o veleiro que está preso em Cargados Carajos Shoals (St Brandon), uma ilha do Oceano Índico. O comandante da equipe, Chris Nicholson, voltou para o local do incidente para supervisionar a operação de retirada do barco. Talvez seja o momento mais complicado da história e nada como o líder para ajudar nesse processo.

Chris Nicholson voou na noite de quarta-feira (17) para as Ilhas Maurício e se juntará o Neil Cox, que está conduzindo o processo. Cox é um dos homens mais experientes nesse segmento. “A nossa meta, que daria uma medalha de ouro se tivesse em disputa, é fazer com que o barco flutue novamente e saia de onde está espetado. Precisamos passar por uma pequena lagoa e chegar a uma área segura”, disse Neil Cox. “Primeiro vamos evitar que o barco se desintegre. Depois ter chance de rebocar de volta para Maurício ou para um rebocador da Maersk Line”.

O Team Vestas Wind encalhou no dia 29 de novembro, andando a 19 nós (35 km/h) e forçou Nicholson e os outros oito tripulantes a abandonar o barco. Todos saíram ilesos.

A equipe de resgate montará base em um navio, já que não há nenhuma maneira de ficar na ilha. Barcos de pesca locais foram fretados para atravessar todos os dias a ‘lagoa’ existente na ilhota. “Esta regata me colocou em situações bastante inusitadas como atleta, mas agora digo que isso é único, jamais visto. Precisamos saber como está o barco, se está podendo suportar. Nós vamos tentar levar todas as partes conosco para tentar reciclar ou fazer um novo”, contou Neil Cox, que já correu outras edições da Volvo Ocean Race.

Os outros seis barcos e suas equipes estão descansando esperando o início da terceira etapa, que larga no início de janeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a Sanya, na China.

Segundo dia da Copa Brasil de Vela tem Bruno Fontes em primeiro na Laser e Patricia Freitas em segundo na prancha

Fred "sempre ele" Hoffmann captou a performance vencedora de Pat Freitas na RS:X Feminina hoje em Niterói.

Fred “sempre ele” Hoffmann captou a performance vencedora de Pat Freitas na RS:X Feminina hoje em Niterói.

Vento de forte a médio favoreceu brasileiros na competição

O segundo dia de regatas da Copa Brasil de Vela foi marcado por vento forte a médio em todas as raias da competição e muito sol. Os brasileiros souberam aproveitar bem da situação e subiram na tabela da classe Laser Standard e RS:X feminino.

Na RS:X, Patricia Freitas teve um bom dia e assumiu a segunda colocação. A líder é a inglesa Bryony Shaw, que tem apenas dois pontos a menos.

“Estou bastante satisfeita com o resultado, pois a flotilha inteira mudou a técnica da velejada e eu continuo velejando com a técnica que sempre usei. Comecei o campeonato um pouco insegura, mas no final das contas eu estou super rápida, com um ângulo super bom e com vento mais forte, que não é a minha condição preferida. E velejando em casa, então, é sempre melhor”, disse Patricia Freitas.

Entre os homens o líder é o polonês Pawel Tarnowski. Ricardo ‘Bimba’ Winicki caiu uma colocação e aparece em quarto como o melhor brasileiro.

Na classe Laser Standard, Bruno Fontes foi o melhor do dia e assumiu a liderança da competição após seis regatas e um descarte.

“O dia foi ótimo. Três regatas com vento bom. E apesar de não ter largado muito bem, estou com uma boa velocidade e com a entrada do descarte consegui assumir a primeira colocação”, disse Bruno Fontes. Robert Scheidt aparece em segundo, um ponto atrás.

Entre as mulheres, a belga Evi Van Acker assumiu a ponta com a entrada do descarte. Fernanda Decnop é a melhor brasileira na sétima colocação. A lituana Gintare Scheidt, esposa de Scheidt, que estava em primeiro ontem, caiu para a quarta posição.

“Não tive um dia muito bom hoje, mas não tem problema. Estou andando bem, mas hoje não consegui pensar muito bem na tática. Ainda não decidi se vou tentar a vaga para a olimpíada, pois temos dois filhos que são a minha prioridade. Mas eu gosto muito de velejar aqui. Fora que quem quer e pode ganhar medalha nos Jogos, está aqui”, disse Gintare Scheidt.

Na 470 feminina, a briga entre as duas duplas brasileiras segue acirrada. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan fecharam o dia na quarta colocação, empatadas com Renata Decnop e Isabel Swan. As líderes são as britânicas Sophie Weguelin e Eilidith McIntyre.

“Nós temos treinado muito em busca da vaga na Equipe Brasileira de Vela e chegar no mesmo nível da Fernanda e da Ana faz parte deste processo. Com duas duplas tão fortes, brigando sempre por boas colocações em todos os campeonatos, só aumenta o nível da classe no Brasil”, disse Renata Decnop.

Entre os homens, os líderes são os americanos Stuart McNay e Dave Hughes. Os gaúchos Geison Mendes e Gustavo Thiesen, em oitavo, são os melhores brasileiros.

Na Finn, depois de seis regatas e o descarte do pior resultado, Jorginho Zarif aparece na sexta posição. O inglês Giles Scott segue na liderança.

“Velejei um pouco melhor hoje do que ontem. Nos últimos quarenta dias eu estava treinando de Star para a final da Star Sailors League (SLL) e a velocidade de aceleração do barco e a tocada são diferentes. Mesmo depois de treinar dez dias de Finn, ainda não peguei a mão. Mas é o preço que se paga”, disse ele que foi quarto colocado, melhor classificação brasileira na SLL deste ano.

Martine e Kahena vencem prêmio Brasil Olímpico:

E para fechar o ano com chave de ouro, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze venceu ontem à noite o prêmio Brasil Olímpico, entregue pelo COB aos melhores atletas do ano. A dupla venceu nada menos que o Mundial da classe 49er FX e foi eleita as melhores velejadoras do mundo pela Federação Internacional.

“Confesso que não estávamos esperando, mas o prêmio fechou muito bem o nosso ano”, disse Kahena.

Para mais informações, como resultados e horários das regata, acessewww.copabrasildevela.com.br.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, Slam e da Richards.

 

Vitória holandesa por diferença de 16 minutos na segunda etapa da Volvo Ocean Race

Abu Dhabi comemora a vitória na segunda etapa da VOR

Abu Dhabi comemora a vitória na segunda etapa da VOR

Mais um final de etapa emocionante da Volvo Ocean Race. A perna entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos terminou com vitória apertada dos holandeses do Team Brunel, que cruzaram a linha de chegada 16 minutos na frente do segundo colocado, o chinês Dongfeng. O terceiro foi o Abu Dhabi Ocean Racing, para a festa da torcida local. Até o início da manhã deste sábado (13), quando os três barcos estavam prestes a concluir o percurso de mais de 9 mil quilômetros, era impossível dar vantagem para uma equipe ou outra.

Para vencer a perna entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, o Team Brunel teve que dar a última cartada já na aproximação ao porto. Atrás nas últimas 24 horas, os holandeses encontraram vento ‘do nada’ na milha derradeira e ganharam a etapa de mais de 9 mil quilômetros. A primeira posição estava quase certa nas mãos do Dongfeng. A regata durou 23 dias e 16 horas e 25 minutos.

“Estamos muito felizes pela vitória. Sempre digo que é melhor ter sorte do que ser bom, mas confesso que nessa etapa também fomos perfeitos. Poderíamos ter terminado em último, de tão difícil que foi. A nossa equipe fez um trabalho fantástico e velejamos melhor do que na primeira perna”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel.

Festa holandesa e um pouco de decepção chinesa. “O Team Brunel foi muito mais rápido do que a gente nos últimos dias. Não sabemos como, mas foram. Estamos um pouco desapontados. É preciso ser rápido para ganhar as pernas”, falou Charles Caudrelier, comandante do Dongfeng. “Sempre queremos melhorar e a boa notícia é que mostramos que podemos jogar o jogo de igual para igual”.

E o final da etapa, além de equilibrado, foi congestionado na passagem pelo estreito de Ormuz – que tem 400 metros de largura e liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico. Nos últimos dois dias, os barcos tiveram companhia de muitas embarcações, principalmente que transportam petróleo, já 50% das produtoras estão naquela região.

O espanhol MAPFRE deve chegar no fim do dia junto com o Team Alvimedica. Ambos estão disputando a quarta e quinta posições. Mais atrás está o Team SCA, em sexto.

Empate

A classificação, após duas pernas, mostra que a 12ª edição da Volvo Ocean Race é a mais equilibrada de todas. Triplo empate. Na primeira perna deu Abu Dhabi em primeiro e Team Brunel em terceiro. A situação se inverteu neste sábado. Os chineses do Dongfeng chegaram as duas em segundo. O resultado mostra o equilíbrio da nova classe de barcos, a Volvo Ocean 65.

“Não tem moleza. No passado dava para relaxar um pouco, pois o barco era rápido. Agora, o veleiro é completo em todos os aspectos e se alguém cometer um erro perde a vantagem”, ressaltou Bouwe Bekking. “Isso gera pressão a bordo, principalmente nos mais novos, que podem não saber lidar com perda de posições”.

A segunda etapa

A segunda etapa da Volvo Ocean Race foi histórica e teve emoção do começo ao fim. Desde a saída da Cidade do Cabo, com ventos de quase 100 km/h, passando pelas zonas anti-pirataria e pelas ilhotas do Índico, nenhum barco se destacou ou abriu vantagem na ponta.

A perna pelo Oceano Índico foi a mais desconhecida do evento de volta ao mundo. A flotilha de sete barcos, que terminou com seis após o acidente com o time dinamarquês, passou por uma área pouco navegada quando o assunto é regata oceânica.

O Team Vestas Wind não completou o percurso. No fim do mês passado, o barco da Dinamarca ficou encalhado em um banco de areia de uma ilhota do Oceano Índico. Os atletas foram obrigados a abandonar a embarcação e ainda há dúvidas se eles voltarão ao não à regata.

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