Bruno Prada chega ao Brasil e confirma disputa no Rio, em 2016
Proeiro desembarcou em Guarulhos, nesta quinta, comemorando a medalha; parceiro Robert Scheidt participa da cerimônia de encerramento da Olimpíada, no domingo
São Paulo – De volta ao Brasil nesta quinta-feira (9/8), Bruno Prada, proeiro de Robert Scheidt na classe Star, comemorou a medalha de bronze conquistada nos Jogos de Londres/2012. Muito assediado pela imprensa no desembarque no Aeroporto de Guarulhos, pela manhã, o velejador revelou que a dupla já planeja o próximo ciclo olímpico.
“Nós já temos plano B, plano C, plano D… Se a Star não voltar para a Olimpíada já tenho algumas opções de classes para o próximo ciclo olímpico”, contou Prada, sem revelar quais são as escolhas. A inclusão da Star nos Jogos do Rio de Janeiro/2016 depende da aprovação do COI (Comitê Olímpico Internacional).
Scheidt e Prada foram para a disputa da Medal Race, no domingo (5/8), com uma medalha já garantida. Precisavam ficar cinco posições à frente dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson (prata) para conquistar o ouro, que acabou nas mãos da dupla sueca, Fredrik Loof e Max Salminen.
“Logo depois da regata fiquei chateado com o resultado, mas a ressaca já passou e estou muito feliz com a medalha que conquistamos. Independente da cor uma medalha olímpica é para ser comemorada. É que nem filho, tem de cuidar bem”, brincou o proeiro.
O resultado nos Jogos de Londres/2012 encerra um ciclo considerado por Prada como quase perfeito. No período, ele e Scheidt conquistaram dois títulos mundiais – em Perth/2011 e Hyères/2012 – e se tornaram os primeiros tricampeões mundiais da Star.
“O ciclo olímpico foi vitorioso. Nossa dupla está acima da média, pois conseguimos dois títulos mundiais, uma Copa do Mundo e a medalha de bronze. Realmente, como todo povo brasileiro, ficamos um pouco frustrados por não ter conseguido o ouro. O balanço é positivo e estou de volta com minha segunda medalha”, resumiu Bruno.
A dupla ainda se manteve na liderança do ranking mundial da classe por 21 meses, entre julho de 2010 e abril deste ano, só deixando o posto durante o mês de dezembro de 2011, quando não disputaram nenhuma competição. O feito evidenciou o domínio brasileiro na Star, classe que pode ficar de fora da Olimpíada do Rio.
“O maior sonho de um atleta é competir em seu país em uma Olimpíada e será muito bom disputar os Jogos do Rio em 2016. Tenho algumas possibilidades de classes, caso a Star não volte,” ressaltou Prada. No mesmo vôo de Bruno, vieram a representante brasileira na Laser Radial, Adriana Kostiw, e o medalha de ouro na ginástica, Arthur Zanetti, muito festejado pelo público e imprensa no Aeroporto de Cumbica.
Homenagem no seu colégio
Recebido pela mulher Carla, uma das melhores triatletas brasileiras, Bruno chegou ansioso para rever os dois filhos. Na hora do almoço foi buscá-los no Dante Alighieri, mesmo colégio em que estudou, e acabou sendo homenageado. Levou suas duas melhadas olímpicas, conversou com toda a garotada, tirou fotos e deu autógrafos.
“Foi muito legal, pois reuniram mais de 200 crianças e jovens, que estavam curiosos para ver minhas duas medalhas (prata em Pequim/2008 e bronze em Londres). Consegui rever meus filhos e conversei com todo mundo”, contou.
Da Local


