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Regata Marina Bracuhy reúne mais de 500 velejadores

No último final de semana de março Angra dos Reis recebeu mais de 500 velejadores na Regata Marina Bracuhy. O comandante Helio, do Maracatu, conta como foi:

Mais de 110 barcos enfeitaram a já bela baía da Ilha Grande

12 razões do sucesso da 3ª regata JL Marina Bracuhy

1 – Muitos barcos 

A 3ª edição da regata JL Marina Bracuhy, que aconteceu nas águas da Baía da Ribeira, em Angra dos Reis, no último fim de semana de março, teve nada menos que 114 barcos, divididos em 13 classes – uma das maiores flotilhas da história da região. Foi, também, engordada por barcos que vieram de longe, como Ilhabela, Ubatuba, Florianópolis e até de Porto Alegre.

2 – Mais de 500 velejadores

Somadas, as tripulações dos 114 barcos passaram de 500 velejadores e velejadoras, de todas as idades e com as mais variadas experiências em regatas. A maioria, porém, era formada por entusiasmados iniciantes no mundo das competições a vela.

3 – Três dias de festa

A regata foi no sábado, mas a festa começou ainda na sexta, com a tradicional canoa da cerveja. Depois, no sábado à noite, houve a premiação (com troféus para os três primeiros colocados das 13 classes mais premiação especial para o fita azul dos Delta, Beneteau, Dufour e Lagoon), festança com música ao vivo (por conta da guitarra do George Moon e do sax da Pola Parix) mais sorteio de valiosos brindes, que foram de galões de tintas náuticas a um caiaque. E, no domingo, ainda houve um churrasco para quem deixou para ir embora mais tarde.

4 – Barcos clássicos deram espetáculo

Um dos pontos altos da regata foi a classe dedicada aos barcos clássicos. Três deles se destacaram: o Cangrejo (de 1944), o Aventura (de 1956) e o Helen (de 1962) – todos lindos veleiros com casco de madeira e com todas suas características preservadas. Foi quase como um desfile na água.

5 – O dia estava lindo

Na sexta choveu um pouco, mas o sábado amanheceu lindo, com muito sol e temperatura bem agradável. Para quem só queria participar da festa, a regata foi, também, um passeio pra lá de gostoso.

6 – Local mais que apropriado

O Bracuhy sempre foi um tradicional reduto da vela, em meio a uma paisagem deslumbrante. E a terceira edição da regata JL Marina Bracuhy reforçou ainda mais o resgate das regatas na linda marina e condomínio – que ficou ainda mais bonito com tantos barcos nos píeres.

7 – Feirinha náutica na marina

Uma dúzia de expositores, entre os apoiadores da regata (BROPC, Delta Yacht, Devassa, Gráfica Movimento, IMS, Renew Boat, Tlaloc e Tintas Vinci), montou uma pequena feira náutica no deque da JL Marina Bracuhy, apresentando seus produtos. Teve, também, feirinha de artesanato, lançamento de livros, degustação de petiscos e até massagem gratuita. 

8 – Comissão profissional de regata na raia

Como as regatas de barcos de oceano possuem regras estabelecidas por associações nacionais e internacionais, uma comissão profissional de regata, comandada por Humberto Albuquerque e Hallan Batista, membros da Cbvela, cuidou das raias e tornou a competição justa e bem organizada. Além disso, a prova também valeu como a 2ª etapa do Campeonato Anual da FARVO – Flotilha de Angra dos Reis de Veleiros de Oceano. 

9 – Vento fraco exigiu mais das táticas

O percurso, de 12 milhas, na Baia da Ribeira, teve três boias de passagem e começou com ventos SE de 12 nós, que deixaram todo mundo animado. Mas depois do primeiro contra-vento, diminuiu bastante. Só não incomodou muito porque a maior parte da flotilha já estava na perna de popa, com as velas-balão colorindo a raia. Já o segundo contra-vento, entre a Ilha das Flechas e Sabacu, foi mais difícil, porque o vento rondou e variou de intensidade. Depois disso, diminuiu ainda mais e não passou dos 5 nós, beneficiando quem já estava na frente. Já, no percurso mais curto, para veleiros mais lentos, o vento terminou quando a maior parte da flotilha ainda estava na primeira marca e o pessoal teve que usar todas as técnicas possíveis para velejar com vento fraco, por quase quatro milhas, dois terços da regata. Quem acertou na tática, se deu bem.

10 – Teve até regata extra

No domingo pela manhã, quem quis pôde participar de uma regata extra, a Comandante Vaz, organizada pelos próprios velejadores, em um percurso barla-sota, na qual os veleiros precisam fazer manobras rápidas e precisas, entre duas boias. Foi um bom treino para quem busca se aperfeiçoar.

11 – E churrasco de despedida

Também no domingo, quem deixou para ir embora mais tarde pôde participar do “Churrascuhy”, o já tradicional churrasco que encerra a regata JL Marina Bracuhy, que, mais uma vez, foi preparado pelo gaúcho Marcelo Lapinski, tripulante do veleiro Aventura (que trouxe 47 quilos de carne no avião, desde o Rio Grande do Sul), com a ajuda dos tripulantes dos veleiros Acauã e Caborges nas churrasqueiras. 

12 – Todo mundo saiu satisfeito

A regata foi um sucesso unânime entre os participantes. Nem mesmo a falta de ventos mais fortes desanimou a turma, que, depois, se expressou em comentários assim:

“Se Deus quiser, no ano que vem, estaremos aqui de novo” – Veleiro Beiramar, de Ubatuba

“Raia, regata, organização, recepção e calor humano impecáveis. Vou correr esta regata para sempre” – Hélio Magalhães, veleiro Mantra.

“Cento e tantos barcos cheios de amigos. Foi muito bom” – Veleiro Silene

“Já estou contanto os dias para a regata de 2020” – Veleiro Pituco

Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1PlO6HJvxHWsh4Dtsz8CmpO1oQ_TH0DN0?usp=sharing

Resultados completos em https://www.regatabracuhy.com.br/resultados

Confira os resultados da 3ª Regata JL Marina Bracuhy:

APS1:

1° Lugar: Avatar

2° Lugar: Staccato

3° Lugar: Galileu V

APS2:

1° Lugar: Asbar

2° Lugar: Catavento

3° Lugar: Super Pimpo

RGS A:

1° Lugar: Super Pimpo V

2° Lugar: Sinergia

3° Lugar: Catavento

RGS B:

1° Lugar: Nereus

2° Lugar: Nativo

3° Lugar: Silene 2

IRC:

1° Lugar: Asbar

2° Lugar: Fantasma

Clássicos 1:

1° Lugar: Mantra

2° Lugar: Helen

3° Lugar: Aventura

Clássicos 2:

1° Lugar: Sweet

2° Lugar: Beira Mar

3° Lugar: Nereus

Cruzeiro 1:

1° Lugar: Caramarujo

2° Lugar: Skua II

3° Lugar: Azougue

Cruzeiro 2:

1° Lugar: Lu Galante

2° Lugar: Opium

3° Lugar: Nica

Bico de Proa 1: 

1° Lugar: Moustique

2° Lugar: Liberty

3° Lugar: Simbora

Bico de Proa 2: 

1° Lugar: Our Dream

2° Lugar: Gladiador

3° Lugar: Neverland

Bico de Proa 3: 

1° Lugar: Tapuia IX

2° Lugar: Recreio X

3° Lugar: Oka

Metal

1° Lugar: Viralata II

2° Lugar: Canapi

3° Lugar: Gibraltar

Multicasco: 

1° Lugar: Mare XX

2° Lugar: Mente Sã

3° Lugar: Vento Novo

Além dessas classes, os primeiros veleiros Delta, Beneteau , Dufour e Lagoon  de suas classes também foram premiados

Beneteau 1: Bacanas IV

Beneteau 2: Oka

Delta 1: Gypsy

Delta 2: Strega

Dufour: Recreio X

Lagoon: Anakã

Confira os resultados da 1ª Regata Comandante Vaz:

Classe 1:

1° Lugar: Nativo

2° Lugar: Miss Cuca

3° Lugar: Divã

Classe 2:

1° Lugar: Kameha Meha

2° Lugar: Vida Mansa

3° Lugar: Libertad

Multi70 Maserati, de Giovanni Soldini, quebra recorde da RORC600 no Caribe. Mussulo 40 está em 7º na Classe40.

Equipe Maserati Multi 70: Giovanni Solidni (ITA), Vittorio Bissaro (IT), Guido Broggi (IT), Carlos Hernandez Robayna (ESP), Oliver Herrera Pérez (ESP), Nico Malingri (IT), Matteo Soldini (IT) Claude Thélier (FRA).

O Maserati, Multi 70 comandado por Giovanni Soldini (ITA), cruzou a linha de chegada do RORC Caribbean 600 às 20:49:00 AST desta terça-feira, 19 de fevereiro de 2019, em um tempo de 1 dia, 06 horas, 49 minutos e 00 segundos, levando a fita-azul dos multicascos e estabelecendo um novo recorde da regata, na sua 11ª edição, batendo o tempo anterior por pouco mais de uma hora.

Os eventos extraordinários em torno da batalha por esta fita-azul serão lembrados nos tempos vindouros. Apenas 48 horas antes do início do RORC Caribbean 600 2019, o MOD 70 Argo (EUA), de Jason Carroll, capotou em alta velocidade nos treinos. Parecia impossível que o Argo pudesse largar, mas depois de um esforço monumental da comunidade náutica de Antígua, da tripulação e da equipe de terra, o impossível fez-se realidade.

No dia da largada, Soldini, solidariamente, concordou com um atraso de duas horas na partida a pedido dos adversários. Daí em diante foi um épico nas 600 milhas em torno de 11 belas ilhas caribenhas, navegando dia e noite com os dois multicascos registrando mais de 30 nós de velocidade. 

Em Redonda, a ilha final do percurso, o Argo, que tinha ninguém menos que François Gabart a bordo, fez uma ótima manobra tática para colar no Maserati. E um intenso match race proporcionou a reviravolta final para essa fantástica história. O Maserati conseguiu prevalecer sobre o Argo para vencer por pouco mais de sete minutos, após 30 horas de ação explosiva. Intenso e belo!!

Entre os 106 barcos inscritos nas diversas classes e categorias há um brasileiro/angolano, o Classe40 Mussulo, de José Guilherme P. Caldas. Ele, Leo Chicourel, Alberto Vita, Rafael Martins e Antonio Nunes estão a pouco menos de 200 milhas da chegada, em 7º na classe e 29º entre os monocascos. Força aí, galera!!

Murillo Novaes/RORC 600

Ouro, prata e bronze! Brasil fecha ótima campanha na etapa de Miami da World Sailing Cup

Fernandinha e Ana começaram 2019 em alto nível. ©JESUS RENEDO/SAILING ENERGY/WORLD SAILING.

3, 2, 1… O ano de 2019 começou com um ótimo resultado para a Equipe Brasileira de Vela. Neste domingo, dia 3, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan conquistaram a medalha de bronze na classe 470 feminina, na etapa de Miami da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela). Assim, o país fechou a primeira grande competição do calendário com três pódios. 

No sábado, Martine Grael e Kahena Kunze foram ouro na 49erFX, e Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino ganharam a prata, a primeira medalha do Brasil na história da Nacra 17. 

Na 470 feminina, após uma semana consistente no top 10 da classificação, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan entraram na regata da medalha deste domingo na quarta colocação no geral. Velejando em ventos fracos, as brasileiras se mantiveram o tempo todo no pelotão da frente. Na descida do último popa, consolidaram a segunda posição na prova, suficiente para garantir um lugar no pódio, com 64 pontos perdidos, um ponto à frente da atual campeã olímpica, a britânica Hannah Mills, que ficou em quarto ao lado de Eilidh McIntyre.

A próxima competição de classes olímpicas do calendário é o Troféu Princesa Sofia, a partir de 29 de março, em Palma de Maiorca, na Espanha.

RESULTADOS COMPLETOS DO BRASIL NA COPA DO MUNDO DE MIAMI:

Sempre elas!! Martine e Kahena vieram crescendo ao longo da semana e… ganharam! Mais um ouro para a dupla. ©JESUS RENEDO/SAILING ENERGY/WORLD SAILING.

49er FX

1 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA), 58 pontos perdidos

2 – Alexandra Maloney/ Molly Meech (NZL), 60 p.p.

3 – Chalotte Dobson/ Saskia Tiden (GBR), 63 p.p.

Samuca Albrecht e Gabi Nicolino foram vice campeões em Miami. ©JESÚS RENEDO/SAILING ENERGY/AARHUS 2018.

Nacra 17

1 – Jason Waterhouse/ Lisa Darmanin (AUS), 50 p.p.

2 – Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino (BRA), 58 p.p.

3 – Santiago Lange/ Cecilia Carranza Saroli (ARG), 72 p.p.

470 feminina

1 – Frederika Loewe/ Anna Markfort (ALE), 60 p.p.

2 – Fabienne Oster/ Anastasiya Winkel (ALE), 62 p.p.

3 – Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan (BRA), 64 p.p.

Finn

13 – Jorge Zarif, 76 p.p.

Laser Radial

21 – Gabriela Kidd, 215 p.p.

49er

23 – Marco Grael/ Gabriel Borges, 174 p.p.

RS:X feminina

29 – Bruna Martinelli, 169 p.p.

Laser

56 – João Pedro Souto de Oliveira, 170 p.p.

Mais informações sobre a etapa de Miami da Copa do Mundo:
http://miami.ussailing.org/

Resultados completos: http://sailing.org/worldcup/results/index.php

Tiago Campante/CBVela

Jean-Luc Van Den Heede, aos 73 anos, vence Golden Globe 2018 e entra na história.

PPL PHOTO AGENCY - COPYRIGHT FREE (for editorial use only) Tel: +44 (0)7768 395719.  ppl@mistral.co.uk Photo Credit: Christophe Favreau/PPL/GGR ***2018 Golden Globe solo round the world yacht race: Jean-Luc Van Den Heede and his Rustler 36 MATMUT crossing the finish line at 10:12 to win the 2018 Golden Globe Race, off les Sables d'Olonne France today  The 71-year old Frenchman and his yacht MATMUT completed the 27,000 mile race in 211 days 23 hours 12 mins 19 seconds - 100 days faster than Knox-Johnston's SUHAILI   IN 1969

Jean-Luc Van Den Heede (FRA) escreveu seu nome nos livros de recordes não apenas vencendo a Golden Globe Race 2018, a circunavegação em solitário que replica nos mesmos moldes o feito de 50 anos atrás na Golden Globe original. Aquela que transformou em Sir o, até então, obscuro marinheiro inglês Robin Knox-Josnton e inaugurou a era das regatas em solitários sem paradas e sem assistência.

O veterano francês de 73 anos de seis circunavegações solitárias – uma na “direção contrária” –,  tomou dois títulos do britânico Sir Robin Knox-Johnston, o único finalista e, obviamente, vencedor, da regata do Globo de Ouro (Golden Globe) do Sunday Times há 50 anos e o velejador mais velho da história a completar uma regata de circunavegação solitária. Até o espocar do tiro de chegada às 09:12 UTC de hoje (29/01), Sir Robin tinha também o título de mais velho circunavegador solitário em uma regata, depois de completar a Velux 5 Oceans Race em 2007 com 68 anos de idade.

O idealizador da regata que revive os áureos e românticos tempos de outrora, onde só se navegava com sextante, leme de vento, não havia quase comunicação e os barcos tinha outro tipo de construção, Don McIntyre, estava exultante. Ele, que se inspirou na conquista de Knox-Johnston ao vencer a primeira regata solo em 1968/9 para organizar este evento de 50 anos, vibrou com o sucesso de Van Den Heed, “Que fantástico! Que vitória para o Jean-Luc! Ele provou que a idade é apenas um número. O desempenho dele é um exemplo clássico de planejamento, preparação e execução. Esta tem sido uma grande celebração para a aventura em geral e ressuscitar a história do Golden Globe Race do Sunday Times original era um sonho para mim”.

A regata original teve nove participantes e apenas um comandante chegou: Sir Robin Knox-Johnston. Bem, Bernard Moitessier não quis chegar, nem ganhar, porque considerou que obter os louros e o dinheiro do prêmio conspurcaria seu espírito de livre velejador. Outros tempos…  Assim, Sir Robin se tornou o primeiro a navegar em solitário sem parar ao redor do mundo enquanto o franco-polinésio Moitessier deu quase mais meia volta no planeta para chegar ao seu amado Tahiti. O desempenho de Jean-Luc VDH, de 211 dias, superou o tempo de Sir Robin Knox-Johnston em 100 dias – uma conquista notável levando em consideração todas as restrições para que os barcos e tudo mais tivessem a tecnologia de 1968. Bravo! 

Na GGR18 largaram 18 comandantes de 13 países: França (4), Grã-Bretanha (3), Austrália (2) e um de: Estônia, Finlândia, Irlanda, Índia, Itália, Holanda, Noruega, Palestina, Rússia e EUA, com idade média é de 47 anos. O caçula tinha 28 anos; o mais velho, 72, o agora vencedor aos 73 anos. 

Quatro navegadores ainda velejam neste momento. Mark Slats que recuperou incríveis 1500 milhas sobre Jean-Luc nas últimas semanas e está a 350 milhas da chegada. Ele ainda foi punido por um contato impróprio de rádio sobre meteorologia com o gerente de seu projeto. Os outros três estão a 3500 milhas náuticas (Randmaa, EST); 4400mn (Kopar, USA); e 7800mn (Lethinen, FIN) da linha final em Les Sables D’Olonne, na França. Chegadinha Old school também!!

Dos que não completaram, quatro desistiram por motivos pessoais, um sofreu uma falha no leme e cinco foram capotados, desmatreados e resgatados no Oceano Antártico, incluindo a britânica Susie Goodall, cuja história correu mundo. Outro montou um a mastreação de fortuna e conseguiu chegar à Cidade do Cabo sem ajuda. E mais dois foram obrigados pelas circunstâncias a parar na Austrália. Dureza! Quem se habilita para a próxima? 

Murillo Novaes

Bravíssimo, do ES, é campeão ORC 2018 da Copa Brasil de Oceano da ABVO. Rudá (SP) vence na IRC, Aventureiro (PE) na MOCRA, Zeus (SP) na RGS e Madrugada (RS) entre os clássicos.

A tripulação capixaba de Luciano Secchin foi o grande destaque da vela de oceano brasileira em 2018. Bravíssimo!

A Copa Brasil de Oceano, disputada durante o ano todo em todo o país, já tem definidos os seus campeões. O Bravíssimo, um Skipper 30 comandado por Luciano Secchin, levou o título de barco do ano, além de ficar com a medalha de ouro na classe ORC. A equipe venceu o Circuito Oceânico de Niterói e teve um excelente desempenho na Santos – Rio, no Circuito Rio e no Brasileiro, ficando com a segunda colocação nos três. A medalha de prata foi para o Maestrale LogSub/MapMa, um Skipper 30 do Comodoro Adalberto Casaes, seguido pelo Crioula 29, um S40 de Eduardo Plass.

Na IRC o grande campeão foi o Rudá, de Mario Martinez. O First 40 somou 164 pontos, tendo vencido a Regata Santos – Rio e também o Campeonato Brasileiro. Em segundo ficou o Asbar IV, um Beneteau First 35, de Jonas de Barros Penteado, seguido por Asbar II, um Delta 32 de Sergio Klepackz.

Na MOCRA, o Helia 44 Aventureiro, de Hans Hutlzer foi o vencedor, ao ganhar a Refeno e ficar com o segundo lugar no Brasileiro. Seu Gugu, um Raji 420, de Augusto Brito, e Odara, um Crowther 49, de Leonardo Taboada, ficaram com a segunda e terceira colocação respectivamente.

Já na RGS o Zeus, um Beneteau First 40.7 de Paulo Moura, venceu duas etapas da Copa Suzuki e levou o troféu de primeiro colocado da Copa Brasil. O segundo lugar ficou com Dorf, um Delta 26 de Roberto Schnardorf, e o terceiro ficou com o Sargaço, um Fast 365 da Escola Naval.

Dentre os Clássicos o campeão foi o Madrugada, um 2 Ton Frers de Niels Rump, que venceu a Semana de Vela de Ilhabela. Aries III, um Frers 43, de Diogo Aguiar, e o Brazuca, um Cal 9.2 de Rubens Bueno, ficaram com o segundo e terceiro lugares espectivamente.

A entrega dos troféus aos campeões será feita em data e local a serem definidos em breve pela ABVO e divulgado nos nossos canais oficiais. Os resultados completos podem ser vistos aqui.

ABVO/ Murillo Novaes

Armel Le Cléac’h capota na Rota do Rum. Solitário francês reportado em segurança.

041118- ROUTE DU RHUM DESTINATION GOUADELOUPE - DEPART

Foto: Yvan Zedda

No meio de uma grande tempestade no Atlântico., o francês Armel Le Cléac’h capotou em seu maxima trimarã, Banque Populaire IX, no incidente mais grave que atingiu a flotilha da Route du Rhum-Destination Guadeloupe,

A equipe de Le Cléac’h disse que o trimarã azul e branco virou às 11:00 horas UTC enquanto navegava em uma posição a cerca de 340 milhas a nordeste dos Açores. Na hora, Le Cleac’h lutava com ventos de 30 a 35 nós – que já haviam sido muito mais fortes pouco antes – e ondas de cinco metros.

O barco parece ter virado depois que o flutuador de bombordo se partiu. Le Cléac’h conseguiu acionar sua baliza de socorro e conseguiu falar com seu time de terra. O centro de coordenação marítima e de resgate de Gris Nez, no norte da França, assumiu o controle do resgate junto com o diretor de prova e a equipe do Banque Populaire. O comandante foi relatado estar seguro dentro de seu barco capotado aguardando o resgate.

Este capotamento é o mais recente incidente a atingir a classe ULTIME, na qual metade dos seis barcos que largaram já estão agora fora da prova. O primeiro a sair foi Seb Josse, depois que o Maxi Edmond de Rothschild quebrou o casco de boreste; depois, Thomas Coville seguiu Josse em busca de refúgio em La Coruña, no norte da Espanha, quando o Sodebo Ultim ‘sofreu uma falha estrutural em seu travessão frontal.

A classe é liderada no momento por François Gabart no MACIF, que está a 175 milhas a norte da Madeira, com o segundo colocado Francis Joyon no IDEC Sport está 38 milhas atrás dele. O único outro skipper “sobrevivente” da classe é Romain Pilliard no Remade-Use It Again, que ainda está no Golfo da Biscaia, a mais de 500 milhas do ritmo. A vida é dura na derrota rumo ao rum caribenho!…

Banque Populaire/Murillo Novaes

Parem as Máquinas! AkzoNobel, de Martine Grael, vence a 6ª etapa da VOR em Auckland.

Akzo_chegada_NZ.jpg

Na madruga kiwi, foi Martine e seus companheiros que cruzaram linha primeiro. Uhuu!

Esta terça-feira que se inicia em terras brasilis, já madrugada de quarta-feira na Nova Zelândia (GMT+13), é histórica para a vela tupiniquim. E novamente quem protagoniza o feito traz um sobrenome legendário nos mares nacionais e planetários: Grael.

Na primeira vez que um velejador brasileiro venceu uma etapa da regata de volta ao mundo, na Holanda, em 2006 (onde pude testemunhar, in loco, na madrugada fria de Roterdam), o comando do inesquecível Brasil 1 estava com um Grael, Torben. Foi ele também, junto com Joca Signorini e Horácio Carabelli (uruguaio-catarinense), que colocou o Brasil no topo ao vencer a VOR 2008/9 no comando do sueco Ericsson 4. Agora, quando pela primeira vez uma velejadora de Pindorama chega à frente numa etapa da Volvo Ocean Race, é a filha dele, Martine, que tem a honra de seguir, renovar e ampliar a incrível saga familiar. Sem falar no já comemorado ouro olímpico no Rio ao lado da parceira Kahena Kunze, no 49erFX. Demais!! Vai Tine!!!

O AkzoNobel, da timoneira e trimmer Martine Grael, que disputou a liderança da sexta perna da regata milha a milha, com o Sun Hung Kai / Scallywag desde que os dois emergiram nas cabeças da flotilha depois de um golpe de ousadia ao rumar, há agora longínquos 20 dias, pro norte (N-NE) logo depois do estreito de Luzon, enquanto o resto da flotilha rumava pro sudeste (E-SE), chegou à frente em Auckland, na Nova Zelândia. sem falar nas jogadas finais de ambos, usando o modo stealth, quando podem ficar “invisíveis” por 12 horas. Bela batalha!

Martine que viveu e navegou muito de Optimist naquelas águas (ganhou umas reganhas, claro) por ocasião da America’s Cup enquanto seu pai era tático do italiano Prada, já tinha previamente marcado um treino/retorno ao 49erFX com Kahena e as amigas/rivais kiwis para desenferrujar da vela olímpica. Vai fazê-lo com um largo sorriso agora!

Depois de mais de quase 6 mil milhas navegadas o AkzoNobel venceu com autoridade, com o Scallywag a apenas poucos minutos depois. Na cola, 4 míseras milhas atrás, vinha o Mapfre, que ultrapassou o Turn the Tide on Plastic nos minutos finais e trouxe o também fortíssimo Dongfeng na cola para desespero da zebra plástica da comandante Dee Caffari que chegou a parecer na liderança em algumas ocasiões depois do equador. Mais destacado, em último na perna, já que o acidentado (sempre ele, que coisa!) Vestas está no estaleiro lá em Auckland mesmo, está o Team Brunel.

A próxima etapa, já com os sete barcos novamente, a maior, com mais de 7500 milhas, pontos dobrados e um ponto extra pro primeiro barco a montar o cabo Horn, deixa Auckland dia 18/3 e ruma direto pra Itajaí (onde este escriba/papagaio vélico estará novamente locutando tudo. Venham todos!). Vamos torcer!!! Brasil-il-il-il!!

Fui!!

Murillo Novaes

 

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