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Groupe Bel pensa em fazer parada técnica na Nova Zelândia

Kito de Pavant, um dos skippers do Groupe Bel, disse aos organizadores da Barcelona World Race que desde janeiro estão velejando sem o gennaker para ventos mais fracos e sem o spinnaker pesado, rasgadas na passagem por Cabo Verde. Com isso a dupla não tem mais velas apropriadas para ventos de 15 a 25 nós e já considera uma parada na Nova Zelândia para arrumar os estragos. O problema é que qualquer parada fora do Oceano Índico deverá durar no mínimo 48 horas, segundo as regras da competição. Cada equipe leva a bordo mais de 10 velas medidas pela organização. No momento, o Virbac Paprec V segue na liderança, com Mapfre e Estrella Damm a 15 milhas um do outro e a mais de 500 milhas atrás do líder.

Clínica de Match Race empolga participantes em POA

A clínica de vela de match race feminino realizada no Veleiros do Sul, em Porto Alegre, entre os dias 2 e 7 de fevereiro com a técnica americana Sally Barkow serviu para as velejadoras e técnicos conhecerem melhor a classe olímpica Elliott 6M. Foram seis dias de intenso treinamento na água, sobretudo, para aprenderem à condução do barco que é uma novidade na vela brasileira.

“Iniciamos um trabalho e temos consciência que ainda falta muita coisa para aprender. A clínica praticamente foi dirigida ao conhecimento do barco, como usar o peso do corpo, as regulagens das velas, as manobras e as funções dos tripulantes. Elas sentiram que o barco exige muito preparo físico. Técnicas e táticas de match race pouco treinamos”, disse Geison Mendes, gerente técnico do Núcleo de Vela de Alto Rendimento do VDS.

A referência principal para a maioria dos velejadores que disputam a modalidade de match race aqui no Brasil é a classe J/24. Já o Elliott 6M tem características próprias, que diferem um pouco dos demais. Por isso a técnica americana, que há três anos compete nesta classe, deu várias dicas importantes para as brasileiras de como tirar melhor proveito do Elliott 6M na competição.

“Ela abriu muitas portas para nós com relação ao aprendizado e agora temos que trabalhar duro porque a Olimpíada de 2012 está próxima e assegurar a vaga para o Brasil será uma tarefa difícil”, diz Geison.

A experiência de Sally Barkow, velejadora do ano nos Estados Unidos, em 2005 e 2007, além de primeira colocada no Sailing Team EUA na classe Yngling (2005-08), foi importante para as meninas, tanto iniciantes no match como para as mais experientes. A timoneira Juliana Senfft, da equipe Itapuca (RJ) de match race, já competiu em eventos internacionais com o Elliott 6M. Mesmo assim, pegou dicas importantes.

“A clínica foi excelente, a Sally é uma velejadora e técnica conceituada, além de conhecer muito bem o barco. Ela passou muitas informações que serviram tanto para as novatas, quanto para nós, como velejar com maior conforto no barco, melhorar as manobras, e a comunicação entre as tripulantes. Valeu muito.”

A clínica de match race foi realizada no Veleiros do Sul e teve o apoio do programa de Solidariedade Olímpica do COI, através do Comitê Olímpico Brasileiro, que também esteve presente no lançamento da flotilha do Elliott 6M em Porto Alegre no dia 2 de fevereiro. Sally Barkow disse que gostou de trabalhar com o grupo “que é muito empolgado e dedicado”. E também pelas instalações do Clube que oferece toda a estrutura adequada para um bom trabalho.

O treinamento foi com os seis novos barcos olímpicos da classe Elliott 6M, adquiridos pela Lei de Incentivo ao Esporte com parceria da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), Bradesco e Unifertil. O COB e a CBVM estão preparando mais algumas clínicas com técnicos estrangeiros. As próximas serão realizadas de 19 a 23 de março para os níveis iniciante e avançado em Porto Alegre. Serão feitas nas vésperas da seletiva regional da América do Sul para a Grand Final da Nations Cup 2011, Copa do Mundo de match race, de 24 a 27 de março no Veleiros do Sul.

Por Ricardo Pedebos, do Veleiros do Sul

Equipes Pan-americana e olímpica serão definidas entre os dias 15 e 27 deste mês

A Semana Brasileira de Vela definirá os classificados para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro, e os integrantes da Equipe Brasileira de Vela para a temporada 2011. O evento compreende a seletiva pan-americana entre 15 e 20 e a olímpica entre 21 e 27 deste mês e ocorre no Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros do Sul, na praia de Jurerê, em Florianópolis.

Para confirmar presença no Pan do México, os velejadores precisam vencer a seletiva pan-americana nas suas respectivas classes. A programação tem início no dia 15 com a pesagem dos tripulantes. No dia seguinte, começam as regatas de flotilha nas classes Lightning, Hobie Cat 16, Snipe e Laser Radial (que vai selecionar o representante da Classe Sunfish). Apenas a classe J/24 não terá seletiva. A Confederação Brasileira de Vela e Motor definirá, por critérios técnicos, a equipe que representará o Brasil no Pan de Guadalajara.

As seletivas das classes Laser Standard (masculino), Laser Radial (feminino), RS:X (masculino) e RS:X (feminino), que são olímpicas e pan-americanas, serão disputadas na semana seguinte, entre 21 e 27, na mesma raia. Os representantes destas classes para Guadalajara serão definidos na somatória dos resultados da seletiva olímpica e do Campeonato Brasileiro.

No mesmo período serão realizadas também as seletivas de mais seis classes olímpicas: Star (masculino), Finn (masculino), 49er (masculino), 470 (masculino), 470 (feminino) e Match Race (feminino). Os melhores em cada classe, na soma dos resultados da Semana Brasileira de Vela e dos Campeonatos Brasileiros, formarão a Equipe Brasileira de Vela, que disputará os principais eventos internacionais desta temporada visando à preparação para a conquista da vaga do Brasil para as Olimpíada de Londres. A disputa será no Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro.

Na ultima edição dos Jogos Pan-Americanos, disputados no Rio de Janeiro em 2007, a equipe brasileira de vela conquistou sete medalhas, sendo três de ouro, duas de prata e duas de bronze. Boa sorte a todos os pretendentes!

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicação

Scheidt e Prada seguem na liderança do ranking mundial da classe Star

Segundo relação divulgada nesta quarta-feira (9/2) pela Isaf, brasileiros abrem 2011 como encerraram 2010: no topo da classificação

Os velejadores Robert Scheidt e Bruno Prada seguem na liderança do ranking mundial da classe Star, segundo relação divulgada nesta quarta-feira (9/2) pela Isaf. Scheidt e Prada somam 4.480 pontos, à frente dos alemães Johannes Babendererde e Timo Jacobs (4.400) e dos suecos Fredrik Loof e Johan Tillander (4.357).

Scheidt e Prada estrearam na temporada 2011, fundamental para a campanha olímpica para Londres/2012, com vitória na Walker Cup (de 22 a 23 de janeiro) e, na sequência, na Rolex Miami OCR (de 24 a 29), primeira competição do ano a contar pontos para a classificação da Isaf.

O próximo compromisso dos velejadores é a Semana Brasileira de Vela, entre os dias 21 e 27, no Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros do Sul, na Praia de Jurerê, em Florianópolis. Na competição, será formada a Equipe Brasileira de Vela, que disputará os principais eventos internacionais da temporada, visando à preparação para a disputa da vaga brasileira para a Olimpíada de Londres. O Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro, vai definir os países que estarão nos Jogos de 2012.

Da Local da Comunicação

Bonanza abandona a regata Buenos Aires – Rio

O Bonanza, do Club Naval do Uruguai, abandonou a regata Buenos Aires- Rio na tarde desta terça-feira, quando a equipe descobriu um veio de água na quilha. Hoje pela manhã a equipe já estava a salvo, em Rio Grande. Antes dele o Extra Brut também já havia abandonado a prova e regressado a Buenos Aires. E os brasileiros abandonaram antes da regata começar…

Energy Team, da França, se inscreve na Copa América

O sexto time a se inscrever para a próxima Copa América é francês e já tem nome: Energy Team. A equipe será comandada nada menos do que pelos experts em multicascos Bruno e Löick Peyron. E enquanto o AC72 não começa a ser construído, Loick segue na liderança da Barcelona World Race, ao lado de Jean Pierre Dick, a bordo do Virbac Paprec 3. A equipe francesa irá representar o Yacht Club de France. E a flotilha de treinamento da equipe terá 17 multicascos, de todos os modelos e tamanhos. Serão quatro F18, um D35, um X40, um G-Class, dois AC45, dois AC72, além de quatro F25, que tem 1/3 do tamanho do AC72, em escala. Caraca!

Bruno Landgraf quer vaga nas Paraolimpíadas de Londres

Após sofrer um acidente automobilístico e ficar 8 meses e 24 dias internado, o baiano Bruno Landgraf agora quer conquistar a vaga para as Paraolimpíadas de Londres, em 2012. Apesar de saber que não será fácil, Bruno não irá desistir fácil: “não estou velejando só para ter uma ocupação. Quero competir e ganhar! Em 2012, haverá os Jogos Paraolimpicos de Londres e quero estar lá. Antes, preciso de um patrocínio, para comprar um veleiro da classe Skud 18, que custa uns R$80.000,00. Mas eu chego lá!”, disse ele em entrevista à Revista Náutica. E os treinos não param. Quando começou, no ano passado, Bruno não agüentava mais do que dois minutos no leme. Hoje já corre regatas de duas horas, com direito a pódio no final. Alô mecenas!!

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