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Duas possíveis equipes asiáticas da Copa América velejam no AC45

Os testes com o AC45 já terminaram, porém dois potenciais times asiáticos estiveram velejando no barco esta semana. Uma das equipes vem da China, a outra, provavelmente da Coréia. O representante chinês deixou a Nova Zelândia após três dias de longas conversas com os organizadores da Copa. Se chegar a 10 times, Larry Ellison e Rusell Coutts vão pra galera!!

Família Buckup disputa vaga pan-americana da classe Lightining

A partir do dia 15 de fevereiro, alguns dos principais velejadores do País tentam classificação para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro. A Semana Brasileira de Vela também define os integrantes da Equipe Brasileira de Vela olímpica para a temporada 2011. O evento inclui a seletiva pan-americana entre 15 e 20 e a olímpica entre 21 e 27 deste mês e ocorre no Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros do Sul, na praia de Jurerê, em Florianópolis.

O bicampeão pan-americano Mário Buckup (Cali/71 e San Juan/79) está inscrito na classe Lightning na competição nacional. Para ganhar a vaga e representar o Brasil no México, o experiente velejador conta com a ajuda de familiares bem próximos. A esposa Telma e o filho Marc fazem parte do mesmo barco e dividem as estratégias de regata.

“Eu sempre gostei das classes em que o velejador precisa formar uma equipe para tomar decisões em conjunto. Nada melhor do que competir ao lado da sua família, facilitando assim o entrosamento e dividindo as tarefas. O resultado tende a ser melhor nessas ocasiões”, enfatiza Mário Buckup.

A disputa da classe Lightning na Semana Brasileira de Vela terá outros nomes de peso da modalidade. A equipe medalha de bronze no Pan do Rio de Janeiro em 2007 formada por Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista da Silva confirmou presença na seletiva. “O País conta com ótimos velejadores nessa classe, do mais alto nível técnico, e eu acredito que a batalha por uma vaga em Guadalajara será acirrada até a última regata”, conclui Buckup.

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicação

Tigre está a duas regatas do título brasileiro de RGS

A segunda colocação na regata longa, disputada nesta quinta-feira, faz do Tigre/Mormaii (Delta 21, de Alberto Santoro) o maior favorito a vencer o Brasileiro de BRA-RGS 2011, que está sendo disputado em Florianópolis. Com três chegadas em segundo lugar e uma terceira colocação nas quatro provas já disputas, o Tigre abre quatro pontos de vantagem sobre o Feitiço (FAST 395, de Carlos Augusto de Mattos), vencedor da regata. O campeonato encerra neste sábado, dia 12, e estão programadas somente mais duas barla-sota. Como todas as previsões de tempo indicam que as competições desta sexta-feira e sábado serão corridas sob ventos fracos, aumentam ainda mais as probabilidades do Tigre repetir os excelentes resultados que tem apresentado.

O percurso de 27 milhas colocou os 14 veleiros que largaram, dentro da Reserva Biológica do Arvoredo, com direito a passagem entre as ilhas Deserta e Arvoredo, um dos mais belos locais do litoral de Santa Catarina. Logo na largada o Tigre mostrou que estava faminto e montou a primeira bóia, a pouco menos de uma milha da largada, na terceira posição, atrás somente de Feitiço e Jylic (FAST 395, de Martin Alejandro Bonato). Antes de a flotilha aproar para o mar aberto, fez duas pernas em barla-sota junto à praia, contornou a Ilha do Francês – que divide Jurerê e Canasvieiras -, e mais uma perna, de aproximadamente duas milhas, até junto à praia de Cachoeira de Bom Jesus, todas na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina.

Na Ilha do Francês já era possível identificar os pelotões que dividiram a flotilha em três grupos. Na frente, e sempre na frente, o Feitiço era seguido por Jylic, Inaê/Transbrasa (Jeanneau DS 50, de Bayard Filho) e Scirroco (Multimar 32, de Fernando Navarro). Velejando com vento franco, rapidamente se afastaram do grupo intermediário que era capitaneado pelo Garrotilho (Neo 25, de Paulo Linhares), seguido de perto pelo Bruxo (Shaeffer 31, de Luiz Carlos Schaefer), pelo Argonauta (Neo 25) e Missionário (Skipper 30, de Antônio Wienfurter). Na bóia da Cachoeira de Bom Jesus o Zephyrus/Tempo (Velamar 29, de Tarcísio Mattos) consolida a posição na água frente ao Tigre e ao Magia (Delta 26, de Rodrigo Cunha). Velejando mais próximo à costa, Zephyrus alcança o Missionário ainda antes de entrarem em mar aberto e ultrapassa o Argonauta após uma série de cambadas junto aos costões da Ilha do Arvoredo.

No terceiro grupo a briga ficou entre Neno (Delta 26, de Mauro Ribeiro), que procurou vento no continente, Bom Abrigo (Mod 30, de Jeron Servaes) e Brascola (Skipper 21, de Henrique Gomes).

Velejando muito rápido e sem permitir a aproximação de qualquer um dos adversários, o Feitiço foi quem menos sofreu com a calmaria que antecedeu a mudança do vento de Nordeste para Sul, com as rondadas, com a chuva forte e com a inconstância nos ventos pós temporal que se abateu sobre todos os outros barcos. Com isto, parte do segundo pelotão se aproximou do primeiro e tripulações que acreditavam haver obtido uma boa colocação viram suas esperanças frustradas no quadro de resultados.

 Por Tarcísio Matos, comandante do Zephirus

Resultados:
1. Feitiço
2. Tigre II
3. Zephyrus
4. Magia
5. Jylic II
6. Scirocco
7. Bruxo
8. Argonauta
9. Garrotilho
10. Inaê/Transbrasa
11. Missionário
12. Brascola
13. Bom Abrigo
14. Nemo

  

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