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Equipes de Match Race em Porto Alegre antes da Pré-Olímpica

Depois de participarem da clínica de match race feminino com a técnica americana Sally Barkow, as velejadoras retornaram a Porto Alegre para as últimas preparações antes da pré–olímpica, que começa nesta segunda-feira, 21 de fevereiro, no Iate Clube de Santa Catarina, em Florianópolis.

O grupo, formado na maioria por meninas do Rio de Janeiro, treina até domingo nos barcos Elliott 6M, do Núcleo de Vela de Alto Rendimento do Veleiros do Sul. Esta classe fará parte dos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, na modalidade de match race, regata de barco contra barco, somente para as mulheres. Dois barcos seguiram na quarta-feira de Porto Alegre para Jurerê, onde irão estrear na primeira competição oficial desta classe no país, que definirá a equipe olímpica brasileira da temporada de 2011.

O Veleiros do Sul adquiriu seis barcos Elliott 6M através da Lei de Incentivo ao Esporte, com a parceria da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), Bradesco e Unifertil. Depois da Semana Brasileira de Vela, os barcos retornam para o Veleiros do Sul, que será a sede da seletiva sul–americana da Isaf Nations Cup, de 24 a 27 de março. Os vencedores representarão o continente na Final da Nations Cup, Copa do Mundo de match race, em setembro nos Estados Unidos.

Por Ricardo Pedebos, da assessoria do VDS

Regularidade marca o terceiro dia do Pré-Pan

No terceiro dia de disputas da Semana Brasileira de Vela, os velejadores mais regulares levaram a melhor. O vento leste, variando de 6 a 10 nós, foi suficiente para a realização de três regatas nesta sexta-feira. Os atletas têm até domingo para confirmar a classificação para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que serão disputados no México, em outubro deste ano. Quatro classes competem na primeira semana, na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis: Hobie Cat 16, Lightning, Snipe e Sunfish/Laser Radial.

O velejador mais regular na classe Sunfish/Laser Radial foi o gaúcho Geison Mendes. Com dois primeiros lugares e um sexto, o atleta assumiu a liderança na categoria mais disputada até agora, com 33 candidatos a uma vaga no Pan. “Tem muita gente de alto nível, no mínimo 10 velejadores que podem ganhar as regatas. Quem for um pouco mais conservador e velejar com o resto do grupo pode fazer a diferença”, relata Mendes, que abriu 12 pontos de vantagem para o segundo colocado, Matheus Dellagnelo. O velejador Bruno Fontes se recuperou dos resultados negativos dos primeiros dias e pulou da 14ª para a quarta posição.

Na classe Snipe, a dupla Alexandre Tinoco e Gabriel Borges aproveitou bem as condições de vento desta sexta-feira e assumiu a liderança com uma vitória, um segundo e um terceiro lugares. “Uma média como essa é o melhor resultado possível nesta competição, principalmente com o vento rondando muito e com rajadas. Nossa equipe precisa ficar atenta e focada, sempre mantendo o espírito de união dentro do barco. Agora é continuar com a cabeça no lugar nas próximas regatas porque a gente está bem treinado”, comemora Tinoco.

Depois da metade da competição, o critério de descarte de pontos começa a valer na classe Lightning. A tripulação de Cláudio Biekarck se mantém na liderança com oito pontos, seguida de perto pela família Buckup com nove. A tendência é que o resultado da Lightning seja conhecido apenas na última regata, no domingo. “A briga com o time do Biekarck está intensa. Amanhã tem mais e a gente está um ponto atrás. Nossa tripulação está rápida e hoje fomos bastante agressivos”, aponta Mário Buckup confiante no desempenho da equipe nas próximas regatas.

Na classe Hobie Cat 16, assim como na Lightning, a liderança não foi alterada. Neste caso, a dupla Bernardo Ardnt e Bruno Oliveira abriu três pontos de vantagem sobre José Roberto de Jesus e Anderson Brandão. Segundo Bruno Oliveira, os ventos fracos atrapalham todos os velejadores de Hobie Cat 16. “É mais complicado velejar com esse tipo de vento. A regata fica tensa porque a embarcação é feita pra condições mais favoráveis. Com mais vento, dá para ficar com os dois atletas presos no trapézio. Não tem aquela pressão de ficar entrando e saindo do barco e caçando vela”, explica Oliveira.

Resultados – após três dias
1- Bernardo Arndt/ Bruno Oliveira – 10 (5+1+1+1+1+5+1)
2- José Roberto deJesus/Anderson S. Brandão – 12 (1+2+5+2+4+1+2)
3- Claudio Teixeira Jr./ Weverton dos Santos – 16 (2+3+2+3+2+4+6)
4- Ricardo Halla / Marcela Mendes – 24 (6+5+3+4+5+2+5)
5- Mario Dubeux / Karoline Bauermann – 24 (3+4+6+5+3+6+3)

Hobie Cat 16 – 7 regatas (1 descarte)

Lightning – 7 regatas (1 descarte)
1- Cláudio Biekarck/ Marcelo Silva / Gunnar Ficker – 8 (2+2+1+1+2+1+1)
2- Mário Buckup/Telma Buckup/ Marc Buckup – 9 (1+1+2+5+1+2+2)
3- Bruno Prada/ Juan de La Fuente/ Nicolas Brancher – 19 (3+3+4+2+3+4+3)
4- Diego Mello / Jordan Mello / Marcelo da Silva – 20 (4+4+3+3+4+3+3)

Snipe – 6 regatas (1 descarte)
1- Alexandre Tinoco/ Gabriel Borges – 10 (3+1+4+2+1+3)
2- Paulo Santos/ Rodrigo Oliveira – 13 (1+2+3+4+3+12)
3- Alexandre Paradeda / Gabriel Kieling – 17 (9+4+1+1+2+11)
4- Rafael Gagliotti / Henrique Wisniewki – 25 (5+6+2+6+7+6)
5- Mario Tinoco Amaral/ Matheus Gonçalves – 25 (10+8+5+3+4+5)

Sunfish/Laser Radial – 6 regatas (1 descarte)
1- Geison Mendes – 13 (4+1+13+1+6+1)
2- Matheus Dellagnelo – 25 (5+5+5+9+1+9)
3- Allan de Oliveira Godoy – 36 (18+21+1+8+3+6)
4- Bruno Fontes – 43 (33+8+11+4+2+18)
5- Odile Ginaid – 44 (19+19+4+2+5+14)

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicação

Velejadores olímpicos começam a chegar em Floripa

Playboy se banha nas águas calmas de Jurerê para ver a estrela cadente adentrar o oceano.

A Semana Brasileira de Vela já recebe os principais nomes da vela nacional como o bicampeão olímpico Torben Grael e os medalhistas de Pequim Bruno Prada, Fernanda Oliveira e Isabel Swan. Os velejadores chegaram mais cedo à Santa Catarina para conhecer as condições da raia e o regime de ventos. Nesta semana, a Semana Brasileira de Vela define os classificados para os Jogos Pan-mericanos de Guadalajara nas classes Hobie Cat 16, Lightning, Snipe e Sunfish.

A partir do dia 21, a seletiva valerá para a formação da Equipe Brasileira de Vela Olímpica, que competirá nos principais eventos internacionais visando classificação para a olimpíada de Londres 2012. Os vencedores de cada classe olímpica receberão apoio da Confederação Brasileira de Vela e Motor durante todo ano.

O maior vencedor do esporte brasileiro em olimpíada, Torben Grael, começou a treinar nesta sexta-feira, no Iate Clube de Santa Catarina, com o barco da classe Star ao lado do proeiro Marcelo Ferreira, A parceria chegou à Florianópolis no dia anterior para estudar a raia. “Em casa é sempre mais complicado de treinar, porque você tem os problemas do dia-a-dia para resolver. No Rio de Janeiro só tem vento na parte da tarde, o que dificulta um pouco mais. Aqui em Florianópolis você se desliga de tudo e fica só por conta da velejada, o que rende mais”, destaca Torben Grael.

Outro nome importante aguardado em Florianópolis, neste sábado, é Robert Scheidt. O parceiro dele, Bruno Prada já está velejando na praia de Jurerê. Bruno é o comandante de uma equipe que tenta vaga no Pan na classe Lightning. “Estou velejando esta semana na Lightning para entender melhor as condições do vento e da correnteza nesta raia. Esse conhecimento ajudará nossa dupla na semana que vem na disputa da Star”, explica Bruno Prada.

Segundo a medalhista olímpica Fernanda Oliveira — bronze em Pequim 2008 na classe 470 – conhecer o local de competição com antecedência faz parte da preparação de um time campeão. “A modalidade depende muitos dos fatores da natureza como regime de ventos, maré e ondulação. Há características individuais em cada raia, por isso é sempre bom chegar mais cedo”, analisa Oliveira.

A ex-proeira de Fernanda Oliveira, Isabel Swan, hoje faz parceria com Martine Grael, filha de Torben. A velejadora relata que está preparada para a briga acirrada na classe 470 por uma vaga em Londres. “Contratamos um técnico experiente (o americano Larry Suter) e treinamos forte para ficar cada dia mais entrosadas. O profissionalismo chegou de vez, principalmente na classe. Lá fora é assim e temos que fazer o mesmo para competir de igual para igual com as adversárias”, explica Swan, que também está em Santa Catarina desde o início da semana para conhecer a raia.

Classe 470 corre junta – A Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) confirmou, a pedido dos velejadores da classe, que as disputas da 470 da Semana Brasileira de Vela não serão divididas entre masculino e feminino, ou seja, todos os atletas disputam uma única classificação. O objetivo é elevar o nível técnico das parcerias femininas e evitar que as duas duplas favoritas – lideradas por Fernanda Oliveira e Martine Grael – façam uma disputa de match race.

A iniciativa já foi aplicada no Brasileiro da classe, disputado de 4 a 7 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Na oportunidade, a parceria Fernanda Oliveira e Ana Barbachan terminou na segunda colocação, perdendo apenas para os favoritos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen. Martine Grael e Isabel Swan acabaram na quarta colocação, atrás de Alexandre Paradeda e Bernardo Arndt.

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicação

Regata de Verão acontece neste fim de semana em Angra

A 23ª Regata de Verão 2011 – Angra dos Reis Marina Clube/Farvo acontece neste sábado, dia 19, com largada ao meio-dia, próximo a Ilha Gipóia. Informações e inscrições com Regina, no Angra Marina Clube, telefone 24-3365-2349. Se liguem!

Chris Stanmore-Major rasga o grande na Velux 5 Oceans

O caminho até Punta del Este não está sendo fácil para os velejadores da Velux 5 Oceans. Os mares do sul castigaram ontem o velejador Chris Stanmore-Major. Ao tentar passar a mestra do segundo para o terceiro rizo, a vela enroscou e acabou abrindo um rasgo de cerca de 2,5m. Com isso a velocidade que antes era de 15 nós agora caiu para 10. Nos últimos dias o velejador, que ocupa a quarta e última colocação, havia diminuído em 20 milhas a distância entre ele e o terceiro colocado. Maratona é assim mesmo! Acontece…

Virbac Paprec 3 volta para a BWR na primeira colocação

Mesmo depois de parar por 48 horas na Nova Zelândia para arrumar os carrinhos das talas da vela grande o Virbac Paprec 3 voltou para a Barcelona World Race na primeira colocação. Enquanto isso, os outros competidores também consideram uma parada na ilha para consertar seus barcos antes de enfrentar as tempestades dos mares do sul, mesmo sabendo que terão que ficar no mínimo dois dias parados como penalização. Com problemas no carrinho da mestra, o  Hugo Boss, é um dos barcos que pensa em parar. Apesar de ainda não ter tomado a decisão, a equipe de terra já segue para Wellington caso a parada seja confirmada. Iker Martinez, a bordo do Mapfre, explica que “a esta altura, todos os barcos estão quebrados, isso não é segredo”. E agora a disputa a bordo é entre a segurança e a competitividade “A lógica nos diz para parar por segurança e performance, mas nós preferimos seguir”, explica ele, que ocupa a segunda colocação, 156 milhas atrás dos líderes. Estão perto! Há uma semana eram quase 900 milhas…

Flotilha de RC44 segue para San Diego

Entre os dias 2 e 6 de março, a classe RC44 se reúne em San Diego, nos EUA. São esperadas 11 equipes para o evento que terá disputas de match race e flotilha. Grandes nomes da vela, como Paul Cayard, Russel Coutts e Kevin Burnham também são esperados por lá. Vai ser bonito!

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