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Dia clássico em Jurerê vê líderes se fortalecerem e os primeiros campeões da Semana Brasileira de Vela

 

Zarifinho o eterno filho de peixe, na clássica classe da família, o Finn, permanece como o único 100% nas águas floripopolitanas.

 

Florianópolis (SC) – A sexta-feira registrou a melhor média de ventos de toda a Semana Brasileira de Vela. A variação de 12 a 15 nós, com direção Nordeste, favoreceu os atletas mais bem preparados. Nas classes Finn, RS:X, Star e 49er os velejadores apenas precisam correr as regatas do sábado para se classificar para a Equipe Olímpica Brasileira. Outro destaque do dia foi a definição dos primeiros classificados para a Equipe: o trio liderado por Juliana Mota venceu a classe Match Race.

Na classe RS:X, o bicampeão Pan-Americano Ricardo Winicki, o Bimba, aproveitou bem as condições climáticas e praticamente confirmou presença nos jogos de Guadalajara e na Equipe Olímpica. Bimba abriu seis pontos de vantagem sobre o rival Albert Carvalho. “O vento apareceu e a briga foi boa com o Albert durante todo o evento. O ano todo será de muitas competições. Vai assim até a Olimpíada, com competições todos os meses”, destaca Bimba.

Na versão feminina da Prancha à Vela, Patrícia Freitas reina absoluta e deve confirmar matematicamente a vaga no Pan nas provas de sábado. A vantagem para Patrícia Castro subiu para seis pontos. “Acho que já estou garantida no Pan. Não digo nem pelas regatas da Semana Brasileira de Vela, mas porque estou velejando melhor do que o resto da flotilha. Fruto da minha dedicação e dos meus treinos”, reforça Freitas.

Na Star, mais uma vez, a parceria Robert Scheidt e Bruno Prada fechou o dia com vitória nas duas regatas disputadas na raia da praia de Jurerê. Com vantagem de sete pontos sobre os rivais Torben Gral e Marcelo Ferreira, os atuais líderes do ranking mundial só precisam entrar na água para ratificar o título da Semana Brasileira de Vela. “Dos quatro dias de disputa, esta sexta foi o melhor de vento, bem puro e com bastante ondulação. É uma condição que a gente se sente confortável para velejar. Espero que continue nos próximos dois dias para que, na pior das hipóteses, a gente faça um grande treino”, analisa Bruno Prada.

Outro que já comemora de maneira antecipada o título da Semana Brasileira de Vela é Jorge Zarif na classe Finn. Falta apenas entrar na água e participar das regatas finais. O velejador é o único que mantém os 100% de aproveitamento depois de oito regatas. Zarif permanecerá na equipe brasileira na classe e terá a chance de correr as competições internacionais da temporada 2011 com apoio da CBVM.

Mudanças na 470 – A disputa em várias classes está praticamente definida. Mas a briga na 470 é regata a regata. Prova disso é a nova liderança após oito regatas. A dupla Fábio Pillar e Gustavo Thiesen chegou em primeiro nas duas provas da sexta-feira e confirmou o favoritismo. Os atuais líderes do ranking brasileiro estão com três pontos de vantagem sobre Fernanda Oliveira e Ana Barbachan.

“A gente estava atrás, mas as condições melhoraram e a passamos as meninas. Ventos fracos beneficiam as tripulações mais leves, mas a coisa estava complicada”, indica Fábio Pillar. A presença das mulheres na mesma flotilha dos homens foi um pedido da classe para elevar o nível da vela feminina. “Um puxa o outro. Se tivesse separado a gente não teria uma regata rica em manobras e dificuldades. A 470 só tem a ganhar com isso”, destaca Fernanda Oliveira, que tirou dois segundos lugares nesta sexta e superou a tripulação rival Martine Grael e Isabel Swan na classificação geral por apenas um ponto.

Na classe Laser Radial, Adriana Kostiw repetiu o bom desempenho do dia anterior e fechou a sexta com duas vitórias. O resultado coloca a velejadora paulista com vantagem confortável para a segunda colocada, Odile Ginaid. “O vento forte e com mais onda facilita quem está mais bem preparado fisicamente. Isso fez a diferença hoje em Florianópolis. Eu fiz um trabalho específico para chegar a esse resultado”, afirma Kostiw, que pode confirmar a vaga no Pan na Laser Radial neste sábado.

O mesmo ocorreu na Laser Standard com Bruno Fontes, que terminou em primeiro as últimas quatro regatas disputadas na seletiva. O velejador catarinense está próximo de representar o País no Pan pela primeira vez na carreira.

Rápido que nem notícia ruim! Bucha e Marquinho no 49er mostraram para Fred Hoffmann o verdadeiro significado de velocidade a vela.

Na 49er, André Fonseca e Marco Grael têm doze pontos de vantagem para a dupla chilena Pablo Herman/Luis Herman e também só precisam entrar na raia para vencer a Semana Brasileira de Vela. Os únicos adversários brasileiros na disputa, Rodrigo Monteiro e Gabriel Borges estão em terceiro lugar.

Match Race definido- A tripulação formada por Juliana Mota/ Marina Jardim e Larissa Juk é a campeã da seletiva de Match Race da Semana Brasileira de Vela. Elas bateram, na final, a equipe de Renata Decnop por três matches a um. Na disputa pelo terceiro lugar, as comandadas de Juliana Senfft superaram as de Carolina Béjar.

O resultado mantém a tripulação de Juliana Mota na Equipe Brasileira de Vela, que vai representar o País nas competições internacionais da temporada 2011. “Agora é reta final para classificação olímpica. A vitória foi importante para chegar ao Mundial de Perth (Austrália) e classificar o time pra Londres.Vamos treinar bastante e competir lá fora para ficar cada vez mais entrosada”, comemora Juliana Mota.

Pela primeira vez, o Match Race Feminino estará inserido no calendário olímpico. O Brasil já conta com seis barcos Elliott 6M para aperfeiçoamento das equipes femininas.

Resultados dia 4

Laser Radial – 8 regatas (1 descarte)
1- Adriana Kostiw (SP) – 10 pp (1+1+2+5+3+1+1+1)
2- Odile Ginaid (ES)- 18 (5+2+3+2+1+3+3+4)
3- Monica Matschinske (RJ) – 13 (4+3+1+1+4+4+4+2)

Laser Standard – 8 regatas (1 descarte)
1- Bruno Fontes (SC) – 13 (4+1+6+4+1+1+1+1)
2- Eduardo Couto (RS) – 21 (3+3+1+5+13+3+3+3)
3- Adrion Santos (RS) – 13 (1+2+4+2+4+6+4+5)

RS:X Masculino – 8 regatas (1 descarte)
1- Ricardo Winicki, o “Bimba” (RJ) – 7 (1+1+1+1+2+1+1+1)
2- Albert de Carvalho (RJ) – 13 (2+2+2+2+1+2+2+2)
3- Gabriel Carvalho (RJ) – 21 (3+3+3+3+3+3+3+3)

RS:X Feminino – 8 regatas (1 descarte)
1- Patrícia Freitas (RJ) – 7 (1+2+1+1+1+1+1+1)
2- Patrícia Castro (RJ) – 13 (2+1+3+2+2+2+2+2)
3- Lélia Winkler (RJ) – 23 (4+4+2+3+3+3+4+4)

Finn – 8 regatas (1 descarte)
1- Jorge Zarif (SP) – 7 (1+1+1+1+1+1+1+1)
2- Henry Boening (RJ) – 14 (2+2+2+2+3+2+2+2)
3- Fábio Bodra (SP) – 25 (4+3+4+5+5+3+3+3)

470 – 8 regatas (1 descarte)
1- Fábio Pillar/Gustavo Thiesen (RJ) – 14 (6+1+1+6+3+1+1+1)
2- Fernada Oliveira/Ana Barbachan (RS) – 17 (5+4+3+2+1+3+2+2)
3- Martine Grael/Isabel Swan (RJ) – 11 (2+3+2+3+2+2+6+4)

Star – 8 regatas (1 descarte)
1- Robert Scheidt/Bruno Prada (SP) – 7 (1+2+1+1+1+1+1+1)
2- Torben Grael/Marcelo Ferreira (RJ) – 14 (3+1+3+2+2+2+2+2)
3- Admar Gonzaga/Rony Seifert (DF/SP) – 20 (2+5+2+4+3+3+3+3)

49er – 12 regatas (2 descartes)
1- André Fonseca/Marco Grael (RS-RJ) – 12 (2+1+1+1+2+4+1+3+1+1+1+1)
2- Pablo Herman/Luis Herman (Chile) – 24 (1+3+2+3+3+3+3+1+3+2+3+3)
3- Rodrigo Monteiro/Gabriel Borges (RJ) – 26 (3+2+4+2+1+2+2+2+4+4+4+4)

Match Race – classificação final
1- Juliana Mota/Marina Jardim/Larissa Juk – classificadas
2- Renata Decnop/Fernanda Decnop/Tatiana Ribeiro
3- Juliana Senfft/Gabriela Sá/Daniela Adler
4- Caroline Bejar/Andrea Grael/Kira Penido

A seletiva olímpica da Semana Brasileira de Vela reúne, no Iate Clube de Santa Catarina, 80 velejadores até domingo (27). Os resultados da seletiva, somados aos dos brasileiros de cada Classe, definem os integrantes da Equipe Brasileira de Vela Olímpica, que disputará as principais competições internacionais e buscará classificação para a vela nacional nos Jogos Olímpicos de Londres/2012 durante o Mundial da Austrália, em dezembro. Duas das classes, Laser (masculino e feminino) e RS:X (masculino e feminino) também são pan-americanas e os indicados da Equipe também serão os representantes brasileiros no Pan de Guadalajara, em outubro deste ano.

A Semana Brasileira de Vela é organizada pela Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e pelo Iate Clube de Santa Catarina, com apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Federação de Iatismo do Estado de Santa Catarina, da Prefeitura Municipal de Florianópolis e do Governo de Santa Catarina e a produção da Brasil1 Esporte. O patrocínio é do Bradesco e da CPFL Energia, apoiadores oficiais da CBVM.

Fui!!

Empate triplo define vaga no match race feminino em Floripa

Dr. Hoffmann capturou a alegria de Juju, Marina e Lala as luluzinhas brasucas do match feminino internacional.

A tripulação formada por Juliana Mota, Marina Jardim e Larissa Juk é a campeã da seletiva de Match Race da Semana Brasileira de Vela. A equipe derrotou as irmãs Renata e Fernanda Decnop e Tati Ribeiro por três a um, no início da tarde desta sexta-feira, na raia montada em frente à praia de Jurerê Internacional no belo dia de nordeste farto (de 12 a 16 nós) por aqui.

O resultado mantém a tripulação na Equipe Brasileira de Vela Olímpica, que vai representar o País nas competições internacionais da temporada 2011. “Agora é reta final para classificação olímpica. A vitória foi importante para chegar ao Mundial de Perth (Austrália) e classificar o time nacional para Londres.Vamos treinar bastante e competir lá fora para ficar cada vez mais entrosadas”, comemorou Juju Mota.

Na primeira fase, o time da capitã Juliana Mota perdeu os dois matches para a tripulação de Renata Decnop. A revanche ocorreu na decisão. Segundo Mariana Jardim, a rivalidade entre as equipes é importante para o crescimento da modalidade no País. “A rivalidade nós guardamos apenas para o momento das regatas. Para crescer, a gente precisa trocar experiências, treinar juntas e ser amigas”, revela Jardim. A coisa está tão parelha que na soma do Brasileiro e desta PreOL, o que decidiu a vaga na Equipe Brasileira de Vela, as equipes de Mota, Decnop e Juju Senfft terminaram empatadas com 4 pontos perdidos. Sendo que Mota levou no critério de desempate que é justamento o evento aqui de Floripa.

Além da equipe campeã, a seletiva de Match Race da Semana Brasileira de Vela contou também com mais três times: (Renata Decnop/Fernanda Decnop/Tatiana Ribeiro, vice-campeãs); (Juliana Senfft/Gabriela Sá/Daniela Adler, terceiras colocadas) e (Caroline Béjar/Andrea Grael/ Kira Penido, que ficam em quarto).

Os times femininos de Match Race já podem treinar e competir com os novos barcos Elliott 6M durante a temporada e já usaram em Jurerê o novo equipamento olímpico . As embarcações próprias, segundo Juliana Mota, facilitam o desenvolvimento da modalidade no País. “Ano passado pra gente foi bem ruim, porque as meninas não tinham barco e a adaptação é sempre demorada. Agora podemos ir para as competições mais bem preparadas”, indica Mota

Barcos Elliot 6M- A Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o Clube Veleiros do Sul (RS) e as empresas Bradesco e Unifertil importaram da Nova Zelândia seis barcos Elliot 6M para ficar à disposição das atletas do País, visando os Jogos Olímpicos de Londres/2012. O projeto foi finalizado com recursos provenientes da Lei de Incentivo ao Esporte e cada embarcação custou R$ 100 mil.

Pela primeira vez, o Match Race Feminino estará inserido no calendário olímpico, já em Londres/2012. O Brasil vai tentar classificar uma tripulação no Mundial de Perth, em dezembro, na Austrália. “É muito mais fácil para o público que não conhece vela entender já que são só dois barcos e quem chegar na frente ganha. O formato é simples e vai ajudar a divulgar a vela nas olimpíadas”, explica Juliana Senftt (VDS), semifinalista na seletiva.

O convênio entre as duas instituições deixa as embarcações prontas para treinamento das tripulações femininas nas cidades de Porto Alegre (RS) e Niterói (RJ). “O layout do barco é simples e moderno. Apesar de não ser fácil de velejar neles, creio que as meninas vão se adaptar facilmente ao Elliot. Agora elas não devem sofrer nas competições internacionais, porque estão mais familiarizadas com os barcos”, revela Martha Rocha, técnica da CBVM, foi a primeira a velejar com os novos Elliot, em Porto Alegre, no início do mês.

“Para a vela feminina é uma solução muito boa. Você pode pegar velejadoras de todas as classes e colocar na mesma embarcação. O aprendizado é enorme”, destaca Andrea Grael.

A CBVM, auxiliada pelo Projeto de Solidariedade Olímpica do COB, projeta também fazer um trabalho para aumentar a massa corporal das velejadoras de Match Race do País, atendendo assim aos padrões exigidos pela nova classe olímpica. “Precisamos atingir 200 kg entre as três velejadoras. Sei que é difícil encontrar esse perfil entre as brasileiras, já que não é o nosso biótipo. Mas, é possível atingir essa meta”, explica Marta Rocha.

A tripulação campeã do Match Race feminino terá de aumentar, no mínimo, 30 kg para chegar ao padrão ideal para a classe. “O negócio é fazer um acompanhamento nutricional e muita preparação física para ganhar esse peso de massa muscular e não de gordura. Vamos ver se os namorados vão gostar, mas atleta é assim”, ressalta Larissa Juk

A seletiva olímpica da Semana Brasileira de Vela reúne, no Iate Clube de Santa Catarina, 80 velejadores até domingo (27). Os resultados da seletiva, somados aos dos brasileiros de cada Classe, definem os integrantes da Equipe Brasileira de Vela Olímpica, que disputará as principais competições internacionais e buscará classificação para a vela nacional nos Jogos Olímpicos de Londres/2012 durante o Mundial da Austrália, em dezembro. Duas das classes, Laser (masculino e feminino) e RS:X (masculino e feminino) também são pan-americanas e os indicados da Equipe também serão os representantes brasileiros no Pan de Guadalajara, em outubro deste ano.

Sonoras de Juliana Mota e Larissa Juk, classificadas para a Equipe Brasileira de Vela depois de vencerem a Classe Match Race:

Clique aqui para ouvir sonora de Juliana Mota

Clique aqui para ouvir sonora de Larissa Juk

Fui!!!

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