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Em dia de ‘porranca’ e quebras, Negra emerge na frente.

O mestre dos magos Dom Matias Capizzzano nos brindou com esta maravilha que capta a essência do dia de hoje em Búzios.

A sexta-feira em Búzios foi de temperatura amena, sol forte, céu claro e ventos muito intensos do quadrante leste, que chegaram a soprar perto de 30 nós nas rajadas mais fortes. Com isso, o segundo dia de disputas da segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup 2011 foi marcado por condições que testaram ao máximo tripulações e equipamentos.

A primeira regata do dia foi vencida pelo ‘Pajero/Phoenix IX’, de Eduardo Souza Ramos, que, junto ao 8º lugar na segunda prova hoje, o fez subir para 5º lugar geral. “Foi um dia espetacular! Vencer esta regata hoje, nestas condições, com o barco planando a mais de 20 nós em uma flotilha tão boa, com competidores tão qualificados, foi o bônus do bônus”, entusiasmou-se Souza Ramos.

A regata foi marcada também pela quebra de dois S40. O argentino ‘Patagonia’ rompeu o gurupés em uma colisão com o ‘Crioula’. Depois do protesto julgado, o barco gaúcho foi desclassificado e o argentino receberá como reparação nas duas regatas que não correu hoje a média geral de seus próprios pontos no campeonato como prevê a regra “A10.a”.

Já o barco chileno ‘Celfin Capital’ sofreu uma avaria mais dramática. Seu mastro se partiu em dois quando um dos cabos de sustentação se rompeu e a tripulação foi obrigada a cortar velas e cabos, deixando tudo afundar no mar de Búzios, para evitar maiores danos ao casco do veleiro. “Durante o jaibe ouvi um barulho no mastro, como se um brandal ou mesmo a cruzeta tivesse quebrado e, quando vi, tudo já estava na água. Ainda bem que ninguém se machucou”, contou o brasileiro Clinio Freitas, medalha de prata em Seul 1988 ao lado de Lars Grael.

Na segunda regata, com a flotilha reduzida a 11 barcos, o eterno favorito ‘Negra’, argentino de tripulação uruguaia, venceu, com o ‘Mitsubishi/Gol’, de Torben Grael, na sua cola, mas os dois bem à frente do resto da flotilha. Com o segundo lugar obtido na primeira prova do dia, o campeão de 2010 e vencedor da primeira etapa deste ano em Ilhabela, voltou a frequentar o lugar mais alto da súmula e lidera com 12 pontos perdidos, seguido do chileno ‘Movistar’ (16 pts.) e do argentino ‘Patagonia’, que após a reparação soma 20 pontos.

HPE25 – Na classe HPE25 o dia de mar e vento desafiador não foi menos contundente para a flotilha. O então líder ‘Match Point’, do comandante Hugo del Priore, campeão de 2010 e também da primeira etapa de 2011, quebrou o mastro no final da segunda regata e mesmo assim cruzou a linha em 5º lugar para manter a vice-liderança geral da copa. Já o seu principal rival, o ‘Ginga’, de Breno Chvaicer, com um segundo e um primeiro hoje, tomou a liderança. detalhe: o ‘Ginga’ cruzou a linha com o leme quebrado com um tripulante tentando evitar que se soltasse do pino de baixo (o que restou…). Isso que é disputa!!

Em terceiro aparece o ‘Max’ de Anderson Biasoni, mais um sobrevivente na flotilha que teve ainda dois barcos com lemes quebrados. Entre eles, o multicampeão mundial Maurício Santa Cruz no ‘Motu/Bruschetta’.

Para amanhã estão previstas até três regatas na raia da Armação com largada a partir das 12h e ventos de 12 a 15 nós.

Novidades para os fãs do Esporte

A cobertura desta segunda etapa ganhará novas formas de divulgação. As regatas poderão ser acompanhadas em tempo real pelo Twitter.
Para acompanhar, acesse: www.twitter.com/mitsailingcup e também pelo site www.mitsubishisailingcup.com.br, onde será possível ver textos, fotos e vídeos das regatas.A regata é uma realização da Mitsubishi Motors do Brasil.

James Spithill domina o quinto dia de regatas da ACWS

Toda a beleza dos AC45 (os 'protótipos' menores do 72 pés da copa) nas águas de Cascais.

James Spithill foi o nome desta sexta-feira em Cascais. O australiano venceu as três regatas de flotilha, com uma velejada perfeita, sempre abrindo uma boa vantagem sobre o segundo colocado. Na disputa do match race, porém, ele enfrentou Dean Barker, skipper do Emirates Team New Zealand, e perdeu.

Barker tem se mostrado consistente e havia sido o melhor colocado em todas as disputas diárias de flotilha, match race e na disputa de velocidade, que aconteceu no final de semana. Hoje, no entanto, o enrolador da genoa foi o seu grande adversário. Na segunda perna de popa da segunda regata do dia, a equipe neozelandesa fez um sutiã no balão e acabou perdendo a 2ª posição para o Artemis, que passou por sotavento quando a equipe estava tendo problemas. Na chegada, Barker ainda conseguiu orçar o Oracle Racing 5, comandado por Russel Coutts, para próximo da comissão, e cruzou a linha na frente, em uma das chegadas mais emocionantes do campeonato.

Sem conseguir enrolar direito o balão, a solução foi trocar de vela e velejar a última fleet race do dia com uma menor. Na segunda descida de balão, novamente, o enrolador funcionou mal, porém desta vez a equipe conseguiu manter o segundo lugar.

Quem também surpreendeu foi a equipe espanhola Green Comm, que conquistou um 4º, e dois 7º lugares, seu melhor resultado da competição até agora. Vale lembrar que a equipe comandada pelo esloveno Vasilij Zbogar subiu no barco pela primeira vez na semana passada.

Nas disputas de match race entre Russel Coutts e Artemis, 4º e 3º colocados, vitória de Coutts.

Skippers da ACWS em entrevista coletiva na foto da repórter que lá esteve

No final do dia os nove skippers participaram de uma coletiva de imprensa. Veja abaixo o que cada um falou sobre o seu dia de regatas:

Aleph Equipe de France – Faltou experiência para a equipe. Não velejamos muito bem com o gennaker.

Terry Hutchinson – Artemis Racing – Amanhã o mais difícil será vencermos nós mesmos. Precisamos treinar mais manobras. É muito diferente velejar nestes barcos. Existe também uma adaptação às novas regras e as coisas acontecem muito rápido. A decisão que antes era tomada em minutos, agora é tomada em segundos.

Mitch Booth – China Team – O segredo é ser consistente. É preciso treinar muito. Treinar mais manobrae toque do barco. Estamos melhor na fleet race do que no Match Race

Dean Barker – ETNZ – Amanhã começa tudo de novo. Não importa o que aconteceu até agora. É uma velejada desafiadora, quando se comete um erro se paga caro. Precisamos diminuir os erros. Hoje foi um saco, a vela não encheu direito. Foi meio frustrante, mas a equipe fez um bom trabalho no Match Race.

Loick Peyron – Energy Team – É preciso tomar cuidado com estes barcos. A cada dia se aprende uma coisa nova.

Vasilij Zbogar – Green Comm Racing – Não estávamos largando bem nos outros dias. Hoje fomos mais agressivos, e largamos com velocidade boa. Ainda falta treinar muita manobra e entender como as coisas funcionam. Depois da regata nós já estávamos prontos para desmontar o barco, pois achamos que não íamos ficar entre os 6. No match race nós entramos cedo na linha, pois não sabemos muito bem como funciona.

James Spithill – Oracle Racing – Quem falar que não dá para fazer match race com estes barcos é um estúpido. O match contra o ETNZ foi um dos melhores que eu já fiz até agora. o barco exige muito esforço físico e com a tecnologia e todas as câmeras a bordo é possível que todos vejam o quanto é difícil velejar nestes barcos. É preciso que passemos no máximo duas horas na água e que as regatas aconteçam apenas quando tiver vento para atraír o público.

Russel Coutts – Oracle Racing – Estou adorando aprender, mas estou odiando apanhar. Gosto mais da regata quando consigo me manter na frente.

Chris Draper- Team Korea – Estamos aprendendo muito e estou muito feliz de fazer parte do time.

 

Patrícia Freitas confirma evolução na RS:X e fica entre as melhores do mundo

Velejadora tem no currículo participação nos Jogos de Pequim. A atleta de 21 anos quer voltar à Olimpíada no ano que vem

A brasileira Patrícia Freitas se aproxima das melhores do mundo na classe RS:X. O resultado no evento-teste para 2012 mostrou que a atleta da prancha à vela pode fazer uma final olímpica e dominar o cenário Continental nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Em Weymouth, ela quase entrou para as top 10 do windsurf ficando em 11º lugar no simulado olímpico. “Faltou pouco para a regata da medalha. Confesso que fiquei triste, mas fiz resultados bons, principalmente no vento forte. Meu objetivo para a Olimpíada é disputar a medal race e, quem sabe, chegar em quinto”, informou Patrícia Freitas.

Em 2011, foram seis competições internacionais e a CBVM contratou um treinador exclusivo. O técnico Rodrigo Amado fará um trabalho focado para a classe com Patrícia. Na nova agenda da velejadora, treinos e reforço físico e alimentar para aguentar o ritmo da RS:X.

“Falta um pouco mais de velocidade no vento forte e técnica. Nesse período, eu e meu treinador vamos reforçar as deficiências. Preciso ganhar peso também”, contou Patrícia Freitas, que calcula aumentar cinco quilos nos próximos anos.

Para ser ter uma ideia, as meninas da RS:X ficaram mais de seis horas na água na terça-feira (9) para correr duas regatas. Os ventos fortes exigem preparo físico e mental.

“Ela mostrou evolução e dedicação aos treinos e os resultados apareceram. Podemos esperar muito mais para os Jogos de 2012 e uma medalha em 2016 na nossa casa. Agora, o trabalho será de reforço físico e nutricional, principalmente no aumento de peso para RS:X”, avaliou o superintendente da CBVM, Ricardo Baggio.

O representante masculino da classe, Ricardo Winicki, o Bimba, também reforça a complexidade do windsurf. “É uma modalidade onde a diferença de velocidade em uma regata é muito grande. Se o atleta não pegar a rajada, a prancha fica parada. Muitas vezes, saímos de 10 km/h e atingimos 30 km/h. Por isso, é preciso ficar atento e bem fisicamente”, revelou Bimba.

Intercâmbio com campeão olímpico em Búzios – A meta agora para Ricardo Winicki é o Pan do México, depois o Mundial de Perth, na Austrália e os Jogos de 2012, na Inglaterra. Com condições completamente diferentes nas raias, o velejador quer chegar preparado em todas as competições.

Depois de ‘sugar’ durante quase um mês os conhecimentos de Weymouth do britânico Nick Dempsey, Ricardo Winicki, o Bimba, planeja mais uma bateria de treinos. O escolhido para ir a Búzios (RJ), em setembro, é o campeão olímpico de Pequim 2008, Tom Ashley (Nova Zelândia).

“Não posso só focar em vento fraco do Pan do México. É preciso treinar para simular os ventos fortes de Perth, na Austrália. Na RS:X, os velejadores devem sempre testar equipamento e estou fazendo isso”, explicou Bimba, que tentará o tricampeonato Pan-Americano em outubro.

O velejador Ricardo Winicki disputa nesta quinta-feira (11) a medal race do evento-teste. Mesmo sem chances de medalha, o velejador quer usar a prova final para se adaptar melhor ao equipamento e aproveitar todas as oportunidades para estudar a ‘confusa’ raia.

Classificação da classe RS:X masculina após dez regatas e um descarte –
1º – Dorian van Rijsselberge (Holanda) 12 pp – pontos perdidos
(1+2+2+1+1+4+1+3+1+8)
2º – Nick Dempsey (Grã-Bretanha) 23 pp (2 +1+ 1+ 2+15+ 1+ 3+ 1+ 2+ 10)
3º – Julien Bontemps (França) 50 pp (9+4+ 6+ 3+ 12+16+6+5+ 3+ 2)
4º- Byron Kokalanis (Grécia) 50 pp (5+ 10+ 5+ 5+ 3+ 2+ 8+ 7+ 5+11)
5º – Przemyslaw Miarczynski (Polônia) 53 pp (4+ 9+ 4+ 6+ 11+14+ 4+ 2+ 9+ 4)
6º – Jon-Paul Tobin (Nova Zelândia) 60 pp (6+6+ 9+ 16+ 5+ 11+ 2+ 4+21+ 1)
7º – Joao Rodrigues (Portugal) 72 pp (11+ 8+ 3+ 4+ 9+ 6+ 10+ 8+ 13+19)
8º – Toni Wilhelm (Alemanha) 84 pp (3+ 16+ 11+ 17+ 15+ 5+ 15+ 4+ 7)
9º – Ricardo Winicki (Brasil) 88 pp (3+7+8+13+15+ 3+ 17+ 13+ 23+ 9)
10º – Nimrod Mashiah (Israel) 92 pp (7+5+18+12+13+10+13+ 6+ 8+23)

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicação

Brasileiros lideram Mundial de Snipe na Dinamarca

Começou nesta quinta-feira na Dinamarca o Mundial de Snipe. Os brasileiros Maru Urban e Rafael Sapucaia lideram a competição com 18 pontos perdidos. Mateus Tavaes e Daniel “Top”, estão 4º, com 29 pontos. Alexandre “Amiguinho “ Tinoco e Gabriel “Coveiro” Borges, em 7º e Bruno “Bebum” Bethlem e Dante Bianchi, na 9ª colocação e Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling, em 11º, completam os time brasileiro.

Vídeo: Chegada da 3ª regata do dia em Cascais

Vídeo: America´s Cup World Series

Match Point lidera a Mitsubishi Sailing Cup em Búzios

Matias Capizzano registrou a briga entre Max/Oakley e Match Point nas águas de Búzios

Começou nesta quinta-feira em Búzios a segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup. Entre os HPE25, o match Point lidera, com 4 pontos perdidos, seguido por Ginga e Motu Bruschetta, que tem Maurício Santa Cruz no leme. Santinha venceu a primeira regata do dia, mas na segunda acabou ficando com o 5º lugar, somando 6 pontos perdidos.

Crioula vence em Búzios

Os gaúchos do Crioula venceram com grande vantagem a segunda regata do dia em Búzios

Nesta quinta-feira foram realizadas as duas primeiras regatas da classe S40 na segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup, em Búzios. E os chilenos do Pisco Sour tiveram o melhor aproveitamento do dia, com 7 pontos perdidos. Os gaúchos do Crioula são os melhores brasileiros na competição, na 5ª colocação, com 11 pontos perdidos. A equipe venceu a segunda regata do dia, com grande vantagem sobre o Patagonia, segundo colocado.

Scheidt e Prada estão mais perto do título em Weymouth

Com um 3º e um 2º lugares nesta 5ª (11/8), no evento-teste para Londres/2012, brasileiros da Star lideram com 12 pontos perdidos; irlandeses, em 2º, têm mais que o dobro

O programa de regatas da classe Star sofreu um atraso no evento-teste, em Weymouth, nesta quinta-feira (11/8). As provas tiveram início bem mais tarde, às 16h40 (horário local), o que não impediu Robert Scheidt e Bruno Prada de terem mais um dia de bons resultados. Com um terceiro e um segundo lugares nas provas desta quinta-feira, os brasileiros seguem na liderança da classificação da Star, com 12 pontos perdidos e cada vez mais perto do título. Os irlandeses Peter O’Leary e David Burrows aparecem em segundo, com mais do dobro da pontuação: 25.

Com duas regatas restando para o término da fase de classificação, Scheidt e Prada podem até conquistar o título por antecipação, antes mesmo da Medal Race, marcada para este sábado (13/8) – este ano, a dupla já foi campeã antecipada duas vezes, em Miami e em Hyères. “O objetivo é sempre somar o maior número de pontos possível antes da Medal Race para abrir uma boa vantagem”, explica Bruno Prada. “A Medal Race é mais perto da terra, as condições são mais difíceis.”

Prada se diz surpreso com o desempenho da dupla até agora, que está além das expectativas. “Acho que estamos mesmo um nível acima dos demais. Nosso timing de largada está muito bom e isso tem feito a diferença”, prossegue, acrescentando que a estratégia com ventos fortes é “largar bem”. Nesta quinta-feira, as regatas da Star em Weymouth foram disputadas com ventos em torno de 17 nós.

Em Weymouth, Robert Scheidt e Bruno Prada têm a chance de viver antecipadamente a emoção da disputa da vela dos Jogos de Londres, em 2012. O evento-teste, nas raias que serão usadas nos Jogos, foi planejado para ser uma prévia da competição de 2012, com o mesmo formato de disputa e número reduzido de participantes.

Classificação geral após oito regatas e o descarte do pior resultado (resultado extra-oficial):
1º – Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 12 pontos perdidos (1+1+1+2+2+9+3+2)
2º – Peter O’Leary e David Burrows, Irlanda, 25 pontos perdidos (6+5+4+4+1+3+2+6)
3º – Iain Percy e Andrew Simpson, Inglaterra, 36 pontos perdidos (7+13+5+22+ 4+2+1+4)
4º- Diego Negri e Enrico Voltolini, Itália, 41 pontos perdidos (4+10+3+3+6+4+11+11)
5º – Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 45 pontos perdidos (3+7+7+6+7+8+7+12)

Da assessoria de imprensa

Velejadores brasileiros montam estratégia para vento forte para regatas finais do evento-teste

Duplas de 470 e Star têm chances reais de medalha; Ricardo Winicki fica em décimo na prancha à vela

O Brasil tem chances reais de subir ao pódio em duas classes (Star e 470) no evento-teste para Olimpíada de 2012 na raia de Weymouth, na Inglaterra. A primeira equipe a tentar a façanha é a dupla Fernanda Oliveira e Ana Barbachan na 470. As gaúchas disputam a medal race nesta sexta-feira(12). A estratégia já foi definida pelas meninas, que têm a certeza de ventos com intensidade superior a 15 nós e frio para a regata final.

“A final será em uma raia mais próxima da terra. A disputa será rápida e difícil. Durante a regata, as condições podem mudar constantemente. O objetivo é velejar com velocidade e se preocupar com a nossa tripulação.”, disse a proeira Ana Barbachan, que espera repetir as boas largadas.

A dupla de 470 está em quarto na classificação geral (56 pontos perdidos). Como a regata da medalha tem peso dobrado, a parceria poderá alcançar o primeiro lugar se vencer, além de uma combinação de resultados.

“Estamos felizes com o resultado positivo até agora. Certamente a ansiedade vai bater, mas nós devemos seguir a nossa estratégia sem deixar a emoção tomar conta”, reforçou Fernanda Oliveira, que usou a folga para se poupar visando a decisão.

Na classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada participaram de duas regatas nesta quinta-feira e ficaram na terceira e na segunda posições. Líderes isolados do campeonato (12 pontos perdidos), os dois já estão matematicamente garantidos para amedal race, no sábado(13) e com 13 pontos de vantagem para a dupla irlandesa O’Leary/Burrows, segunda colocada.

“Nosso desempenho é surpreendente em Weymouth. Estamos com um bom timing de largada e essa estratégia tem dado certo. O objetivo é abrir mais vantagem, já que a regata da medalha será mais próxima da terra e as condições serão diferentes”, contou Bruno Prada.

Na classe Finn, a situação é a mesma faltando duas regatas para o final. As provas do dia foram adiadas. Porém, o velejador Jorge Zarif ocupa a 18º posição e não irá para a medal race.

Para pegar ritmo de prova – Outro brasileiro garantido na final, mas sem chances de pódio, é Bruno Fontes, na Laser. O catarinense é o quinto colocado no geral, resultado apontado por ele como esperado. Por isso, ele quer andar rápido nesta sexta e, quem sabe, subir um posto. “Estou na minha melhor fase e pronto para ficar entre os melhores nas competições internacionais”, ponderou. O próximo desafio dele é o Pan de Guadalajara em outubro.

Na ‘versão’ feminina da categoria, Adriana Kostiw finalizou sua participação na raia olímpica em 32º. O ouro antecipado ficou para a holandesa Marit Bouwmeester, que venceu sem precisar dos pontos da medal race.

Bimba termina em 10º-  O simulado olímpico da RS:X terminou nesta quinta e o brasileiro Ricardo Winicki, o Bimba, ficou em 10º na classificação geral. Na regata final, o velejador de Búzios cruzou em nono e perdeu uma posição na tabela. O campeão foi o holandês Dorian van Rijjselberge que superou por apenas um ponto o britânico Nick Dempsey. O bronze ficou com o polonês Przemyslaw Miarczynski.

Bimba volta pra casa com a sensação de dever parcialmente cumprido e prometendo mais treinos. “Preciso melhorar as minhas condições no vento forte e ganhar mais peso. Vou iniciar esse processo depois do Pan, que será com pouco vento”, explicou.

No feminino, a campeão foi a polonesa Zofia Noceti-Klepacka, seguida pela espanhola Marina Alabau e pela britânica Bryony Shaw, terceira colocada. A brasileira Patrícia Freitas foi a 11ª.

Na classe Match Race Feminino, o País não conseguiu classificar um trio para o evento-teste disputado por 12 tripulações. O título foi conquistado pela Finlândia que bateu a Rússia na final. O bronze em Weymouth foi para os Estados Unidos.

O evento-teste é uma simulação do que deve ocorrer durante a disputada dos Jogos Olímpicos em 2012. A competição conta com os melhores do ranking mundial em oito classes. São 378 velejadores de 44 países. O Brasil é representado por 11 atletas na 470 (masculino e feminino), Finn, Laser, Laser Radial, Star e RS:X (masculino e feminino) e não disputa as classes 49er e Match Race. A Confederação Brasileira de Vela e Motor tem o patrocínio do Bradesco e da CPFL Energia.

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicação

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