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Singapore, em modo fantasma, é o primeiro barco a cruzar o portão de pontuação da Clipper Race

O veleiro Singapore foi o primeiro barco a cruzar o portão de pontuação da segunda perna da Clipper Race, que largou na ilha da Madeira, e garantiu 3 pontos extras. O Yorkshire também garantiu mais dois pontinhos e o Gold Cost Australia, mais um ponto extra.  A flotilha de 10 barcos está seguindo rumo ao Rio de Janeiro.

Tricampeão olímpico Ben Ainslie aponta Jorge Zarif como promessa de medalha no Rio-2016

O jovem velejador disputou evento-teste na Inglaterra na classe Finn ao lado da equipe brasileira de vela

Jorginho Zarif é o velejador mais jovem da Equipe Brasileira de Vela

Jorge Zarif está só começando. O caçula da equipe brasileira de vela no evento-teste da Olimpíada de 2012 provou na classe Finn que está pronto. O projeto para o ‘Jorginho’ é transformá-lo em um medalhista olímpico em 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro. CBVM, treinadores e até adversários, como o inglês Ben Ainslie, têm a certeza de que o atleta de 18 anos será um dos melhores do mundo.

“Ele é um jovem promissor, que vem melhorando seus resultados nas últimas temporadas. Acredito que o Jorge se tornará um dos melhores do mundo no futuro”, revelou Ben Ainslie, tricampeão olímpico, famoso no Brasil por rivalizar com Robert Scheidt na classe Laser.

O elogio do ícone da vela mundial é motivador para Jorge Zarif, que precisará cumprir um cronograma de atividades para ser top.”Espero que o Ben Ainslie esteja certo. É muito legal receber um elogio de um dos melhores velejadores do mundo”.

A primeira tarefa será ganhar mais corpo. Com 1m92 e 94 quilos, ele precisa de 14 quilos em um ano e chegar a 100. Até agora já conseguiu ganhar oito. “Eu tenho que comer mais, fazer musculação e tomar suplemento. Tudo tem um acompanhamento médico e não será difícil alcançar”, revelou.

O treinador Thomas Scheidt salientou que o atleta precisa ganhar massa muscular para se encaixar à classe. “Ele está totalmente fora do padrão brasileiro, por ser alto e forte. Mesmo assim, é preciso ganhar mais massa muscular, porque ele ainda é ‘pequeno’ para a Finn”, disse.

O segundo objetivo para Jorge Zarif é fazer mais competições internacionais para ganhar ritmo de prova. Nas Américas, a falta de concorrentes pode atrapalhar sua evolução. Por isso, ele participou no primeiro semestre de competições na Europa para melhorar suas manobras. Outra novidade em 2011 foi o intercâmbio na Espanha com Ben Ainslie e o local Rafa Trujillo, em abril.

“Eu tinha uma defasagem muito grande em vento forte em relação aos melhores da classe. Hoje eu sou mais veloz. Falta agora melhorar a parte tática. Na Espanha, deu para aprender sobre regulagem de barco, o que faz a diferença como em todas as categorias”, ressaltou Jorge Zarif.

Até o Mundial de Perth, em dezembro, Jorge Zarif fará sua preparação especial em São Paulo e voltará para a faculdade. Os treinos serão de sexta à segunda em Ilhabela (SP).

Por Flavio Perez, da ZDL de Comunicaçõ

Navegador do Rambler 100 conta como foi o resgate após o barco capotar na Fastnet

Na última segunda-feira, dia 15, o Super Maxi Rambler 100, perdeu a quilha e capotou pouco depois de rondar o farol de Fastnet durante a Rolex Fastnet Race. Faltavam apenas 265 milhas para a chegada da regata em Plymouth, na Inglaterra, quando a quilha do barco quebrou, fazendo com que em poucos segundos o barco de 100 pés ficasse de ponta-cabeça. O navegador Peter Isler, que estava dentro da cabine, contou em entrevista ao site Sailing Scuttlebutt que a tripulação conseguiu ser salva graças à tecnologia. Todos a bordo estavam usando colete salva-vidas no momento do acidente e rapidamente ele acionou o EPIRB que levava no bolso.

Levou aproximadamente três horas até que duas embarcações pudessem encontrar a tripulação. Segundo Isler, os três VO70 e o Icap Leopard passaram bem perto deles, sem vê-los. Mesmo os socorristas demoraram cerca de 45 minutos para localizar o barco, depois que chegaram na área do acidente devido a uma forte chuva. A visibilidade local era de menos de 3/4 de milha. Nesta hora, a maior preocupação era encontrar e resgatar cinco tripulantes que caíram na água e, por sorte, permaneceram juntos.

Nenhum tripulante se machucou, apenas Wendy Touton, esposa do dono do barco, teve que ser levada de helicóptero a um hospital por estar com hipotermia. Na chegada ao Baltimore Sailing Club os 20 tripulantes foram recebidos com um belo jantar e roupas secas.

Veja a entrevista do skipper Erle Williams na chegada ao clube clicando aqui. Para ler o relato completo de Peter Isler, clique aqui.

Sidney Gavignet sera o skipper da Oman Sail Team no Multi One Design Championship

No dia 7 de julho de 2012 começa o Multi One Design Championship, um campeonato que será disputado por barcos one design de 70 pés, com regatas inshore e offshore. E a equipe Oman Sail anunciou esta semana o início da construção de seu barco e o novo skipper: Sidney Gavignet. Ele deixará a equipe de Extreme 40após a 5ª etapa em Cowes, para, logo de cara, assumir um desafio de 2.950 milhas entre Nova York, nos EUA, e Brest, na França.

Etapas do Multi One Design Championship:
Krys Ocean Race, entre EUA e França, 7 de julho de 2012
Tour Europeu, de seis a oito paradas começando em setembro de 2012
Ocean World Tour, com cinco ou seis paradas, acontecendo a cada três anos, começando em outubro de 2013


Vídeo: Scheidt e Prada recebendo o ouro em Weimouth

Na estreia da Universíada, em águas chinesas, brasileiros têm resultado mediano

Começou nesta quinta-feira em Shenzhen, na China, a Universíada 2011, que reúne apenas atletas que ainda estão estudando. E o time brasileiro não teve uma estreia satisfatória. O vento fraco obrigou a organização a dar recon ainda em terra e, quando apareceu, por volta de 13h, estava muito rondado. E o retardamento foi muito comemorado. “Ajudou muito a todos os participantes a ficarem juntos no lounge dos atletas por causa do ar condicionado”, comentou Jônatas Gonçalves, técnico da equipe.

Depois de uma viagem longa desde a raia olímpica em Weimouth, até a China, Fabio Pilar e Gustavo Thiesses não tiveram um bom dia. A dupla colidiu na largada da única regata do dia e acabou indo para o lado errado. Os dois conseguiram se recuperar, terminando o dia na 6ª colocação. Também na 470, Martine e Isabel sofreram com as alterações constantes de vento e acabaram o dia na 11ª posição.

Odile Ginaid, da Laser Radial, foi 9º na primeira regata, e, quando estava em 2º na segunda, a regata foi anulada pela demora em montar a primeira boia de contravento. Alex Veeren, na Laser Standard, também colidiu durante a primeira regata e terminou em 10º. Na segunda ele foi melhor, terminando em 2º, melhor colocação entre os atletas brasileiros até agora

Na prancha feminina, Patricia Freitas fez um 7º e um 12º e ocupa a 9ª colocação. Albert Lopes fez um 9º e um 8º e também esta em 9º.  O Albert chegou a estar em 2 na primeira regata e em 3 na segunda, mas interpretou mal as rondadas e perdeu posições.

Nesta quarta-feira as regatas estão programadas novamente para o período da manhã.

Penúltima etapa da Med Cup começa dia 23, na Espanha

Quantum Racing lidera a classe TP52

A quarta e penúltima etapa da Audi Med Cup começa no próximo dia 23 em Cartagena, na Espanha. E a briga pela liderança da classe TP52 continua acirrada. O líder Quantum Racing não pode bobear se não o Container, segundo colocado assume a ponta. A diferença entre eles é de apenas sete pontos. E mais sete pontos atrás está o Audi Azzurra Sailing Team, do argentino Guilermo Parada. “Nosso time está em melhor forma agora, capaz de continuar lutando e velejando bem em Murcia, com o objetivo de chegar a Barcelona no mês que vem com chances de vencer o circuito”, disse ele.

Entre os S40a liderança é do espanhol Iberdrola Team. A vantagem sobre o segundo colocado Noticia IV é grande, de 26 pontos. Nesta etapa, pela primeira vez, haverá uma equipe australiana, sob o comando de Brent Fowler.

Rán é bicampeão da Fastnet entre os Mini Maxis; IMOCA Open 60 também tem chegada apertada

O Rán, um Judel Vrolijk de 72 pés, foi o primeiro dos Mini Maxis a cruzar a linha de chegada da Rolex Fasnet Race depois de 2 dias, 3 minutos e 44 segundos de regata. Nesta segunda-feira os também Mini Maxis Beau Geste, de 80 pés, e Alegre, de 68, se retiraram da regata por causa de quebras a bordo. Com isso o caminho ficou livre para a segunda vitória consecutiva dos ingleses.

E depois da chegada apertada entre os VO70 nesta segunda, hoje foi a vez dos IMOCA Open 60 darem espetáculo. O PRB, de Vincent Riou cruzou a linha de chegada apenas 4 minutos na frente do Virbac Paprec 3, de Jean Pierre Dick, seguido, dois minutos depois, pelo suíço Cheminées Poujulat, de Bernard Stamm.

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