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Kan na Mini e coisa pra chuchu! Quase um resumão…

Querido amigo e linda, maravilhosa e mais que querida amiga,

Transmitindo direto do covil onde a dobradinha Netuno e Éolo faz deste frio cabo um dos espetáculos do mundo natural brasileiro, vamos destacando algumas novidades no www.murillonovaes.com (Sentiu? Yesss, nós temos domínio agora!!), a mais importante e que me leva a esta missiva é a chegada, em 35º de 45 barcos na categoria Série, do sino-baiano velejador de boa cepa Kan Chuh na Mini-Transat. No site está lá um relato dele que conta, na sua peculiar linguagem, todos os perrengues de se meter solitário em um 21 pés. Imperdível!

Temos também a Volvo Ocean Race que já se avizinha. Nesta sexta-feira pela primeira vez os seis barcos da VOR 2011-12 irão competir juntos em Alicante, na Espanha, uma regata que não vale pontos. O objetivo é ver se todos os equipamentos de segurança dos barcos estão funcionando, antes da largada oficial, no dia 5 de novembro (dia 29/10 rola a in-port). Antes da largada da regata desta sexta o VO70 Telefónica , que tem Joca Signorini como capitão de turno e Horacinho “Urubu” Carabelli chefiando a equipe de terra, será batizado pela princesa Letizia. Tá chegando a hora!

No seu clique em www.murillonovaes.com verás também que a eXtreme Sailing Series, que foi durante anos nossa fornecedora oficial de imagens incríveis de catamarãs capotando (aliás, tem um vídeo incrível na 2ª página lá do site), posto ocupado agora pela nova (Sei não…) Copa América. Já na Itália, está rolando o Mundial de TP52 e três barcos estão empatados! No ICRJ rolou o Match Race Petrópolis, que valeu como o Estadual RJ 2011, e as gatas Renata Decnop, Marina Jardim e Luciana Kopschitz venceram no feminino, enquanto os barangos do Santinha Sailing Team, Maurício Santa Cruz à frente, claro, levaram no masculino.

Na RC44 faltando uma etapa para o fim da temporada 2011 o Team Aqua já levou o caneco. E não se esqueça de que, apesar da Globo – e portanto, o Brasil na esteira… –, praticamente ignorar o Pan 2011 de Guadalajara que começa semana que vem, nossa equipe de Vela já está rente que nem pão quente e ávida por bolachinhas de ouro, prata e bronze. E já que estamos antecipando eventos, vem aí mais uma Transat Jacques Vabre, a super regata transatlântica que outrora chegava em águas baianas e meu amigo Jaques Wagner (Alô governador, até o nome da regata é parecido com o seu!) em um vacilo histórico perdeu para a Costa Rica. Pois bem, são 13 Open 60, 14 Classe 40 e 7 Multi50 com suas duplas maravilhosas. Tá tudo isso lá no sítio mânzico!

Por fim, no epílogo deste redivivo resumão, vamos dar aquele toque final para os niteroienses que quiserem prestigiar a inauguração do Starbucks hoje no Plaza às 19h. Pinta lá e compra um convitinho porque a renda vai para o Projeto Grael!! Abre a mão aí, meu irmão!!

That´s all folks!! Fico em QAP no 16… Clica lá no www.murillonovaes.com e boa viagem.

E para matar as saudades, um Entre Aspas final para sua reflexão bélica nesta sexta-feira: “O grande usa o punhal, o pequeno o veneno”.

Fui!!

Flotilha da Volvo Ocean Race larga para prova de qualificação na Espanha

Nesta sexta-feira os seis barcos que participarão da próxima Volvo Ocean Race largaram em Alicante para uma prova de qualificação até Palma de Mallorca. Durante o percurso as equipes terão que realizar manobras de segurança, incluindo “homem ao mar”. E a previsão é que já na noite desta sexta os velejadores enfrentem vento forte durante o percurso. Sinistro!

Flotilha da Volvo Ocean Race compete junta pela primeira vez nesta sexta-feira

Telefónica será batizado oficialmente nesta sexta em Alicante

Nesta sexta-feira pela primeira vez os seis barcos da Volvo Ocean Race 2011-12 irão competir juntos. A partir das 15h acontece em Alicante, na Espanha, uma regata classificatória, que não vale pontos. O objetivo da regata é ver se todos os equipamentos de segurança dos barcos estão funcionando, antes da largada oficial, no dia 5 de novembro. Antes da largada da regata desta sexta o VO70 Telefónica será batizado pela princesa Letizia.

Equipes de Renata Decnop e Maurício Santa Cruz vencem o Match Petrópolis

As nove velejadoras atletas do Projeto Match Race Feminino, que compõe o Projeto de Solidariedade Olímpica Internacional, desenvolvido pelo Comitê Olímpico Brasileiro dominaram o Match Race Petrópolis – Estadual 2011 que foi realizado entre os dias 1 e 2 de Outubro de 2011 na baía de Guanabara.

O evento serviu como teste das equipes que disputam as vagas brasileiras no Campeonato Mundial Olímpico 2011, que acontece em Perth.

Na categoria Open a tripulação vencedora foi a tripulação de Maurício Santa Cruz, representante brasileira nos Jogos Pan Americanos de Guadalajara 2011.

Resultado final da categoria Feminina:
1º- Renata Decnop, Marina Cardia Jardim e Luciana Kopschitz
2º- Juju Senfft, Fernanda Decnop e Larissa Bunese Juk
3º- Juliana Poncioni Mota, Gabriela Nicolino de Sá e Tatiana Almeida

Resultado final da categoria Open:
1º- Equipe Santa Cruz
2º- Equipe Lobato
3º- Equipe Low-Beer

Da assessoria de imprensa da CBVM

Sebastien Rogues vence a primeira etapa da Mini Transat. Kan Chuh relata a sua travessia.

Kan Chuh é o representante brasileiro na competição

Depois de oito dias, 20 horas, 46 minutos e 43 segundos Sebastin Rogues foi o primeiro velejador solitário da classe Proto a cruzar a linha de chegada da primeira etapa da Mini Transat, entre La Rochelle, na França, e a Ilha da Madeira, em Portugal. Entre os barcos de Serie, o vencedor foi Mariette Benoit. O brasileiro Kan Chuh foi o 35º entre os 45 barcos de serie a terminar a regata.

 

Leia abaixo o relato de Kan:

 

Prezados amigos velejadores,

Acabei de terminar a primeira etapa da minitransat de 1140 milhas entre La-Rochelle e Funchal. Eis um resumo da regata:
Temperatura: quente demais 20 a 30 graus.
Mar liso: igual a ilhabela com swel as vez.
Previsão do tempo: ventos variaveis em um regime de alta pressão por todo percurso.A regata aqui foi um teste de tortura chinesa pesada (teste de paciencia).
Na largada (boia de contra vento de 1 milha) fui para o lado certo e fiz entre os 20 primeiros da classe serie (otimo).
Daí iamos para uma boia de traves-popa, e na indecisão entre colocar o balão grande ou geneaker (code-0 de enrolar), em 10 minutinhos entre rodar o pau, rodar os cabos, subir o geneaker, descer o geneaker pois uma escota estava passada errada, subir de novo, já estava entre os 5 ultimos. Mas isso era apenas as 5 primeiras milhas de 1140 milhas.
Para os que já fizeram a Santos-Rios sem vento e os já fizeram a REFENO e as 24 horas de Brasilia sem vento, a regata foi mais ou menos assim:
2 PRIMEIROS DIAS: CALOR HORRIVEL sem vento.
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Correr DUAS regatas 24-horas de Brasilia sem vento: boiando e xingando FAZENDO 50 A 80 MILHAS POR DIA
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Depois 3 DIAS: CALOR HORRIVEL
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Correr DUAS Santos-Rio sem vento: dizendo “NUNCA MAIS CORRO ESTA REGATA DE DE M…” sem vento com swell e velas batendo…
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Depois 5 DIAS: calor mas com vento
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Correr DUAS REFENO maravilhosas: vento constante (ventilador) em orça apertada e orça folgada o tempo todo em um único bordo dia e noite
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Depois: CHEGADA IGUAL A Circuito-Rio com linha de chegada dentro da Baia da Guanabara sem vento com maré vazante.
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4 horas para fazer as ultimas 2 milhas. Ainda por cima levei um dia inteiro para passar o 585 que estava a 4 milhas a frente as 8 da manha e estava meia milha atras de mim na aproximação do porto de chegada as 21:30h da noite,  e com o vento fraco  a sotavento da ilha, ele me passou a 100 metros da chegada e chegou uma hora antes de mim!!!!! cruzei a linha de chegada em Funchal as 01:30 da manhã realmente muito STRESSADO (a verdade é impublicavel).
Obs-1: Foram 10 dias muito cansativos, 100% de regata o tempo todo.  Obs-1: Teve motim a bordo pois os tripulantes queriam jogar o cmte no mar toda vez que sai o boletim diario no radio com a posição do VMAX em ultimo e sempre cada vez mais distante dos primeiros colocados. Depois pelo tracking pude ver que os primeiros 5 dias errei tudo e fiz 100% o oposto dos outros barcos.
Obs-2: Não via quase barco nenhum o tempo todo, era só o GPS, o instrumento, as velas e GPS, o instrumento as velas e etc, bem monotono !!!!! só vi um rapidinho no terceiro dia e depois no quinto dia e depois  ultimo dia  que fiz um pega legal em que passei o Belga (bom velejador e estava mais atras pois quebrou opu-de-spi) que depois ele me passou na linha de chegada comigo dando ré e ele com vento indo para frente (parecia o circuito Rio).
Obs-3: Funchal parece NORONHA+ ILHABELA
Obs-4: No final o resultado ficou até não muito ruim pois acabei em 35/45 e apenas 24h de diferença para o primeiro colocado. No quinto dia eu estava 120 milhas atras e andando a 2 nos por hora e faltavam 700 milhas, achava que ia chegar uns 3 a 4 dias depois do primeiro colocado.
Obs-5: a segunda perna tem 3100 milhas non-stop e 24 horas de diferença não é muito.
Obs-6: Olhem o nivel da competição: depois de 1140 milhas os 35 primeiros chegaram em apenas 24h!!!!
Obs-7: nos prototipos foi tambem uma disputa legal.
Obs-8: a gente dentro do barco não sabemos de nada sobre a posição dos outros barcos e nem temos a previsão do tempo detalhado, portanto depois dos 3 primeiros dias é olhar o ceu e tentar acertar o vento e o bordo correto a seguir. vcs de fora podem ver o comportamento de toda flotilha, a previsão do tempo e ver os erros e acertos de cada um.
Estou agora no corre-corre para preparar para a segunda etapa.
Um grande abraço a todos
Kan Chuh

A próxima etapa, entre Madeira e Salvador, largará no dia 13 de outubro.

Penúltima etapa da Extreme Sailing Series acontece em Almeria, na Espanha

Oitava etapa da Extreme Sailing Series começa dia 12 de outubro

Entre os dias 12 e 16 de outubro a cidade espanhola de Almeria será sede da penúltima etapa da Extreme Sailing Series. O local já é bastante conhecido dos velejadores da classe, pois durante dois anos a final da competição foi realizada ali. Este ano, no entanto, a final acontecerá em Cingapura.

Depois de sete etapas o líder da competição é o Groupe Edmond de Rothschild, seguido por Luna Rossa e Emirates Team New Zealand.

Safran se prepara para a Transat Jaques Vabre

Faltando pouco menos de um mês para a Transat Jacques Vabre, entre Le Havre, na França, e Pueto Limon, na Costa Rica, Marc Guillemot e Yann Eliès, do Safran, já testam a parte metereológica do barco. “Estamos de olho no padrão do tempo para sabermos como funciona no Atlântico e assim imaginar as diferentes opções que temos”, disse Guillemot.

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