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Equipes da Volvo Ocean Race finalizam medições oficiais para largada

Os seis times da regata Volta ao Mundo têm dez dias para deixar veleiros 100% prontos para In-port Race

Horácio Carabelli ressalta que o Telefónica está praticamente finalizado

A Race Village em Alicante, na Espanha, já recebe turistas e fãs da vela mundial faltando pouco mais de uma semana para a In-port Race, que já vale pontos para a Volvo Ocean Race. O primeiro duelo está marcado para o sábado (29). Enquanto isso, as equipes de terra e as tripulações fazem reparos importantes nos barcos e deixam os equipamentos oficialmente aprovados pelo comitê de medição da organização.

A classe é ‘open’, ou seja, a regra estabelece alguns limites e especificações técnicas que cada projetista pode trabalhar. Tamanho, mastro e altura máxima são requisitos básicos que devem estar na margem estabelecida. As velas também estão sujeitas a limites de dimensão, com uma área vélica máxima para o balão de 500 m² e de 175 m² para a vela principal.

Sobre o Volvo Open 70:
Material: Fibra de carbono
Peso: 14,5 toneladas
Comprimento total: 21,5 metros (70 pés)
Velocidade: 40 nós de média
Balão: 500 m²
Tamanho do mastro: 31,5 metros
Espaço: 2 m³ por pessoa (o equivalente a uma cabine telefônica de fibra de carbono)
Velas: 17 para a viagem completa e 2 velas balão para a competição In-Port
Peso da quilha e bulbo: 7,4 toneladas
Câmeras a bordo: 7

Espanhóis certificados –O Team Telefónica da Espanha anunciou que já terminou o processo de medição do barco. O brasileiro Horácio Carabelli, que tem a função de diretor técnico, reforça a importância desse processo para uma aventura 39 mil milhas. Segundo o projetista, é importante fazer o “dever de casa” para evitar perda de tempo.

“Este é um processo que está em andamento desde que colocamos o barco na água. Nosso time verificou tudo até a medição final e agora é a hora dos retoques finais”, disse Horácio Carabelli.

O especialista elogia o trabalho do argentino Juan Kouyoumdjian responsável pelo projeto do Open 70 do Telefónica. “Estamos muito felizes com os resultados do barco na prática. O Juan K fez os últimos dois campeões da VOR”, contou Carabelli.

O uruguaio radicado no Brasil lembra que a América do Sul é a fonte de grandes talentos da vela mundial. “Acredito que as dificuldades que enfrentamos em algumas áreas nos forçam a ser criativos. Acho que isso é uma grande virtude. Os recursos econômicos em nossos países nunca foram ideais para participar de forma competitiva a nível mundial, e todas as vitórias e conquistas têm sido por talento e muito trabalho”, finalizou.

Já a equipe do Abu Dhabi Ocean Racing tentará até o período limite resolver todas as pendência a bordo. “Só temos alguns procedimentos fora da medida oficial da organização e estamos livres para fazer isso a partir de agora”, contou o comandante Ian Walker.

Equipe Abu Dhabi termina volta de classificação – O barco foi o último a completar trecho de classificação. Sem percorrer o percurso completo no início do mês, quando os outros veleiros testaram os procedimentos de segurança, o time do Oriente Médio navegou as 111 milhas restantes pelos mares da Espanha, incluindo a manobra de ‘homens ao mar’. O barco saiu de Alicante e passou pelas ilhas de Benidorm e Tabarca até voltar ao porto.

“Sentimos que estamos chegando no final da lista de trabalhos e conseguimos dar à equipe alguns dias de folga no fim de semana”, lembrou Walker.

Da ZDL de Comunicação

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