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Silvio Cassiano, do Mytoy, conta como foi a Santos-Rio 2011

Olá Pessoal da Vela!

Às 13h00 da última sexta feira, na Baía de Santos, foi dada a largada da mais tradicional regata da vela brasileira, a Santos-Rio, com 220 milhas náuticas em mar aberto.Os ventos na baía eram relativamente fortes de 15 a 18 nós. A partir do momento que os veleiros foram alcançando a Ilha da Moela, já em mar aberto, as ondas estavam em torno dos 2,5m e os ventos passavam dos 20 nós, quando começaram as primeiras desistências.

Após 4 horas de regata, quando o valente Myboy já estava com seu través de bombordo na altura da Riviera de São Lourenço e a Ilha do Montão de Trigo por boreste, começou aumentar a força dos ventos, agora já com rajadas de até 30 nós. As ondas lavavam frequentemente nosso convés e fomos obrigados a baixar a vela mestra, ficando apenas com a genoa 3 para equilibrar um pouco mais o barco.

Permanecemos com esta situação por mais de quatro horas, sempre dando bordos curtos próximos de terra, pois sabíamos que quanto ma,is pra fora seria pior. Chegamos nas proximidades da ponta da Sela (parte mais ao sul da Ilhabela) por volta das 2 horas da madrugada de sábado, julgando que subindo o Canal de São Sebastião teríamos alguns momentos de descanso e um pouco mais de conforto, pois todos os tripulantes estavam exaustos, encharcados e com frio…

Aposta errada, porque além da correnteza contrária, em torno dos 3 nós, estávamos num forte contra-vento acima de 20 nós, com rajadas constantes que superavam os 32. Conseguimos apoitar no Yacht Club de Ilhabela às 05h30, após incontáveis bordos, e continuávamos escutando pelas salas de rádio de Santos e Ilhabela, constantes desistências de outros veleiros.

O ponto alto foi a chegada ao clube do Veleiro Miragem, que veio motorando devagar e com seu mastro partido ao meio, ainda com retalhos da sua vela mestra de kevlar, novinha em folha, tremulando como bandeirolas soltas ao vento. Acredito que este tenha sido o ponto decisivo para comunicarmos também nosso DNF na regata às 07h00 do sábado.

Telefonei para o Iate Clube do Rio de Janeiro às 20h00 do domingo, e soube que até aquele momento haviam terminado a regata apenas quatro veleiros dos 25 que largaram de Santos e ainda restava apenas um a cruzar que tinha informado sua posição, minutos antes, próximo à Barra da Tijuca.

Resumindo, houve 20 DNF, do total de 25 veleiros inscritos. O nosso medalhista olímpico Torben Grael, com sua máquina de velejar S40, Mitsubishi Magia V, foi o fita-azul, completando o percurso em 43h31min.

Ano que vem tem mais e voltaremos à raia para mais aprendizados…

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