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Vídeo: Franck Cammas e Groupama

Vídeo: Chris Nicholson e Camper

Bruno Fontes comenta derrota no Pan-Americano

O guerreiro está ferido, mas não está morto

Depois de dias ainda tento digerir, 23 de outubro de 2011, o dia mais triste da minha carreira. Desde de o inicio da minha historia na vela, sempre tive sonhos de chegar a ser campeão brasileiro, campeão mundial e medalhista no PAN e Olimpíadas. Consegui realizar muitos desses sonhos, contando com o apoio incondicional da família, patrocinadores, amigos e treinadores.

Os caminhos que segui durante todo 2011 foram de muitas vitórias, trabalho e abdicações, tornando-se o ano mais vitorioso da minha vida em 25 anos na vela, com conquistas nacionais e internacionais, como a medalha de prata na Copa do Mundo de Vela e finalizar como 5º melhor velejador do mundo.

Mas nada disso me garantiu a medalha mais desejada do ano, algo que parecia viável por toda a preparação e resultados nas competições. Foi uma semana muita intensa, de pequenas frustrações, punições estranhas do mesmo juiz além e largadas e tácticas que não foram felizes. Assim as coisas não aconteceram ao natural e sempre tive que fazer algo diferente.

A Regata da Medalha, resumiu todo campeonato, com uma largada complicada vi a medalha sumir do meu peito logo no principio. Mas consegui uma recuperação incrível e assim visualizar a medalha novamente com a chegada a 50 m. Porém ao invés de simplesmente velejar, decidi prevalecer meu direito de passagem ao meu adversário, só que outra vez o mesmo juiz interpretou que eu não poderia ter sido tão agressivo e assim as medalhas de prata e bronze foram se perdendo para adversários que não costumam me vencer.

O misto de sentimentos, ao mesmo tempo, de dever cumprido e de frustração é minha companhia nestes últimos dias. Sei que tentei o meu melhor, mas a ausência da medalha, que era meu objetivo, me faz sentir algo muito triste, uma dor que jamais senti e fiz questão de vivê-la sem participar da festa dos meus amigos medalhistas. Assim sei o real sentimento da derrota e sei que irei trabalhar ainda mais para não acontecer isto novamente.

Agora é ter humildade para avaliar erros e trabalhar minhas fraquezas e fazer de mim alguém mais forte e preparado, e assim voltar aos trilhos das vitórias, desejando representar o Brasil em Londres e almejando a tão sonhada medalha olímpica.

Bruno

Vídeo: Ian Walker e Abu Dhabi

David Raison é o primeiro velejador da Mini Transat a cruzar a linha do Equador

O líder da Mini Transat David Raison cruzou a linha do Equador nesta quinta-feira. Do jeito como as coisas andam, ele tem tudo para ser o vencedor da regata, já no próximo domingo, em Salvador. Daqui pra frente ele vai encontrar um vento alísio de leste/sudeste cada vez mais estável, que facilitará sua aproximação à América do Sul. Enquanto isso, o baiano Kan Chuh ocupa a 23ª posição entre os barcos de serie.

Resumão, ão, ão. Pan, Santos-Rio,VOR,Mini, Imoca e mais, muito mais!

Querido amigo e queridíssima amiga,

Transmitindo direto do copacabânico Posto 6, depois um rápido périplo no covil cabofriense vamos às últimas da última semana no meu, no seu, no nosso clássico dos clássicos do jornalismo vélico intergaláctico, o world famous, resumão. Antes de passarmos ao principal só dois comentários rápidos (não resisto…), o primeiro sobre a (má) gestão esportiva no país da piada pronta, uma vergonha que certamente não mudará com o ministério seguindo como aparelho do PC do B. E lá Aldo Rabelo tem competência para gerir a vida desportiva nacional? Socorro, Lars Grael!!! A segunda: lotou! Já somos 7 bilhões na esferinha azul e a tendência é piorar. Com nossos hábitos de consumo e a vida social pautada pelo ter (e não pelo ser) em breve esgotaremos todos os recursos naturais do planeta. Será que haverá uma mudança radical de consciência ou continuaremos sonhando com nossos SUVs de pneuzão, vidrão, metalzão e cano de descarga insaciável cuspindo CO2? Pano rápido!

Bem, voltando ao que interessa, a semana na vela foi marcada pela acachapante vitória de nosso escrete canarinho nas águas de Puerto Vallarta. Apesar da merreca que imperou por lá e do calor saariano, nosso time venceu o torneio pan-americano de vela com autoridade. Foram 5 ouros, uma prata e um bronze em 9 classes disputadas. Poderia ter sido melhor se as pistolas-laser de Bruninho e Adriana não tivessem falhado. Como destaque, a oitava medalha de Cláudio Biekarck em Pans, o bi do J/24 com Santinha, Spanto, Neném e o neófito Gui Hamelmann e o desempenho notável de Amiguinho e Coveiro no Snipe que cravaram o Mundial e o Pan em 2011. Na Sunfish, o incrível Matheus Dellagnelo que também brilhou alto no Mundial, foi perfeito no México e ganhou com antecedência. Idem para Patrícia Freitas, grande promessa da prancha à vela, que também venceu por antecipação e junto com o multicampeão Bimba mostrou a hegemonia brasuca nas tablas. Na HC16 torci muito pro Baby vingar a injustiça de 2007 e abiscoitar a bolachinha dourada, mas a prata está de bom tamanho. No mais, parabéns ao COB e à CBVM pelo trabalho de preparação e pelo desempenho notável que mantém a vela no topo do desporto nacional apesar da quase indiferença com que a grande mídia trata a modalidade. Arrebentaram!! Uhuu!! E claro, no www.murillonovaes.com tem todas as notícias da conquista narradas com competência pelo assessórico ZêDêLê Flavito Perez.

Outro assunto de grande destaque neste Brasil primaveril ou na outonal Alicante, às bordas do Mediterrâneo espanhol, é a largada da VOR 2011/12. Por lá, já neste sábado, rola a primeira regata local do torneio de volta ao mundo. São só 6 barcos, uma lástima para um evento tão importante, mas as equipes estão profissionalizadas ao máximo e talvez esta seja a flotilha mais parelha dos últimos tempos. Não há um favorito destacado e a 3ª geração dos VO70 mostra os sinais de sua evolução. Meu coração está, claro, com os hispânicos (não fosse a bisa Matilde Murillo Beffa, andaluza de boa estirpe) por conta de nosso amigo e ídolo Joquinha Signorini um dos capitães de turno do Telefônica e Horacinho Carabelli, o diretor técnico da equipe. Um ponto a se notar, porém, será o duelo entre duas nações que se julgam ‘os reis do oceano’, franceses e neozelandeses. Para o mundo da vela, ter os franceses, especialmente Franck Cammas, o detentor do recorde absoluto de volta ao mundo, comandando uma equipe da VOR é muito legal! Na semana que vem estarei por lá para a regata das lendas (Torben vai correr no Charles Jourdain) e para a largada do dia 5/11. Aguarde notícias! Ah… E para os aficionados, o joguinho virtual da regata promete. Nosso competente velejador virtual Roberto Negraes já está com tudo e tem blog e tal: http://www.maresenavegantes.com.br/blog/ Sorte a todos!!!

Ainda no pequeno sítio mânzico no latifúndio virtual você fica sabendo da vitória de Torben Grael (fita-azul e corrigido) no S40 Mitsubishi/Gol/Magia V na 61ª Santos-Rio. A regata, aliás, foi um perrengue de muito vento (contra!) e dos 23 barcos que largaram, só 6 chegaram. No encalço de Torben veio o meu querido e saudoso Saravah que turbinado pela ausência deste navegador incomodou o líder no tempo real. Já no corrigido o calor ficou por conta do Delta 45 Seu Tatá, vice-campeão da prova. Também abrindo o Circuito Rio 2011 rolou a Angra-Rio que foi vencida pelo Samurai Ni. Outro destaque vai para o S40 de Eduardo Souza Ramos o Mitsubishi Lancer que venceu a regata chilena OFF Valparaíso. Muito bom!! E por falar em S40, a equipe gaúcha Crioula já recebeu seu segundo barco e promete incomodar ainda mais em 2012.

E seguindo as muitas novidades do www.murillonovaes.com ainda temos, além dos vídeos bem maneiros de vela extrema e dos novos Open 60 que se preparam para Transat Jacques Vabre, muitas notícias da classe Snipe. Sem dúvida uma das mais ativas do Brasil. Tem: N/NE em Aracaju, Estadual RJ no Charitas e Estadual SP no YCP e o final do catarinense em Jurerê. E já fica aqui o desejo de sucesso ao novo capitão da Flotilha 159, Dr. Madura que substitui Affonso Abreu.

Lá no nosso sitiozinho tem também a saga da Mini-Transat que teve abandono, mastro quebrado e nosso herói Kan Chuh em 22º na categoria de ‘Barcos de Série’. Tem também a vitória do Esimit 2 na Rolex Middle Sea Race e os preparativos de San Diego para a próxima etapa da America´s Cup World Series. No ICRJ vai rolar a exposição dos 100 anos da classe Star e em Porto Alegre rolou o tradicional Troféu Cayru vencido pelo Magia de Rodrigo Castro. No dia 25 aconteceu na Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos, o lançamento do livro ‘Sonhar é Preciso’, de Manoel Chaves e, por fim, no Rio “Sailing” Yacht Club, em Nikiti, está rolando o Estadual RJ de Optimist com a liderança, por enquanto, de Iagor Franco, do ICRJ e Erika Abreu do Charitas. Ufa!!

Por ora, é isso!! Fico em QAP no 16… Clica lá no www.murillonovaes.com e boa viagem.

E para manter a tradição, um “Entre Aspas” concreto do grande Paulo Leminski que se foi tão cedo. O poema se chama ‘Se’:

“se
nem
for
terra
se
trans
for
mar”

Fui!! Se…

Murillo Novaes

 

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