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Scheidt e Prada estão prontos para classificar a Star do Brasil para Londres/2012

Em coletiva nesta quinta-feira (10/11), em São Paulo, velejadores falaram do desafio de disputar o Mundial de Perth, em dezembro, e da pressão do favoritismo

Robert Scheidt e Bruno Prada já velejaram cerca de 200 dias este ano, mas a atividade só vai acabar depois do Mundial de Perth, de 3 a 18 de dezembro, na Austrália, o principal desafio da temporada, onde a dupla vai lutar para garantir a Star do Brasil na Olimpíada de Londres. Na competição, estarão em jogo 11 das 16 vagas olímpicas disponíveis para a classe – as restantes serão disputadas no Mundial da França, em maio do ano que vem. Em coletiva nesta quinta-feira (10/11), em São Paulo, a dupla falou dos preparativos e das expectativas para o Mundial e da pressão que sempre enfrentam como favoritos.

Scheidt e Prada vêm se preparando desde 2009 para os Jogos de Londres. “Fizemos alguns eventos internacionais em 2009 e 2010, mas este ano decidimos nos concentrar totalmente na campanha olímpica”, disse Scheidt. Das 12 competições que disputaram em 2011, Scheidt e Prada venceram dez, sete delas por antecipação. O ano também foi de muitos testes de equipamentos.

“Velejamos com barcos de quatro estaleiros – Mader, Folli, Lillia e PStar – e velas diferentes para fazer mesmo um laboratório, ver qual seria o mais adequado para correr o Mundial”, explicou Padra. “Foi um bom treino. Às vezes, recebíamos o equipamento três dias antes do início da competição, tínhamos pouco tempo para ajustar tudo. E acabamos nos tornando especialistas em tirar velocidade de qualquer barco, já conseguimos acertar qualquer barco num curto espaço de tempo. Esperamos não ter ‘gastado’ tudo antes da hora”, brincou.

Para o Mundial, o escolhido foi o PStar, americano, o que não significa que também será usado na Olimpíada, caso a dupla se classifique para os Jogos. “Ainda temos de dar dois passos para a frente até Londres”, disse Prada. “O primeiro é garantir a vaga da Star para os Jogos, o que esperamos fazer agora, no Mundial. Depois, vamos ter de disputar a seletiva brasileira, em fevereiro, em Búzios. Cada competição vale um ponto. Se conseguirmos a vaga e vencermos a seletiva, a nossa dupla vai representar o Brasil em Londres. Caso contrário, teremos uma competição de desempate em 2012, ainda não sabemos qual.”

Scheidt e Prada esperam uma competição difícil e uma disputa acirrada em Perth. Além das condições da raia – vento forte, de 5 a 6 horas por dia na água, o que vai exigir um bom preparo físico e mental – os brasileiros vão enfrentar em Perth uma concorrência de respeito. “Muitos dos favoritos ao pódio em Londres/2012 vão estar lá. Além da dupla inglesa (Iain Percy e Andrew Simpson), temos suecos, italianos, poloneses…. Sem falar em países que vão usar o Mundial como seletiva olímpica, a exemplo da Alemanha, Estados Unidos e Canadá, entre outros”, comentou Scheidt.

Mas sabe que ele e Prada vão chegar ao Mundial como favoritos. “Estamos acostumados, isso não muda muita coisa. E eu sempre preciso de pressão, de expectativa, um pouco de ansiedade é bom para o atleta”, disse Scheidt, acrescentado que a dupla olímpica inglesa vai para Perth “mordida”. “Ganhamos do Percy e do Simpson duas vezes este ano, em Weymouth, a casa deles, onde vai ser o programa de vela da Olimpíada. Acho que isso abriu os olhos deles, começaram a treinar mais e devem ir para o Mundial com armas novas.”

Scheidt e Prada partem para o Mundial no dia 22. “Vamos com uma certa antecedência, mas ainda temos de fazer alguns reparos no barco, que não conseguimos depois do evento-teste porque tivemos de embarcar o equipamento para a Austrália”, contou Scheidt. “Vamos tentar treinar sem exagerar, para o corpo chegar bem ao início da disputa.” Segundo Prada, cada campeonato é um desafio novo. “Na Austrália, desafio será saber dosar bem os treinos, mas já sabemos como fazer isso”, disse o velejador, acrescentando que a dupla não costuma fazer um preparo físico específico para cada competição. “A preparação tem de ser constante, com exercícios em academia que simulem o esforço muscular no barco”, acrescentou Prada.

No Mundial, o objetivo, claro, é o ouro na Star. “Somos muito competitivos”, disse Prada. “Primeiro, vamos velejar para nos classificarmos para a Olimpíada”, observou Scheidt. “Mas se fizermos um bom início de campeonato, podemos começar a pensar em melhorar o resultado final.”

Já em 2012, a seletiva brasileira que pode definir a dupla da Star para Londres/2012, não terá a presença de Torben Grael, um rival de peso. “A ausência do Torben facilita as coisas para nós, mas gostaríamos que ele participasse, a seletiva ficaria mais forte”, lamentou Prada.

Quanto à exclusão da classe Star dos Jogos do Rio, em 2016, Scheidt e Prada ainda acreditam que a situação pode ser revertida. “Vou deixar as coisas em aberto”, disse Scheidt. “Meu sonho é ir para uma Olimpíada no Rio. E em 2016 já vamos estar mais velhos. Na Baía da Guanabara, a estratégia vai contar mais que o físico, porque os ventos são fracos”, finalizou.

Da assessoria de imprensa

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