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Resumão de um tempão grandão. A volta!

Olá querido amigo e mais que querida, linda, simpática e inteligente amiga,

Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar… Mentira!! De volta ao Brasil varonil depois do périplo zeurópico na Volvo Ocean Race et caetera, mas já com a proa voltada para a cangurulândia, onde em Perth, rola o Mundial Unificado das Classes Olímpicas da Isaf, daqui a duas semanas, vamos atualizando o amigo porque a última cartinha que escrevi foi há um tempão e rolou muita, muita coisa no planetinha Vela neste período de ausência resumística. Claro que os amigos do dedo ligeiro clicaram no www.murillonovaes.com e ficaram sabendo de tudo, mas resumão é resumão, né? Zarpemos!

Antes de prosseguir, o meu efusivo, indignado e enraivecido protesto contra a Chevron/TransOcean que além de fazer a cagada por pura ganância, desleixo e incompetência (e vale o mesmo para aqueles que deveriam fiscalizá-la) que fizeram, omitiram, mentiram e tentaram minimizar um desastre que se não fosse lá na água roxa, terra de ninguém, estaria mobilizando muito mais gente. Sugiro que derramemos algum óleo negro, grosso e fedido nos paletós dos executivos e das autoridades que não têm o menor respeito por nada, nem ninguém! E que sobre também alguns barris para poluir as piscinas, laguinhos, rios e poças d´água dos senhores deputados e senadores que acham que os róialtis (a compensação ambiental) têm que ser divididos entre todos. Vamos dividir também a sujeira!! #prontofalei

E voltando ao Atlântico, na parte não poluída dele, vamos à VOR. Que mico, hein!! Estou até me animando em fazer a próxima de Micro 19. Periga levar um pódio. A despeito da alegria de ver o Telefônica à frente, com o dedão de nosso timoneiro Joca Signorini, ajudando os súditos de el rey, fica um gostinho estranho. Já na saída, o Azzam e o Sanya desistiram. Com o mastro da nova fornecedora (exaltada em reportagem na Seahorse e coisa e tal), Future Fibres, quebrado com horas de regata na nave arabesca e o chinês, que é café com leite e quando voltar a velejar provavelmente ficara sempre atrás nas pernas oceânicas (talvez não nas merrecas equatoriais), com um buraco no casco que, diga-se, já sofreu nas pedras da última regata quando ainda atendia pela alcunha de TeleBlue.  Pano rápido!

Depois deste anticlímax inicial, quase uma não-ejaculação precoce, eis que a francesada de Cammas, Coville, Nélias e companhia resolve grudar em África e dar algum sabor diferente à tática inicial da prova.  Foi até bom… Enquanto durou! Já nos doldrums, calmas equatoriais, zona de convergência intertropical ou pot au noir, como dizem eles mesmos, o Groupama amargava um último lugar sarado. Segurando a lanterna com convicção e deixando a pátria-mãe gentil (deles) com um sorriso amarelo depois da exaltação inicial que imprensa local fez aos seus gênios do alto-mar. O Camper, que conforme este escriba aqui descreveu, é o mais diferente dos novos VO70 desta edição, seguiu a partitura que os maestros do design tocaram: quando entrou no ventão com ondão viu seus pares abrirem alguma vantagem. E lá na frente rolava um match race interessante entre o Puma e o Telefônica, com os barcos velejando no visual (!!) um do outro por algum tempo e se alternando na liderança. Aí veio o desastre! A jaqueira do gato de botas (de tênis né…) caiu, a regata, que já não estava lá estas coisas, virou uma coisa absolutamente desinteressante e só nos resta torcer para que tudo melhore depois do cabo da Boa Esperança. Como consolo nosso fera eletrônico de Ubatuba, Roberto Negraes, está entre os Top10 da regata virtual…

Bem, mas não foi só de VOR que viveu a Vela nestes tempos de crise. Em São Diego, na mesma Califórnia onde rolará a 34ª Copa da escuna América em 2013, aconteceu mais uma etapa da ACWS (America´s Cup World Series). Com a parte de TV mais ajeitada e as novas regras mais assimiladas até que ficou melhor. Confesso que tenho ainda alguma resistência com os tais catamarãs. Mas, pelo menos visualmente, a coisa toda esta bem interessante e pode ser que vingue. O estranho no nosso esporte hoje é que o mais excitante são as cagadas. Quando dá algo errado, todo mundo delira!! E as capotadas espetaculares dos cats são o auge do circo de atrações hi-tech.

Já na Transat Jacques Vabre, que não canso de repetir, o Brasil perdeu por desleixo, O IMOCA Open 60 Virbac Paprec 3, de Jean Pierre Dick e Jerémi Beyou foi o primeiro barco a cruzar a linha de chegada na última sexta-feira, dia 18. E já na volta para casa rola a segunda edição da Transat B to B que larga no próximo dia 5 de dezembro de St. Barth, no Caribe, rumo a Lorient, na França. A regata servirá como classificatória para a Vendée Globe 2012 e a ideia da classe IMOCA foi de continuar competindo depois da Jacques Vabre, uma vez que os barcos teriam que atravessar novamente o Atlântico para voltar à Europa. Ainda na Vela de Altura, temos a super pro-am globalizada, a Clipper Race, que viu mais uma vitória do Gold Coast Australia. Desta feita chegando um primeiro na 5ª “regata” da prova, em Tauranga, Nova Zelândia. A equipe do máxi-trimarã Banque Populaire V partiu nesta terça-feira de Ushant, na França, para a segunda tentativa de conquistar o Troféu Julio Verne. Loick Peyron e companhia esperaram durante um mês até acharem a janela de tempo para zarpar. Os franceses deverão chegar a terra novamente antes do dia 9 de janeiro de 2012 às 17h15min34 para quebrar o recorde de Franck Cammas, no Groupama. E por falar em recorde, o Vestas Sail Rocket está na Namíbia, para tentar quebrar o recorde de velocidade absoluta à vela (nos 500m) atualmente em 55 nós, feitos de kite. Caraca!!

Já aqui em Pindorama, rolaram vários campeonatos e já saudamos os vencedores! O brasiliense André Proite, com Guilherme Poleto na proa, venceu pela 4ª vez o Brasileiro de Dingue, desta vez disputado na Guarapiranga em SP. Por falar no cerrado, Filipinho Rondina foi o campeão do DF de Optimist 2011. Já no DF de Snipe quem venceu foi a dupla Ricardo Paranhos/Areias, Cezar “Cri-Cri” Castro e Bruno Ferreira, foram vices no desempate. E ainda no Snipe, terminou na última terça-feira o 50º Campeonato Norte e Nordeste da classe, em Aracaju.  A dupla Daniel Claro e Mateus Tavares (Tio Sam/ Navegante) ficou com o título. Após oito regatas corridas na Guarapiranga o título do Paulista de Snipe ficou com os santistas Rafael Gagliotti e Henrique Wisniewski. E por lá também, no Paulista de Laser foram realizadas 10 regatas. Na categoria Standard o título ficou com João Hackerott, seguido por Carlos Eduardo Wanderley e Felipe Echenique, já na 4.7, Nicholas Garcia liderou de ponta a ponta. E voltando à narceja, depois de oito regatas Bruno Bethlen e Dante Bianchi ficaram com o título Estadual RJ de Snipe. O segundo lugar ficou com Luiz Felipe Cannepa e Breno Bianchi, seguidos por Felipe e Victor Sabino, que garantiram também o título da categoria Jr.

Mais Laser. O 33º Campeonato Sul- Brasileiro classe Laser – Standard e Radial, rolou no Clube Náutico de Antonina, no Paraná. Na Standard, o título ficou com Alex Ramos Veeren, de Santa Catarina. Já na Radial, o campeão foi Alan Godoy, do Clube Náutico Itaipu. E uma semana após ser vice-campeão carioca, o velejador Rodrigo Luz, da Flotilha Zé Carioca, do Iate Clube do Rio de Janeiro, conquistou o 1° Lugar no Campeonato Gaúcho da Classe Optimist.  O segundo lugar ficou com o velejador local Tiago Brito, atual campeão Sul-Americano da classe. E em Floripa, não deu nem tempo para a equipe de Renata Decnop comemorar a vitória do Brasileiro de Match Race Feminino. Assim que o campeonato terminou começou o Brasileiro de Match Race Open e a equipe comandada por Renata Decnop conquistou mais uma medalha de ouro. Renata, Gabriela Nicolino e Larissa Juk irão representar o Brasil no Mundial da Isaf, em Perth. Ainda pelo sul, terminou neste sábado o Mundial de J/24 em Buenos Aires, na Argentina. Depois de nove regatas, o título ficou com os locais Alejo Rigoni, Gustavo Gonzalez, Joaquín Duarte Argerich, Fernando Gwozdz e Sergio Armesto.

Rolou em Búzios o Brasileiro de Hobie Cat 16. No total 26 duplas participaram da competição. O título ficou com os pernambucanos Claudio Cardoso e Mequias Queiroz. A dupla ficou também com o título da categoria máster. A segunda colocação ficou com a dupla mista Felipe Frey e Geisa Geral. Yam e Kim Vidal completaram o pódio. Já na Flórida, os brasucas Lars Grael e Samuel Gonçalves conquistaram o vice-campeonato norte americano da classe Star, disputada em Tampa, nos Estados Unidos, por uma diferença de apenas 4 pontos perdidos da dupla vencedora, formada por George Szabo e Mark Strube. Este foi o terceiro pódio de Lars e Samuca desde que começaram a competir juntos na Star, há três meses. Bem, isto e muito, muito mais, sem falar nos sempre maneiros vídeos, como o do Puma transferindo diesel de um navio no meio do oceano, as disputas da ACWS e outros mais, você encontra, claro, no www.murillonovaes.com , no meu perfil do feicibuqui e no tuíter. Clica lá!!

E para finalizar um “Entre Aspas” cristão em tempos de Chevron: “”Não há tóxico no mundo que mate tão eficientemente como as ganâncias que destroem a perfeição”. Santa Tereza de Jesus

Fui!!! Sem ganância e com muita alegria, junto com nosso mestre Turbina Grael, de “Lady Lou”, para a regata de clássicos em Búzios. E o suduca tá rolando para ajudar…

Murillo Novaes

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