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Fortes ventos marcam a VI Regata de Veleiros Clássicos em Búzios

Ventos de 25 nós imprimem mais emoção para os velejadores da regata

Enquanto o comandante Torben Grael veleja o Lady Lou, Murillo Novaes tuíta as últimas notícias do mundo náutico

A VI Regata de Veleiros Clássicos, edição Búzios, terminou neste domingo, 27 de novembro, na Praia dos Ossos em Armação de Búzios com fortes ventos que puseram os bravos clássicos à prova. Com cerca de 25 nós, e rajadas ocasionais mais fortes, as condições tornaram-se  extremas dentro dos padrões náuticos internacionais. Segundo Torben, o velejo estava muito bom. ” Hoje tivemos o que todo velejador gosta: vento! E vento forte é sempre uma festa para quem gosta de velejar” avaliou Torben. Sobre as condições, o medalhista olímpico disse: ” Estava bastante difícil velejar, pois estamos competindo com clássicos. Para você ter uma ideia,  em algumas classes quando a velocidade do vento ultrapassa 25 nós a competição é cancelada”, conclui.

Na categoria “F”, mais disputada por contar com quatro barcos, o Viva foi o grande vencedor, deixando o Lady Lou, capitaneado por Torben Grael, na segunda colocação.  Entre as bateras, quem levou a melhor foi a Assanhada, que enfrentou com muita bravura o mar. A categoria foi marcada por duas baixas, com duas bateras – Charmosa e Jeitosa –  saindo da regata avariadas, com seus tripulantes sendo resgatados pelo barco de apoio da organização.

Velejador muito experiente, o Almirante Bernardo Gamboa, que competiu com a Teimosa fez questão de ressaltar a importância de um evento que incentive a vela clássica brasileira. “O Brasil tem um belíssimo litoral, mas o povo brasileiro tem pouca maritimidade. Eventos como este nos ajudam a perceber o quão perto estamos de nossa ‘galinha dos ovos de ouro’. Temos que cuidar de nosso mar e esta regata, com suas águas limpas, é mais um endossador disto”, avaliou Gamboa com a experiência que quem já esteve à frente do Cisne Branco, veleiro-escola da Marinha Brasileira.

Loic Gosselin, diretor da Media Mundi, produtora do evento, afirma que vários barcos estão sendo reformados graças a regata. Segundo ele, verdadeiras obras primas estão de volta ao mar: “Ficamos muito felizes em ver que alguns lindos barcos estão de volta ao mar incentivados por nossos eventos. Nessa etapa tivemos três medalhistas de ouro competindo e isso engrandece ainda mais o evento” diz Loic referindo-se aos renomados Torben Grael, Mauricio Santa Cruz e Alex Welter.

Da assessoria de imprensa

Mundial da Isaf começa no dia 3 de dezembro em Perth

A partir do dia 3 de dezembro cerca de 1200 dos melhores velejadores do mundo estarão reunidos em Perth, na Austrália, para a disputa do Mundial da Isaf, que vale a maior parte das vagas para as Olimpíadas de Londres 2012. A competição começa com as disputas do Match Race feminino. O Brasil estará representado por Renata Decnop, Gabriela Nicolino e Larissa Juk e Juju Senft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz.

As outras classes que disputarão a competição são Finn, 470 masculino e feminino, RS:X masculino e feminino, Laser Standard, Laser Radial, 49er e Star.

Vídeo: Puma chega à Ilha Tristão de Cunha, no meio do nada

Primeiro final de semana da decisão da Copa Suzuki Jimny é marcado por oscilação de vento

Apenas seis veleiros conseguiram completar a Volta a Ilha – Sir Peter Blake no sábado. Com mais vento, domingo teve regatas bastante disputadas

As tripulações que disputaram o primeiro final de semana da final da Copa Suzuki Jimny enfrentaram dois dias distintos de condições de vento. No sábado (26), apenas seis barcos conseguiram completar a Volta a Ilha – Sir Peter Blake por causa do vento fraco. O percurso foi de 30 milhas. No domingo (27), os organizadores optaram por uma prova mais curta na Ponta das Canas e as embarcações foram empurradas por ventos de 13 nós de média e mar calmo. Apenas a classe HPE25 conseguiu programar três regatas.

O evento de vela oceânica conta com as classes ORC, BRA-RGS, HPE25, C30, Delta 32 e Skipper 21e fecha a temporada 2011 no Yacht Club de Ilhabela. “Muitos veleiros chegaram de madrugada da Volta a Ilha. Para poupar velejadores e equipamentos decidimos realizar uma prova mais curta. O tempo ajudou e as provas foram técnicas, principalmente na classe HPE”, contou Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas.

Os campeões de todas as classes do circuito serão conhecidos no próximo final de semana, 3 e 4 de dezembro, com as regatas finais em Ilhabela. São esperados mais de 50 barcos para a competição.

Volta a Ilha bastante dura – A 11ª edição da Volta a Ilhabela – Sir Peter Blake foi uma das provas mais difíceis tecnicamente do ano. Apenas seis veleiros conseguiram completar o percurso de 30 milhas. O fita-azul, o primeiro a chegar, foi o Land Rover (12h39min10), mas no tempo corrigido, o time do Orson/Mapfre levou o bicampeonato. O veleiro da classe ORC fez o tempo de 13h22min10.

Na BRA-RGS A, o Fram também foi o vencedor no corrigido, assim como o Rainha na BRA-RGS C. Barracuda/Matrix e Sextante foram os melhores da Volta a Ilha nas classes C30 e Skipper 21, respectivamente.

Na largada, o vento chegou a bater 10 nós, mas durante a travessia, em muitos momentos, os barcos ficaram boiando. Tanto que, até as 2h do domingo, alguns veleiros não haviam chegado ao Yacht Club de Ilhabela.

Mais vento no dia seguinte -No domingo, a Comissão de Regatas fez uma prova na Ponta das Canas e quem se deu bem na classe HPE25 foi o Repeteco, de Fernando Haaland. O barco venceu três das quatro regatas do final de semana. No entanto, a melhor média foi o Avantto 1, de Dário Galvão, com apenas 11 perdidos (três terceiros lugares e um segundo). O Ginga, líder isolado da Copa Suzuki Jimny, apenas administrou e ficou em posições intermediárias.

No match-race da classe C30, o Barracuda/Matrix levou a melhor sobre o +Realizado em uma prova de uma hora de duração. Os outros vencedores da única regata do domingo foram: Fram (BRA-RGS A), Palmares (BRA-RGS B), Rainha (BRA-RGS C), Helios ii – Hosp. Sírio Libanês (BRA-RGS Cruiser), Palmares (Delta 32) e Alegria (Skipper 21).

A competição continua no domingo e no outro final de semana com a decisão em todas as classes. O evento tem organização do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e apoio da Brancante Seguros, Cerveja Devassa, Nautos, Ancoradouro, Prefeitura Municipal de Ilhabela e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.

Banque Populaire veleja à frente do recorde de volta ao mundo

Depois de seis dias no mar o maxi Banque Populaire V está progredindo bem em busca do Troféu Júlio Verne, que coroa o veleiro mais rápido a dar a volta ao mundo sem escalas. Atualmente o recorde pertence ao Groupama 3, de Franck Cammas, mas a equipe de Loick Peyron já está 100 milhas à frente da marca.

Vídeo: Telefónica vence a primeira perna da VOR

Camper garante a segunda colocação na VOR

Camper foi o segundo barco a chegar na Cidade do Cabo

O Camper foi o segundo barco a cruzar a linha de chegada da primeira perna da Volvo Ocean Race, 16 horas depois do vencedor Telefónica. A aproximação da Cidade do Cabo não foi fácil, com ventos de mais de 35 nós e muita onda. A equipe fez a maior singradura da etapa, com 554.16 milhas em 24 horas.

O Groupama, terceiro colocado da etapa, é esperado nesta terça-feira. Na manhã desta segunda ainda faltavam 274 milhas para os franceses terminarem a etapa.

Enquanto isso, o navio que irá resgatar o Puma na ilha de Tristão da Cunha já está a caminho. A previsão é de que ele chegue no dia 2 de dezembro com ferramentas e um contêiner para levar o barco até a Cidade do Cabo.

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