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Scheidt e Prada começam o desafio de classificar a Star do Brasil para Londres

A partir deste domingo (11/12), no Mundial de Perth, na Austrália, dupla entra na briga por uma das 11 vagas que estarão em jogo na competição

Robert Scheidt e Bruno Prada começam neste domingo (11/12), na Austrália, o desafio mais importante da temporada: classificar a classe Star do Brasil para a Olimpíada de Londres, em 2012 – no Mundial de Perth (AUS), estarão em jogo 11 das 16 vagas olímpicas disponíveis para a categoria. A dupla brasileira chega ao evento como favorita, condição a que, segundo Scheidt, ele e Prada estão habituados. “Isso não muda muita coisa. E eu sempre preciso de pressão, de expectativa. Um pouco de ansiedade é bom para o atleta.”

Scheidt e Prada estão preparados para uma competição difícil e uma disputa acirrada em Perth. Além dos ventos fortes e das 5 a 6 horas que devem passar na água, o que vai exigir bom preparo físico e mental, terão de dividir a raia com muitos dos favoritos ao pódio na Olimpíada. “Sem falar em países que vão usar o Mundial como seletiva para Londres, a exemplo da Alemanha, Estados Unidos e Canadá”, disse Prada.

Para Scheidt, a dupla pode levar certa vantagem sobre os competidores pelo fator clima. “Enquanto nós viemos do Brasil para a Austrália, do calor para o calor, muitos vieram do frio para o calor e a adaptação deve ser mais complicada, com a mudança de temperatura e de fuso horário (Perth está 10 horas à frente do Brasil).”

O “laboratório” que a dupla realizou em 2011, velejando com barcos e velas de vários fornecedores, acabou se tornando útil em Perth – na chegada à Austrália, o mastro do barco escolhido para o Mundial estava quebrado e teve de ser substituído às pressas. “No fim, esse laboratório foi um bom treino. Como, às vezes, recebíamos o equipamento apenas três dias antes do início de uma competição, acabamos nos tornando especialistas em acertar qualquer barco num curto espaço de tempo”, contou Prada.

Scheidt e Prada seguiram do Brasil para a Austrália no dia 22 de novembro e, fora o problema do mastro, toda a preparação para o Mundial correu conforme o planejado. “Foi bom ter chegado antes para nos adaptarmos ao fuso horário e às condições da raia. Tivemos de correr contra o tempo para acertar o mastro com que vamos disputar o Mundial, mas estamos com o equipamento em condições para correr o campeonato”, disse Scheidt, lembrando que o barco escolhido para o Mundial é o PStar, americano, o mesmo que foi usado na vitória no evento-teste para Londres/2012, em Weymouth, em agosto, na Inglaterra.

Além de classificatório para a Olimpíada, o Mundial de Perth também é válido como seletiva brasileira para Londres/2012. Se garantirem a vaga da Star nos Jogos, Scheidt e Prada somam um ponto. Outro ponto estará em disputa em fevereiro, em Búzios, na seletiva brasileira. “Se conseguirmos a vaga e vencermos a seletiva, a nossa dupla vai representar o Brasil em Londres. Caso contrário, teremos uma competição de desempate em 2012, ainda não sabemos qual”, disse Prada.

Para a classe Star, estão previstas uma série de classificação, com dez regatas, e a Medal Race. Com seis regatas completadas, os velejadores terão direito ao descarte do pior resultado. A Medal Race, no dia 17, reservada aos dez velejadores mais bem colocados na fase de classificação, tem pontuação dobrada e seu resultado não pode ser descartado.

Da Local da Comunicação

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