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Equipe Brasileira de Vela roda o mundo por medalha olímpica

Depois de seletiva em Búzios, atletas disputam principais eventos internacionais até o início dos Jogos de 2012

Bochecha e Marco ainda tentam classificar o Brasil para os Jogos Olímpicos

Os velejadores brasileiros já classificados para Londres/2012 e os que ainda disputam uma vaga têm agenda cheia em 2012. Com apoio da CBVM – Confederação Brasileira de Vela e Motor e do COB – Comitê Olímpico Brasileiro, a equipe nacional disputará as principais competições internacionais. Parte da equipe foi definida na Semana Brasileira de Vela, disputada em Búzios e que terminou neste sábado (11). O objetivo é dar mais ritmo de regata para os principais atletas e preparar o grupo para enfrentar de igual para igual os adversários na raia de Weymouth, na Inglaterra.

No calendário estão competições como Hyères, na França e Palma de Maiorca, na Espanha. O evento espanhol, marcado para o final de março, definirá qual dupla de 470 representará o Pais no Jogos: Martine Grael/Isabel Swan ou Fernanda Oliveira/Ana Barbachan.

“O Brasil tem chance de medalha em Londres/2012 e a nossa expectativa é a melhor possível. Hoje apontamos a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada como a maior esperança. As outras classes estão evoluindo tecnicamente e, com todo investimento e com a participação nos principais eventos, podemos aumentar o nível e brigar por pódio ou top 10”, explica Ricardo Baggio, superintendente da CBVM.

Na história olímpica da vela, o Brasil ocupa a 10ª posição no quadro geral de medalhas. São seis de ouro, três de prata e sete de bronze, totalizando 16 conquistas. A modalidade é que a mais subiu ao pódio em todas as edições do Jogos. Torben Grael é o maior medalhista olímpico com cinco, seguido por Robert Scheidt, que somou quatro.

Para fazer valer essa estatística, a CBVM montou uma equipe multidisciplinar, com fisioterapeuta, consultor de regras e outras funções pertinentes ao universo do velejador. O time de especialista acompanha os brasileiros em todos os eventos

Maior esperança de medalha, Robert Scheidt e Bruno Prada devem priorizar os campeonatos da Europa e fazer períodos de treinamentos em Weymouth, na raia dos Jogos. A persistência da dupla pode ser recompensada com o ouro.

“O Robert Scheidt e o Bruno Prada têm disciplina e muita garra, por isso estão entre os melhores do mundo. A participação de Torben Grael e Marcelo Ferreira nas primeiras seletivas motivaram a dupla a treinar e se dedicar a Star. Os resultados apareceram e os dois têm tudo para ganhar o ouro”, indica Cláudio Biekarck, chefe da Equipe Brasileira de Vela.

Favorito e líder do ranking mundial, o bicampeão olímpico está pronto para mais uma vitória. Nos últimos 14 eventos, Scheidt e Prada venceram 12. Eles não perdem desde maio. “Eu convivo com o favoritismo desde a minha primeira olimpíada em 1996. Sei que nós somos os adversários a serem batidos e vamos brigar pelo título na raia de Weymouth. Espero que a organização defina com antecedência onde será a disputa. Vamos treinar bastante para o ouro”, salienta Robert Scheidt, que usou o dia livre para matar a saudade da Classe Laser, que já rendeu oito títulos mundiais e três medalhas olímpicas.

Outro experiente velejador, que pode ganhar medalha em Londres, é Ricardo Winicki, o Bimba. O atleta da RS:X vai para sua quarta participação. “Mais uma olimpíada e mais uma chance de medalha. Vou para brigar pelo pódio e os últimos resultados foram bons, principalmente aqui em Búzios correndo com os atletas top 10 no ranking mundial”, destaca Ricardo Winicki, o Bimba.

49er e 470 masculina – As duas classes podem confirmar a vaga na Inglaterra nos mundiais da categoria, em maio. Únicos representantes do País, André “Bochecha” Fonseca e Marco Grael intensificaram os treinamentos para ganhar a vaga na competição de 49er, que será em Zadar (Croácia). Para a categoria restam quatro vagas (12 países já estão confirmados).

Líderes do ranking nacional de 470, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen disputam em Barcelona (Espanha), as sete vagas restantes na classe. A Classe 470 masculina tem 20 países confirmados. O Match Race feminino do Brasil não conseguiu classificar um trio para a estreia da classe no calendário olímpico após duas tentativas: Perth (Austrália), em dezembro de 2011, e Miami (EUA), em fevereiro de 2012.

“O objetivo é seguir a preparação e correr as competições lá fora para ganhar a vaga. O nível técnico dos velejadores da Europa é um pouco maior por causa do desenvolvimento de material. Temos de investir, treinar e competir para ir a Weymouth”, constata Fábio Pillar, timoneiro da classe 470 e parceiro de Gustavo Thiesen.

Outro timoneiro que tentará a vaga é o especialista em match race Henrique Haddad. O atleta promete se dedicar exclusivamente à categoria até maio, no Mundial de Barcelona. “Foco total na campanha olímpica. É preciso ter perseverança e sorte para ganhar a vaga. Estamos um pouco atrás dos líderes do Brasil de 470, mas temos três meses pela frente de treinos”, relata. Pela regra, quem conseguir a vaga do País no Mundial de 470 será o representante nos Jogos. O mesmo vale para o evento de 49er em Zadar.

Campeões da Semana Brasileira de Vela:

Finn
Jorge Zarif

Laser Radial
Adriana Kostiw

Laser Standard
Bruno Fontes

RS:X Masculino
Ricardo Winicki Bimba Santos

RS:X Feminino
Patricia Freitas

Star
Robert Scheidt/Bruno Prada

470 Masculino*
Fabio Pillar/Gustavo Thiesen

470 Feminino
Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan

49er*
André Fonseca/Marco Grael

Em negrito os classificados para o Jogos:
* Classes que não tem a vaga olímpica

Da ZDL de Comunicação

Scheidt e Prada conquistam a vaga para os Jogos de Londres/2012

Dupla venceu as duas regatas da Star desta sexta-feira (10/2), na Semana Brasileira de Vela, e mantém invencibilidade desde maio de 2011

Fred Hoffman registrou a comemoração da dupla

Robert Scheidt e Bruno Prada vão disputar os Jogos Olímpicos de 2012. Com a vitória nas duas regatas desta sexta-feira (10/2), a dupla conquistou o título da Semana Brasileira de Vela, em Búzios (RJ), segunda seletiva olímpica, somou mais um ponto e carimbou o passaporte para Londres. Líderes do ranking mundial da Star, Scheidt e Prada já tinham um ponto, pelo bicampeonato no Mundial de Perth (AUS), a primeira seletiva. Scheidt e Prada estão invictos desde maio do ano passado e completaram nesta sexta-feira o nono título consecutivo.

Em Búzios, Scheidt e Prada fizeram uma competição impecável. Venceram as dez regatas realizadas, mesmo em dias de ventos fracos, condição desfavorável aos dois e atípica para a raia carioca. A vitória confirma o favoritismo da dupla, que mantém a invencibilidade desde maio do ano passado.

“O favoritismo me acompanha há muitos anos. Em todas as minhas participações olímpicas, fui como favorito. Temos que ficar tranquilos, fazer o nosso trabalho e saber que os resultados que a gente já teve não garantem nossos próximos resultados”, defendeu Scheidt.

Juntos, Prada e Scheidt somam cinco medalhas olímpicas: quatro de Scheidt, com dois ouros e uma prata na Laser e uma prata na Star, e uma de Bruno, a prata na Star, em Pequim. “O importante é seguir o que a gente vem fazendo, que é a evolução do nosso equipamento, a melhoria das nossas manobras. E temos de ficar com a cabeça boa, naquela semana, para tomar decisões. Nunca acertamos todas, mas acertando a maioria, você já se coloca entre os primeiros”, completou o bicampeão olímpico.

Scheidt admitiu ainda que sente a responsabilidade de representar o Brasil na classe Star, na Olimpíada. “Temos um pouco de responsabilidade, porque o Torben Grael e o Marcelo ganharam muitos títulos, são bicampeões olímpicos na Star. É uma classe com muita tradição no Brasil”, disse.

Preparação para disputa acirrada com ingleses
Scheidt prefere a cautela ao falar da disputa olímpica em Londres: “Vai ser muito duro, porque os ingleses conhecem muito bem a raia, a meteorologia local, e são os atuais campeões olímpicos. Iain Percy e Andrew Simpson são a dupla a ser batida, além da dupla polonesa, que é muito forte, a sueca, a holandesa. Temos muito trabalho a fazer, mas acho que estamos no caminho certo”, explicou o velejador.

A preparação para a Olimpíada de Londres inclui ainda outras cinco competições e dois períodos de treino em Weymouth no final de maio e em julho. A cidade inglesa é a mesma que vai receber as regatas dos Jogos Olímpicos.

“O número de competições não é tão grande porque estamos planejando um treinamento específico em Weymouth. As condições são muito duras, com frio, correnteza forte, ventos que variam bastante. Precisamos estar acostumados a velejar por lá. A raia da medal race será bem próxima da saída do porto, embaixo de um castelo, um lugar com um vento maluco. Por isso queremos ir para lá duas vezes, para velejar muito nessa raia”, apontou Scheidt, acrescentando que, por contar com apenas 16 barcos em disputa, na Olimpíada, a Star terá muitos pontos em jogo na Medal Race. “A regata vale em dobro e não pode descartar. Dificilmente alguém vai abrir uma distância tão grande de pontos. Decisão, só no final.”

Para os Jogos de Londres, Scheidt e Prada devem usar o mesmo barco com o qual conquistaram o bicampeonato mundial, em Perth, na Austrália. “O PStar foi fabricado nos Estados Unidos e a ideia é competir com ele em Londres. Mas antes disso ainda vamos testar um outro barco, italiano, na competição de Palma de Maiorca, em abril, para ver se ele pode ser ainda melhor em algumas condições do que o PStar. Caso a gente decida que não é, já temos o nosso barco, que sabemos que rende muito bem”, apontou Scheidt.

“Temos que administrar as lesões”
Exigente, Robert Scheidt admite que o nível de cobranças tende a crescer na reta final da preparação para os Jogos de Londres. “Como dupla, eu e o Bruno crescemos muito, mas ainda tem algumas coisas para melhorar nas manobras, nas tomadas de decisão. O Bruno, como proeiro, é um dos melhores do mundo hoje em dia. O cuidado, agora, tem que ser administrar as lesões, porque já estamos com uma idade um pouquinho mais avançada. Quando treinamos muito, alguns pontos já começam a pegar um pouco mais. Para mim, o problema é costa, cervical, e o Bruno está sentindo um pouco também a lombar. Mas estamos com um fisioterapeuta nos ajudando “, revelou.

“O mais importante agora é a gente chegar inteiro na Olimpíada, ou seja, fazer um planejamento de treinos intensos, mas que não deixe problemas físicos. Se você treinar demais, chega muito cansado na competição. Temos que chegar descansados, mas ao mesmo tempo com 100% de capacidade, esse é o nosso grande desafio”, concordou Bruno Prada.

Prada destaca ainda a importância da Sail for Gold, regata que será realizada em junho em Weymouth, entre os dois períodos de treino da dupla na raia olímpica. “Será uma competição importantíssima para nós”, disse. Em sua segunda olimpíada, Bruno faz um balanço positivo da evolução da dupla. “Acho que estamos chegando muito mais preparados do que em Pequim. Na verdade, a gente nem era velejador de Star. Éramos um velejador de Laser (Scheidt) e um de Finn (Prada), tentando velejar na Star. Amadurecemos bastante neste ciclo olímpico, e estou bastante animado para esses últimos seis meses de campanha”, ressaltou.

Classificação final da Star após dez regatas:
1º – Robert Scheidt e Bruno Prada, 10 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Alessandro Pascolato e Henry Raul Boening, 24 pp (2+2+4+3+3+2+2+2+2+2)
3º – Reinaldo Conrad e Ubiratan Matos, 36 pp (5+4+3+5+4+3+3+3+3+3)
4º – Gastão Brun e Gustavo Kunze, 42 pp (3+3+2+2+2+6+6+6+6+6)
5º – Luiz André A. Reis e Renato Moura, 53 pp (4+5+5+4+5+6+6+6+6+6)

Da assessoria de imprensa

Organização da VOR já está escolhendo os portos de parada para as duas próximas edições

A organização da Volvo Ocean Race já está escolhendo os portos que receberão as edições 2014-15 e 2017-28. As cidades interessadas deverão se inscrever até maio deste ano. As escolhidas serão anunciadas até o final de 2012 e junto com elas será anunciada a rota da regata.

Team Aqua vence a primeira etapa do campeonato de RC44

Primeiro evento de 2012 aconteceu em Puerto Calero

Desde o último dia 8 a flotilha de RC44 está reunida em Puerto Calero para a disputa da primeira etapa do campeonato da classe. Foram disputadas nove regatas de flotilha e com quatro vitórias os ingleses do Team Aqua venceram a competição. A equipe também venceu no Match Racing, com seis pontos contra cinco do Katusha, segundo colocado, mesma pontuação do Synergy Russian Sailing Team. Para ver o resultado completo, clique aqui.

Vídeo: The boat doctor

Vídeo: Terceiro C30 veleja em Floripa

Largada do Sailing Arabia – The Tour é adiada por conta de ventos fortes

Programada para acontecer neste domingo, a largada da primeira etapa do Sailing Arabia – The Tour, que irá do Bahrain para o Qatar, teve que ser adiada por conta de ventos que chegaram a 35 nós. Segundo a organização o atraso não deverá afetar o calendário de competições, que segue no dia 15 com a largada da segunda perna rumo a Abu Dhabi. No site www.sailingarabiathetour.com é possível acompanhar o trajeto dos barcos ao vivo.

Jéremie Beyou confirma participação na próxima Vendée Globe

O francês Jéremie Beyou confirmou na última semana que irá participar da edição 2012 da Vendée Globe. A largada da regata está programada para o dia 10 de novembro. Beyou é o atua campeão da Solitaire Du Figaro e da Transat Jacques Vabre. Ele usará o barco que o também francês Michel Desjoyeaux venceu a última Vendée Globe. Até o momento 16 skippers solitários já confirmaram a participação na competição.

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