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Tempestade obriga Volvo Ocean Race a dividir quarta perna em duas etapas

Ventos de 35 nós e ondas de oito metros obrigaram barcos a fazer percurso costeiro na baía de Sanya e esperar 12 horas para velejar rumo à Nova Zelândia

São Paulo (SP) – A quarta perna da Volvo Ocean Race teve de ser dividida em duas etapas para garantir a segurança dos competidores. Uma tempestade com ventos de 40 nós e ondas de oito metros atingiu o mar do sul da China e obrigou a organização a alterar a largada tradicional. Na manhã de domingo (19), os competidores disputaram apenas uma prova costeira, dentro da baía de Sanya, na China. A saída para Auckland, na Nova Zelândia, aconteceu apenas às 22h (de Brasília).

“Todas as previsões mostravam condições perigosas nas 12 horas que seguiriam à largada, incluindo ondas que poderiam quebrar um barco ao meio”, explicou o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad. A decisão foi comemorada pelos competidores: “Todos estamos largando mais tranqüilos. Minha mulher agradece a decisão, assim como meus filhos e o pessoal da seguradora”, brincou Neil McDonald, um dos chefes de turno do líder geral da competição, o barco espanhol Telefónica.

Com a largada para Auckland adiada, os velejadores fizeram uma reedição da regata de porto do último sábado, para definir a ordem de largada e a diferença de tempo entre as saídas. Mais uma vez, o Telefónica, líder geral da competição, levou a melhor. A prova teve cerca de 80 km (43 milhas náuticas), incluindo a passagem pela estátua de 108 metros de altura do Guanyin Buddha.

A vitória espanhola, porém, não foi tranqüila como a do sábado. Um dia antes, o Telefónica, dos brasileiros Joca Signorini (chefe de turno) e Horácio Carabelli (diretor técnico), dominou a regata de porto e passou por todas as marcas do percurso em primeiro lugar. No domingo, quem saiu na frente foram os norte-americanos do Puma, mas o barco do comandante Ken Read encontrou um buraco de vento no meio do percurso e acabou em último lugar, 39 minutos atrás dos espanhóis.

“Vimos quando o Puma ficou parado e tentamos desviar. Tivemos sorte de conseguir fazer a transição. É uma pena o que aconteceu com eles. Estavam fazendo uma regata perfeita até aquele momento”, disse Iker Martinez, comandante do Telefónica. Com o resultado, os espanhóis largaram às 22h (de Brasília) de domingo, seguidos por Groupama, Abu Dhabi, Sanya , Camper e Puma.

Com o fim da tempestada, a saída da baía chinesa para a segunda etapa da quarta perna da regata de volta ao mundo foi calma. Os veleiros partiram nas primeiras horas da manhã, com poucos ventos. Nesta segunda-feira, os barcos estão a cerca de 5.000 milhas náuticas da Nova Zelândia, com previsão de chegada para o dia 12 de março. O líder da perna é o francês Groupama. O Camper vem logo atrás, praticamente empatado.

Classificação da quarta perna – China/Nova Zelândia:
1. Groupama (Franck Cammas/FRA)
2. Camper (Chris Nicholson/NZL)
3. Telefónica (Iker Martinez/ESP)
4. Abu Dhabi (Ian Walker/ING)
5. Sanya (Mike Sanderson/NZL)
6. Puma (Ken Read/EUA)

Classificação geral da Volvo Ocean Race:
1. Telefónica (Iker Martinez/ESP) – 101 pontos
2. Camper (Chris Nicholson/NZL) – 83
3. Groupama (Franck Cammas/FRA) – 73
4. Puma (Ken Read/EUA) – 53
5. Abu Dhabi (Ian Walker/ING) – 43
6. Sanya (Mike Sanderson/NZL) – 17

Da ZDL de Comunicação

Vídeo: Velejadores (Xandi, Gusma, Bochecha, Lari, etc.) falam sobre o novo C30

Equipe de Daniel Souben vence mais uma etapa do Sailing Arabia – The Tour

A disputa está acirrada após três etapas

Os franceses do Courrier Dunkerque, comandada por Daniel Souben, venceu a terceira etapa do Sailing Arabia – The Tour. Esta foi a terceira vitória consecutiva da equipe. Segundo os velejadores a perna foi a mais tática da competição e a disputa entre Souben e Bertrand Pace, a bordo do Team Commercialbank. A diferença entre eles foi de apenas 3 minutos, em um percurso de mais de 200 milhas.

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