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Domingo de bons ventos e três regatas em Angra consagra dupla Marcelo Fuchs e Ronie Seifert como campeões Sul-Americanos de Star

Marcelo Fuchs foi campeão sul-americano de Star em Angra. Ronie Seifert, bi. Na foto de quem? Fred "Always" Hoffmann.

Depois de um sábado sem ventos e com muita chuva em Angra dos Reis, o domingo de sol e vento leste, de 6 a 12 nós, permitiu a realização de três boas provas para finalizar o Campeonato Sul-Americano Transpetro da Classe Star 2012.

Angra dos Reis (RJ) – O Campeonato Sul-Americano Transpetro da Classe Star, que terminou neste domingo (25/3) na Marina Verolme, em Angra dos Reis, consagrou a volta de um starista à classe e aos pódios do monotipo olímpico mais prestigiado da Vela mundial: Marcelo Fuchs, 50 anos, que ficou cinco anos afastado do Star e há oito meses comprou o barco do campeão mundial Alan Adler e, junto ao experiente proeiro Ronie Seifert, voltou a velejar na classe. “O Alan comprou um barco para ir correr o mundial e acabou não usando, estão eu comprei dele e comecei a velejar sem muitas pretensões” contou o novo campeão sul-americano, acrescentando que “o barco estava um foguete e apesar de não ganharmos nenhuma regata, fizemos uma boa média e, no final, por um ponto conquistamos o título”, disse o incrédulo campeão que mesmo com a súmula oficial na mão, ainda não acreditava na vitória.

Curiosamente o proeiro de Fuchs, Ronie Seifert, sagrou-se bi-campeão sul-americano já que no ano passado, em Mar del Plata, na Argentina, ganhou o título ao lado de Lars Grael. Por sua vez, Lars Grael, ao lado do novo parceiro, Samuel Gonçalves, foi o vice-campeão em Angra apenas um ponto atrás do antigo proeiro e vencendo no critério de desempate a dupla Peter Ficker e Renato Moura. “Foi um campeonato que nós não merecíamos ganhar. Fizemos a escolha de velas errada, cometemos alguns erros na água e o resultado foi justo. O mais bacana é que o campeonato foi tão parelho que nas seis regatas houve seis vencedores diferentes e no final, o campeão foi quem teve a melhor média e não venceu nenhuma regata”, pontuou Lars. Para Peter Ficker, também medalhista olímpico de bronze, “o campeonato foi ótimo. Angra é um paraíso, a Marina Verolme é fantástica e a organização do ICRJ foi excelente também. Apesar dos ventos mais fracos nos primeiros dias, no final corremos seis das oito regatas previstas e saímos todos satisfeitos”.

Dia especial – O Domingo amanheceu com céu aberto em Angra dos Reis e muito preocupação com os ventos que o dia traria ou não. Com apenas três regatas corridas até então, se houvesse outro dia de provas canceladas o campeonato não seria validado, pois um mínimo de quatro regatas era necessário para isso. O que se viu, no entanto, foi a formação de uma brisa de leste que foi aumentando ao longo do dia e permitiu que o presidente da Comissão de Regata, Pedro Paulo Petersen, realizasse três boas provas no canal da Ilha Grande. “Por sorte hoje o vento apareceu e pudemos fazer as regatas com o tamanho mínimo que a classe exige, pouco mais de uma milha em cada perna, mas bem técnicas e disputadas”, explicou.

De fato, foram três provas com percurso barla-sota de quatro pernas, duas subidas e duas descidas na direção do vento, que fizeram com que os próprios velejadores não soubessem até o final quem seria o vencedor em Angra. No fim, apenas dois pontos separaram os quatro primeiros colocados na súmula. Os juízes também tiveram trabalho na água e puniram algumas duplas com a bandeira amarela por propulsionar o barco com o movimento do corpo. Quando isso ocorre, a dupla penalizada deve dar duas voltas no eixo do barco fazendo um giro de 720°. Foi o que aconteceu com os líderes do torneio até o sábado, Dino Pascolato e Henry “Maguila” Boening. “Fico chateado porque aquela bandeira amarela nos custou o título”, falou Pascolato que perdeu várias posições na regata em que foi punido. No final da tarde, uma rápida cerimônia reuniu representantes da Transpetro, da Feverj e da Marina Verolme para premiar os campeões.

O Campeonato Sul-Americano Transpetro da Classe Star 2012 foi promovido pela Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (Feverj), Iate Clube do Rio de Janeiro e Iscyra – International Star Class Yacht Racing Association com apoio da Marina Verolme. A Vela é a modalidade com mais medalhas olímpicas no país, dezesseis ao todo. A classe Star é a que deu o maior número de medalhas para o Brasil, cinco no total.  O Star é o monotipo olímpico mais antigo e desde 1936 está presente nos jogos.

Classificação Final:
1 – Marcelo Fuchs e Ronald Seifert – 17 pontos perdidos (2+[8]+2+3+3+7)
2 – Lars Grael e Samuel Gonçalves – 18 pp. ([11]+3+4+5+1+5)
3 – Peter Ficker e Renato Moura – 18 pp. (4+4+5+4+[11]+1)
4 – Alessandro Pascolato e Henry Raul Boening  – 19 pp. (5+1+3+[8]+6+4)
5 – Eduardo Penido e Mario Trindade – 22 pp. ([9]+5+6+1+2+8)
6 – Gastão Brun e Gustavo Kunze – 23 pp. (3+2+9+2+7+[13DNF])
7 – Fabio Bruggioni e Marcelo Sansone – 24 pp. ([7]+7+1+6+4+6)
8 – Arcellio Moreira e Antonio Moreira – 26 pp. (1+[12]+8+10+5+2)
9 – Admar Gonzaga Neto e Alexandre Figueiredo de Freitas – 35 pp. (8+9+[12]+7+8+3)
10 – Claude Bonani(EUA) e Manolo Bunge(ARG) – 45 pp. (6+[10]+10+9+10+10)
11 – Renato Cunha Faria e Pedro Trouche – 49 pp. (10+6+7+[13DNF]+DNC+DNC)
12 – Cesar Rodrigues Alves e Andre Serpa – 51 pp. ([12]+11+11+11+9+9)

Da Velassessoria

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