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Sob nova direção, escola de vela do Yacht Club Paulista reabre neste sábado

Neste sábado o Centro de Iatismo Paulista reabrirá as suas portas no Yacht Club Paulista para crianças que queiram aprender a velejar ou treinar para participar de regatas e para jovens e adultos iniciantes no esporte. Sob o comando, a partir de agora, estará a velejadora Renata Bellotti, que coordenou durante dois anos a bem sucedida escola de vela do Ycsa. “Fiquei muito contente com o convite do Paulista. O clube é um dragão adormecido, que tem um potencial gigante, só precisa ser redirecionado”, disse ela.

As aulas, que não são exclusivas para sócios, acontecerão aos finais de semana. Para informações e inscrições, ligue para 5514-6912 ou entre em contato pelo e-mail cip@ycp.com.br.

Pouco mais de mil milhas separam o Camper de Itajaí

O Camper continua tentando chegar a Itajaí. De acordo com o site oficial, na manhã desta sexta-feira a equipe neozelandesa estava a 1100 milhas da linha da chegada, velejando com uma velocidade de 11,7 nós. Vale lembrar que a largada da próxima etapa da regata acontece no próximo domingo, ou seja, a equipe de velejadores terá pouco tempo de descanso e a equipe de terra pouco tempo para consertar o barco. O lado positivo é que, diferente de Abu Dhabi, que está indo para Itajaí de navio e Sanya, que desistiu da etapa e seguirá direto para Miami, o Camper irá computar mais 20 pontos na classificação geral.

Designer de três VO70, Juan K, e os skippers da VOR comentam quebras dos barcos

O designer Juan Kouyoumdjian, responsável pelo projeto do Telefónica, Groupama e Puma comentou no início da semana sobre as muitas quebras acontecidas desde o começo da regata até a parada brasileira em Itajaí. Apesar de não gostar de se pronunciar durante a competição, o argentino garantiu que o problema dos barcos não é estrutural. Leia abaixo o comunicado oficial.

Com os nossos três barcos a salvo no Brasil e correndo o risco de soar arrogante, eu vou quebrar a minha regra de ouro de não comentar nada até o final da regata para deixar claro que acredito que esta é uma manipulação internacional da verdade.

Existe uma notícia comum, que está sendo espalhada, de que todos os participantes da VOR estão com problemas estruturais, que a situação é inaceitável e que algo tem que ser feito no futuro. Uma distinção fundamental tem que ser feita entre as quebras dos mastros e o resto e, enquanto, eu acho que é muito importante entender o que causou tantas quebras nos mastros, é uma sacanagem colocar todos os designers na mesma cesta quando o assunto são outros problemas estruturais.

Esta generalização pode ser real para algum time ou pessoa, para colocar em uma agenda para o futuro, mas é uma falta de respeito com o trabalho sério que eu tenho feito com o meu time e preciso relatar isso.

Na  primeira edição dos VO70 nós tivemos dois triunfos para celebrar e como designers estamos muito contentes. Um é que o nosso design foi levado à vitória por uma tripulação muito boa e o outro é que os nossos dois barcos foram os únicos que deram a volta ao mundo completa sem maiores problemas estruturais. Esta celebração foi por água a baixo por uma generalização pública porque um barco afundou e os outros tiveram falhas estruturais, então todos os barcos tiveram problemas e as regras teriam que ser mudadas.O que de fato aconteceu e para pior.

Eu não disse nada publicamente na época e segui em frente. No entanto, vendo que a mesma generalização está acontecendo agora, eu gostaria de me prender aos fatos e permitir que conclusões possam ser tiradas, sem generalizações:

Um VO70não pode ser desenhado para quebrar. Na realidade nenhum barco em uma volta ao mundo pode ser desenhado para quebrar. Então, em última análise, as quebras estão nas mãos das tripulações.

  • O Puma venceu a etapa 5 sem maiores problemas estruturais e isto graças a experiência e excelência da sua tripulação;
  • O Telefónica foi segundo na etapa5 com uma delaminação do casco na parte de bombordo da proa, que não impediu a equipe de seguir competindo;
  • O pit stop do Telefónica no cabo Horn não era necessário, mas sim uma esperta decisão estratégica, baseada em ter o terceiro lugar assegurado e uma janela to tempo favorável;
  • O Groupama, não obstante em um gerenciamento excelente do barco durante a etapa 5, teve o azar de quebrar o mastro e mesmo assim velejou sozinho até o Brasil, sem problemas estruturais.

Então, enquanto nós focamos em entender porque aconteceram tantos problemas com os rigs, eu imploro para que isto não seja generalizado, evitando colocar na mesma cesta o trabalho bom e brilhante de alguns engenheiros com o não tão brilhante assim de outros.

Juan Kouyoumdjian.
Valencia, 11 de abril de 2012.”

Segundo os skippers Íker Martinez, do Telefónica, e Chris Nicholson, do Camper, Franck Cammas, do Groupama, Mike Sanderson, do Sanya, Ian Walker, do Abu Dhabi e Ken Read, do Puma, o maior motivo para a quebra dos barcos é a grande velocidade que eles atingem e a dificuldade em se velejar em um barco como este, numa volta ao mundo.

“É assim que tem que ser neste nível do esporte”, disse Nicholson. “A melhor maneira de ganhar esta regata é ter um barco muito rápido e saber pará-lo quando necessário”, disse Martinez. “Estamos usando novas tecnologias que nunca foram usadas antes e por isso há falhas, mas há também performances espetaculares”, disse Sanderson. “Na última edição nós só tivemos uma etapa dura”, disse Walker se referindo à etapa que seguia para a China. “Não podemos culpar as regras e os barcos foram muito bem feitos”, completou. “É sempre possível mudar as regras, às vezes é bom e também podemos fazer os barcos mais resistentes. Mas não vamos nos preocupar tanto comi isso, é tudo parte do esporte”, disse Cammas. “Existe um limite para velejar estes barcos e passando dele as coisas podem dar muito erradas”, disse Read.

 

Vídeo: Amiguinho e Coveiro falam do Sul-Americano de Snipe

Video: Faça um tour virtual por um, barco da classe Snipe

Volvo Ocean Race: Mastro do Groupama chega a Itajaí com esquema especial de logística

Equipe francesa já trabalha para repor peça danificada na quinta perna. Shows de Paralamas do Sucesso e Nando Reis agitam Vila da Regata

Itajaí (SC) – Um dos maiores desafios de logística das últimas edições da Volvo Ocean Race foi concluído nesta quinta-feira (12): após quatro dias de operação, o mastro do veleiro francês Groupama está em Itajaí. A chegada do equipamento a Santa Catarina mobilizou mais de 30 profissionais no Aeroporto de Curitiba e recebeu a escolta das polícias Federal e Rodoviária no caminho até a cidade-sede do maior evento náutico do mundo.

A peça de 32 metros saiu de Roterdã, na Holanda, e foi inserida pelo bico do avião cargueiro. Após aterrissar na capital paranaense, precisou de três horas para ser colocada em um caminhão antes de pegar a BR-101. Batedores e controladores de tráfego ajudaram a coordenar o trânsito até a chegada à Vila da Regata, na viagem que durou cinco horas. As empresas de logística DHL e Waive Log, parceiras da regata de volta ao mundo, coordenaram o trabalho.

O Groupama perdeu o mastro no fim do percurso entre Nova Zelândia e Brasil, quando liderava a quinta perna de Auckland até Itajaí. O veleiro francês sofreu a avaria próximo ao litoral do Uruguai, parou em Punta del Este para fazer um material improvisado e chegou em Santa Catarina em terceiro lugar, apesar da quebra.

“O trabalho será concluído em dois dias, apesar da necessidade de muita atenção durante a instalação. É um mastro de primeira linha, mas não há segredos. Depois de colocar no seu devido lugar, precisamos testar. A nossa sorte é que temos tempo até a regata do porto. O transporte foi muito tranquilo e nos deu segurança”, relata Ben Wright, chefe da equipe de terra do Groupama.

A peça fundamental do barco será instalada pela equipe de terra francesa nos próximos dias e terá também o acompanhamento do brasileiro Ricardo Ermel. “O primeiro desafio foi fazer esse transporte. Agora precisamos terminar o check list para que nada dê errado. O trabalho não é tão complicado, mas exige atenção”.

Logística – A DHL Express é a responsável pelo transporte, ao longo da corrida, de mais de 25 toneladas de materiais e contêineres, dando todo o suporte logístico e emergencial para os barcos e participantes da competição por meio de sua frota aérea, marítima e terrestre. São mais de 45.000 quilômetros percorridos.

“Toda a regata é monitorada pela DHL anualmente a partir do Centro de Controle Internacional criado pela companhia especialmente para a Volvo Ocen Race, o que facilita o trabalho de nossa equipe e o apoio à todos os participantes”, afirma Reinier Vens, Diretor de Projetos Volvo Ocean Race – DHL Global Forwarding.

Foi elaborada uma estratégia para atender imprevistos o mais rápido possível. No caso do Groupama, a operação foi facilitada, já que havia um depósito de peças de reposição no aeroporto de Roterdã, que fica em uma posição central na Europa, com vôos disponíveis para todos os países participantes da regata, para o transporte dos equipamentos.

Camper a todo vapor – O time espanhol/neozelandês deve aparecer em Itajaí na segunda-feira (16). A tripulação sofre com o sistema de baixa pressão na Argentina, o que deixa a navegação complicada. O relato do tripulante de mídia sobre a aventura mostra o drama. “Estou enjoado. Tudo balança, bate e é muito rápido por aqui”. A situação deve melhorar nas próximas 24 horas, de acordo com informações da meteorologia da Volvo Ocean Race.

Com média de 11 nós, o barco vermelho passou pelo teste de segurança, segundo o comandante Chris Nicholson. “Essa passagem foi muito difícil. Tudo muito parecido com a situação da saída de Auckland. Mesmo assim, posso dizer que foi um bom teste para a ‘nova estrutura’ do barco. Parece estar tudo bem.”

Enquanto isso, as equipes de terra de Puma, Telefónica e Groupama acertam os últimos detalhes para a Regata do Porto, marcada para o dia 21 de abril. Antes disso, provavelmente na segunda-feira, os times devem fazer os primeiros treinos no rio Itajaí-Açu.

Da ZDL

Equipe de Souza Ramos abre a segunda etapa do Sul-Americano de S40 na segunda colocação


A segunda etapa do Sul-Americano de S40 começou nesta quinta-feira em Concón, no Chile. Depois de duas regatas e muitos incidentes, o local Pisco Sour lidera a competição. A equipe fez a melhor média do dia com um 2º e um 3º lugares. Logo atrás vem o brasileiro Lancer Evo, de Eduardo Souza Ramos, com um 4º e um 2º, seguido pelo também chileno Claro, com um 3º e um 5º. Os gaúchos do Crioula 2 não tiveram um começo tão bom e terminaram o dia na oitava colocação, com um 9º e um 6º lugares.

Enquanto aguardava a largada da segunda regata, o também Mitsubishi , do comandante Horacio Pavez, se chocou com umas pedras submersas e teve que voltar para terra para consertar a quilha. Já no Izod o problema foi com o armador, que machucou a perna durante a primeira regata.

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