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Brasileiros são 3º e 4º na segunda etapa do Sul-Americano de S40

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Terminou neste domingo em Concón, no Chile, a segunda etapa do Sul-Americano de S40. Depois de nove regatas e um descarte, os chilenos do Pisco Sour ficaram com o título. O Brasil foi representado por duas equipes que tiveram ótimos resultados. O Lancer Evo, de Eduardo Souza Ramos, terminou a etapa na terceira colocação, enquanto o gaúcho Crioula 2, de Renato Plass, ficou com o 4º lugar. A próxima etapa da competição acontecerá em Ilhabela. Bonito!

Regatas de Optimist revelam talentos na Youth Sailing em Itajaí

Evento teve a participação de 40 crianças. Vila da Regata de Itajaí atinge a marca de 150 mil visitantes

Itajaí (SC) – O Brasil é um dos países referência na vela olímpica e de oceano. Ídolos como Torben Grael, atual campeão da Volvo Ocean Race, e Robert Scheidt, representante da classe Star nos Jogos de Londres/2012, são referência para a nova geração da modalidade. O domingo (15) de sol provou que esse ‘talento’ brasileiro não se perdeu. Os futuros campeões da vela nacional participaram da Youth Sailing, competição de Optmist montada no Saco da Fazenda para 40 crianças de até 15 anos. As atividade ocorrem em todas as cidades-sedes da Regata de Volta ao Mundo.

As ‘regatinhas’ de até 20 minutos reuniram oito equipes e o grupo do Sanya foi o vencedor. O time é formado por Erik Hoffmann, Ana Carolina da Silva, Carolina Copello, Higor Victorino e Francine Isabel dos Santos e teve a melhor média nas provas disputadas desde sábado (14).

“É muito importante ter esse apoio da Volvo Ocean Race. Isso motiva muito e, agora com as reformas e os barcos novos, nós temos a chance de desenvolver o nosso potencial. Quero disputar uma olimpíada”, conta uma das campeãs, Carolina Copello.

O jovem Rafel Servaes não ficou entre os campeões. Mesmo assim, o futuro velejador, que tem apenas 11 anos, espera ter mais oportunidades na vela na sede da ANI. “Vou me dedicar bastante e seguir carreira”. A mãe de Rafael, Cláudia Servaes, aprova a iniciativa. “As crianças tiveram uma clínica antes, aprendem manobras e regras. Acima de tudo, eles aprendem o espírito de equipe”.

As regatas foram disputadas na sede reformulada da Associação Náutica de Itajaí (ANI), entidade que atende 6.000 crianças da região. A gerente da Race Academy, Katie Hearsum, confessa ter ficado encantada com o trabalho da ANI e da dedicação dos jovens. “Tivemos uma grande procura aqui em Itajaí. Além dos 40 escolhidos, tivemos muita gente interessada em conhecer o esporte. O programa é um grande sucesso e, usando o impulso da Volvo Ocean Race, pode formar mais atletas. Deixaremos um legado”.

Resultados:
1º – Sanya (Roxo)
2º – Camper (Rosa)
3º – Itajaí (Amarelo)
4º – Abu Dhabi (Preto)
5º – Telefónica (Azul)
6º – Puma (Vermelho)
7º – Groupama (Verde)
8º – Volvo Ocean Race (Branco)

Da ZDL

Camper deverá chegar em Itajaí nesta segunda-feira

O Camper passou a barreira dos 390 milhas até Itajaí e a contagem regressiva aponta chegada do time espanhol/neozelandês na manhã desta terça-feira (17). O clima a bordo melhora a cada dia, já que na subida do Oceano Atlântico, as temperaturas estão elevadas e a velocidade da embarcação também. O objetivo dos kiwis é fazer mais uma verificação no casco danificado durante a travessia da quinta perna e descansar em Itajaí por pelo menos um dia. Afinal de contas, são quase 30 dias de mar desde a saída de Auckland.

A equipe foi obrigada a parar por seis dias no Chile para tentar solucionar o problema estrutural antes de retomar a viagem ao Brasil. O time mantém uma boa média de velejada (16 milhas por hora) e os ânimos estão lá em cima a bordo.

“Os ventos nos levam a Itajaí”, relata o navegador Will Oxley. “Eu sei que todos querem saber quando vamos chegar e a boa notícia é que, no momento, nós estamos melhorando nossa previsão. Com um pouco de sorte, poderemos aparecer antes do almoço de terça-feira”.

As temperaturas subiram após a passagem pelo sul da Argentina e o tripulantes Stu Bannatyne gostou de tirar a jaqueta de tempo pela primeira vez desde o dia 18 de março, quando a perna teve início. “Você não pode imaginar quanto é bom não usar essa borracha apertada no pescoço. Estamos em águas mais quentes e isso nos anima”. O Camper quer fazer tudo certo para se dar bem na DHL Regata do Porto de Itajaí, no feriado de 21 de abril, e, no dia seguinte, sair para a sexta perna até Miami.

Enquanto isso, o Abu Dhabi está no caminho do Brasil, só que dentro de um navio cargueiro, após sair da regata. Dois integrantes da equipe de terra, Sam Bourne e Tim Collen, acompanham o barco no cargueiro para adiantar a pequena reforma e deixar o serviço adiantado para seu time em Itajaí.

Sam Bourne relata que as condições de trabalho a bordo são difíceis, já que o navio mexe muito por causa das ondas gigantes. Mesmo assim, ele aposta num bom andamento das ‘obras’. “Temos uma lista grande trabalho e precisamos progredir antes da chegada em Itajaí para que possamos ter resultado na ‘grande reparação’ no Brasil”.

O tripulante afirma que o frio dificulta o trabalho. “Faz muito frio no barco, em torno de 10 graus, e por isso, o tempo de cura do material é lento atrapalhando nosso cronograma. Temos que resolver a bomba hidráulica da quilha, danificada pelo alta velocidade atingida por um Volvo 70”.

O Abu Dhabi deve chegar em Itajaí na quarta-feira (18) tendo de correr contra o relógio para efetuar reparos no casco da embarcação a tempo de disputar os próximos pontos.

Quem chegou em Itajaí acelera os ajustes nas embarcações uma semana antes da largada para Miami. O Puma, vencedor da quinta perna, tirou o barco do ‘berço’ e colocou na água. Os primeiros treinos começam na terça-feira. O Telefónica fez os reparos no casco danificado e também programa os treinos nos próximos dias. Já o Groupama está quase 100% pronto, após a reposição do mastro que veio a Holanda.

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