Pular para o conteúdo

Arquivo de

Robert Scheidt e Bruno Prada desistem da Semana Olímpicas Francesa

Scheidt teve problemas familiares e embarcou de volta para o Brasil nesta segunda

São Paulo – As disputas da Semana Olímpica Francesa mal começaram para a classe Star e já se encerraram para a dupla brasileira. Robert Scheidt embarcou de volta para o Brasil, nesta segunda-feira, por um falecimento em família. O proeiro Bruno Prada continuará em Hyères, onde a dupla disputará, na semana que vem, o Mundial da classe.

“Este campeonato acabou para nós, mas fico aqui aguardando a volta dele até o final da semana para a disputa do Mundial”, disse Prada.

Devido a ventos muito fortes que sopraram na cidade francesa no domingo (22/4), as regatas da classe Star foram canceladas. Nesta segunda foram realizadas três regatas. Scheidt e Prada disputaram apenas a primeira e ficaram com o primeiro lugar. Os canadenses Richard Clarke e Tyler Bjorn lideram a competição, com quatro pontos perdidos.

Scheidt e Prada, que defendem uma invencibilidade de 11 meses na Star e a liderança do ranking mundial da classe, ainda têm pela frente o Mundial de Star, também em Hyères, no início de maio. Na sequência, vão para a raia olímpica de Weymouth, onde disputarão mais uma etapa da Copa do Mundo e farão dois períodos de treinos, como preparação para os Jogos de Londres. Os dois voltarão a usar o PStar, barco americano com o qual venceram o Mundial de Perth, em 2011, e escolhido para a Olimpíada.

Da Local

Vídeo: 95 dias para Londres (em inglês)

Brasileiros estreiam em Hyères sob ventos fortes

Regatas de Star e 49er foram canceladas na estreia da tradicional semana de vela francesa

São Paulo (SP) – Parte da equipe olímpica brasileira de vela estreou na etapa da Copa do Mundo de Hyères, na França, neste domingo (22). Isso porque os ventos fortes provocaram os cancelamentos das regatas na Star e 49er. A média na baía francesa foi de 25 nós, chegando a bater em 30 nós. Quem se deu bem foi o jovem Jorge Zarif, que ocupa a 13ª colocação após duas regatas disputadas.

Integrante da nova geração da vela nacional, o paulista quer brilhar para ficar entre os top 10 na Olimpíada, mas para isso, precisa ganhar mais experiência com essas condições. “Teve regata que bateu 30 nós. Na primeira, o barco estava mais na mão. Na segunda, no entanto, fui pior porque não estava acostumado com essas condições, o Finn ficou fora de controle, virando algumas vezes”. O velejador Jorge Zarif teve que repor o mastro para se adaptar às condições. “Mudamos mastro e a vela. Ficou melhor, mas ainda lento em relação aos outros. Estou evoluindo”.

Quem também teve uma boa estreia foi a carioca Patrícia Freitras, na RS:X. A atleta já classificada para a Olimpíada marcou um 11º e um 12º lugares, somando 23 pontos, na 13ª colocação no geral. Na versão masculina, Albert Lopes de Carvalho está em 46º. Ricardo Winicki, representante do País nos Jogos, não corre o evento em Hyères.

Adriana Kostiw, na Laser Radial, tem o objetivo de alcançar a medal race. A brasileira está em 18º lugar, depois de ficar em 9º e 10º na sua flotilha. “Meu objetivo é ficar pelo menos entre as 10 primeiras, buscando aprimorar meu desempenho até a Olimpíada. Também vou analisar as melhores características de cada adversária, para chegar a Londres em pé de igualdade com elas”. A líder é a britânica Alison Young, com 2 pontos.

Classificado para os Jogos na Laser, o catarinense Bruno Fontes ficou treinando no Brasil e participou da etapa de Itajaí da Volvo Ocean Race.

Na 470, a dupla Fábio Pillar/Gustavo Thiesen está 17º, depois de um quinto e 15. lugares. No feminino, as parceiras Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan também estão 17ª posição, chegando a ficar em quinto em uma das duas regatas disputadas.

Da ZDL de Comunicação

Adriana Kostiw estreia em 18º em Hyères

Única representante brasileira da classe Laser Radial, fez um 9º e um 10º lugares nas regatas deste domingo

São Paulo – Os ventos com rajadas de até 30 nós, que impediram a realização de regatas em algumas classes na Semana Olímpica Francesa, tornaram mais forte a disputa da Laser Radial e ajudaram Adriana Kostiw, na estreia da competição, neste domingo (22/4). A velejadora, representante brasileira da classe Laser Radial nos Jogos Olímpicos de 2012, fez um 9º e um 10º lugar, somando 19 pontos perdidos, e ficou na 18ª colocação. A líder é a britânica Alison Young, com 2 pontos.

Adriana está usando a competição, terceira etapa da Copa do Mundo de Vela em 2012, como treino para os Jogos de Londres, uma vez que os dois campeonatos terão o mesmo formato, com dez regatas mais a medal race. “Meu objetivo é ficar pelo menos entre as dez primeiras, buscando aprimorar meu desempenho até a Olimpíada. Também vou analisar as melhores características de cada adversária, para chegar a Londres em pé de igualdade com elas”, disse a velejadora.

As condições de vento, que exigiram mais força das competidoras no contravento, devem permanecer nesta segunda-feira, com previsão de 18 nós. Adriana Kostiw enfrenta, em Hyères, as velejadoras com quem competirá em Londres. Entre elas, a líder do ranking mundial da classe, a belga Evi Van Acker, a holandesa Marit Bouwmeester, a tcheca Veronica Fenclova e a lituana Gintare Scheidt, casada com o bicampeão olímpico brasileiro Robert Scheidt, numa competição que promete ser muito acirrada.

Adriana voltará ao Brasil logo após a competição na França, e seguirá treinando até os Jogos de Londres. Durante o mês de maio, ela estará em Porto Alegre acompanhada do técnico Geison Mendes. A velejadora, patrocinada por AON, Lorenzetti e Veet e apoiada por Alatur Turismo, optou por não participar do Mundial da Classe Laser Radial, em Boltenhagen, na Alemanha, em maio, para intensificar seu treinamento físico.

Flotilha da VOR deixa Itajaí com gostinho de quero mais

Flotilha segue para Miami ao som do Olodum. Organização aponta a parada como umas das melhores da história da Volta ao Mundo. Vila da Regata de Itajaí teve 280 mil visitantes em 18 dias

Itajaí (SC) – A Volvo Ocean Race se despediu de Itajaí após 18 dias e todos envolvidos na Volta ao Mundo esperam retornar à cidade catarinense na próxima temporada. Com bandeiras do Brasil e ao som do Olodum, o grande público presente à Vila da Regata deu um ‘até breve’ à flotilha de cinco barcos que partiu para a travessia de quase 5 mil milhas pelo Oceano Atlântico até Miami, nos Estados Unidos. A festa deste domingo (22) emocionou os velejadores, que confessam nunca terem tido uma recepção tão calorosa. “Fomos recebidos com muito carinho e como herois. Itajaí está de parabéns e essa parada já deixa saudades. Telefónica foi a equipe do Brasil”, explica Joca Signorini, brasileiro do Telefónica. O Comitê de Itajaí já manifestou a intenção de sediar a próxima edição, programada para 2014/2015.

Mais de 16 mil pessoas participaram da festa de partida na Vila da Regata no início da tarde deste domingo. Nos molhes e praias, o público foi ainda maior. Os veleiros saíram do píer ao som da música tema de cada um e com fogos de artifício. Pela ordem de classificação, o Abu Dhabi, quinto colocado, foi o primeiro a deixar a cidade. Na sequência vieram Puma, Camper, Groupama e Telefónica. Todos levaram a mensagem Keep the Oceans Clean – Mantenha os Oceanos Limpos -, uma bandeira defendida pela Volvo Ocean Race.

A cerimônia teve a presença das autoridades de Santa Catarina, como o governador Raimundo Colombo, o senador Luiz Henrique da Silveira, do secretário Paulo Bornhausen e do prefeito de Itajaí, Jandir Bellini. O vice-prefeito de Miami, Marc Sarnoff estava no píer e recebeu a ‘chave’ simbólica da Volvo Ocean Race. As bandeiras das duas cidades-sede e dos dois países foram levantadas para o público.

“Estou bastante emocionado e com sentimento de dever cumprido. Itajaí cumpriu o seu papel e realizou uma parada exemplar. O envolvimento da população, dos voluntários e do Comitê foi fundamental para o sucesso do evento”, comemora Jandir Bellini, prefeito de Itajaí.

O Telefónica, líder da regata, foi o mais aplaudido. Com dois brasileiros com funções importantes na equipe, os espanhóis foram os mais procurados para autógrafos e fotos. “Itajaí foi uma parada estupenda e poderíamos ficar mais. Temos que ir, uma pena. Fizemos muitos amigos aqui e seguramente voltaremos. Sem dúvida, a Regata vai voltar para cá”, adianta Iker Martínez, que tem como diretor-técnico, Horácio Carabelli, morador de Santa Catarina, e o chefe de turno, Joca Signorini, do Rio de Janeiro. Já o Groupama, vencedor da Regata do Porto DHL deste sábado (21), colocou uma faixa no barco, na hora de partir, com a mensagem: “Muito obrigado Itajaí. Até a próxima!”

Os números compravam que a parada brasileira foi a melhor dos últimos anos, levando em conta o legado para a cidade, organização e público. O CEO, da Volvo Ocean Race aprovou o evento. “Quando decidimos escolher a parada da Volvo Ocean Race da América do Sul em Itajaí, muita gente me perguntou o porquê. Estou certo de que ninguém irá fazer essa pergunta outra vez. A simplicidade fez do evento uma grande parada com infraestrutura e boa localização. Por isso tudo funcionou”.

Classificação geral da Volvo Ocean Race:
1º – Telefónica (Iker Martínez) – 149 pontos
2º – Groupama (Franck Cammas) – 133 pontos
3º – Camper (Chris Nicholson) – 124 pontos
4º – Puma (Ken Read) – 117 pontos
5º – Abu Dhabi (Ian Walker) – 58 pontos
6º – Team Sanya (Mike Sanderson) – 25 pontos

Os primeiros dias no caminho de Miami – No meio da tarde deste domingo, a flotilha saiu em direção a Miami, acompanhada por mais de 200 embarcações. O Puma fez a melhor largada e abriu ligeira vantagem. A sexta perna da Volvo Ocean Race deverá ser cumprida em 15 a 18 dias e marcada por ventos médios para fracos. Mas, os primeiros mil quilômetros prometem ser bem diferentes, principalmente na região de Cabo Frio (RJ), com ventos acima de 30 nós.

“A previsão é de um violento sistema de baixa pressão com muita instabilidade. As condições não são ideais para uma regata. É um mau tempo para a navegação”, diz Gonzalo Infante, meteorologista da Volvo Ocean Race. Já entre Cabo Frio e Recife (PE) as condições podem melhorar e, até mesmo, definir o vencedor. “Os ganhos mais importantes e estratégicos da sexta etapa devem ser feitos nos primeiros três ou quatro dias, podendo definir as posições dos barcos até a chegada em Miami”, relata Infante.

A previsão para região sul/sudeste do País é de muitas nuvens, o que pode atrapalhar ou ajudar bastante os barcos. Depois de passar pela costa de Recife, cruzando o Equador quase sem ventos, a flotilha se depará com os famosos Doldrums, zona com pouco vento. “A chave para a vitória será até a linha do Equador. Será decidida até lá”, explica Xabi Fernández, do Telefónica.”Deveremos enfrentar tempestades tropicais nesse trecho, mas quando chegar aos Doldrums tudo acaba”.

A equipe do Abu Dhabi, que ficou menos tempo em Itajaí, está pronta para o desafio. Eram necessários mais dias, mas a reestruturação do veleiro foi feita em apenas quatro em Itajaí. Mesmo assim, o comandante Ian Walker está confiante. “Trabalhamos 24 horas por dia em Itajaí e esperamos conseguir um bom resultado. Quebras fazem parte do esporte e um veleiro rápido sempre pode apresentar uma avaria. Mais segurança gera mais peso e mais lentidão”.

Os franceses do Groupama usaram a parada para colocar um mastro novo, após a quebra do equipamento durante a quinta perna. “Esperamos ter sorte outra vez e vencer a etapa. A regata é longa e exige muito do material. Estamos com o mastro novo e tudo está certo”, relata Franck Cammas. O líder do veleiro francês ressalta que a tripulação vai poupar material em condições extremas. “A Volvo Ocean Race pode ser comparada à Fórmula 1, e, toda vez que passamos dos limites, podem ocorrer quebras. Por isso é preciso saber administrar a velocidade”.

Na manhã desta segunda-feira o líder da etapa era o Camper, mas Abu Dhabi e Puma estavam na cola, a 0,4 e 1 milha respectivamente, de distância. O Telefónica vinha em 4º, a 8 milhas do líder e o Groupama era o último, a 10,5 milhas.

Da ZDL de Comunicação

Ventos fortes cancelam estreia da Star em Hyères

Devido às rajadas de até 30 nós, a disputa da classe Star começa nesta segunda-feira (23/4)

São Paulo – O clima atrapalhou a abertura da Semana Olímpica Francesa, em Hyères, e adiou a estreia de Robert Scheidt e Bruno Prada na competição, neste domingo (22/4). Devido aos ventos fortes, com rajadas de até 30 nós, e o mar muito agitado, as regatas da classe Star terão início nesta segunda-feira.

Terceira etapa da Copa do Mundo de Vela em 212, a competição integra a fase final de preparação da dupla nº1 do mundo para os Jogos de Londres. Scheidt e Prada, que defendem uma invencibilidade de 11 meses na Star, voltarão a usar o PStar, barco americano com o qual venceram o Mundial de Perth, em 2011, e escolhido para a Olimpíada. Os velejadores também aproveitarão para testar novas velas.

O início da disputa, na segunda-feira  deverá ter ventos fortes mais uma vez, com previsão de 18 nós. A Semana de Hyères tem o mesmo formato que será adotado nos Jogos de Londres, com 10 regatas mais a medal race, disputada apenas pelos 10 primeiros colocados e valendo pontos dobrados. Na Star, estão presentes os velejadores já classificados para a Olimpíada, entre eles os atuais campeões olímpicos, os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, os neozelandeses Hamish Pepper e Jim Turner e os suecos Fredrik Loof e Max Salminen.

Scheidt e Prada foram os primeiros brasileiros a vencer a Copa do Mundo de Vela em 2011, incluindo a etapa de Hyères. Nesta temporada, já conquistaram o título das duas primeiras etapas, a Rolex Miami OCR e o Trofeo Princesa Sofía. Líder do ranking mundial da Star há 21 meses (desde junho de 2010, só perdendo o primeiro lugar em dezembro do ano passado, quando não disputaram nenhuma competição), a dupla conquistou um feito inédito na semana passada: são os únicos velejadores do mundo na história do ranking a somar apenas os sete primeiros lugares como os melhores resultados para a pontuação.

Em junho, Scheidt e Prada seguem para a raia olímpica em Weymouth, onde terão dois períodos de treino e a disputa da Skandia Sail for Gold Regatta, sempre usando o barco americano PStar, o mesmo que será usado nos Jogos.

Da Local da Comunicação

%d blogueiros gostam disto: