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Ídolo da vela nacional, Joca Signorini quer ser bicampeão da Volvo Ocean Race

Velejador brasileiro do Telefónica se divide entre chefe de turno nas regatas e novo papai nas folgas entre as paradas. Velejador recebeu em Itajaí o maior assédio do público de sua carreira

Itajaí (SC) – A Parada de Itajaí da Volvo Ocean Race confirmou Joca Signorini como um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. O chefe de turno do Telefónica foi o mais assediado e aplaudido quando chegou em Santa Catarina e também quando partiu para os Estados Unidos, no último domingo (22). O carinho dos catarinenses emocionou o atleta e todos os envolvidos com a competição conhecida como a Fórmula 1 dos mares.

“Itajaí é um exemplo para todas as paradas da Volvo Ocean Race. Todos ficaram impressionados com a dedicação e comparecimento do público. Foi uma emoção muito grande, já que, mesmo sendo a mais vencedora modalidade olímpica, a vela tem menos contato com o público. A Volta ao Mundo consegue dar essa proximidade nas paradas”, explica Joca Signorini.

O velejador tenta o bicampeonato da Regata de Volta ao Mundo com o barco espanhol em sua terceira participação no evento. A aventura a bordo do Telefónica é compartilhada com uma nova situação: Joca Signorini teve sua primeira filha com a esposa Lotta. A pequena Sandra nasceu na Suécia, no dia 26 de fevereiro, justamente quando o brasileiro estava na quarta perna da Volvo Ocean Race entre a China e a Nova Zelândia.

“É bastante correria. Sempre tento voltar pra casa no pequeno espaço entre as etapas. Quando cheguei na Nova Zelândia, corri e peguei um avião para a Suécia. Fiquei dois dias com eles e voltei para a regata. Em Itajaí consegui mais tempo”, emenda Joca Sinorini. “Tenho saudade e vontade de ficar mais tempo com elas, mas logo logo terei tempo de curtir a família”.

Para levar mais um título, Joca Signorini usa sua experiência e habilidade. No currículo, uma participação olímpica, um terceiro lugar e um título da Volvo Ocean Race, com Brasil 1 e Ericsson 4, respectivamente. O atleta tem a companhia de outro brasileiro no Telefónica, que é líder da classificação geral. Horácio Carabelli é o diretor-técnico da equipe azul.

“A regata é bastante complicada e muita coisa acontece. Todos têm uma história de emoção e dificuldade durante a travessia. É uma aventura, já que passamos semanas dentro do barco e às vezes nos deparamos com o perigo. Faz parte”, acrescenta Joca Signorini. Na perna entre a Noca Zelândia e o Brasil, o Telefónica demorou 19 dias para chegar a Itajaí, passando pelos temidos e frios mares do sul.

Na época do Brasil 1, o velejador também sofreu com a imprevisibilidade da regata. O barco seguia para Portugal, no primeiro teste para a Volvo Ocean Race, quando se chocou com uma baleia, ferindo Joca Signorini. “Batemos numa baleia a 12 nós de velocidade. Nada aconteceu ao barco, mas acabei como o meu primeiro paciente. Na batida, fui atirado na caverna central do barco e quebrei duas costelas. Acho que foi como se eu tivesse sido atropelado por um carro”, relata Joca Signorini, que tinha a função de médico e regulador de velas na edição 2005/2006.

O brasileiro está concentrado para vencer com o Telefónica, mas não descarta voltar ao evento, apesar dos perrengues, na próxima edição, quem sabe com a segunda versão do Brasil 1.

“É minha terceira Volvo Ocean Race seguida. Para correr uma quarta, é preciso ser muito espacial, algo grande. Tem rumores e interesse de público para um novo projeto nacional. A vela tem tradição no País e isso seria importante para o esporte brasileiro”, finaliza Joca Signorini, em entrevista em Itajaí.

A cidade sediou durante 19 dias a parada da Volvo Ocean Race. O evento resgatou a tradição náutica da região, mostrou uma cidade totalmente envolvida, que recebeu a todos de forma calorosa, e deixou um importante legado para o município.

Os sensores eletrônicos da Vila da Regata contabilizaram o total de 281.420 visitantes nos 19 dias, quase o dobro das 150 mil pessoas previstas pelos organizadores. Some-se a estes números mais 50 mil pessoas que assistiram dos molhes e das praias a chegada dos barcos, a Regata do Porto e a partida neste domingo, segundo estimativa da Polícia Militar de Itajaí. Dessa forma, o público total da Parada foi de 331.420 pessoas.

Flotilha rumo aos Estado Unidos – A sexta perna começou bastante equilibrada e a tendência é que a situação persista até o Equador. Os barcos têm pela frente mais de 4 mil milhas, mas as condições podem ser igualadas após a linha. Por isso, as próximas 24 horas serão decisivas. A diferença do primeiro, o Camper, para o último, o Groupama, não passa de 90 quilômetros. A passagem pelo litoral nordestino nesta terça-feira (24) é marcada por ventos mais francos, variando de 10 a 12 nós.

“É impossível saber o que vai acontecer. Temos que aproveitar melhor as próximas 24 horas e passar o Camper. “, projeta o líder do Abu Dhabi, Ian Walker.

Os líderes (Camper e Abu Dhabi) escolheram mais a direção noroeste e parte da flotilha o acompanhou. O fato que marcou o dia foi um desvio de emergência feito pelo time espanhol/neozelandês. “Tudo estava caminhando de maneira positiva até que nos deparamos com um obstáculo, uma embarcação de pesquisa de petróleo. Não tivemos escolha e perdemos cinco milhas”, relata Hamish Hooper, tripulante de mídia do Camper.

Os melhores na classificação geral, Telefónica e Groupama, buscaram a rota sudoeste e seguem fechando a flotilha, deixando o Puma no meio do pelotão. “A flotilha está mais ou menos alinhada no estilo ‘proa a proa’. Vamos esperar a mudança do regime de ventos para decidir qual tática adotar”, conta o jornalista a bordo do Puma, Amory Ross.

Da ZDL

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