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Bruno Fontes disputa o Mundial de Laser na Alemanha

Atleta catarinense embarca neste sábado para a Alemanha, onde disputa o Mundial de Laser no começo de maio

Segundo colocado no ranking mundial da classe Laser o catarinense Bruno Fontes embarca neste fim de semana para a Alemanha, onde entre os dias 4 e 10 de maio participa, em Boltenhagen, do Campeonato Mundial de Laser Standard. Mesmo com o foco todo voltado para as Olimpíadas, Bruno sabe da importância de um bom resultado no Mundial.

“Estou viajando para a Alemanha em busca do melhor resultado da minha carreira. Quero subir ao pódio e trazer uma medalha para o Brasil. Meu melhor desempenho em mundiais foi um quinto lugar”, disse Bruno, sem esquecer do principal compromisso do ano. “Com certeza o meu foco está na preparação para as Olimpíadas. Eu quero sair de Londres com uma medalha”, completou.

O velejador chegará à cidade de Boltenhagen com quase uma semana de antecedência para conhecer a raia da prova e fazer uma série de treinamentos no local. Líder do ranking brasileiro, Bruno é um dos grandes nomes da vela no país e chega ao mundial com reais chances de subir ao pódio. Além do título, Bruno pode sair da etapa como número 1 do ranking mundial. O grande adversário deve ser o australiano Tom Slingsby, líder até o momento da classe Laser com 4.712 pontos, apenas 45 a mais que Bruno, que tem 4.667.

Da assessoria do velejador

Etapa de Veneza terá a raia mais estreita da ACWS

Entre os dias 15 e 20 de maio a flotilha da America´s Cup World Series estará reunida em Veneza, na Itália para a disputa da segunda etapa de 2012. E o local exigirá toda a experiência dos velejadores, uma vez que esta será a raia mais estreita da competição até agora. O palco do evento será a entrada para o Grand Canal, Palácio Ducal e Praça São Marcos. Assim como nos outros eventos, os velejadores disputarão regatas de flotilha, match race e speed trials.

Últimas regatas da Star na Semana Olímpica Francesa são canceladas por excesso de vento

Em sua reta final, a Semana Olímpica Francesa contou com a presença de Robert Scheidt e Bruno Prada, líderes do ranking mundial da Star. Os dois haviam deixado a competição logo após vencerem a primeira regata, na segunda-feira (23/4), quando Scheidt embarcou para o Brasil devido a um falecimento em família. De volta a Hyères, na quarta-feira, o velejador decidiu retomar o campeonato com Prada, para treinar. A dupla ficou em terceiro lugar na última regata de quarta-feira e na única disputa desta quinta-feira, somando 111 pontos perdidos, e terminou na 18ª colocação, mesmo participando apenas de três das oito regatas disputadas.

As rajadas de vento de 25 nós  e ondas muito altas castigaram os velejadores nesta quinta-feira (26/4). Metade da flotilha da Star não completou a única regata realizada, devido às condições do tempo, a exemplo dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que tiveram o mastro do barco quebrado. Mesmo assim, continuam na liderança da competição, com 19 pontos perdidos, e vão para a disputa da medal race, nesta sexta, com outras nove duplas. Para Scheidt e Prada, que já encerraram sua participação na Semana Olímpica, a dureza da regata também teve um ponto positivo.

“Foi bom para testar a resistência do nosso equipamento. Amanhã já começamos a treinar para o Mundial de Star e vamos testar um mastro novo, com uma dureza diferente”, explicou Bruno Prada.

O Mundial de Star, também em Hyéres, será realizado entre 2 e 12 de maio e promete disputas acirradas. “O Mundial é um pouco diferente dos outros campeonatos, porque são só seis regatas, mais longas. Também vai depender das condições do clima. Será duríssimo, pois ainda estão em disputa quatro vagas olímpicas, e devemos ter 18 países não classificados buscando essas vagas”, lembrou o proeiro.

Mas Scheidt e Prada já estão bem adaptados à raia de Hyères. Os dois foram os primeiros brasileiros a vencer a Copa do Mundo de Vela em 2011, com vitória em quatro das cinco etapas que disputaram, incluindo a Semana Olímpica Francesa.

Invicta por 11 meses, desde maio de 2011, a dupla conquistou nesta temporada o título de outras duas etapas da Copa do Mundo, a Rolex Miami OCR e o Trofeo Princesa Sofía. Scheidt e Prada, líderes do ranking mundial da Star há 21 meses (desde junho de 2010, só perdendo o primeiro lugar em dezembro do ano passado, quando não disputaram nenhuma competição), ainda conquistaram um feito inédito no início do mês: são os únicos velejadores do mundo na história do ranking a somar apenas os sete primeiros lugares como os melhores resultados para a pontuação.

Após o Mundial, a dupla segue para a raia olímpica de Weymouth, onde disputará mais uma etapa da Copa do Mundo e fará dois períodos de treinos, como preparação para os Jogos de Londres. Scheidt e Prada voltarão a usar o PStar, barco americano com o qual venceram o Mundial de Perth, em 2011, e escolhido para a Olimpíada.

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan terminam em 8º em Hyères

Equipe Brasileira ficou entre as 20 primeiras em quatro classes na Semana Olímpica Francesa, em Hyères

São Paulo (SP) – As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan fecharam nesta sexta-feira a Semana Olímpica Francesa, em Hyères, em oitavo lugar na classe 470 feminina. Com isso, o Brasil fecha a competição, válida como etapa da Copa do Mundo da Isaf (Federação Internacional de Vela), quatro com representantes entre os 20 primeiros colocados em quatro classes.

Melhores brasileiras na competição, Fernanda e Ana terminaram com 94 pontos perdidos, após fechar a medal race em oitavo lugar. Os próximos desafios da dupla são o Mundial de Barcelona, a partir do dia 10 de maio, e o Skandia Sail for Gold, em Weymouth, mesma raia em que serão disputados os Jogos Olímpicos, em junho. As duas chegam à Inglaterra um pouco antes, no dia 28 de maio, para treinar na raia olímpica.

“As condições estavam bastante difíceis no último dia, muito parecidas com os dias anteriores, mas com ondas maiores. Estamos satisfeitas com a evolução do trabalho e seguiremos treinando forte para alcançar nossos objetivos. Na medal race, conseguimos subir uma posição, ficando à frente da Dinamarca (Henriette Koch e Lene Sommer) na classificação geral. Além disso, terminamos a última regata à frente das italianas (Giulia Conti e Giovanna Micol, que ficaram em sétimo no geral), que são referência na classe”, comemora Ana Barbachan, que vai estrear em Jogos Olímpicos em Londres/2012 – Fernanda Oliveira vai disputar sua quarta Olimpíada.

Nas outras classes, o melhor desempenho da Equipe Brasileira veio com outra mulher. Patrícia Freitas terminou em 12º lugar na classe RS:X. “Levando em conta os países, eu fiquei em nono lugar. No geral, foi um resultado satisfatório, principalmente pelas condições de vento muito forte. No único dia de ventos fracos, tirei um terceiro e um nono lugares, o que mostra evolução. Foi uma competição muito válida para diminuir a distância das principais adversárias na Olimpíada”, analisa a velejadora.

Fonseca e Grael disputam Mundial para buscar vaga na Olimpíada – Na classe 49er, André Fonseca e Marco Grael fecharam o torneio em 15º lugar, mas terminaram cinco regatas entre os dez primeiros. A classe foi uma das mais prejudicadas com os ventos fortes, com apenas nove das 15 provas disputadas antes da medal race. Os dois estão na reta final de preparação para o Mundial de Zatar, na Croácia. A competição começa na próxima sexta-feira (4/5) e distribui as últimas quatro vagas da 49er em Londres.

Na Star, Robert Scheidt e Bruno Prada terminaram em 18º. Os dois não disputaram cinco das oito regatas realizadas, pois Scheidt teve de voltar às pressas para o Brasil na segunda-feira. A dupla voltou a velejar na quarta e marcou dois terceiro lugares para encerrar a competição. A Semana de Hyères serviu como treinamento para o Mundial da classe Star, que começa na quarta-feira, também em Hyères.

Jorge Zarif ficou em 19º na classe Finn, encerrada com apenas sete regatas disputadas. “Foi um campeonato de muito vento e eu não estava acostumado com essas condições. Estava usando um material um pouco diferente da maioria. Pelo menos, no único dia de vento fraco, minhas regatas foram boas”, analisa o velejador, que agora segue para a Inglaterra. Na próxima semana, ele disputa o Campeonato Britânico da classe Finn na cidade de Falmouth. Na semana seguinte, no mesmo local, será disputada a Gold Cup, o campeonato mundial da classe. “Vou aproveitar para testar novas velas e mastros”, conta.

Também na reta final de preparação para o Mundial, a dupla da 470 masculina, Fabio Pillar e Gustavo Thiesen ficaram com o 22º lugar e agora voltam para a Espanha. Eles disputam, a partir do dia 10, o Mundial da classe, que vale as últimas sete vagas nos Jogos Olímpicos de Londres. “Aqui na França enfrentamos condições atípicas. Desde o primeiro dia, a competição foi disputada com vento muito forte. Em só um dia corremos as regatas com menos de 15 nós. Para nós, foi muito válido. São condições difíceis de encontrar no Brasil. Foram dez dias de aprendizado intensivo em vento forte. Isso só aumenta nossa confiança para conquistar a vaga olímpica”, diz Fábio.

Completando a Equipe Brasileira, Adriana Kostiw comemorou a classificação para a flotilha ouro em Hyères, que reúne apenas as melhores colocadas da competição. Ela terminou em 28º lugar. “Foi uma competição com muito vento e um pouco confusa. A comissão mandava as velejadoras para a água, depois mandava voltar. Foi muito bom para treinar com condições de vento mais próximas de Weymouth. Mesmo quebrando o mastro e com uma regata cancelada, estou 70% satisfeita”.

Os outros dois membros da Equipe Brasileira de Vela optaram por seguir treinando no Brasil. Ricardo Winicki, o Bimba, da classe RS:X, está em Búzios, no Rio, com velejadores estrangeiros. Bruno Fontes, da Laser, ficou em Santa Catarina. Na semana passada, foi integrante do time Puma durante a parada em Itajaí. A partir da próxima sexta (4/5), ele disputa o Mundial de Boltenhagen, na Alemanha. “Estou viajando para a Alemanha em busca do melhor resultado da minha carreira. Quero subir ao pódio e trazer uma medalha para o Brasil. Meu melhor desempenho em mundiais foi um quinto lugar”, lembra o catarinense.

Veja o desempenho dos brasileiros na Semana de Hyères:

RS:X feminino
12 – Patrícia Freitas – 132 (11 + 12 + 20 + 18 + 20* + 15 + 8 + 3 + 16 + 9)
36 – Bruna Martinelli – 288 (34 + 41* + 38 + 36 + 32 + 28 + 26 + 26 + 36 + 33)

RS:X masculino
36 – Albert Carvalho – 122 (25* + 21 + 8 + 16 + 15 + 19 + 3 + 3 + 18 + 19)

Laser
88 – João Hackerott – 187 (31 + 29 + 22 + 22 + 33* + 31 + 7 + 21 + 24)

Laser Radial
28 – Adriana Kostiw – 138 (9 + 10 + 20 + 42* 8 + 8 + 35 + 25 + 23)

Finn
19 – Jorge Zarif – 86 (9 + 17 + 17 + 42* + 7 + 14 + 22)

49er
15 – André Fonseca e Marco Grael – 81 (9 + 12 + 15 + 3 + 10 + 3 + 24* + 10 + 19)

470 masculino
22 – Fábio Pillar e Gustavo Thiesen – 137 (5 + 15 + 6 + 15 + 33* + 18 + 20 + 22 + 17 + 19)

72 – Henrique Haddad e Nicolas Castro – 273 (26 + 24 + 36 + 27 + 42* + 26 + 24 + 26 + 42 + 42)

470 feminino
8 – Fernanda Oliveira e Ana Barbachan – 94 (5 + 31* + 9 + 9 + 13 + 5 + 2 + 9 + 12 + 14 + 18)

Star
18 – Robert Scheidt e Bruno Prada – 111 (1 + 26* + 26 + 26 + 26 + 26 + 3 + 3).

Membros da Equipe Brasileira de Vela em negrito
*Pontuação descartada

Da ZDL de Comunicação

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