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Vela: Brasileiros se mantêm entre os primeiros nos mundiais de Star e Laser

Robert Scheidt e Bruno Prada estrearam em Hyères e Bruno Fontes, mesmo com pouco vento, permanece na disputa pelo título

São Paulo (SP) – A Equipe Brasileira de Vela disputa na Europa durante o mês de maio os mundiais de cada classe. As primeiras regatas foram as da Laser e, neste sábado (5), teve início em Hyères, na França, a Star, considerada a principal categoria da vela olímpica. E os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada correram apenas uma prova na cidade francesa, ficando na sétima colocação. Os outros atletas do País, Dino Pascolatto e Henry Boening, acabaram na 22ª posição. O vento fraco e rondado dificultou o trabalho das duplas.

“Estamos muito animados com a disputa pelo titulo mundial. Será fundamental a consistência, já que são somente seis regatas disputadas, ao contrário da Olimpíada que são 11 programadas”, afirma Robert Scheidt.

Faltam mais cinco regatas para o término da competição e os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada seguem confiantes na conquista do tricampeonato. “O importante é acabar as três primeiras regatas entre os 10 primeiros para poder ser um pouco mais agressivo na segunda metade da competição”, relata Bruno Prada.

Os dois conquistaram o título mundial em 2007 e 2011, mas em um formato diferente. Os atletas venceram o Mundial da Isaf, que é disputado no estilo olímpico, com duas provas por dia e medal race, que tem pontuação dobrada.

O dia sem vento – São 69 duplas nas raias de Hyères e todas sofreram com as condições climáticas. Os times ficaram mais de três horas na água aguardando a melhora dos ventos. Detalhe: quatro largadas tiveram que ser anuladas. “Optamos pelo lado direito da raia no primeiro contra-vento, o que acabou sendo um erro tático, já que o vento entrou pela esquerda. Montamos a primeira boia em 25º e fizemos uma regata de recuperação. Apesar do resultado, estamos felizes por ter demonstrado poder de reação”, diz Bruno Prada.

Bruno Fontes mantém regularidade na Alemanha – No Mundial de Laser, o catarinense Bruno Fontes segue na briga para disputar a medalha. No segundo dia de regatas em Boltenhagen, na Alemanha, o velejador conseguiu um 4º e um 14º na sua flotilha. O dia foi marcado também pela ausência de ventos, que variaram de 4 a 8 nós. “Foi merreca total. Muito difícil de conseguir resultados, mas busquei ficar entre os primeiros num dia tão imprevisível. O importante é que consegui fazer uma boa media. Poderia ter ido até melhor, mas a raia está muito inconstante”, explica.

Com isso, o atleta que disputará a Olimpíada em julho soma 21 pontos perdidos com um descarte. Bruno Fontes é o 13º na classificação geral. Outro brasileiro na Alemanha, o paulista João Augusto Hackerott está na 77ª posição com 63 pontos perdidos em quatro regatas.

Na primeira etapa do Mundial, os velejadores são divididos em três grupos diferentes (flotilhas). Na segunda fase, é feita uma nova divisão, seguindo a classificação geral. Os melhores classificados passam, então, a velejar juntos na flotilha ouro, de onde sairão os vencedores da competição.

Estreia – Na próxima segunda-feira (7) começa o Mundial de 49er, na cidade de Zadar, na Croácia, e pode definir mais uma vaga para o País nos Jogos. A dupla André Fonseca e Marco Grael tentará uma das cinco vagas em jogo. A disputa pela vaga Olímpica será difícil, são muitos países para poucas vagas. Teremos que encontrar uma maneira ir bem no vento fraco”, relata André Fonseca.

O Brasil ainda tem a chance na 470 masculina e a equipe nacional conta com duas duplas no Mundial de Barcelona, na Espanha. Fábio Pillar/Gustavo Thiesen e Henrique Haddad/Nicolas Castro correm a partir do outro domingo (13).

Da ZDL

Scheidt e Prada estreiam em 7º no Mundial de Star

Competição em Hyères, na França, reúne os melhores velejadores do mundo e duplas que buscam as quatro vagas restantes para a Olimpíada

São Paulo – Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada estrearam neste sábado (5/5) no Mundial de Star, em Hyères. Bicampeã mundial (em Cascais/2007 e Perth/2011), a dupla busca na França o tricampeonato da competição. Mas o vento fraco e muito rondado não foi bom para os velejadores, que acabaram o dia na 7ª colocação geral. Os líderes são os franceses Xavier Rohart e Pierre Alexis Ponsot.

As 69 duplas inscritas no campeonato ficaram aguardando, já na água, durante mais de três horas, até que o vento se firmasse. Neste período, quatro largadas tiveram que ser anuladas por conta da mudança repentina dos ventos.

“Optamos pelo lado direito da raia no primeiro contra-vento, o que acabou sendo um erro tático, já que o vento entrou pela esquerda. Montamos a primeira boia em 25º e fizemos uma regata de recuperação. Apesar do resultado, estamos felizes por ter demonstrado poder de reação”, disse Bruno Prada.

Como ainda faltam mais cinco regatas para o término da competição, os dois seguem confiantes na conquista do tricampeonato. “O importante é acabar as três primeiras regatas entre os dez primeiros para poder ser um pouco mais agressivo na segunda metade da competição”, completou Bruno.

“Estamos muito animados com a disputa pelo titulo mundial. Está duríssima, mas temos as nossas chances. Será fundamental a consistência, pois são somente seis regatas disputadas”, acrescentou Scheidt.

No Mundial de Star, estão em jogo quatro vagas olímpicas, disputadas por 18 países não classificados. A competição, que segue até o próximo dia 12, conta ainda com a presença de todos os velejadores que estarão em Londres, como os atuais campeões olímpicos, os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que acabaram de ganhar a Semana Olímpica Francesa na mesma raia, em abril; os neozelandeses Hamish Pepper e Jim Turner e os suecos Fredrik Loof e Max Salminen.

Classificação da Star após a primeira regata:
1º Xavier Rohart/Pierre Alexis Ponsot, França, 1 ponto perdido
2º Fredrik Loof/Max Salminen, Suécia, 2 pp
3º Peter O’Leary/David Burrows, Irlanda, 3 pp
4º Fernando Echavarri/Fernando Rodriguez, Espanha, 4 pp
5º Mateusz KuszNierewicz/Dominik Zycki, Polônia, 5 pp
6º Iain Percy/Andrew Simpson, Inglaterra, 6 pp
7º Robert Scheidt/Bruno Prada, Brasil, 7 pp
8º Robert Stanjek/Frithjof Kleen, Alemanha, 8 pp
9º Benny Andersen/Mogens Just, Dinamarca, 9 pp
10º Hans Spitzauer/Gerd Habermueller, Áustria, 10 pp
22o Dino Pascolato/Henri Maguila, Brasil 22, 22 pp

Após o Mundial, a dupla segue para a raia olímpica de Weymouth, onde disputará mais uma etapa da Copa do Mundo e fará dois períodos de treinos, como preparação para os Jogos de Londres. Scheidt e Prada voltarão a usar o PStar, barco americano com o qual venceram o Mundial de Perth, em 2011, e escolhido para a Olimpíada.

Da assessoria de imprensa

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