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Fernanda Oliveira e Ana Barbachan chegam como estrelas no Mundial de 470

Dupla é top 10 do ranking mundial e foi convidada para abertura festiva; no Mundial de Laser, Bruno Fontes é o 14º

São Paulo (SP) – Fernanda Oliveira e Ana Barbachan chegaram na última segunda-feira a Barcelona, na Espanha, e estão vivendo um momento inédito na parceria: aproveitam o status que acompanha o fato de figurar entre os dez melhores do mundo. As gaúchas foram convidadas para participar da abertura festiva do Mundial de 470, em Barcelona, no próximo sábado, honra dada apenas às melhores tripulações do planeta. Enquanto isso, Bruno Fontes é o 14º no Mundial de Laser e André Fonseca e Marco Grael, os 55º na 49er. Para Robert Scheidt e Bruno Prada, o dia foi de folga na França.

Desde o início da semana, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ocupam a 10ª posição no ranking mundial da classe Isaf (Federação Internacional de Vela). Somado ao fato de que Fernanda vai defender, nos Jogos Olímpicos de Londres, a medalha de bronze dos Jogos de Pequim, em 2008, a posição coloca as brasileiras como estrelas do Mundial de Barcelona, que começa no domingo.

A maior prova disso é o convite para a In-port Race do Mundial de 470, um evento festivo que abrirá o torneio em Barcelona. Apenas dez duplas foram convidadas para o evento, incluindo as atuais campeãs mundiais Tara Pacheco e Berta Bertanzos, da Espanha, as bicampeãs mundiais Lisa Westerhof e Lobke Berkhout, da Holanda, e as líderes do ranking mundial Ai Kondo e Wakako Tabata, do Japão. “É uma honra participar do evento. É o reconhecimento desse trabalho difícil que estamos fazendo nos últimos quatro anos”, diz Fernanda.

Além das gaúchas, que se preparam para a Olimpíada de Londres, o Brasil será representado no Mundial pela dupla carioca Martine Grael e Isabel Swan. No masculino, o País ainda busca de uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres. São sete lugares em jogo na competição e o País terá duas duplas na disputa: Fábio Pillar e Gustavo Thiessen, que venceram a Semana Olímpica Brasileira, em Búzios, em fevereiro, e Henrique Haddad e Nicolas Castro.

Mundial de Laser – Nas águas de Boltenhagen, na Alemanha, o catarinense Bruno Fontes ocupa a 14ª posição na classificação geral do Mundial de Laser. No penúltimo dia de regatas, ele marcou um 30º e um 20º lugares e agora soma 120 pontos (contando dois descartes). O outro brasileiro na competição, João Hackerott, está em 7º lugar (180 pontos) na flotilha prata, que define a classificação a partir do 57º colocado. O Mundial termina nesta quinta-feira, com duas regatas programadas.

Mundial de 49er – Em Zadar, na Croácia, a dupla brasileira de 49er, André Fonseca e Marco Grael, segue tendo dificuldades. Os dois estão em 55º lugar, após somar 13, 18 e 16 pontos nas três regatas do dia. Os dois também velejam pela vaga olímpica, mas precisam ficar entre os cinco melhores entre os países que ainda não tem a vaga. Atualmente, estão fora do top-10 dessa classificação extra-oficial.

Mundial de Star – O dia foi de folga para os velejadores em Hyères, na França. A partir desta quinta-feira, Robert Scheidt e Bruno Prada disputam a quinta e penúltima regata do Mundial de Star. A dupla classificada para defender o Brasil nos Jogos Olímpicos é a vice-líder da competição, com 25 pontos, contra 15 dos líderes Iain Percy e Andrew Simpson, da Inglaterra. Os outros brasileiros na competição são Dino Pascolato e Henry Boening, em 40º lugar. O Mundial termina na sexta-feira.

da ZDL de Comunicação

Scheidt e Prada se recuperam e voltam a brigar pelo título mundial na Star

Dupla brasileira teve a melhor colocação entre os seus principais adversários nesta quarta-feira

São Paulo – Robert Scheidt e Bruno Prada conseguiram manter a segunda colocação no Mundial de Star, que acontece até esta sexta-feira em Hyères, na França. A dupla foi quinta colocada na regata desta quinta-feira e, com a entrada do descarte do pior resultado, soma 20 pontos perdidos, cinco a mais que a dupla inglesa Iain Percy e Andrew Simpson, líder da competição.

“Foi uma dia bem difícil com ventos fracos. Montamos a primeira boia bem atrás, entre os 25, mas nos recuperamos durante a regata, inclusive passando o inglês que foi penalizado com bandeira amarela por estar bombando a vela”, explicou Bruno Prada.

Faltando apenas uma regata para o final do evento, os brasileiros só perdem medalha de prata com uma combinação de resultados entre as duplas da Irlanda e da Polônia. Mas, dependendo do resultado dos ingleses nesta sexta, Scheidt e Prada podem conquistar o tri da competição (eles foram campeões em Cascais em 2007 e em Perth, em 2011). 

“Ainda não discutimos qual vai ser a nossa tática, tudo vai depender do vento”, completou Bruno. A previsãopara sexta-feira indica ventos médios, entre 10 e 12 nós (20 km/h).

A outra dupla brasileira, Alessandro Pascolato e Henry Boening, também teve um dia bom, conquistando o oitavo lugar na regata. Eles ocupam a 34ª colocação.

Resultado após cinco regatas e um descarte
1º Iain Percy/Andrew Simpson, Inglaterra, 15 pontos perdidos (6+7+1+1+[17])
2º Robert Scheidt/Bruno Prada, Brasil, 20 pp (7+2+6+[10]+5)
3º Peter O’Leary/David Burrows, Irlanda, 26 pp (3+4+12+7+[18])
4º Mateusz KuszNierewicz/Dominik Zycki, Polônia, 29 pp (5+20+2+2+[59])
5º Michael Hestbaek/Claus Olesen, Dinamarca, 30pp ([25]+3+7+13+7)

Da Local

Loick Peyron assume o comando do Energy Team na próxima etapa da ACWS

Loick Peyron voltará para o comando do AC45 Energy Team em Veneza, durante as disputas da segunda etapa de 2012 da America´s Cup World Series. O francês irá substituir o seu compatriota Yann Guichard. “A equipe vai funcionar como em Nápoles, mas ao contrário. Desta vez eu vou estar no leme e o Yann vai estar na largada, nos ajudando”, disse Peyron. O evento acontece de 15 a 20 de maio.

Puma vence etapa até Miami e encosta no Telefónica

Barco norte-americano chega em primeiro pela segunda vez consecutiva. Camper fica logo atrás e equilibra classificação geral da Volvo Ocean Race

Itajaí (SC) – O Puma fez a alegria da torcida em Miami e venceu a sexta perna da Volvo Ocean Race, velejando 17 dias pelo Oceano Atlântico desde a saída de Itajaí. Os norte-americanos lideraram praticamente toda a travessia de quase 5 mil milhas, ameaçados somente na região sem vento dos Doldroums e no final da etapa pelo Camper. “Foi bastante desgastante essa disputa. O Camper navegou muito bem. Estou muito orgulhoso da nossa equipe”, diz o comandante Ken Read, que foi recebido por mais de 100 barcos nos Estados Unidos.

Foi a segunda conquista consecutiva da equipe, que se recupera na competição, somando agora 149 pontos. “É ótimo estar de volta aos Estados Unidos e vencer uma perna difícil”. No mês passado, o Mar Mostro, nome dado ao barco negro do time, foi o primeiro a chegar no Brasil, após a etapa mais longa da volta ao mundo. Desta vez, os norte-americanos conseguiram anular as investidas do Camper, que apareceu em Miami uma hora depois, somando 25 pontos.

“Foi uma perna longa e decisiva”, relata Chris Nicholson, do Camper. O barco espanhol/neozelandês teve pouco tempo de trabalho em Itajaí antes da largada da sexta etapa. Por isso, o líder do veleiro vermelho está confiante para a corrida até Lisboa, em Portugal. “Estou muito feliz com o desempenho do barco e o entrosamento da equipe”, conclui o comandante.

Os resultados parciais foram ruins para o Telefónica, que está em quarto na perna e viu o Puma empatar na classificação geral. Se confirmarem a posição nesta quinta-feira (10), os espanhóis somarão mais 15 pontos. O Groupama está em terceiro lugar e o Abu Dhabi em quinto, fechando a flotilha.

As equipes voltam a competir na Regata do Porto, que será no dia 19, em Miami. Desta vez, o Sanya, que não foi a Itajaí por problemas no veleiro, estará na disputa. A partida para Lisboa será no dia seguinte.

Da ZDL de Comunicação

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