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Lucky, Xekmat, Leonardo Lombardi e Daniela Luz vencem a Taça Comodoro do ICRJ

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Neste final de semana o ICRJ promoveu a Taça Comodoro para barcos de Oceano (ORC e RGS) e Optimists (veterano e estreante). Para os barcos grandes foram realizadas duas regatas e o título da competição ficou com o Lucky, de Ralph Rosa, na classe ORC e com o Xekmat, de Roberto Baily, na classe RGS. Entre os pequeninos quem se deu melhor foi Leonardo Lombardi, entre os veteranos, e Daniela Luz, entre os estreantes.

Mitsubishi Sailing Cup terá veleiro com tripulação 100% feminina comandado por Martine Grael

Filha do campeão Torben Grael terá ao seu lado velejadoras como a medalhista olímpica Isabel Swan

A Mitsubishi Sailing Cup ganhará ainda mais charme em sua 3ª temporada. Pela primeira vez, a competição contará com um veleiro com tripulação 100% feminina, comandado por ninguém menos que Martine Grael, filha do velejador seis vezes medalhista olímpico Torben Grael.

A jovem Martine fará sua estreia à frente de um barco de grande porte, o S40 Pajero / Gol. “Será um desafio comandar o veleiro, já que eu nunca liderei uma embarcação grande. Mas acho que não vai ser um bicho de sete cabeças e que é extremamente possível fazermos uma regata competitiva com os homens, mesmo eles tendo muito mais experiência e mais força física do que as meninas”, afirma a velejadora.

Experiente com competições, Torben vê auma tripulação só com mulheres como um ponto positivo para a Mitsubishi Sailing Cup. “Acho que será uma experiência nova e enriquecedora para todas elas. Para o evento, trás ainda mais brilho, deixando de ser um nicho só dos homens. É algo extremamente saudável”, exalta.

Assim como Martine, detentora de conquistas como a medalha de ouro dos Jogos Mundiais Militares na classe HPE25, todas as velejadoras da tripulação feminina irão somar grandes experiências ao veleiro Pajero / Gol. Dezenas de títulos nacionais e internacionais integram a lista das velejadoras, com destaque para Isabel Swan.

Isabel Swan, de 29 anos, por exemplo, entrou para a história ao garantir a medalha de bronze da classe 470 nos Jogos Olímpicos de Pequim, resultado inédito entre as mulheres brasileiras. Atualmente, a velejadora é parceira de Martine Grael em outras competições.

“Acredito que será um campeonato muito bom, com um nível alto de velejadores. Vejo que a tarefa é difícil para a gente, porque os homens já conhecem bem o barco e tem sintonia nas manobras e regulagens. Mas se velejarmos bem, vamos incomodar e podemos ter bons resultados. Com certeza, será um desafio para a equipe feminina”, explica a trimmer do veleiro.

Da assessoria

Com Mundiais de 470, Laser Radial e Finn, últimos países que irão aos Jogos são conhecidos

Com o final dos Mundiais de Laser Radial, Finn e 470, já é possível saber quais os países que ocuparam as últimas vagas olímpicas ainda disponíveis. Na Laser Radial quem garantiu a vaga foi Estônia, Grécia, Guatemala, Hingria, Holanda, Antilhas, Rússia, Polônia, Peru e Ilhas Virgens Americanas. Com isso a flotilha olímpica será a maior de todas, com 39 meninas. O Brasil será representado pela paulista Adriana Kostiw, que havia garantido a vaga no mundial de Perth, ano passado.

Já na 470 feminina, as vagas ficaram com Dinamarca, Polônia, China, Croácia e Áustria. O Brasil será representado pela dupla gaúcha Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que garantiram a vaga após uma briga acirrada com as niteroienses Martine Grael e Isabel Swan. Na 470 masculina, Canadá, Chile, Irlanda, Coréia, Rússia, África do Sul e Turquia garantiram as últimas vagas. Infelizmente o Brasil ficará fora da competição.

Na Finn, Áustria, China, República Tcheca, Alemanha, Polônia e Turquia fizeram bonito e vão para os Jogos. O Brasil será representado por Jorginho Zarif, que também conquistou a vaga em Perth. Ele será o integrante mais jovem da Equipe.

Adriana Kostiw treira em Porto Alegre antes de embarcar para Weymouth

Atleta disputará a quarta etapa da Copa do Mundo de Vela no início de junho, na mesma raia dos Jogos Olímpicos

São Paulo – Dando continuidade ao calendário de preparação para os Jogos Olímpicos de Londres, a velejadora Adriana Kostiw está em Porto Alegre desde o início do mês, treinando ao lado do técnico Geison Mendes, no clube Veleiros do Sul. A representante brasileira na classe Laser Radial deverá permanecer na cidade até o dia 28 de maio, quando viaja para a Inglaterra para a disputa do Skandia Sail for Gold Regatta. O evento, válido como a quarta etapa de 2012 da Copa do Mundo de Vela, será realizado entre os dias 4 e 9 de junho em Weymouth e terá o mesmo formato das Olimpíadas, com 11 regatas mais a medal race, porém, com mais barcos.

“A cada dia que passa os treinos rendem mais. Às vezes, tem mais gente velejando comigo e isso ajuda muito a evoluir e não cometer mais os erros que cometi na França e na Espanha, onde disputei as outras etapas da Copa do Mundo de Vela”, fala a velejadora olímpica, que está fazendo fortalecimento físico com o preparador Ariel de Deus.

Como não terá técnico durante o período dos Jogos, a preparação também tem como objetivo fazer com que a atleta saiba reconhecer as variações do vento e da corrente, além de escolher a tática e a melhor posição para largar. “Em Weymouth vou colocar em prática tudo o que aprendi durante este mês em Porto Alegre. Vou focar ao máximo para conseguir uma colocação melhor do que em Hyères”, completa a atleta, que terminou o evento francês na 28ª posição.

Neste domingo Adriana comemorou a vitória no Mundial de Laser Radial, na Alemanha, de Gintare Scheidt, sua parceira de treinos em Ilhabela . “Esta vitória foi mais do que merecida. Ela estava sempre ali, entre as cinco. O Mundial foi disputado do jeito que ela gosta, com ventos bem rondados. Ela está de parabéns”, comentou a velejadora que deverá treinar com a amiga, mulher do tricamepão mundial de Star, Robert Scheidt, na Inglaterra antes do início da Olimpíada.

Depois que voltar de Weymouth, após a Skandia Sail for Gold, Adriana, que tem o patrocínio do Grupo Alatur, Veet, Lorenzetti e apoio da Oakley, BL3, Nobmultisports, YCSA e VDS, seguirá para Ilhabela, onde terá mais alguns dias de treinos antes de embarcar em definitivo para a Vila Olímpica no dia 16 de julho.

Da Local

Novo C30 de Marcelo Massa será batizado durante a Copa Suzuki Jimny

Circuito de vela oceânica já foi palco das primeiras disputadas dos veleiros one-design projetados por Horácio Carabelli. Loyal, de Marcelo Massa, será batizado na regata, que começa neste sábado (26)

Ilhabela (SP) – A Copa Suzuki Jimny será, mais uma vez, a competição de estreia mundial de um barco da classe C30. Neste sábado (26), durante a segunda etapa do Circuito Ilhabela de Vela Ocêanica, o Loyal, do comandante Marcelo Massa, irá competir pela primeira vez, se juntando a +Realizado e Barracuda/Matrix. Em setembro de 2011, o evento recebeu os primeiros duelos da classe no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Além dos Carabelli 30, as regatas do chamado Warm Up terão as classes ORC, BRA-RGS, HPE25 e M24.5 e serão disputadas em dois fins de semana. A organização espera reunir mais de 50 embarcações.

O Loyal será batizado um dia antes da primeira regata e terá nomes de peso em sua tripulação, como o campeão pan-americano Alexandre Paradeda e o velejador olímpico André Fonseca (Bocheca). Prontos para as disputas, os novatos na classe esperam primeiro entender o veleiro para depois brigar pelas primeiras posições. “Não estamos preocupados com resultados por enquanto. Vamos usar a Copa Suzuki Jimny como treinos para acertar barco e tripulação. Já na Rolex Ilhabela Sailing Week podemos projetar algo”, revela Marcelo Massa, que irá comandar o C30 novinho em folha.

“É um barco nacional, com custo menor, rápido, dinâmico e atende às exigências. O projeto reúne o que há de mais novo no design náutico”. Os C30 foram criados pelo velejador e projetista Horácio Carabelli, que hoje é diretor-técnico do barco Telefónica, líder da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. O veleiro de 30 pés (9,3 m) é de fibra de vidro e se destaca pela velocidade, leveza e fácil navegação.

“Numa comparação rápida, o C30 chega a 85% do desempenho do S40. Por isso, aposto de olho fechado na classe, que já é sucesso. Em 2013 deveremos ter até 15 barcos velejando”, relata Marcelo Massa, que é tio do piloto de Fórmula 1, Felipe Massa.

O Loyal foi campeão da Rolex Ilhabela Sailing Week em 2009 velejando com outro barco, um Judel Vrolic de 47 pés, que media na classe ORC. No ano passado, Marcelo Massa vendeu o antigo veleiro para um grupo de Campinas, que o batizou de Tembó Guaçu.

“É uma classe que vai se adaptar aos padrões dos velejadores brasileiros. Certamente teremos muito equilíbrio nas regatas e, durante a Copa Suzuki Jimny, poderemos sentir mais a embarcação. O entrosamento deve vir rápido, já que o time se conhece faz tempo”, conta Alexandre Paradeda, campeão pan-americano da classe Snipe em 2007 com Pedro Tinoco.

Inscrição – As inscrições para o Warm Up custam R$ 80,00 por tripulante, exceto os mirins, que são isentos da taxa. O procedimento deve ser feito até a véspera da regata inicial, marcada para o sábado (26). A organização informa também que a estadia no YCI para os veleiros que não são da cidade está liberada de sábado (19) até o dia 9 de junho.

A competição teve início em março, com seis regatas em todas as categorias, com exceção da HPE, que teve nove. As raias serão separadas novamente para tornar as provas mais justas e técnicas. Depois da segunda etapa, os barcos voltam a se enfrentar no litoral norte paulista em setembro (22, 23, 29 e 30) e decidem os campeões entre 24 e 25 de novembro e 1 e 2 de dezembro.

Vídeo: 67 dias para Londres

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