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Mitsubishi Sailing Cup: Europeus voltam a velejar em regatas no Brasil após duas décadas

Veleiro espanhol Iberdrola cruzará o Atlântico para competir com exclusividade na Mitsubishi Sailing Cup

Depois de mais de 20 anos, o litoral brasileiro voltará a receber um barco europeu para uma competição organizada no país. Atraído pelo alto nível da Mitsubishi Sailing Cup, o veleiro espanhol Iberdrola, campeão da MedCup 2011 na classe Soto 40, cruzará o Oceano Atlântico para competir na 3ª temporada do circuito, que é considerado um dos mais importantes, atualmente, na vela oceânica mundial.

“Faz muito tempo que um barco europeu não viaja até o Brasil para uma grande competição e, por isso, estaremos ainda mais determinados para a disputa. Sem dúvida, esperamos continuar no futuro para dizer que a Mitsubishi Sailing Cup foi o melhor começo que poderíamos ter”, conta Agustin Zulueta, diretor da equipe.

Além do título da MedCup, a tripulação do Iberdrola possui dezenas de conquistas em regatas internacionais. Augustin, por exemplo, é vencedor de quatro America´s Cup, seis campeonatos mundiais e quatro Copas del Rey. “Temos ainda o comandante Jose María Torcida, que é bicampeão mundial na classe J80, além, é claro, dos outros tripulantes que estão comigo há anos e têm muita experiência”, lembra Zulueta.

Expectativa Competindo na classe S40 pela primeira vez no Brasil, a tripulação do Iberdrola sabe que não terá uma missão nada fácil na Mitsubishi Sailing Cup. Isso porque os espanhóis terão pela frente alguns dos melhores velejadores do mundo, como Torben Grael, Lars Grael, Guillermo Parada, Mariano Parada, Javier Conte, Francisco Bruni, Vasco Vascotto, Dag Von Appen, Maciel Cicchetti e Eduardo de Souza Ramos.

“Iremos para o Brasil com o intuito de conhecer um pouco dos veleiros sul-americanos. Sabemos que nível da nossa equipe é alto e nosso objetivo é sempre a vitória, mas temos consciência que enfrentaremos a melhor frota de Soto 40 do mundo e com tripulações que estão navegando nestes barcos há bem mais tempo que nós”, explica Augustin.

Da assessoria de imprensa

Turma da ‘velha guarda’ volta com força e ameaça favoritos da RISW

Barcos com tripulações experientes, como Asa Alumínio Vertigo e Orson/Mapfre, usam conhecimento da raia e amizade para vencer edição 2012 do maior evento de vela oceânica da América Latina

Ilhabela (SP) – Além de ser o maior evento de vela oceânica da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week é uma competição especial para os velejadores, que se reúnem para competir e colocar o papo em dia. O Yacht Club de Ilhabela (YCI), entre os dia 7 e 14 de julho, receberá mais de 1.400 atletas que se dividirão em 150 barcos nas classes S-40, ORC, HPE 25, C30 e BRA-RGS. Uma delas, em especial, terá uma mescla de profissionais e cruzeiristas: a ORC.

A categoria dos veleiros ‘grandes’ tem o Tomgape (ex-Touché) como atual bicampeão. A turma da “velha guarda” espera usar o conhecimento da raia e o entrosamento de longa data para derrotar os favoritos, que além do time de Ernesto Breda tem barcos como o Tembó Guaçu (ex-Loyal), o Ventanero, o Miragem, o Katana e o San Chico. “São 20 anos de amizade, velejando em conjunto. Isso faz a diferença em um esporte coletivo. Apesar da vantagem dos adversários em relação a treinos, esperamos um resultado positivo neste ano”, conta Mário Martinez, comandante do Asa Alumínio, que se considera azarão nesta edição 2012.

O grupo esteve neste mês em Antingua correndo a Semana de Vela do país caribenho. Venceu uma das regatas, velejando com um barco alugado. Para Ilhabela, a equipe do Asa Alumínio Vertigo fez alguns ajustes no veleiro. Foram substituídas as velas e uma nova quilha foi instalada. “Hoje somos mais cruzeiristas e menos regateiros. Muita coisa mudou para melhor e os times estão treinando e investindo mais. Contamos com a mesma tripulação e teremos tempo para ajustar as manobras até a regata inicial”, explica Mário Martinez, que já teve a bordo atletas como Torben e Lars Grael, Maurício Santa Cruz e Eduardo Penido.

O Orson/Mapfre, de Carlos Eduardo Souza e Silva, também aposta no entrosamento da equipe para tentar surpreender. Mesmo assim, o barco foi turbinado para a Rolex Ilhabela Sailing Week. “Fizemos até uma nova medição. Vamos estrear nossos spinakers nas regatas de julho. A base da tripulação já veleja junta há um bom tempo e, na verdade, só precisamos ajustar nossas manobras no Warm Up”, conta o comandante do veleiro, falando sobre a disputa da segunda etapa da Copa Suzuki Jimny, batizada de Warm Up, nos próximos dois fins de semana.

Da ZDL

Camper assume a liderança da Volvo Ocean Race

Nas últimas 48 horas o Camper foi de último para primeiro lugar na flotilha da Volvo Ocean Race no caminho de volta para a Europa. A equipe comandada por Chris Nicholson optou por seguir uma rota mais ao sul, enquanto o resto da flotilha, com exceção do Telefónica, seguiu cambando para norte. A tática não funcionou bem para os espanhóis, que chegaram a cair paraa quarta colocação. No início da tarde desta sexta-feira eles ocupavam o terceiro posto, a 19 milhas do líder.

“É um sentimento muito bom sair do lado extremamente errado para o certo, mas isso não quer dizer nada”, disse o media crew member Hamish Hooper.

“O vento está muito instável nesta perna, oque causa uma liderança também instável”, completou o capitão Nicholson.

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