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Cinco MOD70 se preparam para a largada da Krys Ocean Race

Oman Sail

No próximo dia 7 de julho a mais nova flotilha de oceano mundial estará alinhada em Nova Iorque para a largada da travessia transatlântica Krys Ocean Race até Brest. Serão cinco trimarãs MOD70, que tentarão bater o recorde da travessia. A ideia é que eles completem a viagem entre seis e sete dias. Participarão da regata as equipes Race for Water, Foncia, Groupe Edmond de Rothschield, Spindrift Racing e Musandam-Oman Sail.

Os MOD 70 tem tudo para serem o futuro da vela mundial. O projeto do barco está ligado ao modernismo, performance, segurança e longevidade. Estima-se que o barco sirva de referência até ao menos 2020. A classe, inclusive, restringiu a quatro o número de barco por nações, para incentivar a internacionalização. Em 2011, dois anos após o seu lançamento, seis times já tinham declarado seu interesse na classe. São eles: Foncia (Michel Desjoyeaux); Groupe Edmond de Rothschild (Seb Josse); Veolia Environnement (Roland Jourdain); Oman Sail (Sidney Gavignet); Spindrift Racing (Yann Guichard) e Paprec-Virbac (Jean Pierre Dick).

Projeto Grael promove curso introdutório de Meteorologia e Oceanografia para navegantes

O Projeto Grael, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece um curso de Introdução à Meteorologia e Oceanografia. O programa foi desenvolvido especialmente para navegantes, mas está aberto a todos os interessados na área. O curso será dado em três sábados consecutivos, pela manhã, com previsão de início no dia 21 de julho. As aulas serão realizadas na sede do Projeto Grael, em Jurujuba (Niterói) e ministradas por instrutores da UFRJ. As inscrições devem ser feitas em formulário on line . O custo total do curso é de R$ 130,00, à vista. As vagas são limitadas, com mínimo de 10 participantes e máximo de 30. O Projeto Grael fica na Rua Carlos Ermelindo Marins 494, Jurujuba, Niterói, tel.: (21) 2711-9875.

Confira o programa completo do curso de Introdução à Meteorologia e Oceanografia para navegantes:
Apresentação 1 – Dia 21/07 – Horário: 08:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)
Radiação solar; Visão geral da atmosfera; O aquecimento da Terra e da atmosfera; Variáveis meteorológicas: temperatura do ar, umidade, pressão atmosférica, ventos; Formação e desenvolvimento das nuvens; Escalas do movimento atmosférico; Circulação atmosférica; Massas de ar; Frentes; Fenômenos atmosféricos.

Apresentação 2 – Dia 28/07 – Horário: 09:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)
Previsão do tempo convencional: Como interpretar as previsões do tempo e avaliar as condições do tempo baseado nas diversas fontes de informações disponíveis ao velejador; Previsão do tempo de bordo: Como fazer uma previsão do tempo a bordo com/ou sem equipamentos (mínimo) aprendendo a interpretar os diversos sinais que anatureza oferece.

Apresentação 3 – Dia 04/08 – Horário: 09:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)
Histórico da oceanografia; Os oceanos; Água do mar; Interação oceano-atmosfera; Distribuição global de temperatura e salinidade nos oceanos; Circulação geral da atmosfera e dos oceanos; Marés; Ondas de gravidade superficial; Circulação costeira.

Torneio de Inverno do ICB começa com regatas para Dingue, Laser e Wind

Nos dias 30 de junho e 1º de julho, o Yacht Clube da Bahia realizou as primeiras regatas do Torneio de Inverno, nas classes Dingue, Laser e Windsurf.
O destaque foi para a flotilha de Dingue, que demonstrou muito equilíbrio e evolução técnica. A grande novidade desta edição foi o retorno das regatas de Windsurf ao Ranking de Vela do Yacht. Mesmo com a grande maioria dos velejadores vindos da Guarderia Beira Mar, na Ribeira, onde esta modalidade tem sido cada vez mais ativa, os dois representantes do Yacht sagraram-se campeões em suas categorias: Sérgio Mendes, Campeão Geral, e Adrianno Azevedo, Campeão na RS One e Vice Campeão Geral.

O campeonato segue com regatas das classes Optimist e Skipper 21, nos dias 7 e 8 de julho; Hobie Cat 16 e Supercat 17, nos dias 14 e 15 de julho; encerrando com a classe Snipe, nos dias 4 e 5 de agosto. A premiação dos atletas será no dia 7 de agosto. As embarcações elegíveis deverão ser inscritas no sitedo YCB ou na Gerência de Vela até as 13 horas do primeiro dia de regatas de cada classe. A ficha de inscrição, disponível no site do clube, deve ser devidamente preenchida e enviada para o email: vela@icb.com.br.

Da assessoria

Bruno Fontes intensifica treinamento em Weymouth

Faltando menos de um mês para os Jogos, velejador intensifica preparação na Raia Olímpica de Weymouth 

O velejador Bruno Fontes segue em ritmo intenso de preparação visando os Jogos Olímpicos de Londres. Com menos de 30 dias para o início das disputas, o brasileiro está em Weymouth, palco da Olimpíada, onde passa por uma fase de treinamentos antes da competição. Com menos de uma semana de treinamentos, Bruno já enfrentou todos os tipos de condição na Raia Olímpica. “Pegamos três dias bem diferentes por aqui. Primeiro dia foi de ventos fracos e o segundo tinha muita neblina, o que atrapalhou um pouco o velejo. Já nessa sexta-feira (29), o vento estava forte e ficamos por quatro horas dentro d´água”, explicou o velejador.

Acompanhado do treinador Bruni di Bernardi, Fontes tem outra companhia durante sua preparação para a Olimpíada: o preparador físico Felipe Soncini. “A presença do Felipe é muito importante aqui. Quando não estou velejando acabo fazendo alguma preparação física. Todos os dias, treino em dois turnos. Sempre físico e água”, ressalta Bruno.

Ao lado de competidores do mundo todo, Bruno utiliza esse período pré-jogos para se habituar ao local e aprimorar ainda mais a parte técnica. “Aqui é um local com características extremas de vento. Tem dia que é muito forte e dia que é bem fraco”, frisa Bruno, que ainda pontuou outra questão importante sobre sua ida a Weymouth: “Além de tudo isso, é bom treinar aqui, pois estou ao lado dos caras que vou enfrentar na Olimpíada”, encerra.

Bruno permanece em Weymouth até o dia 7 de julho e depois retorna ao Brasil para encerrar o período de seu treinamento antes dos Jogos. Na Olimpíada, as provas de Vela – Classe Laser – estão marcadas para ocorrer entre os dias 29 de julho e 6 de agosto.

Da assessoria

Groupama é o vencedor da Volvo Ocean Race 2011/12

Barco de Franck Cammas completa última perna em segundo lugar e não pode ser mais alcançado pelo Puma. Camper venceu etapa de Lorient até Galway

São Paulo (SP) – Festa francesa na madrugada desta terça-feira (3) em Galway, na Irlanda. O barco Groupama ficou em segundo lugar na última perna da Volvo Ocean Race e não pode ser mais alcançado pelos adversários. O título coroa a tripulação de Franck Cammas, que virou o jogo nas reta final, principalmente após a quebra do mastro no caminho entre a Nova Zelândia e o Brasil,em abril.

O campeonato de oito meses de duração também está definido matematicamente em todas as posições após a vitória do Camper no trecho entre Lorient e Galway. O veleiro de bandeira espanhola/neozelandesa completou os quase 200 quilômetros pelo Atlântico Norte em 1 dia, 13 horas e 40 minutos e confirmou o vice-campeonato. O Puma que ostentava a posição caiu para terceiro e o Telefónica, que liderou a maior parte da Volta ao Mundo, terminou em quarto e fora do pódio. Na sequência aparecem Abu Dhabi e Sanya.

Resta apenas a regata do porto, marcada para o sábado (7), mas os franceses não podem mais ser alcançados, já que a diferença para o Camper é de 24 pontos e a prova irlandesa valerá apenas seis pontos ao vencedor. A regata final terá transmissão ao vivo do canal Bandsports a partir das 8h.

“É um momento muito feliz para nós”, comemora Franck Cammas. “Eu não achava que poderíamos ganhar. É o meu sonho realizado”. Os franceses foram recebidos por milhares de pessoas em Galway, mesmo tarde da noite. A conquista é a segunda da França em Volta ao Mundo. A primeira foi em 1986 com L´Espirit d´Equipe, de Lionel Péan.

Os franceses tiraram 28 pontos de vantagem desde a parada de Sanya na China para o Telefónica. Um dos pontos decisivos foi a vitória da Regata do Porto de Itajaí, justamente após a quebra do mastro ocorrida na região do Uruguai, na subida ao Brasil.

O brasileiro Joca Signorini, chefe de turno do Telefónica, está satisfeito com o desempenho da equipe espanhola, mesmo após liderar o evento pela maior parte do tempo. “Foi uma competição dura e uma jornada longa. O Groupama está de parabéns”.

Resultado acumulado:
1º – Groupama – 250 pontos
2º – Camper – 226 pontos
3º – Puma – 220 pontos
4º – Telefónica – 209 pontos
5º – Abu Dhabi – 129 pontos
6º – Sanya – 50 pontos

Da ZDL

Velozes e profissionais, S40 brilham na Rolex Ilhabela Sailing Week 2012

Categoria S40 terá barcos do Brasil e do Chile na 39ª edição do maior evento de vela oceânica da América Latina. Os novos C30 também são atração


Ilhabela (SP) – A história dos veleiros de oceano one-design não ficou restrita à HPE. Com o crescimento da modalidade no País, após as vitórias de Torben Grael e companhia na Volta ao Mundo e a consolidação da Rolex Ilhabela Sailing Week, os barcos de um único modelo ganharam espaço na América Latina com a S40, a mais profissional das categorias. O evento, de 7 a 14 de julho no litoral paulista, chega à 39ª edição e terá outra classe sem handicap, como a C30, que faz sua estreia, e HPE. As demais classes serão ORC e BRA-RGS (Maxi, A,B,C e Cruiser).

Pela quarta vez, o Yacht Club de Ilhabela (YCI) terá a reunião dos melhores da classe, que inclui Torben Grael e Lars Grael entre os mais famosos. O Soto 40 é projetado pelo argentino Javier Soto Acebal, o mesmo que fez os HPE, e caiu no gosto dos principais velejadores do País. “É um barco espartano. Comparável aos carros de Fórmula 1. Se chover ou fazer frio, todos irão sofrer. Por isso, acredito que é uma classe diferenciada e muito profissional”, revela o tático do Crioula, Samuel Albrecht. “Não há chance de fazer travessias com o S40. É um veleiro de regata, sem banheiro ou conforto”.

Classificado como uma máquina de regatas, as embarcações de 40 pés são rápidas e planadoras com 12,3 m de comprimento, 3,75 m de boca, 2,60 m de calado e desloca apenas 4.200 quilos. “O Brasil precisava de uma categoria de oceano. Foi difícil criar essa mentalidade entre os velejadores. Começamos com barcos menores e mais baratos no HPE e agora a batalha é no S40. O objetivo é consolidar, definitivamente, a classe no Brasil”, explica Souza Ramos.

Apesar de ser construído na argentina, o projeto do S40 tem DNA e palpites precisos de brasileiros na sede do Yacht Club de Ilhabela. Em 2008, o desejo de um grupo de velejadores era ter um barco competitivo, veloz, leve e com tecnologia. Dito e feito: após a Rolex Ilhabela Sailing Week daquele ano, a história seria outra.

“Desde dos anos 2000, o YCI está na vanguarda da vela de oceano brasileira e da América Latina. Vimos a consolidação da HPE, o surgimento e a fama do S40 e agora os C30. Sem contar as classes que precisam de rating como ORC e RGS, que encontram no Yacht Club de Ilhabela espaço para evoluir tecnicamente. Os campeonatos são cada vez mais fortes e, depois da chegada da Rolex, a importância triplicou. Por isso, nossa responsabilidade em fazer um evento de alto nível aumenta a cada ano”, relata José Manuel Nolasco, diretor de vela do YCI.

“Os adversários estão cada vez mais fortes. O nível está muito alto e todos os barcos inscritos estão prontos para vencer a Rolex Ilhabela”, finaliza Samuel Albrecht. A classe one design reúne os melhores velejadores do País como Torben Grael (Mitsubishi Energisa), Eduardo Souza Ramos (Pajero), Eduardo Plass (Crioula) e Roberto Martins (Carioca).

Um dos confirmados para a competição. que começa no dia 8 de julho com a Regata Eldorado Alcatrazes por Boreste, é o chileno Apolonia, do comandante Jaime Charad. “A S40 está cada vez mais forte no Chile. São nove ao todo, o que configura a maior flotilha do mundo. Vamos ao Brasil por duas razões:a primeira é que a Rolex Ilhabela Sailing Week é um evento de alto nível e a segunda é correr com feras da modalidade. Queremos vencer a competição e chegar forte para o Mundial de Soto em 2013, em casa”, revela o líder do Apolonia, Jaime Charad.

A estreia da C30 – Assim como a S40 e a HPE, a Carabelli 30 é mais uma aposta de barco de desempenho para oceano. A estreia mundial da classe foi no final do ano passado no Yacht Club de Ilhabela, com dois barcos, e agora a Rolex Ilhabela Sailing Week será a primeira competição em que os seis veleiros já produzidos se enfrentarão. Desenhado por um dos maiores nomes da vela mundial, Horácio Carabelli, o veleiro une velocidade e custo benefício. O peso é de 1900 quilos e pode receber seis velejadores (timoneiro, tático, dois trimmers, proeiro e secretaria) somando 500 quilos.

Nas regatas em Ilhabela estarão presentes os veleiros: Loyal TNT (Marcelo Massa), Barracuda Matrix (Humberto Diniz Silva) e +Realizado (José Luis Apud), representando São Paulo e Katana Energia (Fábio Filippon), Kaikias (Tarcísio Matos) e Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) de Santa Catarina. “É impossível ter previsão de resultados em um one-design. Vence quem veleja melhor e erra menos. A ideia é treinar e evoluir nas provas”, revela o presidente da classe, Tarcísio Matos.

Na avaliação dos velejadores, o C30 é um barco com desempenho diferenciado, muito rápido comparado com os atuais. Estão presentes modernidade, tecnologia e inovação, além de ser robusto e seguro.

Juízes na água – Como no ano passado, a Rolex Ilhabela Sailing Week terá julgamentos de protestos dentro da água com árbitros credenciados pela ISAF e liderados por Nelson Ilha, que irá para sua quinta Olimpíada em Londres. O mesmo processo também é aplicado nas principais competições pelo mundo como America´s Cup e Match Race.

Serão 10 juízes treinados pela ISAF. O grupo de árbitros acompanhará as regatas de perto e julgará os pedidos de protesto na hora, evitando assim as definições no Yacht Club de Ilhabela. “Com este sistema nenhum protesto fica para ser definido em terra e o resultado sai na hora. Isso agiliza a competição”, conta Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas da Rolex Ilhabela Sailing Week. As classes HPE25, C30 e S40 terão julgamento na água. Já as que precisam de rating, como ORC e RGS seguem com o mesmo processo, ou seja, o julgamento dos protestos após as regatas, em terra.

Da ZDL

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