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Adriana Kostiw disputa regata Renato Frankenthal em Ilhabela

Representante brasileira da classe Laser Radial na Olimpíada irá velejar em um barco 100% feminino

Flotilha da HPE tem 26 inscritos

Ilhabela – Em fase final de preparação para a Olimpíada de Londres, a velejadora Adriana Kostiw vai disputar uma prova diferente neste domingo (8/7), no litoral paulista. Representante brasileira da classe Laser Radial nos Jogos, Adriana participará da regata Renato Frankenthal, que abre a Rolex Ilhabela Sailing Week para a classe HPE, a bordo do Corum/ICS, veleiro tripulado apenas por mulheres. A competição terá largada às 9h45 e será disputada dentro do canal de São Sebastião.

“A regata servirá para fechar o treinamento em Ilhabela com chave de ouro antes do embarque para Londres. Esta é uma competição que gosto muito de participar e darei o meu melhor para terminá-la entre os primeiros”, disse ela.

Além de Adriana, a tripulação contará com as irmãs Amanda e Georgia Rodrigues, Marina Mori e Mariana Peccicacco. A competição continua na terça-feira com regatas mais curtas, mas Adriana passará o seu posto a bordo para Andrea Ruschmann. A previsão é que sejam realizadas regatas todos os dias até sábado (14), com largadas programadas sempre para o meio-dia.

A Rolex Ilhabela Sailing Week é a maior competição de vela oceânica da América Latina e reune grandes nomes do iatismo nacional. Na classe HPE, os maiores adversários do Corum/ICS serão o Ginga, comandado pelo também velejador olímpico Bruno Prada, o SER Glass Eternity, comandado por Marcelo Bellotti, o Bond Girl, comandado por Carlos Henrique Wanderley e o Relaxa Next, comandado pelo campeão pan-americano Maurício Santa Cruz.

Após a competição, Adriana Kostiw, que através da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, tem patrocínio da AON, Lorenzetti e Veet e apoio da Alatur Turismo, segue para São Paulo, onde fica durante uma semana. No próximo dia 15, a velejadora embarca para Weymouth, local onde serão disputadas as regatas olímpicas.

Julia Silva é 17ª colocada no Mundial de Laser Radial Jovem

Julia foi a única representante brasileira na competição

Com a disputa de apenas sete regatas, terminou nesta quarta-feira, dia 4 de julho, o Campeonato Mundial de Laser Radial Jovem. O título ficou com a holandesa Jonker Máxime, com a australiana Kennedy Madison conquistando o vice-campeonato. Realizado em Brisbane, na Austrália, a competição reuniu 35 velejadoras, de 11 países, e ficou marcada pelos ventos fracos, que acabaram prejudicando muitas competidoras.

Representante do Clube dos Jangadeiros e única brasileira a participar do evento, Júlia Fernanda Silva, 17 anos, foi uma das que sofreu com as condições climáticas adversas. Nos dias em que a intensidade do vento aumentou, porém, a jovem velejadora porto-alegrense mostrou habilidade e obteve um excelente desempenho. Nesta quarta, por exemplo, Júlia fez um 8º lugar na primeira regata do dia e um 6º na segunda, terminando o Mundial na 17ª colocação.

Da assessoria 

MOD 70: Race for Water vence a prévia da travessia Krys Ocean Race

Flotilha de MOD70 passa próximo a Estátua da Liberdade

Terminou nesta terça-feira a prévia da Krys Ocean Race, primeira travessia transatlântica dos novos trimarãs MOD70. Foram 150 milhas de velejada e, no final, o Race for Water, de Stève Ravussin levou a melhor e cruzou a linha em primeiro, fazendo a felicidade de Marco Simeoni, presidente da classe, que estava a bordo como convidado. A previsão é que a largada da Krys Ocean Race seja dada no dia 7, partindo de Nova Iorque rumo a Brest.

Gildas Morvan vence a segunda etapa da Solitaire du Figaro

O campeão Gildas Morvan

Terminou nesta quarta-feira a segunda etapa da La Solitaire Du Figaro. Os 36 velejadores solitários chegaram a St Gilles Croix de Vie após percorrerem 442 milhas em quatro dias. Gildas Morvan foi o primeiro a cruzar a linhad e chegada, meia hora na frente de Nicolas Lunven, segundo colocado, porém quem lidera a competição no geral foi o terceiro colocado na etapa Yann Elies.

A próxima e última etapa da competição larga no dia 8. A previsão é de que os velejadores percorram as 486 milhas em quatro dias.

HPE bate recorde histórico na Rolex Ilhabela Sailing Week

Classe one design de maior sucesso no Brasil conta com 27 barcos e tem participação de medalhistas olímpicos, pan-americanos e campeões mundiais

As meninas da Marinha do Brasil apostam em vitória na Rolex sem a presença de Robert Scheidt

Ilhabela (SP) – Mais procurada e parecida com as classes olímpicas, a HPE25 ganha cada vez mais espaço entre os barcos de oceano. Design arrojado, agilidade na água e equilíbrio nas competições fazem com que campeões mundiais como Bruno Prada, Maurício Santa Cruz, Martine Grael, entre outros, escolham a categoria para competir em alto nível. Outra prova do sucesso é que a Rolex Ilhabela Sailing Week 2012, que será disputada de 7 a 14 de julho no Yacht Club de Ilhabela (YCI), registra o recorde de veleiros desde sua criação, em 2004. Nesta edição estão inscritos 27 embarcações, cinco a mais do que no ano passado, que era a melhor marca da Classe.

A similaridade com as classes olímpicas e o custo benefício (média de R$ 100 mil por unidade) também podem explicar os motivos de tanta gente com currículo na vela escolher os veleiros HPE. Um dos exemplos é o proeiro Bruno Prada, que fará o último evento antes de tentar o ouro nos Jogos de 2012 na Star com Robert Scheidt. O velejador integrará o barco Ginga nas águas de Ilhabela dez dias antes da competição na Inglaterra. “A classe HPE tem bons velejadores e cresce a cada edição. É o maior evento da América Latina e um dos maiores do mundo. Desde a entrada dos monotipos HPE e S40, os campeonatos passaram a ser mais interessantes sem o rating, ou seja, quem chega na frente é o vencedor”, explica Bruno Prada, que em 2011 viu o parceiro Robert Scheidt faturar a Rolex com o Atrevido.

A campeã mundial da juventude de 2009, Martine Grael, escolheu a categoria para dar um calor nos homens, que ainda predominam pelos lados da HPE. Antes do ouro do Mundial Militar, em 2011, a filha de Torben ajudou o Atik da Marinha do Brasil a fechar o campeonato em terceiro lugar. “Dessa vez não tem o Robert Scheidt. Vamos brigar pelo título”, relata a velejadora, que estará ao lado da medalhista olímpica Isabel Swan.

Atual campeão da Mitsubishi Sailing Cup, o especialista em match race (competição barco contra barco) Henrique ‘Gigante’ Haddad estará a bordo do Artemis, ao lado de Mark Esle, Luis Casteralli e Guilherme Hamellmann. Sua expertise em regatas mais curtas pode ajudar na HPE.

“O match auxilia nas regatas, principalmente na largada, no tempo de manobra, e no controle do barco. A minha passagem pelo match race me ajuda a ter um conhecimento mais amplo da vela”, conta Gigante. “O HPE deu certo no Brasil. O tamanho é bom, quantidade certa de tripulação, bons velejadores, custo benefício e tem organização.”

Bicampeão pan-americano e tri mundial de J/24, Maurício Santa Cruz também será um dos destaques da Rolex Ilhabela Sailing Week. Integrante do Relexa Next, de Roberto Mangabeira, o velejador espera levar a equipe ao título. “Corremos a Copa Suzuki e Mit Sailing Cup e brigamos pela ponta. Estamos preparados para levar o campeonato, numa classe tão competitiva”.

Classe tem mídia e ajuda no relacionamento com clientes – Outro bom exemplo do sucesso da classe é a equipe SER Glass, criada este ano com dois barcos pelo vice-campeão mundial da classe Snipe Marcelo Belotti. O velejador disputou as duas primeiras etapas da Copa Suzuki com o barco SER Glass Eternity e lidera a competição, que terá mais duas etapas no segundo semestre, também no Yacht Club de Ilhabela. “A classe é super legal, tem ótimos velejadores, tem um poder de mídia grande e é uma classe que proporciona um oportunidades de relacionamento entre os clientes e os patrocinadores. Em termos de competição, os barcos andam muito parecidos, o que deixa as regatas bem acirradas do começo ao fim”, indica Belotti.

Futuro presidente da classe e comandante do Repeteco, Fernando Haaland enaltece o grande momento da categoria de 25 pés. “O sucesso se deve à popularização da classe, abertura de novas flotilhas e ao aumento do número de velejadores experientes participando da classe HPE. Apesar dos valores dos barcos não serem baixos, o custo anual de manutenção e participação nos circuitos de vela é razoável. O que mais atrai público é o fato de ser one-design. A HPE fica muito competitiva, sem rating, em que a experiência e o entrosamento da tripulação faz a diferença, e não a capacidade financeira de investir em equipamentos”, pondera Haaland.

Iguais e com a regra de quem chegar na frente leva a vitória da prova, os barcos estão cada vez mais rápidos e ariscos. O HPE25 foi desenvolvido no Brasil e é fabricado pela Zonda Boats. Os quatro integrantes devem somar, juntos, até 360 quilos. A ideia é ampliar a flotilha para cidades como Santos, Porto Alegre e Salvador, além das atuais em Ilhabela, Rio de Janeiro e Vitória.

RGS tem mais de 60 barcos – Os velejadores da classe RGS têm um motivo a mais para prestigiar a Rolex Ilhabela Sailig Week de 2012. Além de ser a maior regata da América Latina, o evento sediará, em paralelo, o Brasileiro da categoria, que tradicionalmente leva o maior número de barcos nas subdivisões A, B, C e Cruiser e Maxi. A classe receberá mais de 60 veleiros para a 39ª edição da Rolex.

A RGS é competitiva, graças à regra equalizada. O campeão será quem tiver o melhor aproveitamento nas quatro divisões. Embarcações de 21 a 53 pés correm juntas e em condições de igualdade na disputa pelo título. “A credibilidade atraiu a participação de velejadores técnicos e de forte expressão na vela oceânica. Esse expressivo aumento de barcos na raia levou as tripulações a se prepararem melhor, com treinamentos, participação em regatas e investimento em equipamentos. Isto se reflete no excelente nível técnico da BRA-RGS”, explica o presidente nacional da classe, Walter Becker.

Brasileiros de Skipper 21 e Skipper 30 – A Rolex Ilhabela Sailing Week será palco dos Brasileiros de Skipper 21 e 30, com prêmios aos vencedores. Os barcos devem estar inscritos na classe ORC para concorrer ao evento paralelo. O critério de medir na ORC foi mantido, já que existem veleiros com pesos diferentes. Assim, os critérios, segundo a organização, ficariam mais justos.

Da ZDL

Vídeo espetacular: VO70s em adrenalina máxima.

Queridos, embora na minha última crítica eu tenho escrito: “com isso, não pretendo e não devo retirar o mérito dos nossos amigos que, mesmo assim, arriscam seus pescoços nos oceanos do mundo nos emocionantes bólidos VO70”, envio este vídeo maneiro apenas para reforçar  a tese de que o foco do problema não são os velejadores e, tampouco, menosprezo o risco e esforço que é navegar neste nível nos mares do mundo. Viva os homens do mar!!

Murillo Novaes

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