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Emoção nas últimas regatas da Semana de Ilhabela define os campeões de 2012.

E novamente o Pajero, de Eduardo Souza Ramos, venceu a Rolex Ilhabela Sailing Week. Arrebentatum est!

Os resultados dentro da água comprovaram que a Rolex Ilhabela Sailing Week é o maior evento de vela oceânica da América Latina. A edição de número 39 do tradicional campeonato teve regatas sendo definidas na última boia entre os 150 barcos, representantes olímpicos se misturando com os amadores e organização de nível internacional. Os duelos também foram acompanhados pelo público com a maioria das provas sendo realizadas no canal de São Sebastião.

Os vencedores em cada categoria foram: Pajero/Gol (S40), Loyal/TNT (C30), SX4/Bond Girl (HPE), Tomgape Touché (ORC Geral e 500), Zeus (ORC 600), Kiron (ORC 650), Prozak (ORC 700), Maria Preta (RGS Maxi), Troop Too (RGS A), Tangaroa (RGS B), Mandinga (RGS C), Chrispin II Kelvin Clima (RGS Cruiser A) e Hélio II- Hospital Sírio Libanês (RGS Cruiser B).

“As regatas estão cada vez mais acirradas e decididas no fim. Isso mostra o investimento das equipes em treinamento e equipamento. O sucesso da HPE com 27 barcos, a força do S40, o surgimento do C30 e o crescimento das classes de rating como ORC e RGS mostram a importância do campeonato”, revela José Manuel Nolasco, diretor de vela O Yacht Club de Ilhabela (YCI). “O clube se orgulha em sediar a competição. Por isso, temos a responsabilidade de fazer o melhor, mostramos nossa capacidade de organização”.

Nesta sábado (14) com sol e ventos variando de 12 a 14 nós, a Comissão de Regatas (CR) fez duas provas no canal de São Sebastião entre os monotipos para desempatar a competição. E, nas três classes, não faltou emoção do começo ao fim. Na S40, O Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) oscilou na primeira do dia e largou em último, mas fez uma incrível recuperação e terminou em segundo. Com isso, precisou apenas marcar seu adversário direto, o Crioula, para garantir o título. Festa para Eduardo Souza Ramos, o pioneiro da competição. “Foi um dia difícil e foi muito bom conquistar mais essa vitória, a nona que conseguimos. Venci a primeira edição, em 73. Nossa vitória pode ser creditada à sorte e também à nossa ótima tripulação. O Bochecha é um ótimo tático e nos ajudou muito”.

“A primeira regata de hoje foi a mais importante do campeonato. Largamos mal, estávamos em quinto, depois de uma escolha errada. Logo a tripulação reagiu e começamos a nos recuperar, tanto que chegamos em segundo. A vibração foi a mesma de que se tivéssemos ganhado o campeonato. Este resultado permitiu que só marcássemos o Crioula na última regata para conseguir o título”, explica André ´Bochecha´ Fonseca.

Domínio do Loyal/TNT – Na C30, que estreou na Rolex Ilhabela Sailing Week, o título foi para o Loyal/TNT (Marcelo Massa), que superou outras cinco embarcações. O tio do piloto de F1 Felipe Massa liderou a equipe, que conta com ícones da vela olímpica nacional como Alexandre Paradeda e Fábio Pillar. “Começamos com pé direito. O barco tem um velejo gostoso e é rápido. A tendência é que as outras tripulações melhorem com o tempo e tenhamos regatas decididas no último momento”, revela o campeão.

“Acredito muito na classe, que deve crescer ainda mais. Para a Rolex Ilhabela Sailing Week, em 2013, poderemos ter de 12 a 13 barcos. Todos que disputaram aqui gostaram muito do barco. O Katana foi para água nesta semana e já ficou em segundo no campeonato”, destaca Massa.

O idealizador do barco, Horácio Carabelli, prestigiou as regatas de C30 em Ilhabela. “O custo benefício é o diferencial do barco. Mais velejadores devem apostar nessa classe,que certamente será uma das maiores em um curto prazo”.

Muita disputa na HPE – Com 27 barcos, recorde desde que foi criada em 2004, a HPE contou com a presença de representantes olímpicos como Bruno Prada e Adriana Kostiw. Mas quem se deu bem foi Rique Wanderley e seu SX4/Bond Girl. O campeonato foi decidido na regata final. Os campeões precisavam chegar na frente do Ginga (Breno Chvaicer) e, mesmo assim, não adotaram a estratégia de marcar os rivais. Fizeram um primeiro e um quinto lugares e somaram 21 pontos contra 31 dos rivais diretos.

“Fizemos a nossa regata e acabou dando certo. Não havia favorito. O título nos enche de orgulho, já que brigamos de igual para igual com os melhores do País, como Bruno Prada, Maurício Santa Cruz, Henrique Haddad e outros que competem na categoria, a mais disputada do oceano”, adianta Rique Wanderley.

O velejador Bruno Prada ajudou o Ginga a ficar com o vice. O atleta embarca nesse domingo (16) para Londres e se juntará a Robert Scheidt. Os dois tentarão a medalha de ouro na classe Star. “Dever cumprido em Ilhabela. Pude competir e descansar com minha esposa e filhos para a Olimpíada. Agora é foco total nos Jogos”.

As classes de rating e o papa títulos – Desde 2010, o lugar mais alto do pódio na ORC Geral é do time do Tomgape Touché (Ernesto Breda). Os tricampeões tiveram uma campanha perfeita nas oito regatas do calendário. “Os adversários evoluíram e está cada vez mais difícil defendermos o título. De qualquer forma, vamos otimizar o barco para manter o ritmo. A ORC está batendo recordes. Temos mais de 120 barcos disputando pelo mundo e a classe continua forte, o que ajuda na evolução dos equipamentos e materiais”, diz Ernesto Breda.

O Tomgape Touche também ganhou na ORC 500. Nas outras divisões, Zeus (Inácio Vandressen) foi o campeão na 600. Os catarinenses do Kiron (Leonardo Guilherme Cal) contaram com o talento do campeão pan-americano Matheus Dellagnelo a bordo e saíram vencedores na 650. Na ORC 700, vantagem para o Prozak (Márcio Finamore), após uma disputa acirrada com o argentino Pachim Mar & Vela/Pacuíba (Leandro Sanches).

Na RGS, que tem uma regra 100% nacional, o Maria Preta (José Barreti) foi o campeão na divisão Maxi, que agrega os maiores veleiros. O bicampeão pan-americano Mario Buckup foi o responsável pela tática. “Estamos muito felizes. Vencer a Rolex Ilhabela Sailing Week é importante para o currículo de todos os velejadores. As regatas são sempre muito próximas e exige atenção total nas provas”.

Na RGS A, o Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) levou a melhor, assim como o Tangaroa (James Bellini) na B. Entre os barcos da subdivisão C, ouro para o Mandinga (Jonas Penteado), que chegou ao último dia de regatas com 100% de aproveitamento. Na Cruiser A, o campeão foi o Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) e na RGS Cruiser B, o Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo).

Resultados finais:

S40 – após 9 regatas com 1 descarte
1º – Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) – 14 pontos perdidos (2+2+3+1+1+1+2+2+6)
2º – Crioula (Eduardo Plass) – 16 pp (1+5+1+2+3+3+1+1+4)
3º – Carioca (Roberto Martins) – 23 pp (4+3+2+4+2+4+5+3+1)
4º – Mitsubishi/Energisa (Torben Grael) – 28 pp (3+4+4+5+5+2+3+5+2)
5º – Apolonia (Jaime Charad) – 29 pp (5+1+5+3+4+5+4+4+3)

C30 – após 9 regatas com 1 descarte
1º – Loyal/TNT (Marcelo Massa) – 11 pp (3+1+1+1+2+1+1+1+7)
2o – Katana/Energia (Fábio Filippon) – 17 pp (6+3+2+2+1+3+3+2+1)
3º – Barracuda (Humberto Diniz da Silva) – 20 pp (5+2+3+3+3+2+2+3+2)
4º – Kaikias (Tarcisio Mattos) – 29 pp (1+5+5+4+4+4+4+4+3)
5º – Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) – 37 pp (4+4+4+5+6+6+5+5+4)

HPE – após 9 regatas com 1 descarte
1º – SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) – 21 pp (3+1+7+2+4+1+4+1+5)
2º – Ginga (Bruno Prada) – 31 pp (1+9+2+5+1+5+2+13+6)
3º – Bixiga (Pino Di Segni – 35 pp (6+7+4+7+5+2+5+4+2)
4º – Artemis (Mark Essle) – 52 pp (8+10+18+8+3+18+1+3+1)
5º – Relaxa/Next (Roberto Mangabeira) – 53 pp (13+8+1+4+12+21+3+5+7)

ORC Geral – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 8 pp (1+1+1+1+2+2+4)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 21 pp (5+6+3+5+1+8,5+1)
3º – Zeus (Inácio Vandressen) – 27,5 pp (10+8+5+3+8,5+1+2)
4º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 28 pp (8+14+6+2+3+3+6)
5o – San Chico (Francisco Freitas) – 34 pp (7+7+13+8+5+4+3)

ORC 500 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 9 pp (2+1+1+1+1+2+1+3)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 19 pp (3+5+4+3+2+1+5+1)
3o – San Chico (Francisco Freitas) – 27 pp (4+6+5+6+5+3+2+2)
4º – Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) – 32 pp (6+2+2+2+12+5+3+12)
5º – Chroma (Luis Crescenzo) – 32 pp (7+3+3+4+4+7+4+12)

ORC 600 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Zeus (Inácio Vandressen) – 10 pp (2+2+3+1+1+2+1+1)
2º – Ventaneiro (Renato Cunha) – 14 pp (3+3+1+2+2+1+16+2)
3o – Absoluto (Renato Gama) – 25 pp (16+4+5+3+4+4+2+3)
4º – Mad Max (ARG – Julian Somodi) – 32 pp (11+1+2+6+3+5+16+4)
5º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 36 pp (6+5+8+4+6+3+5+7)

ORC 650 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 7 pp (3+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Bravíssimo (Ivan de Porto Alegre Muniz) – 16 pp (2+2+2+2+3+3+3+2)
3º – Maestrale (Adalberto Casaes Jr.) – 19 pp (5+3+3+4+2+2+2+3)
4º – Katana (Francisco Luis Altenburg) – 26 pp (1+4+4+3+4+5+5+5)

ORC 700 – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Prozak (Márcio Finamore) – 11 pp (1+2+4+1+1+4+2)
2º – Angra (Escola Naval) – 16 pp (4+4+1+2+4+9+1)
3º – Pachim Mar & Vela/Pacuíba (ARG- Leandro Sanches) – 16 pp (3+1+3+4+2+3+6)
4º – Mashallah (Guillermo Larrobla) – 25 pp (5+6+6+5+3+2+4)
5º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 26 pp (2+3+2+9+7+6+6)

RGS Maxi – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Maria Preta (José Barreti) – 7 pp (1+2+1+1+1+2+1)
2º – Saravah (Pierre Joullie) – 10 pp (3+1+2+2+3+1+1)
3º – Náutico II (ARG) – 18 pp (5+4+3+3+2+3+3)
4º – Harpia III (Le Vent Mistral) – 21 pp (2+3+4+4+4+4+4)
5º – Sessentão (Alain Simon) – 31 pp (4+5+5+5+6+6+6)

RGS A – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 15 pp (1+1+3+2+6+2+11)
2º – Quiricomba (Escola Naval) – 16 pp (4+7+5+4+1+1+1)
3º – Brekelé (Escola Naval) – 18 pp (2+5+2+1+5+11+3)
4º – Fram (Felipe Aidar) – 19 pp (3+3+4+3+3+3+5)
5º – Jazz (Valéria Ravanni) – 21 pp (6+2+1+5+2+5+6)

RGS B – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Tangaroa (James Bellini) – 7 pp (3+1+1+1+1+1+2)
2º – Revanche (Celso Faria) – 20 pp (10+2+4+2+3+4+5)
3º – Sereloco (Marcelo Cabral) – 23 (8+3+3+12+5+3+1)
4º – Palmares (José Romariz) – 23 pp (1+5+6+4+4+9+3)
5º – BL3 (Clauberto Andrade) – 23 pp (7+7+2+3+2+2+9)

RGS C – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 6 pp (1+1+1+1+1+1+1)
2o – Xiliki (Flávio Cantanhede)- 24 pp (2+2+20+4+5+6+5)
3º – Azulão (Marcello Polônio) – 25 pp (5+3+2+2+10+11+3)
4º – Santeria (Maurício Martins) – 33 pp (7+11+7+7+8+2+2)
5º – Ariel (Luis Pimenta) – 33 pp (4+4+4+8+4+9+10)

RGS Cruiser A – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) – 9 pp (2+4+2+1+1+1+2)
2º – For Sale (Décio Goldfarb) – 11 pp (4+2+1+2+2+3+1)
3º – Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) – 13 pp (1+1+3+3+3+2+3)
4º – Magaratz (Cláudio Birolini) – 27 pp (3+5+6+9+4+4+5)
5o – Jubarte 1 (Aldo Sani Jr.) – 34 pp (7+6+7+5+5+5+6)

RGS Cruiser B – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) – 6 pp (2+1+1+1+1+1+1)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 17 pp (3+2+2+2+4+9+4)
3º – Boccalupo (Cláudio Melaragno) – 19 pp (1+6+5+4+3+3+3)
4º – BL3 / Alísios Wind Náutica (Domingos Carelli Neto) – 20 pp (6+3+4+3+2+9+2)
5º – Austral (Antônio de Faria) – 25 (5+4+3+5+6+2+9)

Brasileiro de RGS – classificação final – 6 regatas, 1 descarte
1º Tangaroa (James Bellini) – 8 pp (4+1+3+1+1+2)
2º Mandinga (Jonas Penteado) – 19 pp (1+2+1+7+8+12)
3º Maria Preta (José Barreti) – 26 pp (11+17+2+2+2+9)
4º Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 26 pp (7+4+7+4+17+4)
5º Fram (Felipe Aidar) – 35 (10+6+9+5+12+5)

Premiação – No início da noite do sábado, os melhores barcos de cada classe participaram da premiação da 39a. edição da Rolex Ilhabela Sailing Week. Os três mais bem classificados receberam troféus e medalhas. Os comandantes das tripulações campeãs da S40 (Pajero/Eduardo Souza Ramos), HPE (SX4/Bond Girl/Rique Wanderley) e ORC Geral (Tomgape Touché/Ernesto Breda) receberam ainda um relógio Rolex Oyster Perpetual Milgauss.

Neto de Jacques Cousteau faz palestra no YCI – O ativista ambiental Phillip Cousteau Jr. fez uma palestra nesta sexta-feira (13) no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Neto do lendário documentarista Jacques Costeau, o correspondente da CNN falou sobre a importância da limpeza dos oceanos e da ajuda dos velejadores do mundo na preservação dos recursos. “Velejadores são um dos mais preocupados com o setor e por isso ajudam as pessoas próximas a cuidar do meio ambiente. Quem passa muito tempo nos oceanos, como os atletas da Rolex Ilhabela Sailing Week, interage muito com o meio e tem esse papel transformador.”

O norte-americano ressaltou que o Brasil pode liderar as questões ambientais no mundo. “O meio ambiente brasileiro é um tesouro e espero explorar sua diversidade ainda mais. O governo brasileiro deve ficar atento quanto ao código florestal e a preservação de seus recursos hídricos. Outro ponto positivo é que o Brasil faz um trabalho fundamental para evitar o desmatamento, principalmente da Mata Atlântica”, relata. Phillip Costeau Jr. esteve, no mês passado, na Rio+20, evento com lideranças mundiais ocorrido na capital fluminense.

Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios ouro da Mitsubishi Motors e da Semp Toshiba e prata do Bradesco Private. O evento tem apoios da Marinha do Brasil, da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), das Classes ORC, S40, HPE, C30 e BRA-RGS, e parcerias da Prefeitura Municipal de Ilhabela (PMI), do Yacht Club Argentino (YCA), e da Brancante Seguros. A organização, sede e a realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Da ZDL Comunicação

Equipe Brasileira de Vela embarca para Inglaterra em busca de medalhas

Brasil será representado por nove velejadores nos Jogos Olímpicos de Londres/2012. Regatas serão disputadas em Weymouth

São Paulo (SP) – A Equipe Brasileira de Vela, que disputará os Jogos Olímpicos de Londres/2012 a partir do dia 28 de julho, viaja em cinco grupos para a Inglaterra. A modalidade, que trouxe o maior número de medalhas da história (16), terá nove representantes na raia de Weymouth, local das regatas. O único que está na Europa é o bicampeão olímpico Robert Scheidt. O parceiro dele na classe Star , Bruno Prada, segue neste domingo (15), às 23h55, para a Inglaterra. O proeiro está no litoral norte de São Paulo disputando a Rolex Ilhabela Sailing Week.

“Usei a reta final de preparação olímpica para descansar com minha família e velejar em uma outra classe (HPE). São mais de 20 meses de preparação e estamos prontos para brigar pela medalha”, diz Bruno Prada. Outros dois atletas partem no mesmo voo de Guarulhos (SP): Adriana Kostiw (Laser Radial) e Jorge Zarif (Finn). No mesmo dia, só que do Galeão (RJ), às 20h05, viaja a representante de RS:X, Patrícia Freitas.

Na segunda-feira (16), também às 23h55 de Garulhos, é a vez da dupla gaúcha de 470 Fernanda Oliveira e Ana Barbachan viajar para o país dos Jogos. “Claro que a ansiedade toma a conta nessas horas. No meu caso é ainda maior, já que farei a minha estreia nos Jogos. Mas a preparação foi bem feita e estamos prontas”, revela Ana Barbachan.

O experiente velejador Ricardo ‘Bimba’ Winicki viaja na terça-feira (17), às 20h05, do Rio de Janeiro (RJ). O atleta da classe RS:X foi um dos que treinou no mês passado em Weymouth para testar a raia olímpica. “Fiz os últimos ajustes nesse período de treinos e pude me adaptar ainda mais ao local.O nível da RS:X está altíssimo com, pelo menos, 11 atletas brigando por pódio”.

O último a deixar o Brasil será Bruno Fontes, que viaja no sábado (21), às 23h55, de Guarulhos. O atleta da Laser fará sua preparação final na capital catarinense antes das disputas. “Agora é reta final. O período de preparação em Weymouth foi muito bom e agora preciso ajustar alguns detalhes para chegar 100% na Olimpíada”, afirma.

A vela nas Olimpíadas – Como é comum nas Olimpíadas, a competição de vela não será na cidade-sede dos Jogos de Londres. As regatas estão marcadas para a cidade de Weymouth, na costa sul da Inglaterra. O local é a sede da Academia Nacional de Vela, o principal centro da modalidade no País.

A disputa começa no dia 29 de julho e termina apenas no dia 11 de agosto, com a final do Match Race feminino. As medal races para as demais classes serão realizadas entre os dias 5 e 9 de agosto.

Equipe Brasileira de Vela:

Classe 470 feminino
Fernanda Oliveira (19/12/1980) e Ana Barbachan(15/08/1989)
Velejadora gaúcha, Fernanda vai disputar sua quarta edição das Olimpíadas. Em Pequim/2008, ao lado de Isabel Swan, ela conquistou o bronze, a primeira medalha da vela feminina brasileira em Jogos Olímpicos. Em Londres/20012, ela velejará com nova parceira, a também gaúcha Ana Barbachan. As duas estão em décimo lugar no ranking mundial da classe 470 feminina, melhor colocação da carreira da dupla.

Finn
Jorginho Zarif (30/09/1992)
Aos 19 anos, Jorginho é o mais jovem atleta da vela brasileira em Londres. Vindo de uma família de velejadores, ele ficou próximo da vaga olímpica em Pequim/2008, mas acabou em segundo lugar na seletiva nacional. Mais experiente, em 2012 ele não deu chances aos rivais. Campeão mundial júnior em 2009, é apontado como grande revelação da vela brasileira e já foi elogiado pelo tricampeão olímpico inglês Ben Ainslie.

Laser
Bruno Fontes (25/09/1979)
O catarinense é o atual vice-líder do ranking mundial da classe Laser, após atuações regulares desde o ano passado. Os Jogos de Londres serão sua segunda experiência olímpica, após a estreia em Pequim/2008 em 27º lugar. Em 2012, seu melhor resultado foi o vice-campeonato na Semana Olímpica de Miami, nos EUA, etapa dos EUA da Copa do Mundo de vela da Isaf.

Laser Radial
Adriana Kostiw (16/03/1974)
Velejadora paulista, Adriana vai disputar em Londres sua segunda Olimpíada. A estreia foi em 2004, ao lado de Fernanda Oliveira na classe 470 – as duas terminaram em 17º lugar. Desde então, ela mudou para a classe Laser Radial. Conquistou a vaga para o Brasil no Mundial de Perth, em dezembro, e confirmou a vaga na seletiva brasileira, em Búzios, em fevereiro.

RS:X feminina
Patricia Freitas(10/03/1990)
A windsurfista carioca é uma das atletas em ascensão da equipe nacional. Disputou os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando ficou em 18º lugar, e, no ano passado, garantiu a vaga olímpica para o Brasil no Mundial de Perth. Em 2011, ficou entre as 15 primeiras em todas as etapas da Copa do Mundo que disputou, incluindo um sexto lugar em Miami, nos EUA, e um oitavo em Medemblik, na Holanda. Na Semana Pré-Olímpica de Weymouth, no ano passado, foi a 11ª.

RS:X masculina
Ricardo Winicki, o Bimba (08/05/1980)
Um dos maios experientes da equipe, Bimba vai disputar sua quarta Olimpíada. Ele foi campeão mundial em 2007 e chega aos Jogos de Londres após meses de preparação específica para as condições de Weymouth. Em abril, por exemplo, ele trouxe ao Brasil o português João Rodrigues para treinar em Búzios. Sua melhor participação olímpica aconteceu em 2004, quando ele foi o quarto colocado.

Star
Robert Scheidt (15/04/1973) e Bruno Prada (31/07/1971)
Maiores estrelas da equipe brasileira, Robert e Prada chegam em grande momento à reta final para os Jogos de Londres. Eles acabaram de conquistar o tricampeonato mundial da classe Star, inédito no Brasil, e vêm de 12 títulos nos últimos 13 eventos disputados desde maio de 2011. Esta será a quinta Olimpíada de Scheidt, que já conquistou quatro medalhas (dois ouros e duas pratas), e a segunda de Prada, que levou uma medalha (prata). Em Weymouth, os dois vão defender o vice-campeonato olímpico conquistado em Pequim/2008.

Da ZDL

Projeto Grael lança novo site: mais interatividade e integração às redes sociais

Portal foi doado pela agência de publicidade Genoa Propaganda

O Projeto Grael – organização social criada pelos velejadores olímpicos Torben e Lars Grael e Marcelo Ferreira – lançou, nesta sexta-feira (13), o novo site (www.projetograel.org.br).  O lançamento ocorreu junto à formatura das turmas do primeiro semestre. A criação do novo site foi uma doação da agência Genoa Propaganda. Como retribuição, o Projeto Grael presenteou a empresa com uma minitatura (de cerca de 50cm de comprimento) de um barco a vela autografadopelos velejadores  e irmãos Axel, Torben e Lars Grael.

Mais interativo e totalmente integrado às redes sociais, o novo site poderá ainda ser visualizado em qualquer navegador e sistema operacional, como computadores de mesa e equipamentos mobile.

O novo design permite uma navegabilidade com menos cliques e de fácil navegação. O menu, localizado no topo do site, permite que todo o conteúdo seja acessado com apenas um clique. O desenvolvimento do site teve como desafio torná-lo mais visível ao público, com um conteúdo que pode se propagar livremente pela web 2.0 e alcançar um maior número de pessoas.

“O foco da agência foi criar um design que proporcione ao visitante uma experiência de imersão no Projeto Grael. A cada página, uma fotografia atraente e com boa definição éexibida no topo, criando uma exposição virtual que, além de trazer vida, estimula a navegação por todo o conteúdo”, explicou André Cantuária, sócio e diretor de criação da Genoa Propaganda.

Outro destaque do novo site é a galeria multimídia, também integrada às redes sociais. A galeria de imagens do portal está sincronizada com a biblioteca do Picasa.  Dessa forma, é possível navegar pelos álbuns de fotografias do Picasa dentro do próprio site.

da assessoria

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