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Jorginho é o mais jovem atleta brasileiro em Londres

Jorginho Zarif, o filho do Guga, faz estreia olímpica aos 19 anos em Weymouth

Com apenas 19 anos, Jorginho é apontado como esperança para Rio-2016. Ídolos da vela mundial elogiam garoto com ADN de campeão

Jorginho Zarif tem apenas 19 anos e terá a chance de disputar a Olimpíada pela primeira vez. Já em Weymouth, sede das regatas dos Jogos de 2012, o caçula da delegação brasileira – entre as mulheres a mais jovem é a canoista Ana Vargas, de 16 anos – é visto com outros olhos pelos adversários, incluindo o britânico tricampeão olímpico Ben Ainslie. Na competição mais importante do planeta, que começa em 10 dias, o velejador é apontado como uma revelação e com enorme potencial para evoluir. O representante nacional da classe Finn terá a chance de aprender com os tops da categoria e usar esse conhecimento na Olimpíada de 2016, que será disputada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ), quando poderá ser uma das esperanças de medalha do País.

Campeão mundial júnior em 2009, Jorginho passou por uma série de treinamentos específicos, que incluíam até o aumento de peso. A classe exige um biótipo mais avantajado, ou seja, 100 quilos pra cima. Ele tem 1m92 de altura. “Aprendi muito durante o ciclo olímpico e fiz uma série de competições e treinos no exterior. Além disso, ganhei mais massa e fiz bastante musculação. Estou pronto para disputar a Olimpíada”, conta Jorginho Zarif.

Além de disputar o Mundial deste ano na Inglaterra, o jovem atleta chegou a fazer uma série de treinos com os medalhistas olímpicos Ben Ainslie e Rafa Trujilo (Espanha). Nesse período de quatro anos, o velejador melhorou a parte tática. “Eu melhorei bastante quando a regata apresentava vento forte. Hoje consigo acompanhar os melhores da classe. Posso dizer que estou mais veloz”.

O esforço rendeu elogios do maior nome da classe atualmente. “Ele é um jovem promissor, que vem melhorando seus resultados nas últimas temporadas. Acredito que o Jorge se tornará um dos melhores do mundo no futuro”, revela Ben Ainslie, tricampeão olímpico, famoso no Brasil por rivalizar com Robert Scheidt na classe Laser.

Além dele, o colega de equipe, Bruno Prada, que também velejou de Finn antes de fazer dupla com Robert Scheidt, aponta o garoto como grande promessa. “Ele evoluiu muito do ano passado pra cá. Se ele ficar entre os 13 do mundo será uma vitória para a classe Finn. O Jorginho é muito novo e tem tudo pra melhorar”.

O representante brasileiro da Finn segue a trajetória do pai, considerado um dos maiores nomes da vela nacional. Jorge Zarif Neto, que disputou os Jogos de Los Angeles/84 e Seul/88, faleceu em 2008. Guga Zarif, como era chamado, se destacou também na vela de oceano e sempre incentivou o garoto a praticar a vela desde o Optimist, passando pela Laser e agora na Finn.

Jorge Zarif foi um dos primeiros a chegar em Weymouth nesta segunda-feira (16) e já faz treinos na raia da Grã-Bretanha. No mesmo voo de São Paulo desembarcaram na terra dos Jogos Bruno Prada (Star) e Adriana Kostiw (Laser). A atleta da RS:X Patrícia Freitas saiu do Rio de Janeiro também já está na cidade das competições de vela. Na terça-feira (17), foi a vez da dupla de 470, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan. Na quarta (18), chegou Ricardo ‘Bimba Winicki (RS:X). O último brasileiro da vela a aparecer na Inglaterra será Bruno Fontes (Laser), no domingo (22).

Da ZDL Comunicação

Com vídeo: Russos lideram a penúltima etapa do Tour de RC44 2012

Começaram nesta quarta-feira em Marstrand, na Suécia, as disputas da penúltima etapa do tour de RC44 2012. O vento em torno dos 15 nós e o céu azul com muito sol foram o cenário perfeito para as primeiras regatas do match race. Bom para os russos do Synergy Russian Sailing Team, que lideram a competição também no acumulado. Em Marstrand eles dividem a liderança com os compatriotas do Team Nika. As disputas continuam nesta quinta-feira com a semi e a final. De sexta até domingo serão disputadas as regatas de flotilha.

Rodrigo Luz estreia entre os dez no Mundial de Optmist

Começou nesta quarta-feira na República Dominicana o Mundial de Optimist. Rodrigo Luz foi o melhor brasileiro após duas regatas e ocupa a sexta colocação, empatado com o finlandês Jacob Von Koskull. Gabriel Elstrodt também teve um bom resultado, acabando o dia na 10ª colocação. A líder é Elisa Yokoyama, de Cingapura. Os outros brasileiros na competição são Leonardo Lombardi (25), Thiago Ribas (96) e Felipe Santa Rita (132).

Com vídeo: Organização divulga o formato da America´s Cup World Series 2012-13

A partir do dia 21 de agosto as oito equipes que participam da America´s Cup World Series estarão alinhadas novamente em São Francisco, desta vez para a disputa da primeira etapa 2012-13. O evento terá cinco dias de competições, finalizando com o Super Domingo. A programação será a seguinte:

quarta-feira: Match Racing
quinta-feira: duas regatas de flotilha/ qualificação do Match Racing
sexta-feira: duas regatas de flotilha/ qualificação do Match Racing
sábado: duas regatas de flotilha/ qualificação do Match Racing
domingo: semi e final do Match Racing/ ACWS Championship Fleet Race

Os pontos ganhos no Super Domingo serão acumulados no decorrer do campeonato para determinar quem será o campeão. Os pontos do Match Race somados também determinarão o campeão do Match Race. Para aquelas equipes que serão desafiantes da Copa América, estes pontos darão uma vantagem no começo da Louis Vuitton Cup, disputada em 2013.

Mundial da Juventude: Brasil tem quatro chances de medalha

Garotada compete em Dublin e pode ampliar coleção de medalhas no campeonato. Restam mais três regatas para o final

São Paulo (SP) – Os representantes brasileiros no Mundial da Juventude da ISAF, que está sendo disputado em Dublin na Irlanda, estão entres os primeiros colocados em quatro classes (420, Laser Radial, RS:X e SL16). Os atletas de até 19 anos já correram nove regatas ao todo e restam mais três, que serão disputadas até a sexta-feira (20). A melhor média é a catarinense Maria Cristina Boabaid, que está em segundo lugar na classe Laser Radial, atrás apenas da sueca Julia Carlsson.

“Estou gostando muito do campeonato, sempre é uma ótima experiência competir com velejadores de todo mundo. Esse ano quero muito voltar com uma medalha pra casa, espero dar o meu melhor em todas as regatas restantes”, revela a brasileira, que soma 67 pontos perdidos contra 51 da líder.

Na versão masculina da Laser, João Oliveira é apenas o 16º colocado com remotas chances de pódio. “O campeonato tem um nível muito alto e as condições muito difíceis com nuvens constantes e vento muito rondado. As largadas são muito difíceis e esta complicado conseguir um bom posicionamento. Pretendo andar entre os 10 nas próximas regatas, torcendo para termos ventos fortes, pois esta é a minha condição favorita”, relata o garoto.

No 420 masculino, após nove regatas e um descarte, Ricardo Paranhos/Patrick Essle estão em quarto com 66 pontos perdidos e podem ganhar medalha. “Começamos o campeonato mal, pois não acertávamos os contraventos. Mas com o tempo estamos assimilando a raia e daqui para frente a tendência é melhorar. Nosso objetivo é terminar o evento no top 5”, conta Ricardo Paranhos. Na mesma categoria, só que no feminino, a dupla Viviam Alencastro/Marcela Moura está em 17º com 113 pontos perdidos .

Na SL16, os atuais campeões da Juventude Martin Low e Kim Vidal ocupam a quarta colocação com 30 pontos perdidos. Com início irregular, a dupla se recuperou e fez segundo lugar nas últimas três regatas. “O campeonato esta muito difícil, pois todas as equipes estão muito treinadas, mas acho que dá para melhorar e vamos trabalhar firme para isso”, diz Kim Vidal.

Na RS:X, Yago Carvalho está em 8º com 52 pontos perdidos. Mesmo assim, o brasileiro pode alcançar a zona de medalha, já que o terceiro na tabela, Michael Cheng, de Hong Kong, tem 49 pontos perdidos. Na versão feminina, Wendy Soares ocupa a 21ª colocada com 160 pontos perdidos.

Na 29er, os brasileiros Antônio Aranha e Phillip Essle estão em 22º com 152 pontos perdidos. “O campeonato é muito legal e estamos aqui para ganhar experiência, pois este é um dos primeiros eventos internacionais que estamos participando e estamos leves, o que dificulta bastante”, explica Aranha.

As medalhas do Mundial da Juventude da ISAF:
Ouro – Robert Scheidt – Laser – 1991 – Largs (Escócia)
Ouro – Ricardo Winicki – Mistral – 1997 – Fukuoka (Japão)
Ouro – Ricardo Winicki – Mistral – 1998 – Cidade do Cabo (África do Sul)
Ouro – Martine Grael/Kahena Kunze – 420 – 2009 – Búzios (Brasil)
Ouro – Martin Lowy /Kim Vidal – SL16 – 2011 – Zadar (Croácia)

Prata – Rodrigo Amado /Leonardo Santos – Laser II – 1994 – Marathon (Grécia) –
Prata – Bruno Vilela Frey/ Ricieri Vidal Marchi – Hobie Cat 16Spin, Open – 2006 – Weymouth (Inglaterra)

Bronze – Andre Cahu /Victor de Azevedo Costa – HobieCat 16- 1998 – Cidade do Cabo (África do Sul)
Bronze – Mariana Basilio/Gabriela Biekarck – 420 – 2005 – Busan (Coréia do Sul)
Bronze – Marcos Adler/Bruno Leal Faria – 420 – 2006 – Weymouth(Inglaterra)
Bronze – Patricia Freitas – RS:X – 2008 – Aarhus (Dinamarca)
Bronze – Jorge Renato Amaral – RS:X – 2009 – Búzios (Brasil)

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