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Resumito: Inglaterra vence batalha de Weymouth hoje, mas a guerra ainda não acabou. Outro papo: Joyon estraçalha recorde mais uma vez.

Com a faca nos dentes hoje, Robert e Bruno se safaram de um dia que poderia ter sido desastroso. Amanhã tem mais!! Pra cima deles alemão!!

Boa tarde, londrino companheiro de olímpiadas sem fim. Eis-me aqui em mais uma missiva resumística, direto da maravilhosa cidade que abrigará 2016, compartilhando as informações de nosso esporte tão maltratado pela mídia geral.

Antes, porém, não resisto e já dou uma da vela de oceano. O incrível Francis Joyon, o francês, que detém o recorde solitário da da volta ao mundo (57 dias) e têm o terceiro melhor tempo absoluto da história(!!), bateu mais um. Ele singrou, solito, 668 milhas (1.237km) no seu trimarã IDEC à uma média de 27,83 nós. Caaaracaaa!!

Bem, voltando à terra do cimento Portland (é sério!) e sua linda vizinha Weymouth. Hoje foi dia super hiper mega power nas águas do canal da Mancha. As duas classes mais técnicas e prestigiadas (a Isaf parece que não sabe disso…) da Vela de monotipos, Star e Finn, tiveram batalhas incríveis nesta quinta-feira de meu Deus.

Nas estrelas, como você e o Edu, de Cabo Frio, estão carecas de saber, a guerra naval envolve uma nave verde e amarela. No Finn, a coisa é com a Dinamarca. Os contendores – imperialistas! – são sempre os britânicos. Humpf!

No Star, a coisa foi simplesmente adrenalizante. Robert Scheidt e Bruno Prada, fizeram duas regatas de recuperação para se manter na posição de prata, mas sofreram sérios ataques nos dois flancos. À frente, Ian Percy e Andrew Simpson (GBR) em dia de primeiro e segundo. Atrás, com um primeiro e um quarto, os almirantes suecos Fredie Loof e Max Salminem, empataram o jogo.

Na primeira boia do dia, a dupla brasuca montou em 15º (penúltimo) e com a garra e competência que só os grandes do esporte têm, galgaram posições até chegar em terceiro na primeira prova, atrás apenas de ingleses e polacos. Na segunda do dia, quase o mesmo: primeira boia em 10º, luta feroz, muita disposição e chegada em quinto.

Agora, a parceria tricampeã mundial, sino-prateada em 2008 e líder do ranking do Star, tem 22 pontinhos, o mesmo que os suecos que perdem no desempate e ocupam o terceiro posto. Para gáudio dos espectadores locais e dos narradores da BBC (ô irritação!!) o British Team tem 13 pontos e ganha precioso espaço nesta reta final rumo ao ouro.

No entanto, na flotilha de mais alto nível de todas, a coisa sempre pode mudar e amanhã teremos mais duas provas para fechar a fase classificatória e partir para a Medal Race no domingo, onde os pontos são dobrados e só os dez primeiros correm. Vamos torcer, meu povo!!

Hoje, é descanso para os laseres, mas não posso deixar de comentar aqui (já que ontem não rolou cartinha) a queda de rendimento, da estrela em ascensão Annalise Murphy, da Irlanda. Depois de vencer as quatro primeiras, a moça conseguiu se enterrar nas duas regatas de ontem (em termos, claro).

Explicações místico-pessimistas diriam que foi a energia negativa do olho grande geral depois que ela fez todas as manchetes do mundo. Os místicos-positivos devem achar que foi a energia do planeta balanceando as coisas depois de tantos triunfos seguidos.

Os freudianos, sabendo que o mastro é um evidente símbolo fálico, podem dizer que foi a inveja do pênis, já que papai treinou (e papou) mamãe olímpica no passado. Os escribas, como eu, não sabem nada… Mas registram o fato de que com um 8º e um 19º ontem, a concorrência belga agradece e comemora estar agora a apenas dois pontos da liderança na Laser Radial, que ainda é de Murphy. A velejadora, não a lei. Que fique claro!

Voltemos ao presente.  Na classe Finn o irado (eu estava em Perth) ídolo inglês Ben Ainslie – outro, além de Robert Scheidt, que deve alcançar Torben Grael em número de medalhas olímpicas, cinco –, está em disputa feroz com o dinamarquês Jonas Høgh-Christensen.

O britânico Carlos Benedito Ainslie, venceu a primeira regata de hoje e viu o rival chegar em oitavo. Na segunda, Ainslie foi terceiro e Høgh-Christensen quarto. Sendo assim, no topo da súmula consta ainda o danês com 18 pontos, mas o inglês com 21 vem babando. O croata tem 34 pontos em terceiro. Fervendo!

Nosso bebeólico zarifinho, o atleta mais novo de Pindorama na excursão londrina, mandou sua melhor regata hoje, 14º na primeira do dia. Quem se ligou na RMC, a Rede Manza de Comunicações, no www.murillonovaes.com, feici, tuiti, etc. viu que na segunda prova Jorginho fez um 21º e agora ocupa a 19ª posição com 121 pontos. Assim como o Star, o Finn termina a série de 10 regatas amanhã, só que a Medal Race deles é no sábado. Vai ser bonito!

Na RS:X feminina, Patrícia Freitas, a mulher que manda no seu Jorge, fez um 13º e um 17º hoje e já com o único descarte computado, está na 14ª posição com 67 pontos. A incrível Marina Alabau (ESP) lidera com 7 pontos perdidos, Zofia Noceti-klepacka  da Polônia tem 12 e a israelense  Lee-el Korsiz (não confundir com El-Al, embora as duas voem) tem 15 pontos.

Na RS:X masculina, Ricardo “Bimba” Winicki, teve um dia ruim hoje. Com um 14º e um 22º, Zibimba se afastou da zona da Medal Race e está agora em 14º geral, depois de 6 regatas, com 66 pontos, já descontado o descarte. O holandês Van Rijsselberge lidera com 6 pontos. Germânia, 17 pontos; Polônia, 19 pontos, e Inglaterra, 19 pontos, estão por ali, emboladas no caminho que leva aos degraus do pódio. Amanhã rola folguinha pros prancheiros, machos e fêmeas!

Na parte desbrasucada do torneio olímpico, hoje rolou a estreia do 470 masculino (Calma! Fernandinha e Ana estreiam amanhã, no 470F) e com duas regatas, claro, os inglese lideram, seguidos por Áustria e Finlândia. No 49er, já rolaram oito de 15 regatas e, por enquanto, a Union Jack está na três bandeiras do pódio. Pela ordem: Austrália, Grã-Bretanha e Nova Zelândia lideram. Os tugas Xico Rebello de Andrade e Bernardo Freitas continuam em quarto geral, ó pá! Go Tugs!! Ou em português castiço: vão rebocadores!!

No match race feminino, o trio da australopiteca cangurulândia, Price/Curtis/Whitty continua 100% com 10 vitórias em 10 matchs! Caraca! As russas estão com 8 vitórias em 9 matchs e as hispanas com 7 em 10. E amanhã é descanso para a mulherada pegar um frio na praia de veraneio do sul da Grande-Bretanha. E isso é tudo para o momento!

Fui!! Sem mais…

 Murillo Novaes

 

 

Foto do dia nas Olimpíadas de Londres

Nathan Outteridge usa máscara e snorkel. Os líderes da 49er capotaram na regata desta terça-feira e o timoneiro quis garantir um belo mergulho caso isso acontecesse novamente nesta quarta.

Táticos fazem a diferença na Mitsubishi Sailing Cup

Terceira temporada da competição conta com nomes como Vasco Vascotto, Mariano “Cole” Parada e Chris Larson

Muito mais do que força, a estratégia é fundamental para a conquista de bons resultados nos esportes a vela, principalmente em competições tão equilibradas como a Mitsubishi Sailing Cup. E é neste momento que entra o tático. O velejador responsável por essa função é, quase sempre, decisivo durante as regatas, já que é ele quem indica o que a tripulação deve fazer e qual o momento adequado para isso.

“A função do tático é definir as ações que o veleiro fará durante a regata. Além disso, somos responsáveis por coordenar o barco quanto à passagem em marcações na água e prestar atenção nos veleiros ao nosso redor”, explica norte-americano Chris Larson, tático do veleiro chileno Santanter.

Além do conhecimento necessário dos veleiros adversários, em competições como a Mitsubishi Sailing Cup, em que todas as embarcações são exatamente iguais (monotipos), a experiência em relação às condições da velejada, como direção do vento, rajada e maré, podem ser decisivas para ganhar posições.

“A função do tático é muito importante e, por isso, você tem que ter uma experiência muito grande para julgar da maneira correta não só onde os outros barcos estão indo, mas também se esse é o melhor caminho de acordo com os ventos. É um trabalho difícil”, afirma Vasco Vascotto, tático do veleiro Lancer Evo e 18 vezes campeão mundial de vela.

Escolha certeira – Na primeira etapa da Mitsubishi Sailing Cup, realizada no mês de julho, em Ilhabela (SP), um exemplo prático da importância do tático pode ser visto na definição do título da classe S40. A disputa entre os irmãos Mariano “Cole” Parada, do argentino Patagônia, e Guillermo Parada, do chileno Pisco Sour, foi decidida apenas na última regata.

As embarcações tiveram uma luta muito acirrada durante quase toda a regata barla-sota, mas, na metade da segunda perna, o veleiro argentino teve um problema e acabou caindo para a 12ª colocação, lugar que o faria perder o título. Nos últimos metros antes da linha de chegada, uma manobra bastante ousada da tripulação fez com que o barco ganhasse duas posições, conquistando o troféu da primeira etapa.

“Na última regata em Ilhabela, fizemos uma prova pensando na regra. No entanto, tivemos um problema com outro barco e o Pisco Sour conseguiu sair de nossa marcação. Nesse momento, eles ficaram muito perto de nos derrotar, mas conseguimos fazer uma manobra bem no final e recuperar as posições necessárias para ficar com o título”, lembra o tático do Patagonia e hexacampeão mundial de vela, Mariano “Cole” Parada. “Estamos agora na expectativa para a etapa final, em Búzios”, completa.

Da assessoria

Francis Joyon bate o recorde de singradura em solitário

O multi mais rápido do mundo com apenas uma pessoa a bordo

O francês Francis Joyon acaba de estabelecer o novo recorde de singradura em solitário. Entre segunda e terça-feira ele velejou nada menos que 668 milhas a bordo do maxitrimarã Idec. A média de velocidade do barco foi de 27,83 nós. O antigo recorde pertencia a Thomas Coville e era de 628,5 milhas. Joyon partiu na última sexta-feira de La Trinité-sur-Mer rumo aos Açores em busca de condições ideais para estabelecer a nova marca.

“Eu estaria muito feliz se tivesse conseguido bater o recorde por algumas milhas, mas quase 40 milhas! Estou em êxtase. Estou particularmente feliz, pois não tinha velejado muito desde o ano passado, quando eu capotei durante a tentativa de quebra de recorde da travessia do Atlântico”, disse ele.

Com vídeo: Projeto Match Race Veleiros do Sul treina jovens velejadores em barcos olímpicos em Porto Alegre

VSD
Nesta Olimpíada de 2012 as disputas nos barcos Elliots 6m em Weymouth estão dando uma mostra da modalidade match race ao mundo. Classe olímpica estreante, o match race conta com doze equipes femininas compostas por três velejadoras que disputam regatas rápidas uma contra a outra, até que a melhor chegue à medalha de ouro.

Categoria da vela já difundida em todos os continentes, o match race conta com circuito profissional. Ele exige conhecimentos táticos, domínio de barco, conhecimentos de regras da vela. Com a intenção de difundir a classe no país e formar velejadores que se destaquem na modalidade, o Veleiros do Sul inovou e adquiriu barcos Elliotts 6m.

Neste anos o clube lançou o Projeto Match Race do Veleiros do Sul para formar talentos para a classe que é uma das mais competitivas da vela. Para isso, contou com o apoio das empresas Marcopolo, Randon, Banrisul, Vipal e Ritter, através da Lei de Incentivo ao Esporte, do Governo Federal.

Com treinamentos práticos — que não param mesmo com o frio, são feitos na água nas terças e quintas-feiras das 14h às 18h e aos sábados e domingos das 9h às 12h —, além de preparamento físico e técnico, os jovens velejadores são acompanhados de perto por profissionais que dão a eles total suporte para que possam se desenvolver plenamente no esporte. Informações e inscrições para adesão aos treinos do Projeto Match Race podem ser feitos pelo e-mail esportiva@vds.com.br .

Scheidt e Prada usam folga para cuidar da saúde e dos equipamentos

Tricampeões mundiais da Star estão na vice-liderança da competição, que será retomada nesta quinta-feira

O técnico Luca Modena registrou a dupla em momento relax

São Paulo – Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada aproveitaram a pausa nas regatas da Star, nesta quarta-feira (1/8), para cuidar da saúde e do barco e voltar com força total à disputa, na quinta, quando o campeonato recomeça. Tricampeões mundiais da classe, os dois estão na vice-liderança, com 14 pontos perdidos, apenas quatro a mais que os líderes, os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson.

Bruno Prada, que completou 41 anos nesta terça-feira, optou por fazer fisioterapia na lombar e no joelho, para velejar mais tranqüilo em busca do ouro. “Não é nada sério, só para evitar o cansaço mesmo”, garante. Já Robert Scheidt preferiu descansar e fazer a manutenção dos equipamentos do barco.

Apesar de ser um dia sem regatas a dupla continua focada em busca do ouro olímpico. “Qualquer deslize numa competição destas pode ser fatal. Não podemos perder o foco e acredito que tudo será decidido na Medal Race”, completou Bruno.

A dupla brasileira ganhou mais confiança na competição após as disputas desta terça-feira, quando conquistaram um 2º e um 1º lugar, nesta última superando os ingleses, seus maiores rivais, num duelo muito acirrado. As quatro últimas regatas serão realizadas na quinta e na sexta-feira. Após mais uma folga, no sábado, os dez primeiros colocados voltam para a água para a disputa da Medal Race, que tem pontuação dobrada e não pode ser descartada.

Resultados após seis regatas e um descarte
1. Iain Percy e Andrew Simpson, GBR, [(11)+2+3+2+1+2], 10 pontos perdidos
2. Robert Scheidt e Bruno Prada, BRA, [4+1+(9)+6+2+1], 14 pp
3. Fredrik Loof e Max Salminen, SUE, [(10)+4+4+1+5+3], 17 pp
4. Eividin Melleby e Petter Pedersen, NOR, [7+5+2+4+(16)+11], 29 pp
5. Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, POL, [9+3+(12)+10+3+4], 29 pp

Adriana Kostiw segue na 21ª colocação na Laser Radial

Velejadora brasileira mostrou adaptação aos ventos fracos e teve bom desempenho na segunda regata do dia

Adriana não está conseguindo se adaptar ao vento de Weymouth

São Paulo – A velejadora Adriana Kostiw segue na 21ª colocação da Laser Radial, após as duas regatas desta quarta-feira (1/8). Em dia de ventos fracos a moderados, a brasileira fez um 25º e um 17º lugar e soma agora 127 pontos perdidos, já com o descarte do pior resultado. A liderança continua nas mãos da irlandesa Annalise Murphy, com 12 pontos perdidos.

Com ventos de 14 nós no início da manhã, Adriana começou bem a primeira regata e alcançou a 17ª posição. Mas a diminuição das rajadas para 12 nós, ao longo da disputa, prejudicou a brasileira, que terminou na 25ª colocação.

O clima não mudou na segunda regata do dia, e a raia da Laser Radial apresentou, em alguns pontos, os chamados “buracos de vento”, onde ele fica ainda mais fraco. Mas Adriana se mostrou mais adaptada a essa condição, em que não é especialista. A velejadora, que tem patrocínio da AON, Lorenzetti e Veet e apoio da Alatur Turismo, por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, terminou a disputa na 18ª colocação, logo à frente da atual líder da competição.

O bom desempenho de Adriana Kostiw, tanto quanto o da líder, a irlandesa Murphy (8ª e 19ª nas regatas desta quarta-feira), reforça ainda a característica da Laser Radial como uma das classes mais competitivas desta Olimpíada, conforme apontado pela Federação Internacional de Vela (ISAF).

A quinta-feira será dia de descanso para as velejadoras da Laser Radial, que voltam à raia na sexta-feira. A Medal Race, regata com pontuação dobrada em que participam apenas as dez primeiras colocadas, será disputada na segunda-feira (6/8).

Adriana Kostiw está na Equipe Brasileira de Vela, que é patrocinada pelo Bradesco e tem o apoio do COB – Comitê Olímpico Brasileiro e do COB – Comitê Olímpico Brasileiro.

Resultados após seis regatas e um descarte:
1. Annalise Murphy, IRL, [1+1+1+1+8+(19)], 12 pontos perdidos
2. Evi Van Acker, BEL, [3+2+3+(8)+1+5], 14 pp
3. Marit Bowmeester, HOL, [(6)+3+4+5+6+1], 19 pp
4. Alison Young, ING, [7+10+2+2+2+(11)], 23 pp
5. Lijia Xu, CHI, [5+8+(11)+3+5+4], 25 pp
21. Adriana Kostiw, BRA, [11+15+27+(31)+25+17], 126 pp

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