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Resumito-ito: Scheidt e Prada garantem medalha na Star e decidem o ouro no domingo.

E Robertão 100% garantiu mais uma medalha brasileira nesta sexta. No domingo, ele e Bruno vão pra cima dos gringos descobrir a cor do embrulho do presente. Aguardem!

Dupla brasileira já têm, no mínimo, o bronze e Scheidt conquistou quinta medalha olímpica, tornando-se o maior vencedor do Brasil e da vela mundial ao lado de Torben Grael. Fernanda e Ana começam bem na 470

Queridíssimo amigo e mais que querida, linda, simpática, deliciosa amiga, transmitindo aqui do Rio, de janeiro e de todos os meses, direto da campanha para prefeita de minha querida Aspásia, vamos rapidinho informando o que rolou na londrina dois mil e dôzima Weymouth. E hoje foi dia quente no verão frio da terra da rainha. Como base, uso o sempre competente texto dórico da ZDL Assessoria, que o bicho tá pegando forte aqui no 43. Avisa que eu já vooou…. Tô escrevendoo!

Bem, comecemos pelas estrelas. A dupla Robert Scheidt e Bruno Prada garantiu nesta sexta-feira a medalha na classe Star antes mesmo da Medal Race (domingo, 9h da manhã). Os tricampeões mundiais, estão em segundo na classificação geral, com 26 pontos, e não podem mais ser alcançados pelos noruegueses Eivind Melleby e Petter Pedersen, em quarto com 53 pontos. Uhu!!

Iain Percy e Bart Simpson (GBR) com 18 pontos e Fredie Loof e Max Salminen da Suécia, com 30, também estão garantidas no pódio e resta saber qual será a cor da medalha de cada uma das três duplas. Situação, no mínimo, curiosa já que já conhecemos os seis personagens da foto do pódio, só não sabemos quem estará em qual degrau. Maneiro! Brunão Prada, o melhor proeiro de Star da atualidade, já mandou a letra: “Ficamos muito contentes com o resultado, mas não vamos nos acomodar. A raia onde será disputada a Medal Race é bem complicada, com vento bem rondado e tudo pode acontecer. Vamos entrar para ganhar”. Que ganhem!! Força na peruca Bruneca!!

As regatas de hoje mostraram porque as três duplas estão acima das demais. Na primeira prova, os brasileiros praticamente dominaram em todas as boias e cruzaram em primeiro, seguidos pelos suecos Loof e Salminen. Percy e Simpson, os locais, ficaram em quarto. Na última regata, porém, os súditos de Elizabeth recuperaram-se e dominaram completamente a prova, com Robert e Bruno tendo de fazer uma super regata de recuperação em que montaram a primeira boia em sétimo e terminaram em terceiro. Ufa!

A matemática para o ouro está difícil, mas não impossível. Com oito pontos atrás, Robert e Bruno precisam chegar quatro posições à frente dos ingleses na Medal Race, que só tem 10 barcos. “Os ingleses estão velejando bem de popa, por isso conseguem recuperar bem o final de prova. Nós estamos bem também, mas eles estão um pouco mais rápidos em todas as condições, o que, às vezes, fica muito difícil de segurar e acabamos esperando um erro deles, que ainda não aconteceu”, comentou Bruno.

Além de atacar os ingleses, os brasileiros devem se defender dos suecos, que estão quatro pontos atrás, em terceiro lugar. “O campeonato foi bastante equilibrado e o resultado é prova que eles velejaram bem e chegaram à disputa da medalha”, finaliza o proeirão que como timoneiro já faturou medalhinha Pan-Americana de Finn.

Com a bolacha de Londres garantida, Scheidt já se torna o maior medalhista olímpico do Brasil e da vela mundial em número de medalhas, cinco, junto a outros grandes nomes da história da Vela olímpica. Robert já tem quatro medalhas (duas de ouro e duas de prata) e tem garantida sua quinta, resta saber de qual cor. Torben Grael tem cinco medalhas olímpicas, sendo dois ouros, dois bronzes e uma prata. Ê brasilsão!!

Já o inglês Ben Ainslie, que hoje arrebentou no Finn, tem três ouros e uma prata, e já garantiu também sua quinta medalha. Apenas não sabemos a cor ainda. Ele está em segundo lugar, dois pontos atrás do dinamarquês Jonas Høgh-Christensen e se ganhar o ouro será o supremo deus do Olimpo vélico, já que o dinamarquês Paul Elvström, dono de quatro ouros (1948, 1952, 1956 e 1960) é, no ranking olímpico (onde ouro vale mais, depois prata, depois bronze) o maior de todos os tempos. Veremos!!

Nossa gaúcha bronzeada nas praias de Qingdao em 2008, vai tentar repetir o feito na Mancha. Fernandinha e Ana começaram bem hoje em Weymouth. Força e graça nas raias inglesas!

Esta sexta-feira foi dia de estreia da 470 feminina. As brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Barbachan começaram bem e estão entre as melhores após duas regatas. Na primeira, as gaúchas chegaram em 11º e depois conseguiram uma boa recuperação na segunda do dia, fechando em quinto. Na súmula, a dupla tem 16 pontos perdidos e está em sexto lugar. As britânicas Hannah Mills e Saskia Clark, favoritas, claro, estão em primeiro com sete pontos perdidos. Esse “tim gi bi” é duca!

“Por terem vencido o campeonato Mundial em maio e por estarem competindo em casa, a dupla britânica deve velejar com bastante pressão, mas tem feito resultados consistentes, conhece muito bem as raias, portanto é forte candidata a uma medalha”, explicou Fernandinha, que tenta seu segundo pódio olímpico, já que levou o bronze de Pequim para Porto Alegre em 2008.

Quem voltou a planar nas ondinhas da Mancha, foram os laseres. O Laser Standard e o Laser Radial tiveram mais duas regatas hoje, a 7ª e a 8ª da série classificatória. No masculino, Bruno Fontes agora tem poucas chances de entrar na Medal Race com apenas duas provas para o final. O catarina de boa cepa está em 14º com 25 pontos atrás do 10º colocado, o argentino Julio Alsogaray. O melhor desempenho até o momento é de Tom Slingsby, da Austrália. Seguido do cipriota Pavlos Kintides e de Tonci Stipanovic, da Croácia.

Já Adriana Kostiw está em 24º na Laser Radial após oito provas e um descarte. Na primeira do dia, a paulista acabou tomando bandeira preta logo na largada e foi desclassificada. Na segunda prova ela terminou em 26º. A brasileira soma 152 pontos perdidos e a liderança da categoria em Weymouth é da belga Evi Van Acker por um pontinho (23 pontos). Ela ultrapassou a sensação do começo dos jogos, Annalise Murphy, da Irlanda, que com um 2º e um 10º hoje, soma 24 pontos. A holandesa Marit Bouwmeester está em terceiro com 26 pontos. A lituana Gintare Scheidt, a patroa do homi, está em 7º geral com 55 pontos.

Para o brasileiro Jorge Zarif a Olimpíada 2012 chegou ao fim (podre essa…) É que nesta sexta-feira, o jovem finnista de 19 anos terminou sua participação weymouthiana em em 20º lugar, com 161 pontos perdidos. Em primeiro ainda está o dinamarquês Jonas Høgh-Christensen, seguido de muito perto pelo inglês Ben Ainslie, que fez manobra ousada hoje, já pensando na medal race de domingo (e não sábado, como escrevi erroneamente ontem).

Na segunda regata de hoje, Ben que vinha escancarado na frente percebeu que se diminuísse o passo poderia embolar com os de trás e atrapalhar o dinamarquês, então em segundo, e tentar colocar o holandês entre eles. Dito e feito. Agora, com apenas dois pontos de diferença entre os dois, para garantir o 4º ouro, basta para Ainslie chegar na frente de Høgh-Christensen (desde que não seja último ou penúltimo na medal race e que Postma, da Holanda não vença). Casca grossa!!

Amanhã, sábado, rolam mais duas regatas para Laser, RS:X e 470, machos e fêmeas. E no domingão duas medals de arrepiar: Star as 9h e Finn as 10h. Quem viver verá!!

Manhêee, acabei!!!!

Fui!!!

Murillo Novaes

Semana de Clássicos de Colonia 2012 acontece em setembro

Argentinos e Brasileiros estão mais amáveis do que nunca. E não, não é o espírito olímpico. É que os hermanos convidaram os brasileiros a participarem da Semana de Clássicos de Colonia 2012, organizada pela Associação Argentina de Veleiros Clássicos com a colaboração do Yacht Club Argentino e do Club Náutico San Isidro. O evento acontece nos dias 15, 16, 22 e 23 de setembro.

Classe RS:X processa Isaf por ficar fora do Rio 2016

A classe RS:X entrou com uma ação contra a Isaf depois que a entidade decidiu trocar a classe pela Kitesurf nas Olimpíadas do Rio 2016. Nesta quinta-feira a Federação divulgou uma nota lamentando o fato. Leia abaixo:

“A Federação Internacional de Vela (Isaf) foi notificada legalmente pela Associação Internacional da Clssse RS:X por conta de decisão tomada na reunião do Conselho da Isaf em maio de 2012 ao escolher o kiteboard para a competição de vela das Olimpíadas do Rio 2016.

A intenção da Isaf é de defender a decisão do Conselho, que foi tomada em concordância com a regulamentação da Isaf e com um processo de decisão pré-definido.

A Isaf espera que seja usado o processo normal de pedido para que o Conselho reconsidere as suas ações e está extremamente desapontada com o rumo que as ações foram tomadas, até porque, responder a ações judiciais incorre em um gasto substancial desnecessário tanto para a classe quanto para a Federação.” 

Com vídeo: Mais dois barcos completam a Transat Quebec-St Malo

Depois da chegada incrível do FenêtréA Cardinal 3, com direito a quebra de recorde, nesta quinta-feira a Transat Quebec-St Malo viu mais dois barcos cruzarem a linha em uma chegada emocionante. Apenas 21 minutos separaram o Défi Saint-Malo Agglo, segundo colocado, do Vers um Monde sans SIDA. Os dois barcos demoraram 11 dias e duas horas para completar a travessia. O próximo a chegar deverá ser o Vento di Sardegna, que está a menos de 200 milhas do final.

Energy Team poderá não disputar a Copa América

Equipe francesa cresceu muito em um ano de competição

Apesar de ter conseguido um bom resultado na temporada 2011-12 da America´s Cup World Series, a equipe francesa do Energy Team não quer levar adiante a sua campanha para a Copa América.O maior motivo é o alto custo de construção do AC72. A equipe afirma, no entanto, que continuará disputando as regatas da ACWS 2012-13 e que terá um time de jovens talentos na Youth America´s Cup, que será disputada em setembro de 2013.

Adriana Kostiw aproveita dia de folga para rever táticas de regata

Representante brasileira da Laser Radial conta com o apoio do técnico Bruno di Bernardi, que treina o companheiro de classe Bruno Fontes

Adriana e Blu em Weymouth

São Paulo – Apesar desta quinta-feira (2/8) ser dia de folga para a classe Laser Radial, a velejadora Adriana Kostiw não ficou parada. Ela se reuniu com a equipe técnica do Brasil para rever os vídeos das últimas regatas e analisar a previsão do tempo para os próximos dias. Adriana é 21ª colocada no acumulado da competição. A líder é a irlandesa Annalise Murphy.

Segundo o consultor de regras do Brasil Ricardo Lobato, esta análise é fundamental para que Adriana veleje melhor nas próximas regatas. “O Ken Campbell, que dá um suporte à meteorologia da Marinha do Brasil, confere nos vídeos se o lado previsto para entrar o vento foi mesmo aquele que favoreceu durante a regata. Com isso podemos chegar a resultados mais precisos nos próximos dias.”

Além de Ricardo e Ken, Adriana, que tem patrocínio da AON, Lorenzetti e Veet e apoio da Alatur Turismo, por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, também conta com o apoio do técnico Bruno di Bernardi, que treina o companheiro de classe Bruno Fontes. Ele também dá dicas sobre a raia, tais como qual o melhor lugar para largar e para qual lado seguir durante a prova.

Adriana volta para água nesta sexta-feira a partir das 9h35, horário de Brasília. A previsão é que sejam disputadas mais duas regatas por dia até sábado. Domingo será dia de folga e na segunda as dez primeiras colocadas voltam para a água para a disputa da medal race, que tem pontuação dobrada.

Resultados após seis regatas e um descarte:
1. Annalise Murphy, IRL, [1+1+1+1+8+(19)], 12 pontos perdidos
2. Evi Van Acker, BEL, [3+2+3+(8)+1+5], 14 pp
3. Marit Bowmeester, HOL, [(6)+3+4+5+6+1], 19 pp
4. Alison Young, ING, [7+10+2+2+2+(11)], 23 pp
5. Lijia Xu, CHI, [5+8+(11)+3+5+4], 25 pp
21. Adriana Kostiw, BRA, [11+15+27+(31)+25+17], 126 pp

Siga Adriana no Facebookwww.facebook.com/AdrianaKostiw

Scheidt e Prada seguem na liderança da Star

Brasileiros fizeram um terceiro e um quinto lugar nas disputas desta quinta-feira; fase classificatória termina nesta sexta

Carlo Borlenghi, o mestre da fotografia, está em Weymouth e registrou o esforço da dupla

São Paulo – Depois de quatro dias de competição, Robert Scheidt e Bruno Prada seguem na vice-liderança da Classe Star dos Jogos Olímpicos, em Weymouth. Os tricampeões mundiais fizeram um terceiro e um quinto lugares nas regatas desta quinta-feira (2/8), somando 22 pontos perdidos. Os líderes são os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, com 13.

A primeira regata do dia foi disputada sob vento mais forte, com rajadas de até 30 nós. Scheidt e Prada escolheram o lado errado da raia e montaram a primeira boia na 15ª colocação, mas conseguiram se recuperar bem e terminaram em terceiro lugar, atrás apenas das duplas inglesa (1ª) e polonesa (2ª).

O clima ficou mais brando na segunda prova do dia, com vento em torno dos 14 nós. Na largada, Scheidt e Prada optaram pelo lado direito da raia e foram seguidos pelos ingleses, montando a primeira boia na 10ª posição. Mais uma vez os brasileiros mostraram uma incrível capacidade de recuperação e na segunda boia já estavam na terceira posição. Mas acabaram perdendo duas posições na última perna, finalizando a regata em quinto lugar. Os suecos Fredrik Loof e Max Salminem foram os vencedores, com os ingleses em segundo.

Scheidt e Prada são favoritos ao ouro e, apesar de estarem nove pontos atrás dos ingleses, ainda têm chances de conquistar a medalha dourada. Scheidt, que já tem dois ouros e duas pratas em Olimpíadas, também pode alcançar Torben Grael (dois ouros, uma prata e dois bronzes) em número de medalhas olímpicas.

A rivalidade com a dupla inglesa é antiga. Em Pequim, os britânicos venceram a competição, deixando os brasileiros com a prata olímpica. De lá pra cá, no entanto, Scheidt e Prada têm mostrado uma maior maturidade na velejada. A prova disso foi o Mundial, disputado em maio em Hyères, na França. Os brasileiros chegaram na última regata em segundo lugar, cinco pontos atrás dos britânicos, e conseguiram reverter o resultado para conquistar o inédito tricampeonato mundial. Antes deles apenas a dupla italiana Agostino Straulino e Nicolo Rode havia conseguido tal feito.

Mas Scheidt e Prada ainda precisam se preocupar com os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, terceiros colocados, que estão empatados com os brasileiros na pontuação total. A disputa continua nesta sexta-feira, quando deverão ser disputadas as duas últimas regatas da fase classificatória. O resultado final indicará quem serão as dez equipes que disputarão a Medal Race, com pontuação dobrada e sem descarte. A regata está programada para domingo.

Resultados após oito regatas e um descarte
1. Iain Percy e Andrew Simpson, GBR, [(11)+2+3+2+1+2+1+2], 13 pontos perdidos
2. Robert Scheidt e Bruno Prada, BRA, [4+1+(9)+6+2+1+3+5], 22 pp
3. Fredrik Loof e Max Salminen, SUE, [(10)+4+4+1+5+3+4+1], 22 pp
4. Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, POL, [9+3+(12)+10+3+4+2+9], 40 pp
5. Eividin Melleby e Petter Pedersen, NOR, [7+5+2+4+(16)+11+8+4], 41 pp

Estreia da 470F e últimas regatas da Star marcam a sexta-feira brasileira em Weymouth

Robert Scheidt e Bruno Prada seguem na segunda colocação após oito regatas e continuam com chances de ouro. Na 470, Fernanda Oliveira fará sua primeira regata ao lado da proeira Ana Barbachan

As meninas do 470 têm chances de medalha

São Paulo (SP) – A sexta-feira (3) será decisiva para a Equipe Brasileira de Vela nos Jogos de Londres/2012. A dupla de Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, que está em segundo lugar na classificação geral da categoria, pode até garantir matematicamente uma medalha nas duas provas do dia. A diferença dos tricampeões mundiais para a parceria da Polônia Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, que está em quarto, é de 18 pontos. Se os atletas do País terminarem o dia com 21 pontos de vantagem já garantem um lugar no pódio.

Porém, o foco deles é outro: a liderança, que está nas mãos dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, com nove pontos na frente. Outra novidade na raia de Weymouth, sede da modalidade na Olimpíada, é a estreia da medalhista olímpica Fernanda Oliveira na classe 470. Fernanda foi bronze em Pequim ao lado da proeira Isabel Swan. Desta vez ela veleja ao lado de Ana Barbachan e tem tudo para fazer mais um bom campeonato.

As regatas desta quinta-feira (2) nas classes Star e Finn definiram um panorama na tabela de classificação. Na categoria de Robert Scheidt e Bruno Prada, três duplas estão distantes do restante da flotilha. A liderança segue com os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson com 13 pontos perdidos em oito regatas. Os donos da casa fizeram um dia quase perfeito, com uma vitória e um segundo lugar. Os brasileiros tiraram um terceiro e um quinto e aparecem empatados com os suecos Fredrik Loof/Max Salminen, que marcaram um quarto e uma vitória, com 22 pontos perdidos.

Se confirmar a medalha em Londres/2012, Robert Scheidt se tornará o maior vencedor do País em Olimpíadas, igualando o número de pódios do também velejador Torben Grael. Scheidt tem duas de ouro e duas de prata, enquanto Torben conquistou duas de ouro e três de bronze.

Reta final também na Finn – A última regata, a chamada Medal Race, tem peso dobrado e não pode ser descartada. A prova na Star está marcada para o domingo (5), assim como a da classe Finn. O brasileiro Jorginho Zarif não tem mais chance de entrar na Medal Race. Em19º, o atleta tirou um 14º e um 21º. A liderança continua com o dinamarquês Jonas Hoegh-Christensen, com 18. Mas o grande favorito, o britânico Ben Ainslie, está apenas três pontos atrás.

A quinta-feira teve mais provas na classe RS:X envolvendo brasileiros. Patrícia Freitas ocupa a 14º posição após seis regatas e um descarte. A brasileira ficou em 13º na primeira regata e em 17º na segunda. Já Ricardo ‘Bimba’ Winicki está em 14º, com 66 pontos perdidos, depois de fazer 14º e 22º no dia. Os dois descansam na sexta-feira.

As provas de Laser Standart e Laser Radial voltam na sexta-feira. Estão programadas mais duas para o dia em Weymouth. O brasileiro Bruno Fontes tem chance de entrar na Medal Race. Ele está em 13º. Já Adriana Kostiw está em 21º na Laser Radial após seis provas e um descarte.

Estreia da 470 – As últimas representantes da Equipe Brasileira de Vela começam a competir nesta sexta-feira. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan fizeram o reconhecimento da raia na regata treino e estão prontas para disputar uma medalha na 470. Fernanda tentará seu segundo pódio olímpico, após o bronze em Pequim/2008. Já Ana Barbachan fará sua estreia. “Fizemos bons treinos nas últimas semanas em Weymouth e estamos prontas para o campeonato”, conta Fernanda Oliveira.

“Algumas adversárias estão muito bem preparadas, eu apontaria os seguintes países como favoritos: Nova Zelândia, Holanda, Inglaterra e Espanha. Serão regatas bem disputadas, a flotilha está com um nível técnico muito alto, então, poderemos ter surpresas também.” Estão programadas 10 regatas e a Medal Race para a classe 470, que não tem representantes brasileiros no masculino.

A vela na Olimpíada – Como é comum em olimpíadas, a competição de vela não é na cidade-sede dos Jogos de Londres. As regatas estão sendo disputadas em Weymouth, na costa sul da Inglaterra. O local é a sede da Academia Nacional de Vela, o principal centro da modalidade no País. A disputa termina no dia 11 de agosto, com a final do Match Race feminino. As Medal Races para as demais classes serão realizadas entre os dias 5 e 9 de agosto.

Da ZDL

Disputas familiares apimentam a 3ª temporada da Mitsubishi Sailing Cup

Búzios (RJ) recebe a segunda etapa da competição a partir do dia 09 de agosto

Pais e mães. Irmãos e Irmãs. Primos e primas. Na Mitsubishi Sailing Cup, que realiza a segunda etapa da 3ª temporada entre os dias 09 e 12 de agosto, em Búzios (RJ), a disputa entre familiares é um capítulo a mais de emoção nas já competitivas regatas de veleiros monotipos.

O exemplo mais claro da rivalidade sadia entre pessoas do mesmo sangue pode ser encontrado na família Grael. De um lado, o medalhista olímpico Torben Grael comanda o veleiro da classe S40 Mitsubishi / Energisa e compete ao lado do irmão, Lars, e do filho, Marco. Do outro, Martine Grael, filha de Torben, lidera a tripulação 100% feminina do barco Pajero / Gol, e tem a bordo a mãe, Andrea.

“Correr contra meu irmão e meu pai, em termos de competição, é como correr contra qualquer outro velejador. Mas, claro, há aquela zoação quando um ganha do outro, tudo sempre muito saudável. Na primeira etapa, inclusive, nós ficamos a frente deles em algumas regatas”, lembra Martine, comandante do veleiro Pajero / Gol.

Outra disputa que, há anos, marca a rivalidade entre familiares é a dos irmãos Parada. Na etapa de Ilhabela da Mitsubishi Sailing Cup, por exemplo, a disputa entre Guillermo, comandante do veleiro chileno Pisco Sour e considerado o melhor velejador argentino nos anos de 1982, 1983, 1987 e 2012, e Mariano, tático do barco chileno Patagonia e hexacampeão mundial de vela, durou até a última regata da classe S40.

Em uma manobra ousada nos metros finais antes de cruzar a bóia, vitória de Mariano “Cole” Parada na geral. “A batalha entre eu e meu irmão vem de anos e é muito legal porque sempre estamos muito próximos em termos de pontuação. Mas é uma briga que fica só dentro do mar”, afirma o tático do Patagônia.

Do mesmo lado – A Mitsubishi Sailing Cup não é feita apenas de rivalidade entre familiares. Na classe C30, por exemplo, o entrosamento dos irmãos Alexandre e Roberto Paradeda mostrou-se como um ponto forte do veleiro TNT/Loyal, comandado por Marcelo Massa: foram sete vitórias em sete regatas.

“Temos um entrosamento natural. Nós velejamos juntos há muito tempo. Quando o Roberto começou na classe Optimist, eu que o treinei, já que temos oito anos de diferença, e hoje trabalhamos juntos. Então estamos muito acostumados a conviver e isso nos ajuda durante as regatas”, afirma Xandi Paradeda.

Quem também tem experiência de sobra são os irmãos Torben e Lars Grael. Juntos, os velejadores conquistaram diversos títulos na vela, como o bicampeonato brasileiro e o campeonato mundial da classe Snipe. “Ter o Lars comigo é sempre um grande acréscimo na tripulação, já que ele é um velejador de alto nível. Na primeira etapa, pela primeira vez, tivemos o Marco conosco, então foi uma experiência totalmente nova”, lembra Torben.

Além de pais, filhos e irmãos, existem ainda casais que velejam contra, como Cacau Swan, que veleja no Pajero, e Clínio de Freitas, do Carioca; casais que velejam juntos, como Kyra e Penido e André Mirsky, ambos do Carioca, e aqueles que velejam em classes separadas, como Renata Bellotti do Pajero e Juan de la Fuente, do HPE Ginga.

Da assessoria de imprensa

Adriana Kostiw cai três posições em Weymouth

Desclassificação na primeira regata desta sexta-feira prejudicou a brasileira

São Paulo – A velejadora Adriana Kostiw terminou o penúltimo dia de competições olímpicas da classe Laser Radial na 24ª colocação. A desclassificação na primeira regata do dia fez com que ela caísse três posições no resultado acumulado do campeonato. A líder é a alemã Evi Van Acker, seguida pela irlandesa Annalise Murphy e pela holandesa Marit Bowmeester.

A grande quantidade de velejadoras que largaram escapadas na primeira prova desta sexta-feira fez com que a Comissão de Regatas levantasse a bandeira preta, que desclassifica quem estiver para cima da linha de largada no minuto final do procedimento. O barco de Adriana Kostiw ficou um pouco acima da linha imaginária e a brasileira foi desclassificada. Adriana acabou descartando o resultado, mas somou um 31º lugar feito na quarta regata da série.

Já na segunda disputa do dia, a brasileira, que tem patrocínio da AON, Lorenzetti e Veet e apoio da Alatur Turismo, por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, fez uma regata de recuperação. Da primeira boia até a linha de chegada foram doze posições recuperadas. Adriana terminou em 26º, em prova que teve a alemã Evi Van Acker como vencedora.

Adriana volta para a água neste sábado para a disputa das duas últimas regatas da série classificatória. Na segunda-feira as dez primeiras colocadas disputam a medal race, com pontuação dobrada.

Resultados após oito regatas e um descarte:
1. Evi Van Acker, BEL, [3+2+3+(8)+1+5+8+1], 23 pp
2. Annalise Murphy, IRL, [1+1+1+1+8+(19)+2+10], 24 pontos perdidos
3. Marit Bowmeester, HOL, [(6)+3+4+5+6+1+4+3], 26 pp
4. Lijia Xu, CHI, [5+8+(11)+3+5+4+1+4], 30 pp
5. Alison Young, ING, [7+10+2+2+2+(11)+6+8], 37 pp
24. Adriana Kostiw, BRA, [11+15+27+31+25+17+(42,BFD)+26], 152 pp

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