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Resuminho resumido: Fernandinha e Ana perto da Medal Race do 470. Bimba termina em 9º sua quarta olimpíada.

E o bimbástico buziano terminou seus quartos jogos seguidos com velocidade e competência. Com a promessa do Kite Surfe no lugar das pranchas em 2016 esta pode ser a última vez que vemos Bimba fazendo olimpicamente o que sabe. Vai deixar saudades!

Boa tarde, olimpizado e mensalizado amigo. No país da pizza que acaba em samba, vamos seguindo com nossa lupa sobre a parte noroeste do mapa da Europa neste “dôzimo” e esportivo ano do século 21. Sem mais delongas, usando como base o flaviano périco texto ZêDêLê da superassessoria da CBVM, partimos pra dentro das novidades londrino-vélicas de hoje.

As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, estão próximas de conseguir uma vaga na regata da medalha do 470 Feminino. As moças, que ganharam a quarta regata da série no sábado passado, fecharam o dia de hoje na 5ª posição geral, depois de dois décimos lugares nas provas desta terça-feira. Como o amigo já sabe, Fernanda, na ocasião com Bel Swan na proa, foi a pioneira medalhista olímpica da Vela brasileira com o bronze chinês de 2008 e é, sem dúvida, uma das maiores velejadoras que Pindorama já produziu. Ave!

Mesmo que próxima da Medal Race, a dupla de 470 precisa de uma boa combinação de resultados para sair da Inglaterra com uma medalha no peito. As atuais terceiras colocadas, candidatas ao bronze weymouthiano, Lisa Westerhof e Lobke Berkhout, da Holanda, somam 28 pontos perdidos, 25 de diferença para as brasileiras. “Isso mostra que o campeonato é muito equilibrado. Uma explicação disso é o nível técnico da classe. As lideres estão se mantendo, mas as outras duplas têm chance”, falou Fernandinha Oliveira.

Com ventos de 10 a 12 nós, torcendo para a esquerda (230°-215°) e temperatura na casa dos 17 graus sob o céu nublado, as neozelandesas Jo Aleh e Olivia Powrie, que lideram tudo com 21 pontos, só não montaram na frente a duas primeiras boias da primeira regata hoje. Dali em diante só viram a concorrência pelo retrovisor e se mantém como favoritas. No encalço vêm inglesas e holandesas.

A terça-feira foi de despedida para o brasileiro Ricardo “‘Bimba”’ Winicki na RS:X Masculina. Nosso campeão mundial e tri-ouro pan-americano  chegou em quinto na Medal Race e terminou a sua quarta participação olímpica em nono lugar, com 113 pontos perdidos. O ouro foi para o holandês Dorian Van Rijsselberge, a prata foi para Nick Dempsey, da Grã-Bretanha, e o bronze para o polonês Przemyslaw Miarczynski. Bimba velejou entre os 15 primeiros na maioria das provas e nas regatas finais dos jogos conseguiu ficar entre os Top 5. Agora, com a RS:X ameaçada de ficar de fora do Rio 2016, Bimba deve dar uma cambada no destino.

Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas, que não disputou a medal, foi a 13ª colocada e o ouro ficou com a super espanhola Marina Alabau, a primeira bolachinha dourada do país Ibérico nos Jogos. Detalhe curioso é que a única medalha hispânica foi na RS:X e a federação de Vela de lá votou contra a permanência da classe em 2016. Esses cartolas! Voltando ao pódio… Com o sorriso prateado saiu Tuuli Petaja, da Finlândia, e a polaca Zofia Noceti-Klepacka recebeu o bronze.

Agora, só temos brasileiros velejando na 470 Feminina. Nas demais classes em que havia naves brasucas a coisa ficou do seguinte tamanho: bronze para Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star, o 9º de Bimba hoje na RS:X Masculina. Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas terminou em 13º geral. Bruno Fontes também ficou com a 13ª posição na Laser Standard e na Laser Radial, Adriana Kostiw fechou o campeonato em 25º. Na Finn, Jorge Zarif foi o 19º. E, por enquanto, Fernanda e Ana estão em 5º geral na 470F que terá as duas últimas da série classificatória amanhã e a Medal Race na sexta-feira, às 9 da manhã.

No quadro de medalhas da Vela, o local “Team GB”, lidera com um ouro e duas pratas. Holanda e Suécia vêm a seguir com ouro e prata e ouro e bronze, respectivamente. E nas classes desbrasucadas, amanhã rola a medal race do 49er; no match feminino a coisa continua intensa com as quartas de finais a pleno vapor e hoje terminou a série de 10 regatas do 470 Masculino. Para a regata da medalha dos machos do 470, na quinta, passaram pela ordem: Austrália e Grã-Bretanha que disputam entre si o ouro e a prata, e depois ARG, MEX, NZL, FRA, POR, CRO, POL e FIN.

É isso aí! Fui!!

Murillo Novaes

Com bronze de Scheidt e Prada, vela brasileira conquista a 17ª medalha olímpica da história

Bronze na classe Star dá a Robert Scheidt o título de maior vencedor brasileiro na Olimpíada. Na classe 470, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão na zona de medalha após seis regatas

Scheidt e Prada na disputa da Medal Race

São Paulo (SP) – A medalha de bronze da dupla brasileira da classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, é a 17ª do País na história dos Jogos. O resultado deste domingo (5) na raia de Weymouth, na Inglaterra, coloca a modalidade como a segunda maior vencedora, perdendo apenas para o judô, com 19. O terceiro lugar na categoria também dá a Robert Scheidt o status de maior vencedor do País em Olimpíadas, com cinco conquistas (duas de ouro, duas de prata e uma de bronze).

“Ganhar a quinta medalha é uma honra muito grande se pensarmos que garantir pódios consecutivos em cinco edições de Olimpíada é muito difícil. Estou muito orgulhoso e quero disputar a Rio/2016”, contou Scheidt. A equipe de vela do Brasil ainda pode conseguir uma medalha na 470 feminina: Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ocupam a quinta colocação, após seis regatas e um descarte.

O bronze da classe Star já estava garantido antecipadamente. Três duplas, incluindo a do Brasil, disputariam o título na regata deste domingo, a Medal Race. E o resultado foi o mais improvável, já que os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que estavam 12 pontos atrás dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, venceram a regata final e faturaram o ouro. Preocupados em marcar os brasileiros, os representantes da Grã-Bretanha cruzaram a linha de chegada em oitavo e somaram 16 pontos, garantindo a prata. Robert e Bruno terminaram a prova em sétimo e pelos pontos conquistaram o terceiro lugar.

“Hoje foi um dia de emoções diversas. Feliz por ter garantido uma medalha para o Brasil, mas com um gosto amargo por ter perdido a prata. Os suecos velejaram muito bem e numa regata curta não dá para buscar a recuperação. Eu acreditei no lado esquerdo da raia e os suecos foram para a direita, pegaram mais vento e velejaram mais folgados, depois de contornarem a boia na frente. A Star mostrou uma regata emocionante, com mudanças de resultados até a última hora, como o ouro saindo da mão dos ingleses, e seria muito bom que a classe pudesse estar no Rio em 2016”, disse Robert Scheidt. A Medal Race foi disputada em um percurso menor do que as outras 10 regatas do calendário, com 11 nós de vento e temperatura na casa dos 16 graus.

Robert Scheidt e Bruno Prada confirmam sua segunda medalha seguida. Em 2008, na China, os brasileiros faturaram a prata. “É muito prazeroso velejar com o Robert, um cara muito exigente. A gente é amigo de infância e por isso tudo fica mais fácil”, revelou o proeiro Bruno Prada.

Ciclo vencedor – O bronze conquistado nas águas de Weymouth encerra um ciclo olímpico considerado perfeito. Os dois somam 53 vitórias em 11 anos de parceria. Robert e Bruno se mantiveram na liderança do ranking mundial da Star por 21 meses, entre julho de 2010 e abril deste ano (apenas durante o mês de dezembro de 2011, por não competirem, deixaram o posto). O domínio da classe tornou-se ainda mais evidente em abril, quando os dois somaram apenas primeiros lugares entre os sete resultados mais importantes para a classificação no ranking – um feito inédito na história da vela no mundo.

Scheidt e Prada conquistaram 11 vitórias seguidas entre maio de 2011 e abril deste ano, sequência só interrompida na Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Também em Hyères, em maio, os dois venceram o Mundial da Star e entraram para a história da vela brasileira como os primeiros tricampeões mundiais da classe. Além deles, só uma dupla, os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode, ganhou, velejando junta, três títulos mundiais (1952, 1953 e 1956).

Fernanda e Ana na briga – Fernanda Oliveira e Ana Barbachan continuam entre as primeiras na classe 470 após seis regatas e um descarte. São 33 pontos perdidos e a quinta colocação na tabela. Neste domingo, as brasileiras tiraram um 6º e um 10º. Agora, a dupla terá um descanso e volta a velejar na terça-feira (7).

Bimba na Medal Race na RS:X –O brasileiro Ricardo ‘Bimba’ Winicki garantiu presença na Medal Race da prancha a vela ao terminar o dia em nono lugar. O atleta fechou as duas regatas do dia em 5º e 18º lugares, respectivamente. Mesmo na prova final, Bimba não tem chance de medalha. No feminino, Patrícia Freitas fez sua melhor apresentação em Weymouth, com um segundo e um oitavo. Porém, a representante nacional no RS:X está fora da disputa, pois fechou a classificação em 13º.

Nas demais classes, o Brasil não conseguiu levar atletas à regata da medalha. Na Laser, Bruno Fontes ficou 13ª posição e na Laser Radial, Adriana Kostiw fechou o campeonato em 25º. Na Finn, Jorge Zarif foi o 19º. Destaque para o ouro de Ben Ainslie, quarto seguido do britânico, que foi obtido neste domingo.

Da ZDL

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