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Regata volta a Ilhbela – Sir Peter Blake tem chegada emocionante

Um final emocionante marcou a Volta a Ilhabela – Sir Peter Blake 2012, regata que abriu a decisão da Copa Suzuki Jimny de vela oceânica. Com pouco vento na noite deste sábado (24), no litoral norte paulista, os três barcos que se aproximavam da linha de chegada tiveram de buscar alternativas para não ficar boiando, faltando poucas milhas para o final. Melhor para a equipe do Chroma (Gustavo Crescenzo) que completou o percurso de 50 milhas náuticas  em 9h11min05. Na sequência dois barcos cruzaram praticamente juntos, 17 minutos depois: o TNT Loyal (Marcelo Massa) garantiu o segundo lugar sobre o Montecristo SER Glass (Julio Cechetto) por apenas 4 segundos.

A prova é uma das mais aguardadas do calendário, unindo estratégia, persistência e belezas naturais das praias de Ilhabela. Homenageia Sir Peter Blake, lendário navegador da Nova Zelândia falecido em 2001 e que esteve presente na primeira edição da prova, em 2000, com seu veleiro Polar Seamaster no Yacht Club de Ilhabela.

Para os veleiros menores (RGS C e ORC 700), a organização fez uma regata de percurso de 15 milhas  e, para os HPE, outro percurso de 23 milhas no Canal de São Sebastião.

Para ser o Fita Azul , o time do Chroma teve que achar vento para vencer. Como o vento à noite é tradicionalmente fraco, a equipe se apegou ao único fator que poderia levar a embarcação ao primeiro lugar: a correnteza. Nos metros finais, o veleiro, que mede na ORC, se deu bem. “A regata exigiu de todos na parte física e técnica. Começou com muito vento na largada (em torno de 20 nós), depois diminuiu a intensidade, deu calmaria, correnteza, vela rasgada e outras condições que engrandecem a nossa conquista”, revelou Alexandre Marin, tático do Chroma. “O barco sempre tem condições de chegar em primeiro lugar na flotilha pelas suas características, como mastreação de carbono e tamanho. Estamos em uma embarcação regateira, sem conforto”.

“A previsão era de pouco vento. Ganhamos um prêmio extra na largada. Porém, depois de sair do canal, o vento caiu cada vez mais. Faz parte da modalidade e do estilo do percurso. É preciso ter paciência”, explicou Carlos Eduardo Souza e Silva, o Kalu, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela. “Abriu com chave de ouro a decisão da Copa Suzuki Jimny. A regata é esperada, porque são poucas opções de longa distância no calendário”, acrescentou.

Mesmo cruzando em primeiro lugar, o Chroma não levou o título da ORC 500. No tempo corrigido ficou em terceiro lugar. Os vencedores foram os dois C30, que mediram na ORC. O TNT Loyal seguido pelo Barracuda (Humberto Diniz da Silva).

O Montecristo SER Glass foi o ganhador na RGS-A, com o Fran (Felipe Aidar), em segundo e o Mussoulo III (José Guilerme Caldas), em terceiro. O Nomad (Mauro Dottori) venceu na RGS B. Na RGS Cruiser, vantagem para o Helio II / Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) sobre o Coccon (Marcelo Caggiabno).

Muita disputa entre os HPE – A organização do evento escolheu fazer uma regata mais longa ao invés das tradicionais barla-sota (entre boias) para os HPEs. A prova teve largada na frente do Yacht Club de Ilhabela na direção sul. Os veleiros da classe contornaram a Ponta das Selas e retornaram pelo Canal de São Sebastião na direção norte, chegando na Ponta das Canas, após 23 milhas. A média de vento foi de 17 nós. Melhor para o Relaxa Next Caixa (Roberto Mangabeira), que chegou em primeiro. “São muitas variáveis nesse estilo de regata. A flotilha se espalha muito e, a diferença para a barla-sota, é sempre botar velocidade no barco e seguir a sua estratégia”, contou Maurício Santa Cruz, tático do Relaxa Next Caixa.

Em segundo apareceu o Ginga (Breno Chvaicer), terceiro o Fit To Fly (Eduardo Mangabeira), em quarto o Ser Glass Eternity (Marcelo Bellotti) e quinto o Repeteco (Fernando Haaland). “Na prova de percurso, a tripulação precisa olhar muito mais as nuvens, para prever a direção e intensidade do vento, do que se preocupar com posicionamento. É uma regata mais tática do que técnica. “, analisou Marcelo Bellotti, que voltou ao leme do HPE SER Glass Eternity, após recuperar-se de cirurgia no joelho.

O evento continuou neste domingo (25) com mais duas regatas para a classe HPE, desta vez no formato barla-sota e uma para as demais classes. No próximo fim de semana (1 e 2 de dezembro) estão marcadas as finais do campeonato, um dos mais disputados da história da vela oceânica.

da ZDL

Um dos favoritos, Vincent Riou se choca com objeto metálico e desiste da Vendée Globe

Vincent Riou, um dos favoritos ao título e mais um desistente da Vendée Globe

Depois de seis desistências parecia que tudo ia bem na Vendée Globe. Mas não é bem assim. Na madrugada de sábado o francês Vincent Riou, vencedor da edição 2004-05 e herói da edição 2008-09 e grande favorito ao título, se chocou com uma boia de metal e teve a proa do seu PRB bastante danificada. Com isso ele entra para a lista dos desistentes desta edição.

No momento da colisão ele estava no posto de comando e não se machucou. Ao sair do barco ele viu que a proa ficou dividida em dois e possuía um buraco de aproximadamente um metro. Imediatamente ele avisou a organização da regata para que mais nenhum velejador passasse por ela. Ele se retirou da regata quando estava na terceira colocação, a menos de 70 milhas do líder Armel Le Cleac’h.

 

Vídeo: Programa Sea Master Sailing

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