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Brasileiro de Estreantes termina nesta quarta-feira

Evento que antecede Campeonato Brasileiro da categoria reúne mais de 50 crianças no Yacht Club de Santo Amaro e tem regatas finais nesta quarta-feira (16)

Estreantes tentam vaga para o Brasileiro de Optimist

Estreantes tentam vaga para o Brasileiro de Optimist

São Paulo (SP) – A Copa de Estreantes de Optimist abre em grande estilo o Campeonato Brasileiro da categoria, no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA). Mais de 50 crianças e adolescentes de até 15 anos têm uma chance de ouro para ganhar experiência na modalidade. A competição teve até o momento cinco regatas disputadas, mesmo com o tempo instável na capital paulista. Todas as atenções do pequenos atletas e pais estão voltadas para a decisão, que será nesta quarta-feira (16), com mais três regatas.

O destaque até o momento é João Victor Barini Ramos (RJ), do Clube Charitas, de Niterói (RJ), com apenas 14 pontos perdidos. O garoto tem vantagem de nove pontos para Antonio Marcelino Godinho (SP) e Daniela Luz (RJ). Os irmãos baianos Arthur Gusmão de Almeida (BA) e Gabriel Gusmão de Almeida (BA) aparecem logo atrás com 29 e 33 pontos perdidos, respectivamente. Os estados com maior representação do torneio são justamente aqueles que estão liderando, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Destaque também para a participação feminina representando mais de 20% da flotilha.

“Esse evento é para dar oportunidade aos atletas que estão começando e precisam de uma adaptação para disputar campeonatos de alto nível. Faz parte do processo de evolução técnica e tática dos pequenos. Dependendo da participação na Copa de Estreantes, alguns podem até voltar a competir no Brasileiro com os mais experientes”, revelou Pedro Paulo Petersen, presidente nacional da classe Optimist.

O Brasileiro de Optimist de 2013 começa a ser disputado na sexta-feira (18) e seguirá até o dia 25. Até o momento estão inscritos 130 velejadores de todo o Brasil. O campeonato também serve de eliminatória para o Sul-Americano da categoria, na Semana Santa, no final de março, em Porto Alegre. Os melhores defenderão o Brasil no evento continental.

“No Brasil, seguramente, a Optimist é a maior classe em número de competidores. O nível consequentemente é alto, ajudando a garotada nas outras categorias no futuro. O mais interessante é que os que saem da Optimist por causa da idade continuam colaborando, principalmente como treinadores”, disse Pedro Paulo Petersen. “A participação em massa das crianças no evento mostra que a classe é consistente no Brasil. De Fortaleza a Porto Alegre, além de Brasília e a Minas pelo centro, as flotilhas geralmente são grandes”.

O Brasileiro de 2014 deverá ser no Nordeste. Bahia e Pernambuco podem ser o destino em janeiro do próximo ano. Além do Campeonato, os representantes da Optimist no País se reúnem nesta semana no Yacht Club de Santo Amaro na assembleia que define os rumos da classe.

A 41a. edição do Brasileiro de Optimist tem patrocínio do Sistema ANGLO de Ensino – Abril Educação e tem tudo para ser o melhor da história no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), clube responsável pela realização do evento, que tem a supervisão técnica da Confederação Brasileira de Vela e Motor e apoio da Federação Paulista de Vela.

Resultados da Copa de Estreantes após cinco regatas:
1º – João Victor Barini Ramos (RJ) – 14 pontos perdidos (4+1+5+2+2)
2º – Antonio Marcelino Godinho (SP) – 25 pp (6+3+1+12+3)
3º – Daniela Luz (RJ) – 25 pp (3+6+4+8+4)
4º – Arthur Gusmão de Almeida (BA) – 29 pp (8+9+8+3+1)
5º – Gabriel Gusmão de Almeida (BA) – 33 pp (12+2+10+1+8)

Da ZDL

Martine e Kahena disputam o Norte Americano de 49er FX

Eventos marcam a estreia internacional da dupla na nova classe e reunirão grandes nomes da vela mundial

A dupla treinou desde o final de 2012 na Baía de Guanabara

A dupla treinou desde o final de 2012 na Baía de Guanabara

Rio de Janeiro – O ano começa agitado para a dupla Martine Grael e Kahena Kunze. As duas embarcam hoje, terça-feira (15/01), para Miami, onde disputam no próximo final de semana, 19 e 20, o Norte Americano de 49er FX. Logo emseguida, entre os dias 26 de janeiro e 2 de fevereiro elas encaram a segunda etapa da Copa do Mundo de Vela, competição que reúne as dez classes olímpicas. Esta será a estreia da dupla em campeonatos internacionais na nova classe.

No último ciclo olímpico, Martine fez campanha na classe 470 ao lado da medalhista de bronze em Pequim, Isabel Swan, quando ficaram em 8º geral no Mundial unificado da Isaf, em Perth, e classificaram o Brasil para os jogos de Londres 2012. Para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a filha mais nova de Torben Grael decidiu trocar de parceira e de barco. Apesar de aindaestar se adaptando ao 49er FX, a dupla já está bastante entrosada. Martine e Kahena são bastante amigas e conquistaram juntas, em 2009, o título do Mundial da Juventude da Isaf na classe 420.

“Como aqui no Brasil velejamos ao lado de homens, ainda não temos ideia de como será o nosso desempenho e nem quem serão as nossas maiores adversárias. Sabemos apenas que vamos dar o nosso melhor”, diz Kahena, já acostumada com a pressão dos eventos internacionais.

A escolha pela nova classe não foi fácil, porém Martine resolveu se aventurar e começar novamente do zero. A classe 49er FX foi criada parafazer parte do programa de vela feminina das duas próximas olimpíadas e por isso ainda está se desenvolvendo ao redor do mundo. E a nova dupla brasileira já desponta como uma grande promessa para o Rio 2016.

“Sabemos que as meninas lá fora estão treinando em um esquema bem melhor que o nosso. Estamos indo lá para ver o tamanho do buraco! O momento é bom porque estão todas evoluindo e não tenho dúvida que a oportunidade de correr dois campeonatos com um pequeno intervalo de treinos entre eles vai ser muito produtivo. Estou esperando que este período nos traga muito conhecimento, não só em técnicas de regata como também em formas de treinamento, regulagens e outras informações. Dado à falta de investimento até aqui, nós fizemos o nosso melhor esforço. Não vejo como poderíamos nos preparar melhor. Então estou tranquila” declarou a jovem timoneira Martine Grael.

O barco – O 49er FX é um esquife (skiff, em inglês), ou seja, um barco bem mais rápido e instável que os barcos que estamos acostumados a ver. Os dois tripulantes velejam de pé, presos a um trapézio, o que deixa a velejada ainda mais radical. O casco é o mesmo do 49er, que já faz parte do programa olímpico, mas e é tripulado por uma dupla masculina. No FX, o mastro é menor, tem 7,5 metros de altura, e uma área vélica é de 44,2 m² somando as três velas (grande, buja e gennaker).

Com vídeo: Líder absoluto da Vendée Globe, François Gabart amplia vantagem sobre Le Cleac’h no Equador

O jovem François Gabart parece estar sabendo se virar muito bem em qualquer condição de vento. Ele manteve a liderança pelos mares do sul e agora, na aproximação do Equador, região conhecida pelos ventos fracos, ele conseguiu despachar Armel Le Cleac’h, seu maior concorrente, e abriu quase 270 milhas de vantagem. Se continuar na velocidade em que está, a previsão é de que Gabart cruze o Equador ainda nesta terça-feira.

Quem pode surpreender nestes próximos dias é Alex Thomson. O inglês optou por uma rota mais próxima da costa brasileira e conseguiu baixar para menos de 200 milhas a diferença para Jean Pierre Dick, terceiro colocado. Tá bonito!

Scheidt disputa seu primeiro Brasileiro desde que voltou para a Laser

Competição será disputada entre os dias19 e 23 de janeiro, em Porto Alegre. 

Scheidt intensificou os treinos para buscar o lugar mais alto do pódio

Scheidt intensificou os treinos para buscar o lugar mais alto do pódio

São Paulo – Em ritmo de preparação para o Campeonato Brasileiro de Laser, entre os dias 19 e 23, Robert Scheidt investe em treinamento pesado, com maior volume de exercícios aeróbicos, musculação e um trabalho específico de prevenção de lesões. Tricampeão mundial pela Star, o velejador marcou a volta à antiga classe que o consagrou, a Laser, com a vitória no Italiano de Classes Olímpicas, em setembro. Mas ainda quer evoluir para se manter na briga pelo topo do pódio. Nesta segunda-feira (11), numa breve pausa dos treinos, Scheidt prestigiou a abertura da Copa de Estreantes de Optimist, no Yacht Club Santo Amardo ( YCSA), na Represa de Guarapiranga. Na ocasião, conversou com os jovens atletas, com idades entre 7 e 15 anos, e falou da expectativa para sua próxima disputa em Porto Alegre.

“Eu treinei a partir de setembro e me sinto bem preparado. Não sei exatamente qual o meu estágio atual diante dos melhores brasileiros na Laser, como o Bruno Fontes”, explicou Scheidt. “Mas estou sem lesões. Essa é minha maior preocupação no momento, já que estou numa idade mais avançada. Na Laser, a coluna e o joelho são mais exigidos, se desgastam mais. Tenho feito exercícios com uma bola suíça, exercícios aeróbicos, além de musculação, mais para aumentar a resistência, e não para ganhar massa muscular como na Star”.

Para Scheidt, a maior motivação na volta à Laser, em que conquistou oito títulos mundiais e três medalhas olímpicas (duas de ouro e uma de prata), é encontrar uma classe diferente daquela que deixou há oito anos para competir na Star. “Se eu tivesse continuado na Laser, talvez estivesse desgastado a essa altura. Mas voltar agora é diferente, porque é tudo novo para mim”, disse. “E o período em que passei na Star também me permitiu amadurecer como atleta. O barco da Star é muito técnico, e velejei com grandes nomes do esporte, como o britânico Iain Percy. Pude trazer essa experiência para a Laser”.

O retorno à antiga categoria, no entanto, também exigiu um processo de readaptação ao modo de velejar. “A Laser é muito solitária. Você é quem tem que tomar todas as decisões sobre manobras é estratégias. Treinar sozinho também é ruim, pelo fato de não ter com quem conversar ou trocar ideias”, contou Scheidt. “Sempre que posso, convido outros velejadores para treinar comigo. Tenho treinado bastante com o João Hackerott, que é um velejador jovem, de 22 anos, mas de talento e que tem muita lenha para queimar.”

No Campeonato Brasileiro de Laser, Scheidt terá a companhia de João Hackerott e Bruno Fontes, representante brasileiro da categoria nos Jogos de Londres/2012. Na sequência, o velejador disputará a Semana Brasileira de Vela, entre 18 a 24 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A competição servirá como seletiva para a formação da equipe olímpica para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Da Local

Com vídeo: Scheidt dá dicas para a molecada do Optmist

Maior medalhista olímpico do País e ministro do Esporte, Aldo Rebelo, estiveram no Yacht Club de Santo Amaro para evento que envolve crianças e adolescentes de 7 a 15 anos

Os pequenos do OP tietam o ídolo Scheidt

Os pequenos do OP tietam o ídolo Scheidt

São Paulo (SP) – A manhã desta segunda-feira (14) foi pra lá de especial para cerca de 170 garotos que participam do Brasileiro de Optimist, um dos principais eventos da vela nacional. O maior medalhista olímpico do País, Robert Scheidt, foi até o Yacht Club de Ilhabela (YCSA) dar dicas especiais para a nova geração da modalidade. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também esteve presente. Divididos em duas turmas, a dos menos experientes que participam da Copa dos Estreantes, e a dos mais tarimbados, que começam a disputa nacional apenas na sexta-feira (18), os meninos e meninas de 7 a 15 anos ouviram conselhos do consagrado velejador, que assim como eles, iniciou a carreira na categoria e subiu ao pódio olímpico cinco vezes, sendo duas vezes campeão.

“É o principal evento da vela nacional. Daqui saem realmente as nossas promessas para as próximas Olimpíadas. É um longo caminho, mas é possível chegar lá com dedicação. É legal ver que a garotada está forte e tem futuro”, revelou Robert Scheidt, que correu o primeiro campeonato de Optimist em 1984. “A principal dica que eu passo para quem está na categoria é primeiro se familiarizar com as regatas e sentir o ambiente competitivo. Depois das provas, o próximo passo é analisar erros e tentar não cometê-los novamente. Vale dizer que o resultado final não aponta se o garoto será um grande campeão e sim se tem talento”.

Robert Scheidt explicou que, a partir do biótipo do atleta, será possível definir as classes olímpicas adequadas para o futuro, quando sair da Optimist. O velejador elogiou a presença de quase 170 crianças no evento e ressaltou a tradição do YCSA na modalidade. Conhecedor de cada canto da Represa do Guarapiranga, o bicampeão olímpico disse que a região tem características especiais. “Como têm prédios e casas por perto, a velejada se torna mais estratégica. Tem que ser muito esperto, já que o vento oscila muito. O velejador deve prestar mais atenção na tática do que na velocidade do barco”.

Ministro do Esporte dá largada nas regatas – O ministro Aldo Rebelo, que deu a bandeirada para a primeira regata da Copa dos Estreantes, também considerou importante a participação dos garotos na vela, uma das modalidades que mais trouxe medalhas ao Brasil em Olimpíadas. “O estímulo, incentivo e reconhecimento à pratica esportiva são pilares importantes para as novas gerações. Apoiar no começo de carreira as crianças que se iniciam no esporte é uma forma de acreditar que esforço e disciplina valem a pena”.

“Procuramos, no caso da vela, definir um projeto de popularização da modalidade com apoio das instituições, clubes, Marinha e prefeituras. A ideia da pasta é incentivar crianças das escolas públicas, além de apoiar competições que já estão no calendário”, explicou Aldo Rebelo. O responsável pela pasta informou que mais de 300 centros de formação esportiva serão construídos em todo País até 2016.

A Copa dos Estreantes terá nove regatas até quarta-feira (16), sendo três por dia. A classe Optimist é uma das mais praticadas na vela mundial por ser uma categoria de introdução à modalidade. O barco de 2,34 metros é fácil de tocar e oferece segurança para a garotada de até 15 anos aprender as principais funções de um monotipo. Além de ser um barco de iniciação à vela e de excelente custo/benefício, o formato impede velocidades elevadas, garantindo, assim, a segurança do Optimist. O veleiro suporta até 60 quilos.

O Brasileiro de Optimist de 2013, que terá mais de 170 velejadores de todo País, começa a ser disputado na sexta-feira (18) e seguirá até o dia 25. O evento tem patrocínio do Sistema ANGLO de Ensino – Abril Educação e tem tudo para ser o melhor da história no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), clube responsável pela realização do evento, que tem a supervisão técnica da Confederação Brasileira de Vela e Motor e apoio da Federação Paulista de Vela.

Mais de mil pessoas estarão envolvidas durante as duas semanas de atividades. A competição tem a chancela da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e chegará à sua 41ª edição. O YCSA oferecerá uma experiência diferenciada para os competidores de todo País, por meio de atividades em terra, facilidades, prêmios e um convívio com os velejadores.

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