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Brasileiros lideram Circuito Atlántico Sur

O brasileiro Tembó Guaçú é um dos destaques da competição

O brasileiro Tembó Guaçú é um dos destaques da competição

Os brasileiros do V8 Nitro (antigo Ventaneiro) estão liderando a classe ORC Internacional A do Circuito Atlántico Sur. A categoria tem oito inscritos, dentre eles o Tembó Guaçú, também do Brasil, que ocupa a quarta posição. O evento, disputado em Punta del Este, no Uruguai, é um dos mais tradicionais da vela oceânica sul-americana. Quem também está bem na competição é o Orson Mapfre, que ocupa a segunda colocação na série B. O líder é o argentino Bachajo.

Esta sexta-feira foi dia de folga para os velejadores, que disputaram uma regata de percurso médio na quinta. O Circuito La Barra teve como ponto de partida e chegada a cidade de mesmo nome, com um percurso total de 23 milhas. Neste final de semana as regatas recomeçam, com percursos barla-sota.

Os resultados completos podem ser vistos clicando aqui.

Scheidt tenta o 12º título brasileiro de Laser a partir deste sábado

O velejador, dono de três medalhas olímpicas na classe, participa, a partir deste sábado (19), no clube Veleiros do Sul, de mais um brasileiro da categoria que o projetou mundialmente

Scheidt chegou antes em Porto Alegre para se acostumar com a raia

Scheidt chegou antes em Porto Alegre para se acostumar com a raia

São Paulo – De volta à Laser, categoria que o consagrou na vela e na qual conquistou três medalhas olímpicas, sendo duas de ouro(Atlanta/96 e Atenas/2004) e uma de prata (Sydney/2000), Robert Scheidt participa a partir deste sábado (19), do Campeonato Brasileiro da modalidade. A competição será realizada até quarta-feira (23), no clube Veleiros do Sul, às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre (RS). Serão duas regatas diárias, com início às 13 horas.

“Não sei qual é meu estágio em relação aos demais competidores, mas acho que dá para brigar pelo título”, diz ele, que tem no currículo 11 campeonatos brasileiros na Laser entre 92 e 2005, sendo os oito últimos consecutivos. Venceu em 1992/94/95/98/99/2000/2001/2002/2003/2004/2005. ” De qualquer forma, não vou me cobrar nesse momento. Quero me divertir em Porto Alegre. O objetivo é estar bem em novembro, para a disputa do Mundial, em Omã”.

Isso, no entanto, não significa que o velejador está menosprezando a competição. “Será um bom teste para eu avaliar como estou. Ao mesmo tempo será um desafio. Mas eu sempre gostei de desafios”, confessa.

Desde que retornou à Laser, após a Olimpíada de Londres/2012, quando conquistou a medalha de bronze na Star, em parceria com Bruno Prada, Scheidt perdeu 1,5 Kg. Nesse período de readaptação, ele tem velejado bastante para “pegar a mão do barco novamente” e cuidado da parte física. “Faço bastante atividade aeróbica, exercícios funcionais usando bola suíça e o peso do corpo, além de musculação. Mas, ao contrário do que acontecia na Star, dou prioridade para o trabalho de resistência muscular e não de força. A Laser exige muito do joelho e da coluna. E, para evitar lesões, precioso priorizar estas regiões”, revela.

Em sua primeira competição na volta à Laser ele venceu o Campeonato Italiano de Classes Olímpicas, em setembro. Depois, em dezembro, dominou o primeiro final de semana do Campeonato Paulista e não competiu no segundo porque preferiu treinar no Rio de Janeiro.

No Campeonato Brasileiro de Laser, em Porto Alegre, Scheidt, que é patrocinado pelo Banco do Brasil, Prada, Gocil e Rolex,enfrentará velejadores como João Hackerott e Bruno Fontes, representante brasileiro da categoria nos Jogos de Londres/2012. Na sequência, o velejador disputará a Semana Brasileira de Vela, entre 18 a 24 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A competição servirá como seletiva para a formação da equipe olímpica para os Jogos Olímpicos de 2016, também no Rio.

Da Local

Falta de vento e chuva adiam primeiro dia de regatas do Brasileiro de Optmist

Flotilha com 130 crianças e adolescentes disputa competição na Represa do Guarapiranga até dia 25, representando clubes de sete estados e do Distrito Federal

Primeiro dia foi teste de paciência para os pequenos velejadores

Primeiro dia foi teste de paciência para os pequenos velejadores

São Paulo (SP) – O sol deu as caras nesta sexta-feira (18) na abertura do Campeonato Brasileiro de Optimist, no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), mas o vento demorou a chegar e não houve regata. A competição está reunindo até o dia 25 (sexta-feira) 130 crianças e adolescentes de 9 a 14 anos representando clubes de sete estados e do Distrito Federal: Rio de Janeiro (38 atletas), São Paulo (30), Bahia (16), Rio Grande do Sul (14), Paraná (11), Pernambuco e Brasília (9 cada) e Santa Catarina (3). O evento, apontado como o maior da vela nacional, é formador de futuros campeões, os prováveis representante do País na Olimpíada de 2020 e 2024.

O YCSA está recebendo nestes dias, nas margens da represa de Guarapiranga, cerca de 1.000 pessoas entre competidores, pais, familiares e amigos dos atletas mirins. No final da manhã desta sexta-feira, antes de cair na água, os garotos e garotas participaram do tradicional desfile das delegações. No discurso de abertura, o comodoro do YCSA, Mark Essle deu boas vindas a todos e falou sobre a importância da vela para a fase adulta das crianças.

“Não se pode ganhar a qualquer preço. A vela aposta nos valores e por isso sempre pregamos o fair play. Os futuros campeões da modalidade já saem do Optimist sabendo respeitar os adversários, natureza e as regras”, disse Mark Essle. “A vela prepara as crianças para a vida adulta. Queremos formar cidadãos e o alto rendimento é um bônus”, acrescentou.

Falta de visibilidade cancelou a regata – No meio da tarde, todos os barcos foram para a água na tentativa de iniciar as regatas. A Comissão chegou a dar largada por volta de 16 horas, mas uma chuva forte e rápida prejudicou a visibilidade dos atletas e cancelou a prova. Os árbitros tentaram novamente realizar outra regata até o final da tarde, mas o vento não entrou impedindo o início do campeonato. Neste sábado (19) o início das regatas está previsto para as 13 horas.

O Brasileiro de Optimist, patrocinado pelo Sistema ANGLO de Ensino – Abril Educação, tem previsão de 12 regatas, sendo até três por dia, com o descarte do pior resultado. A terça-feira (22) será o dia de descanso. Os velejadores foram divididos em duas flotilhas que se alteram a cada dia, conforme os resultados do dia anterior. A medida é para garantir segurança e resultados justos para o grupo de 130 atletas mirins.

Entre os candidatos à medalha de ouro, os destaques são: Pedro Marcondes Correa (Yacht Club de Santo Amaro), Luis Dotta (Yacht Club de Santo Amaro), Iago Simões (Iate Clube do Rio de Janeiro) e Gustavo Abdulklech (Iate Clube do Rio de Janeiro), Lucas de Almeida Abreu (Iate Clube de Brasília), Gabriel Lopes Camargo (Veleiros do Sul), Gerald Wicks (Yacht Club da Bahia) e Luiza Cruz (Yacht Club da Bahia) e Pedro Zonta (Jangadeiros).

Os jovens aproveitam a falta de ventos e o intervalos das regatas para se divertir ainda mais no YCSA. A brincadeira preferida é o tênis de mesa na garagem dos barcos. Outros escolhem o pebolim ou totó para passar o tempo ao lado da família e dos treinadores.

Filhos de peixe – Os pais e mães da garotada que disputam o Campeonato Brasileiro de Optimist 2013 marcam presença no Yacht Club de Santo Amaro. Com gritos de apoio e máquinas fotográficas para registrar tudo, os familiares curtem o momento atleta dos filhos. Alguns tem mais do que isso, principalmente os que tem um parente famoso na modalidade por perto. Nomes como Bruno Prada, Bernardo ‘Baby’ Arndt, Walter Boddener e Pedro Paulo Petersen tem um sobrinho ou filho competindo o evento de introdução à vela. Os prodígios são bombardeados de informações a todo instante.

“As vezes, o meu pai me cobra bastante, dá uns gritos, mas as dicas passadas são sempre legais”, admite João Petersen, de 11 anos, que é filho do atual presidente da classe, Pedro Paulo Petersen. “Não sei se serei velejador quando crescer, principalmente se escolher a carreira da medicina. Será difícil treinar e frequentar a faculdade”, antecipa o garoto que exigiu a presença do pai na água nesta sexta-feira para incentivá-lo. “Eu ia correr o Brasileiro de Finn, que também começava nesta sexta, mas desisti, porque nesta hora é preciso ser pai, antes de tudo”, conta Pedro Paulo Petersen, que também é um dos juízes mais requisitados na vela brasileira.

Natascha Boddener, filha do treinador Walter Boddener, que ajudou Torben Grael e Marcelo Ferreira nas conquistas olímpicas, também é uma das atletas mirins no Brasileiro de Optimist. A garota revelou que sabe absorver bem os conselhos do pai, apontado como um dos maiores técnicos de vela do mundo. “O papel dele é mais como pai do que técnico, mas algumas vezes ele me fala sobre as raias e isso é legal. Talvez não seja uma velejadora de alto rendimento no futuro, apenas como hobby. Quero ser médica. É essa a minha prioridade”.

Parceiros na Olimpíada de 2008 na classe 470, Bernardo Arndt e Alexandre Paradeda, são os gurus na carreira de Marina Arndt. A garota de 11 anos é apontada como um dos talentos da nova geração pelo biótipo especial para a classe Laser. Tímida, a garota sabe que pode contar com dicas preciosas na modalidade, mas evita se cobrar em relação ao futuro no esporte. “Meu pai me ajuda bastante quando tem tempo e ter esses toques é importante. Muitas vezes ele sai com o bote para acompanhar meu desempenho nos treinos de Optimist”.

O pai prefere deixar o trabalho de polimento para o amigo e treinador de Marina, Alexandre Paradeda. “Eu não me intrometo muito, mas é bom estar perto. Alguns erros que eu vejo na água, eu passo pro Paradeda e depois falo no carro algumas coisas pra ela. Mas todas essas dicas eu não uso a figura de pai para passar, o que é melhor”, finalizou Bernardo ‘Baby’ Arndt, atual medalhista de prata pan-americano de Hobie Cat 16, ao lado de Bruno Oliveira.

Da ZDL

Robert Scheidt e Bruno Fontes treinam em Porto Alegre na raia do Brasileiro de Laser

Competidores velejaram lado a lado hoje no Guaíba

A flotilha de Laser está crescendo no Guaíba antes do Brasileiro

A flotilha de Laser está crescendo no Guaíba antes do Brasileiro

Porto Alegre já vive o ritmo do Campeonato Brasileiro de Laser que inicia neste sábado no clube Veleiros do Sul. A chegada dos velejadores de diversos estados brasileiros, da Argentina e Uruguai se intensificou. Enquanto isso, cerca de 40 competidores aproveitou o dia sol e bom vento nesta quinta-feira para realizar um treino nas águas do rio Guaíba.

Acompanhados dos seus técnicos eles simularam regatas no mesmo local onde será a raia do Brasileiro de Laser Standard, Radial e 4.7. E no treino já teve uma prévia do provável duelo no campeonato entre os dois grandes nomes da classe, Robert Scheidt e Bruno Fontes, que velejaram lado a lado no pelotão da frente da flotilha.

O catarinense Bruno Fontes, pentacampeão brasileiro e representante do Brasil na classe Laser na Olimpíada de Londres no ano passado treinou nos últimos meses em seu estado e veio para Porto Alegre com a expectativa de conquistar mais um título. “Sei que terei um forte adversário que é o Robert, apesar de não saber em que condições ele se encontra. Mesmo tendo ficado afastado por alguns anos da classe, ainda é o grande velejador da Laser”, avalia Bruno, que veio acompanhado de sua esposa Paola e da filha Carol, de três meses. “Esta é a primeira vez que viajamos juntos para um campeonato e estou muito feliz”.

O Campeonato Brasileiro começa no sábado para as classes Laser Standard e 4.7. As regatas ocorrerão sempre a partir das 13 horas e o encerramento será na quarta-feira, dia 23. O campeonato para classe Laser Radial iniciará na sexta-feira, dia 25. O número de participantes deverá chegar a 150 velejadores na soma das três classes.

Da assessoria

Brasileiro de Optmist começa com 140 inscritos

Crianças e adolescentes de 7 a 15 anos mostram talento na Represa do Guarapiranga

A rampa do YCSA já está cheia de barquinhos

A rampa do YCSA já está cheia de barquinhos

São Paulo (SP) – Está chegando a hora dos futuros campeões da vela mostrarem talento em uma competição de alto nível. Nesta sexta-feira (18) será dada a largada para uma série de 12 regatas do Campeonato Brasileiro de Optimist, no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA). Mais de 140 crianças e adolescentes de 7 a 15 anos participam das provas na Represa do Guarapiranga. Para muitos especialistas, como o maior medalhista olímpico do País, Robert Scheidt, essa garotada representará o Brasil nos Jogos de 2020 em diante. O evento conta com oito estados participantes: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia e Pernambuco.

Entre os candidatos à medalha de ouro, os destaques são: Pedro Marcondes Correa (Yacht Club de Santo Amaro), Luis Dotta (Yacht Club de Santo Amaro), Iago Simões (Iate Clube do Rio de Janeiro) e Gustavo Abdulklech (Iate Clube do Rio de Janeiro), Lucas de Almeida Abreu (Iate Clube de Brasília), Gabriel Lopes Camargo (Veleiros do Sul), Gerald Wicks (Yacht Club da Bahia) e Luiza Cruz (Yacht Club da Bahia) e Pedro Zonta (Jangadeiros).

“Ano passado eu fui o sexto colocado no Brasileiro e, os meninos que ficaram na minha frente, já estouraram de idade. Isso pode ajudar, mas a dedicação aos treinos é enorme. Conheço a raia bem, pois vim quatro vezes durante o ano de 2012”, contou Pedro Zonta, de 14 anos, de Porto Alegre (RS).

Os favoritos ao título desta temporada buscam encerrar a fase no Optimist com chave de ouro. Aos 15 anos, os atletas são obrigados a escolher uma outra categoria para seguir a carreira. “”A categoria é a base da vela e espero sair para as outras classes bem preparado. Meu foco nas próximas temporadas é correr de 420”, salientou Pedro Zonta.

No feminino, Luiza Cruz, da Bahia, é tida como uma das favoritas. A garota de 13 anos quer disputar todos os campeonatos nacionais e internacionais na categoria para aprender. O treinador Mário ‘Maru’ Urban avaliou a sua pupila: “A atleta é bastante competitiva e quer buscar o título. Quando chega na água, ela coloca tudo em prática e sabe conviver com a pressão”.

O sistema de disputa do Brasileiro de Optimist premia a regularidade dos atletas na água. “São vários competidores e apenas um descarte. Para garantir justiça, adotamos duas flotilhas, que serão alteradas a cada dia. Vamos garantir que o melhor vença”, explicou Marcos Biekarck, coordenador de vela do YCSA e organizador do Campeonato Brasileiro

Campeão pan-americano e um dos treinadores do Rio Grande do Sul, Alexandre Paradeda afirmou que vai levar o título quem evitar estratégias mais arriscadas. “O campeonato será da regularidade. O garoto que arriscar muito e tirar um 50 e 60 perde o evento. Os pequenos precisam se acostumar a evitar riscos. Na Olimpíada é parecido e eles devem aprender”, completou Paradeda.

Apoio dos especialistas – Robert Scheidt, Alexandre Paradeda e outros ídolos da vela brasileira passaram pelo YCSA para dar apoio aos pequenos velejadores. A ajuda dos especialistas é fundamental para que a nova geração chegue bem preparada nas classes olímpicas e pan-americanas. O próprio Scheidt passou algumas horas dando dicas da raia paulista aos garotos na última segunda-feira (14), durante a abertura da Copa de Estreantes.

“O Brasileiro de Optimist reunirá os futuros campeões da vela nacional, aqueles que representarão o País na Olimpíada de 2020. Eu iniciei no Optimist no YCSA e tenho ótimas lembranças desta época. Será o primeiro grande teste da molecada num ambiente competitivo e isso faz diferença no futuro”, disse Robert Scheidt.

Agora como treinador, Alexandre Paradeda destaca a importância da classe. “O Optimist é a base de tudo. O atleta pega o gosto pelo esporte, pela vela e dá início à sua carreira. Dessa classe saem os representantes brasileiros em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos no futuro”, disse o atleta, que foi campeão nacional da classe em 1987 e, 20 anos depois, faturou a medalha de ouro pan-americana de Snipe.

Irmãos baianos são destaque na Copa de Estreantes – Durante três dias, a garotada com pouca experiência no Optimist participou da Copa de Estreantes. Os pequenos não se importaram com o clima ruim dos últimos dias, principalmente a forte chuva que caiu na zona sul de São Paulo nesta quarta-feira (16). O campeão de 2013 foi João Victor Barini Ramos, do Clube Naval Piraquê, do Rio de Janeiro (RJ). No feminino, a atleta com melhor desempenho foi Daniela Luz, do Iate Clube do Rio de Janeiro (RJ).

O evento com os estreantes contou com atletas de cinco estados. São Paulo e Rio de Janeiro lideraram a flotilha, seguidos por Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília. Além dos campeões, quem chamou a atenção foram os irmãos baianos Gabriel Gusmão de Almeida e Arthur Gusmão de Almeida, que ficaram em quarto e quinto lugares, respectivamente. Os dois sonham em ser campeões mundiais, mas cada um por si. Desde pequenos, a rivalidade sadia entre eles existe, como explicou a mãe Grace Almeida. “Um incentiva ao outro competindo saudavelmente. Eles buscam sempre melhorar e, com pouco tempo de vela, dá pra ver que os meninos têm talento.

Gabriel, de 12 anos, e Arthur, de 14, começaram a velejar por causa do pai que corre de oceano, mas a diversão falou mais alto. “A gente começou a velejar ainda em 2012 e a nossa rotina de treinos é cada vez maior, principalmente nas férias escolares. Um dia espero chegar longe”, contou Arthur.

A 41ª edição do Brasileiro de Optimist tem patrocínio do Sistema ANGLO de Ensino – Abril Educação e tem tudo para ser o melhor da história no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), clube responsável pela realização do evento, que tem a supervisão técnica da Confederação Brasileira de Vela e Motor e apoio da Federação Paulista de Vela.

Bruno Prada estreia no Brasileiro de Finn nesta sexta

Velejador busca o quarto título da competição, que deve ter recorde de 25 barcos na represa de Guarapiranga, em São Paulo

São Paulo – A partir desta sexta-feira (18), o velejador Bruno Prada, bronze em Londres/2012, na Star, busca o quarto título do Campeonato Brasileiro de Finn. A competição, em sua 53ª edição, deve reunir um número recorde de 25 barcos na represa de Guarapiranga, local de ventos oscilantes, que exigirá dos competidores uma boa estratégia de regata.

Organizado pelo Yatch Club Paulista, o Brasileiro de Finn segue até domingo (20). Estão previstas nove regatas, no máximo três por dia, na raia 3 da represa. As disputas têm início às 14 horas, nesta sexta-feira, e às 13 horas nos outros dois dias. Para os paulistanos que gostam de vela, será uma boa oportunidade de observar dois tipos de barcos em ação, já que a Guarapiranga também recebe o Campeonato Brasileiro de Optmist no mesmo período.

“O Brasileiro de Finn será difícil, totalmente diferente da Semana de Vela do Rio de Janeiro, pois os ventos na represa são muito rondados,” destaca Bruno Prada, campeão da disputa carioca no último dia 6, superando Jorge Zarif, representante brasileiro da classe na última olimpíada. Os dois voltam a se enfrentar nesta sexta-feira, em São Paulo. “Eu comecei minha carreira na Guarapiranga, em 1979, e velejei lá durante muito tempo, apesar de não ter disputado tantas competições no local nos últimos anos.”

Bruno Prada soma 45 títulos na Finn, entre 1989 e 2004. Além do tricampeonato brasileiro (1993, 1997 e 1998), tem entre seus melhores resultados três Pré-Olímpicos (1997, 1998 e 2001) e a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg/1999. “O objetivo para esta temporada é ficar entre os três melhores do Brasil na classe”, explica o velejador, que tem patrocínio da Gocil e Oakley e apoio do Club Athletico Paulistano.

Nos últimos dois ciclos olímpicos, Bruno Prada competiu pela Star, em parceria com Robert Scheidt, conquistando o inédito tricampeonato mundial da categoria e duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012. O retorno à antiga classe foi motivado pela saída da Star do programa olímpico.

Da Local

Com vídeo: Alex Thomson é o mais rápido da flotilha da Vendée Globe

O inglês Alex Thomson tem sido o mais rápido entre os 12 velejadores da Vendée Globe. Com uma velocidade de mais de 13 nós e um caminho diferente dos demais, ele tem conseguido diminuir a vantagem para Jean Pierre Dick, quarto colocado. Ele optou por velejar mais a oeste, enquanto os três à sua frente estão mais a leste

“Não posso fazer a mesma coisa que os outros se tenho a chance de vencê-los. Existe uma distância grande entre mim e Jean Le Cam (quinto colocado), então em termos de rota de navegação talvez exista a possibilidade de arriscar um pouco e ter alguns ganhos sem seguir as pessoas, caso contrário eu não vou batê-los em velocidade”, disse ele.

Charitas promove regata em homenagem ao Comandante José Fernando Ermel

No dia 20 de janeiro, próximo domingo, o Clube Naval Charitas fará uma regata em homenagem ao Comandante José Fernando Ermel, falecido no final do ano passado. Estão convidados os barcos das classes ORC, RGS, Clássicos, Brasília 32 e Bico de Proa. Não serão cobradas taxas de inscrição. A largada está prevista para às 13h.

Uma história que merece ser contada – O Comandante Ermel entrou para Marinha em 1960, no Colégio Naval, e foi da turma de 1964 na Escola Naval. Teve incentivo do seu tio, que dizia que seria muito divertido tripular barcos a vela e navios, brincaria trabalhando e ainda receberia por isso. Um dos seus grandes companheiros na Marinha foi o seu irmão mais novo Fred, sendo ele de uma turma abaixo. Foi da equipe de vela, natação e pólo aquático. Tudo para fugir do estudo obrigatório.

Após a Escola Naval, serviu no rebocador Tridente, o que lhe deu várias habilidades marinheiras. Seguiu como mergulhador de combate, escafandrista e submarinista. “Ele dizia que o submarino era o melhor lugar para estar num estado de guerra… pois ficaria paradinho no fundo sem ninguém saber onde ele realmente ele está”, lembrou Ricardo Ermel, filho do Comandante.
Criado em Niterói, ficava olhando os barcos velejando com intenso amor. Quando guri, trocava limpeza de fundo, e pinturas nos cascos em madeira por velejadas. Quando entrou para o Colégio Naval se aperfeiçoou. Espelhava-se no seu amigo Robinson Hasselmann – “Tio Bill”, e como adversários respeitados os Irmãos Schmidt, Ivan Pimentel, Gastão Brun, Ralf Rosa, Erico Albuquerque entre os grandes nomes da época.
Sem dúvidas uma de suas principais características era gostar de desafios. Praticou alpinismo, surf, vôo livre, mergulho, vela… Sentia-se confortável na água, onde ele dominava. A música o atraia. Adorava musica clássica e blues. Tocava piano, flauta e gaita. Treinava muito procurando a perfeição. “Um dia tocou tanta gaita continuamente que teve um infarto. Estava registrando uma marca de 8 horas diárias”, conta Ricardo.

Nos últimos anos dedicou-se a sua embarcação a Traineira Guaiuba, a qual usava para saídas de mergulho recreativo e pescaria.
Como técnico afirmava que para ser um grande competidor de vela, não bastava ser um ótimo velejador, mas precisaria também dominar as regras para que elas servissem para auxiliar na tática de regata. Por esse motivo ensinava e focava as regras de regatas. Quando parou de dar aulas, julgava. Tornou-se um grande árbitro. Seu diferencial no julgamento era explicar o que o velejador tinha feito de errado. Sempre procurava entender bem a situação e perceber quem estava querendo se beneficiar. Nos últimos tempos exerceu a função de Assessor de Regras e Arbitragem de Regatas do Clube Naval Charitas.

Famoso por colecionar histórias interessantes, uma merece grande destaque. Aconteceu quando ele comandou a Base Brasileira na Antártica. Contrariando a ordem do Almirante, que o tinha proibido de voar naquele continente, embarcou e escondeu sua Asa Delta no Barão de Teffé. No dia de Natal de 1985 o golpe foi descoberto, ao entrar na fonia para desejar um bom natal aos tripulantes da base o operador de rádio comentou que o comandante não poderia responder pois a tripulação estava recebendo o Papai Noel de Asa Delta.

José Fernando Ermel casou-se em 1969 com Luiza Helena Nunes Ermel. Teve Dois filhos, Ricardo Nunes Ermel e Roberto Nunes Ermel. Teve três netos: João Victor, filho de Ricardo; Pedro e Beatriz, filhos de Roberto

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