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Campeão brasileiro de Optmist quer representar o Brasil nas Olimpíadas de 2020

Pedro Correa faturou a competição de base da vela nacional no Yacht Club de Santo Amaro. O garoto de São Sebastião (SP) chegou entre os 10 primeiros em todas as regatas. A campeã foi Olivia Belda, também de São Paulo

Pedro e Olívia comemoram o título

Pedro e Olívia comemoram o título

São Paulo (SP) – O paulista Pedro Correa deu show na Represa do Guarapiranga e se tornou campeão brasileiro de Optimist, categoria de introdução à vela. O garoto de 15 anos não precisou dos pontos da última regata desta quarta-feira (23) para vencer a competição no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), que reuniu 135 participantes de oito estados. O desempenho colocou o atleta como um dos futuros candidatos a representar o País nos Jogos Olímpicos de 2020.

“Ainda tenho alguns anos para me aprimorar na vela. É uma modalidade que exige treino e disciplina. É claro que tenho a intenção de disputar uma Olimpíada, mas não posso pular etapas”, declarou Pedro Correa, que deve passar para a classe 420 no ano que vem e no futuro correr de 470, umas das classes olímpicas.

“O campeonato foi bastante técnico e consegui seguir a minha estratégia nas 12 regatas. Não podia arriscar pelo tamanho da flotilha e, principalmente, por ter apenas um descarte. Fiz a média necessária para sair vencedor. Sei que nas futuras classes a dificuldade só aumentará e esse aprendizado na base é fundamental”, disse o campeão brasileiro de Optimist, que terá um ano repleto de competições internacionais na categoria. No final de março, Pedro Correa participa do Sul-Americano, em Porto Alegre (RS). Depois, o garoto de São Sebastião, que defende as cores do YCSA há três anos, espera fazer parte da delegação nacional no Mundial da Itália, no meio do ano.

A mãe de Pedro Correa era só emoção. Desde a largada na manhã desta quarta-feira até a chegada do garoto ao clube, Letícia Marcondes não escondia a expectativa. Cardiologista de profissão, a médica sentiu na pele os sintomas de seus pacientes em São Sebastião. “Foi emoção do começo ao fim. O Pedro foi muito bem e mostrou talento para a vela. Eu acompanho de perto desde o início da carreira dele. A vela transformou a vida do meu filho”, explicou.

“Eu apoio o sonho dele ser um velejador de alto rendimento, mas já está combinado que os estudos estarão em primeiro lugar”, adiantou Letícia Marcondes. A cardiologista lembrou que a família dela não tem tradição da vela, mas tudo começou quando, grávida de Pedro, ela aprendeu a velejar de Laser na sua cidade.

Pedro Marcondes iniciou a carreira aos 10 anos de idade no projeto social de São Sebastião. O talento do menino apareceu e os pais recorreram ao Yacht Club de Santo Amaro, que colocou o garoto entre seus pupilos.

O vice-campeão foi Gabriel Camargo do Veleiros do Sul, de Porto Alegre (RS). O gaúcho tem apenas 12 anos e. além da medalha de prata do geral, foi o campeão entre os infantis. “É para comemorar o resultado porque estou na disputa contra os mais velhos. Consegui velejar bem o campeonato inteiro,” resumiu.

Olivia, a campeã – No feminino, a campeão foi Olivia Belda, 16a. colocada na classificação geral. A menina de 12 anos é integrante do Clube de Campo de São Paulo e não largou em nenhum momento sua boina rosa. “É inseparável”, contou. A atleta tem mais três anos de Optimist e espera conquistar o título geral do Brasileiro nos próximos anos. “Será muito difícil, mas eu posso conseguir. Basta treinar e se dedicar ainda mais à vela”. A vice-campeã foi Luiza Cruz, do Iate Clube da Bahia.

As três regatas desta quarta-feira foram disputadas com ventos de 8 nós de média na Represa do Guarapiranga. A chuva, mais uma vez, voltou a dar as caras, como em todo campeonato disputado nas férias de verão.

“Os garotos saem do Optimist preparados para as classes olímpicas e pan-americanas. O evento no YCSA foi equilibrado e venceu o melhor. A dica para os novatos é sempre buscar manter uma média”, adiantou Marcos Biekarck, coordenador do Brasileiro de Optimist 2013.

Os resultados finais demonstram o equilíbrio do campeonato. Entre os 10 primeiros no masculino, Rio de Janeiro tem três velejadores, São Paulo e Rio Grande do Sul, dois cada, além de Brasília, Pernambuco e Bahia com um cada. No feminino, entre as cinco primeiras, duas do Rio Grande do Sul e uma de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Resultado final individual – 12 regatas com 1 descarte

Masculino
1.- Pedro Correa (YCSA/SP), 39 pontos pedidos
2.- Gabriel Camargo (VDS/RS), 45 pp
3.- Pedro Zonta (CDJ/RS), 64 pp
4.- Lucas Faria (ICB/DF), 66 pp
5.- Tiago Monteiro (CICP/PE) – 67 pp
6.- Gerald Wicks (YCB/BA) – 70 pp
7.- Felipe Werwie (ICRJ/RJ) – 82 pp
8.- Iagor Franco (ICRJ/RJ) – 84 pp
9.- Gustavo Ribeiro (ICRJ/RJ) – 100 pp
10.- André Fiuza (CCSP/SP) – 101 pp

Feminino
1.- Olívia Belda (CCSP/SP), 127 pontos perdidos
2.- Luiza Cruz (YCB/BA), 134 pp
3.- Clara Penteado (YCRJ/RJ), 149 pp
4.- Ana Paula do Canto (VDS/RS), 171 pp
5.- Camila Maia (CDJ/RS), 190 pp

Campeonato por equipes – O evento terá nesta quinta-feira (24) os duelos por equipes. Se tiver vento, a competição termina no mesmo dia, ficando a sexta-feira apenas para a cerimônia de premiação. Serão 16 times formados por quatro velejadores do mesmo estado ou clube que se enfrentam em uma espécie de mata-mata. Quem perder duas é eliminado automaticamente. As regatas são rápidas, em torno de 10 minutos, e o grupo que somar menos pontos é o vencedor.

O evento tem patrocínio do Sistema ANGLO de Ensino – Abril Educação. São sete estados ao todo e mais o Distrito Federal na disputa. A maior flotilha é do Rio de Janeiro, com 40 atletas. São Paulo, que sedia o campeonato, conta com 30 mirins. Na sequência aparecem Bahia (16), Rio Grande do Sul (16), Paraná, Distrito Federal (10), Pernambuco (10) e Santa Catarina (3).

Da ZDL

Robert Scheidt é campeão brasileiro de Laser Standard

No último dia o vento não apareceu e a competição foi encerrada com a pontuação das oito regatas realizadas em Porto Alegre

Robert conquistou o título brasileiro pela 12ª vez

Robert conquistou o título brasileiro pela 12ª vez

Robert Scheidt conquistou o título do 39º Campeonato Brasileiro da classe Laser e mostrou que o seu reinado ainda não terminou depois de uma ausência de oito anos. As duas últimas regatas do campeonato não foram realizadas nesta quarta-feira no Veleiros do Sul por falta de vento em Porto Alegre e prevaleceu a pontuação do dia anterior. Bruno Fontes ficou na vice-colocação e Matheus Dellagnelo em terceiro lugar.

“Estou feliz por começar o ano com esta vitória e saber que ainda velejo dentro do mesmo nível alto de quando deixei a classe”, avaliou Robert, que agora completou uma dúzia de títulos brasileiros. O último foi em 2005, em Ilhabela (SP), ano em que ele trocou a Laser pelo Star.

Sobre a sua conquista em Porto Alegre, Robert disse que ficou muito contente por ter vencido essa “batalha” com Bruno Fontes, já que o velejador catarinense é muito rápido e exigiu dele para chegar à vitória. “Cometi alguns erros e as regatas foram decididas nos detalhes. A superação das dificuldades valorizou ainda mais este título”, afirmou o medalhista olímpico, de 39 anos. “Acho que sou o campeão recordista em idade na classificação geral do Brasileiro de Laser Standard”, comenta.

Numa comparação do momento atual e de oito anos atrás, Robert considera que o nível dos velejadores nacionais ainda é forte e a aposta na nova geração que desponta, entre os quais, o catarinense Matheus Dellagnelo. “Neste Brasileiro não havia muitos estrangeiros, com exceção dos argentinos, mas o nível da classe no Brasil se mantém forte”, diz Robert que agora dá andamento a sua campanha olímpica para os Jogos do Rio 2016, começando pela Semana Brasileira de Vela, em fevereiro, no Rio de Janeiro.

Bruno Fontes, 33 anos, liderou o campeonato por três dias, embora estivesse empatado com Robert na pontuação. No penúltimo dia do campeonato caiu para segundo e não teve a chance de se recuperar. Mesmo assim diz que sai contente com o resultado. “Não consegui dar o meu melhor para superar o Scheidt. Quando o adversário se trata do nível dele qualquer escorregada pode ser fatal e foi o que aconteceu”, disse Bruno, referindo-se aos erros cometidos nas duas últimas regatas e que lhe valeram a perda da liderança. O velejador catarinense também mencionou a boa organização do Campeonato no Veleiros Sul. “Como sempre estava 100%.”

O gaúcho melhor classificado foi André Streppel, do Veleiros do Sul, que terminou o  campeonato na quarta colocação. Bizu, como é conhecido por todos, diz que acabou na posição que “deveria ficar” por não estar no mesmo ritmo de competição que os primeiros colocados. “Teve também muita gente boa que ficou atrás de mim. Estou satisfeito pelo nível do Brasileiro e consegui finalizar o campeonato melhor do que iniciei.”

Junto com o Laser Standard foi disputado o Brasileiro de 4.7 que teve como vencedor Lucas Mazim e em segundo lugar Henrique Dias. Martin Lowy ficou em terceiro. O campeão Lucas Mazim comemorou seu primeiro título na Laser. “Foi o meu primeiro grande campeonato que disputei. Teve um nível muito alto e muita adrenalina. Gostaria de agradecer aos colegas e ao meu clube que me incentivaram para que eu alcançasse a vitória. Foi um privilégio competir contra o Henrique Dias”, diz Lucas, 19 anos, que também competirá no Brasileiro de Laser Radial.

Júlia Silva (RS) garantiu o título na categoria feminina e sexto lugar na classificação geral. A campeã brasileira já havia obtido no ano anterior um 4º lugar no Mundial da classe, além de ter corrido o Europeu e confessa que embora tenha vencido no 4.7, está centrada está no próximo desafio: “O meu foco está no Brasileiro de Radial, é para ele todo o meu preparo. E de fato, foi um bom treino porque todos os dez melhores colocados do 4.7 vão correr o Radial, então tivemos uma mostra de nível do quanto teremos bons concorrentes, vai ser bem disputado”, disse a velejadora que também agradece aos colegas de flotilha e ao Veleiros do Sul.

O dia foi de sol forte em Porto Alegre, com temperatura de 32ºC e nada de vento. A água do rio Guaíba estava lisa como a superfície de um espelho. Os velejadores ficaram aguardando em terra o chamado da comissão de regatas para irem até a raia, mas o tempo limite para a primeira largada, às 16h30min, chegou e não havia condições para a realização da competição.
Nesta sexta-feira (25) no Veleiros do Sul iniciará a disputa do Campeonato Brasileiro da classe Laser Radial, masculino e feminino.

Classificação final da Standard – oito regatas (confira aqui a súmula completa)

1º Robert Scheidt (SP) 9
2º Bruno Fontes (SC) 11
3º Matheus Dellagnelo (SC) 21
4º André Streppel (RS) 41
5º Juan Pablo Bisio (ARG) 45

Classificação final na  4.7 – oito regatas

1º Lucas Mazim (RS) 8
2º Henrique Dias (RS) 11
3º Martin Lowy (SP) 13
4º Gabriel Elstrodt (SP) 22
5º Kim Vidal de Andrade (BA) 31

Da assessoria

Itajaí é incluída novamente no roteiro da Volvo Ocean Race

Ontem Itajaí foi novamente anunciada como parada da Volvo Ocean Race. Muito bom!! Só falta eles pagaram meu cachê do ano passado...

Ontem Itajaí foi novamente anunciada como parada da Volvo Ocean Race. Muito bom!! Só falta eles pagaram meu cachê do ano passado…

Depois do sucesso da parada brasileira no ano passado, a cidade catarinense volta a ser escolhida como um dos portos da edição 2014/2015

Itajaí (SC) – Agora é oficial. A cidade de Itajaí fará novamente parte da Volvo Ocean Race, agora na edição 2014/2015 da Volta ao Mundo, a regata mais importante do planeta. O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) pelo diretor de operações da Volvo Ocean Race, Tom Touber, em evento realizado no município catarinense. A nota oficial divulgada pela organização internacional do evento classifica a parada em Itajaí no ano passado como histórica e memorável. A previsão é de que as embarcações cheguem à cidade no fim de março ou começo de abril de 2015, depois de passar pelo temido Cabo Horn e vindo, provavelmente, da Oceania. A rota completa da Volvo Ocean Race será anunciada até fevereiro deste ano.

“Itajaí tem um local muito apropriado para receber o evento, além de ter uma organização bastante capacitada e um público altamente presente. É raro conseguirmos reunir mais de 50 mil pessoas para a chegada de uma regata e Itajaí conseguiu isso”, disse Tom Touber ao anunciar o retorno da regata à Itajaí. Segundo o executivo, o evento é global e com grande capilaridade. “Neste caso, a parada de Itajaí teve uma característica local, peculiar, reunindo a vela com inúmeras outras atrações que cativaram milhares de pessoas”, acrescentou.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen, que representou na cerimônia o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, o município tem plenas condições de sediar uma parada da Volvo Ocean Race 2014/2015 com ainda mais profissionalismo e competência do que na edição passada.

“Não temos a menor dúvida de que será um grande evento, não apenas local, mas regional e de Santa Catarina”, disse Bornhausen.

O prefeito Jandir Bellini salientou que o know-how adquirido na edição anterior contribuirá significativamente para uma nova superação. “Em 2010, quando aceitamos o desafio, não sabíamos o que viria pela frente. No entanto, tínhamos a certeza de que contaríamos com a garra e determinação de nossa população. E foi o que aconteceu. Itajaí se uniu em torno de um objetivo comum e realizamos uma das melhores paradas da regata. E em 2015 será ainda melhor”, garantiu Jandir Bellini.

Números expressivos – A parada de Itajaí rendeu ao município o prêmio de melhor Stopover Sustentável da edição 2011/2012 da Volvo Ocean Race e servirá, inclusive, de modelo todas as paradas da edição 2014/2015. Reuniu 290 mil pessoas de 04 a 22 de abril do ano passado dentro da Race Village, mais cerca de 60 mil pessoas que assistiram às chegadas e partidas dos molhes e praias de Itajaí. O evento representou um impacto financeiro de R$ 28,06 milhões em Santa Catarina, além de R$ 1,07 milhão no restante do Brasil, gerando um impacto positivo de R$ 30,35 milhões. Já o impacto indireto girou em torno de R$ 46,88 milhões.

Duas paradas brasileiras – A primeira perna da regata deixará Alicante, na Espanha, no segundo semestre de 2014, com destino a Recife, que receberá pela primeira vez uma das paradas da Volvo Ocean Race. “Esta é a segunda vez que um mesmo país recebe duas paradas da Volvo Ocean Race em uma mesma regata. Os Estados Unidos tiveram essa oportunidade e agora é a vez do Brasil”, afirmou Tom Touber, diretor de operações da Volta ao Mundo. “Em 2014, o País sediará a Copa do Mundo, e em 2016 as Olimpíadas. A Volvo Ocean Race não poderia ficar de fora passando por Recife no final de 2014 e por Itajaí em 2015”, acrescentou.

O secretário Paulo Bornhausen disse que a extensão territorial do Brasil possibilita dividir o País em dois hemisférios, norte e sul. Segundo o responsável pela pasta de desenvolvimento econômico e sustentabilidade, uma parada não vai ofuscar o brilho da outra. “Temos certeza que Recife fará uma bela parada, mas garanto que a nossa será muito melhor”, brincou.

Pela segunda vez na história, o País também deve contar com uma embarcação própria na competição. Apenas o Brasil 1, na edição 2005/2006, fez parte da Volvo Ocean Race. Tom Touber confirmou a participação do barco verde e amarelo na próxima edição, porém, não deu detalhes sobre a tripulação e nem sobre eventuais patrocinadores. Além da equipe brasileira, apenas outro time está confirmado. O grupo SCA, da Suécia, com uma tripulação 100% feminina representará a Suécia. A equipe é treinada pelo brasileiro Joca Signorini, que fez parte do Telefónica (Espanha) na última competição.

Outra novidade que a Volvo Ocean Race implantará será a de uma embarcação única. Na última edição, os participantes escolhiam entre três modelos de barco. No entanto, visando à redução de custos e melhor manutenção das peças, apenas um modelo de barco será confeccionado para todas as equipes.

Da ZDL

Mundial de S40 começa dia 25 no Chile

Entre os dias 25 de janeiro e 2 de fevereiro será realizado em Talcahuano, no Chile, o primeiro Campeonato Mundial de S40. Quinze barcos confirmaram a participação. São eles: Almacenero, Bellavita II, Entel, Estampa del Viento, Izod, Itaú, Mitsubishi, Movistar, Pisco Sour, Pisco Sour Black, Santander, VTR, Patagonia e os brasileiros Crioula II e Carioca. Para tripular os barcos, foram recrutados velejadores da Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, Itália, México, Nova Zelândia, Portugal, África do Sul, Suécia, Suíça e Uruguai.

Campeão brasileiro de Optmist será conhecido nesta quarta-feira em São Paulo

Depois das regatas finais do individual, o campeonato terá provas por equipes na quinta e sexta. O evento de base da vela nacional conta com 135 crianças e adolescentes

Pedro Correa é o líder do Brasileiro de Optmist

Pedro Correa é o líder do Brasileiro de Optmist

São Paulo (SP) – O campeão brasileiro da classe Optimist de 2013 será conhecido nesta quarta-feira (23) no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA). O campeonato, apontado como um dos mais fortes da vela nacional, reúne 135 crianças e adolescentes de oito estados. Os atletas são a base da modalidade e muito provavelmente serão os integrantes da delegação nacional nas Olimpíadas de 2020 e 2024.

As três provas finais definem os melhores da categoria no masculino e feminino. Após nove regatas e um descarte, o paulista Pedro Correa (YCSA) é o líder com 24 pontos perdidos, seguido por Pedro Zonta (Jangadeiros/RS), com 32 e Gabriel Camargo (Veleiros do Sul/RS), com 33. No feminino, o melhor desempenho até agora é da também paulista Olívia Belda (Clube de Campo São Paulo), que ocupa a 11ª colocação no geral com 70 pontos perdidos.

“Estou no meu último ano de Optimist e quero vencer o campeonato. Conheço um pouco melhor a raia do que os outros, mas não posso errar. A estratégia é ser conservador, sem arriscar nas largadas e ficar junto da flotilha. É um jogo e devemos calcular os riscos. Se for perder muito é melhor não arriscar”, conta Pedro Correa, que mora e treina em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. “O campeonato é muito divertido e gosto muito dessa interação entre as equipes”.

“O campeonato está forte tecnicamente e pelo que pudemos analisar da súmula, ainda é cedo para apontar o campeão”, explicou Túlio Cipriani, treinador do Iate Clube de Brasília. “A interação entre categorias diferentes como ocorre no Brasileiro ajuda na evolução da classe. Vemos crianças do infantil brigando de igual para igual com os juvenis. Quem sai da classe e vai para outra estará bem preparado”.

O Brasileiro de Optimist 2013 é dividido em duas flotilhas (amarela e vermelha) para garantir segurança e resultados justos. Nesta terça-feira (22), os atletas tiveram um dia de descanso. Na quinta e sexta (24 e 25), os mirins participam do campeonato por equipes. Serão quatro velejadores por time em uma espécie de mata-mata, parecido com o futebol.

O evento, que tem patrocínio do Sistema ANGLO de Ensino – Abril Educação, conta com atletas de 9 a 14 anos. São sete estados ao todo e mais o Distrito Federal na disputa. A maior flotilha é do Rio de Janeiro, com 40 atletas. São Paulo, que sedia o campeonato, conta com 30 mirins. Na sequência aparecem Bahia (16), Rio Grande do Sul (16), Paraná, Distrito Federal (10), Pernambuco (10) e Santa Catarina (3).

Classificação após nove regatas e um descarte:
1º – Pedro Correa (YCSA/SP) – 24 pontos perdidos
2º – Pedro Zonta (Veleiros/RS) – 32 pp
3º – Gabriel Camargo (Veleiros/RS) – 33 pp
4º – Tiago Monteiro (CICP/PE) – 36 pp
5º – Lucas Faria (ICB/DF) – 45 pp
6º – Gerald Wicks (ICB/BA) – 54 pp
7º – Iago Franco (ICRJ/RJ) – 57 pp
8º – Felipe Werwie (ICRJ/RJ) – 57 pp
9º – Gustavo Ribeiro (ICRJ/RJ) – 59 pp
10º – Vitor Abreu (ICB/DF) – 64 pp

Da ZDL

Scheidt assume a liderança no quarto dia do Brasileiro de Laser

Bruno Fontes caiu para a vice-colocação no campeonato que encerrará nesta quarta-feira

Após falhas de Bruno, Robert assumiu a liderança do Brasileiro de Laser Standard

Após falhas de Bruno, Robert assumiu a liderança do Brasileiro de Laser Standard

 

No penúltimo dia do Campeonato Brasileiro da classe Laser os ventos foram favoráveis para Robert Scheidt. Com duas vitórias obtidas nesta terça-feira, ele assume a liderança do campeonato após oito regatas realizadas no Veleiros do Sul, em Porto Alegre. Ele terminou a série de empates ao abrir uma vantagem de dois pontos sobre Bruno Fontes, que caiu para a vice-colocação e não foi bem nas regatas de hoje. O gaúcho melhor colocado é André Streppel, o Bizu (VDS), que subiu uma posição na súmula e agora é o quarto colocado.

Apesar de ser um dia exaustivo para os competidores que enfrentaram uma longa espera pelo vento e sob um sol forte no rio Guaíba, Robert Scheidt velejou com a habilidade de sempre. Chegou em terra com semblante cansado, mas feliz, e antes mesmo de desmontar o barco deu autógrafos. “Foi um dia excelente,” comentou. Na primeira regata do dia ele começou em segundo lugar, mas na perna do segundo popa do percurso de barla-sota assumiu à frente.

“Aproveitei uma boa rajada na montagem de boia e isso foi crucial para eu decidir a regata. Já na segunda prova larguei na frente e consegui defender a liderança até o final. Tecnicamente velejei bem nas regatas, apesar do vento muito rondado, que assim como pode facilitar a recuperação na competição também pode prejudicar”, disse Robert.

Com a descida para a vice-colocação no Brasileiro, Bruno Fontes lamentou os erros cometidos na raia. “Não velejei bem e fiz coisas erradas, além de ter tido na primeira regata um problema com o cabo da minha escota que se enroscou e prejudicou meu andamento. Na outra regata ocorreram algumas oportunidades de ultrapassar o Scheidt, arrisquei, não consegui e no final o Matheus ainda cruzou a linha em minha frente”, contou Bruno.

Não foi somente Robert que saiu feliz da água, Matheus Dellagnelo, terceiro colocado no Brasileiro também estava contente. Ele tem velejado sempre próximo aos líderes e hoje chegou em segundo lugar na última regata. Em 2011 Matheus foi campeão mundial de Sunfish e medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do México. Depois de uma ausência de dois anos na classe Laser voltou no ano passado e garantiu o título do Campeonato Sul-Brasileiro da classe também em Porto Alegre. Suas pretensões é chegar os Jogos do Rio 2016. “Tenho um programa de treinos específico para isso”, diz.

No Brasileiro de 4.7 a liderança é de Lucas Mazim que está três pontos na frente do segundo colocado, Henrique Dias. E Martin Lowy se mantém em terceiro. Júlia Silva a primeira na categoria feminina é a sexta colocada na classificação geral.

O dia foi penoso com a demorada espera pelo vento. Por volta das 16 horas começou a soprara de direção leste e 15 nós de intensidade, permitindo a realização de duas regatas no Guaíba. O Brasileiro de Laser encerrará nesta quarta-feira com as duas regatas finais a partir das 13 horas.

Classificação parcial da Standard – oito regatas 
1º Robert Scheidt (SP) 9
2º Bruno Fontes (SC) 11
3º Matheus Dellagnelo (SC) 21
4º André Streppel (RS) 41
5º Juan Pablo Bisio (ARG) 45

Classificação parcial na 4.7 – seis regatas
1º Lucas Mazim (RS) 8
2º Henrique Dias (RS) 11
3º Martin Lowy (SP) 13
4º Gabriel Elstrodt (SP) 22
5º Kim Vidal de Andrade (BA) 31

O 39º Campeonato Brasileiro da classe Laser encerrará nesta quarta-feira com as duas regatas finais a partir das 13 horas.

Da assessoria do VDS

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