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Saravah vence a regata Vitória Guarapari

Saravah foi o barco mais rápido da regata

Saravah foi o barco mais rápido da regata

No último dia 19 foi realizada no Espírito Santo mais uma edição da tradicional regata Vitória-Guarapari, com 25 milhas de distância. No total 16 barcos estiveram presentes e puderam curtir uma deliciosa velejada de popa em quase todo o percurso. No final, o fita-azul foi o Saravah, de Pierre Jouliée. Saravá meu pai!!

Matheus Dellagnelo vence o Brasileiro de Laser Radial por antecipação

A carioca Fernanda Decnop lidera na categoria feminina que é classe olímpica. A competição encerra nesta terça-feira com as duas regatas finais a partir das 13 horas

A flotilha de Laser Radial no Guaíba

A flotilha de Laser Radial no Guaíba

No penúltimo dia do Campeonato Brasileiro da classe Laser Radial, o catarinense Mateus Dellagnelo garantiu o título masculino por antecipação faltando ainda duas regatas para serem realizadas nesta terça-feira no Veleiros do Sul, em Porto Alegre. Matheus abriu uma diferença de 15 pontos sobre o segundo colocado, Henrique Back, que também é de Santa Catarina. Em terceiro lugar está o carioca Pedro Castro.

Matheus liderou o campeonato desde o seu início na sexta-feira e manteve uma boa média de resultados. Das oito regatas disputadas até agora venceu quatro e sua pior classificação foi uma quinta colocação, que acabou sendo descartada conforme a regra. Nas regatas de hoje ele ficou em segundo lugar e depois em terceiro, mesmo assim foi o suficiente para chegar ao tricampeonato de Laser Radial (2009, 2011 e 2013). Matheus, 24 anos, disputou o Brasileiro de Laser Standard, realizado antes do Radial, também no Veleiros do Sul, que teve como campeão Robert Scheidt. O velejador catarinense ficou em terceiro lugar.

“Meu objetivo é seguir minha campanha olímpica no Laser Standard para os Jogos do Rio, em 2016. O barco exige muito trabalho de corpo e já iniciei um programa de preparação física que visa chegar ao estágio ideal em 2014”, diz. No Brasileiro de Laser Radial ele considerou que o nível técnico estava elevado e durante os dois campeonatos cometeu alguns erros que foram corrigidos. “Consegui velejar com velocidade e acertei melhor as largadas, ponto crucial para vencer uma regata”. Mesmo com o título já conquistado, Matheus garante que amanhã estará na raia. “Servirá para um bom treino”.

Em 2011 Matheus foi campeão mundial da classe Sunfish e medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do México. Depois de uma ausência de dois anos na classe Laser voltou no ano passado.

Na categoria feminina Fernanda Decnop continua na frente e está em 12º na classificação geral. Ela também abriu uma diferença que lhe dá uma boa vantagem sobre a segunda colocada, a paulista Adriana Kostiw. “Hoje acertei as largadas e tudo deu certo na raia, o vento foi forte com algumas rondadas, mas andei bem”, disse Decnop. Dois competidores do Veleiros do Sul se destacam no masculino. Philipp Grochtmann é o gaúcho melhor classificado, está na 6ª colocação (54pp) e em sétimo, Antonio Cavalcanti Rosa, o Toto, que nesta segunda-feira venceu a sétima regata (60).

No rio Guaíba foi mais um dia de vento forte, com rajadas de até a 38 km/h de intensidade e de direção sul. O Brasileiro encerrará nesta terça-feira com a nona e décima regatas a partir das 13 horas. Acesse aqui a súmula completa.

Classificação provisória – 8 regatas
Masculino
1º – Matheus Livramento Dellagnelo (SC) (1+ 1 + (5) + 1 + 2 + 1 + 2 + 3) = 11 PP
2º – Henrique de Vasconcellos Back (SC) (2 + 4 + (19) + 7 + 1 + 6 + 5 + 10) = 26
3º – Pedro Matos Castro (RJ) (3 + 3 + 3+ 2 + (16) + 8 + 6 + 9) = 34
4º – Allan Godoy (PR) (10 + 2 + 1 + 11 + 6 + 11 + (20) + 6) = 47
5º – João Pedro de Oliveira (RJ) ( 6 + 7 + 8 + (17) + 5 + 3 + (19) + 4 = 50

Classificação provisória – 8 regatas
Feminino
1º – Fernanda Decnop (RJ) (9 + 18 + (30) + 5 + 17 + 20 + 12 + 7) = 88 PP
2º – Adriana Kostiw (SP) (27 +16 + 31 + 6 + 9 + 14 + 46 + 10) = 113
3º – Lucia Falasca (ARG) (11 + 11 + 18 + 22 + (27) +19 + 18 + 17) = 116
4º – Odile Ginaid (ES) (20 + 32 + 20 + (36) + 32 + 31 +26 + 26) = 187
5º – Mônica Matschinske (RJ) (24 + (43) + 10 + 38 + 34 + 41 + 22 + 20) = 189

Após 10 anos, Auckland recebe parada da Volvo Ocean Race

Auckland será a parada antes dos barcos partirem para Itajaí

Auckland será a parada antes dos barcos partirem para Itajaí

A organização da Volvo Ocean Race anunciou nesta segunda-feira que a cidade neozelandesa Auckland voltará a receber a regata de volta ao mundo após uma recepção calorosa aos velejadores na última edição da regata.

“Em Auckland as pessoas sabem velejar e conhecem a regata. Ter um acordo para mais duas paradas é apenas a cereja no topo do bolo”, disse o CEO da regata Knut Frostad.

Por enquanto Auckland se junta às paradas brasileiras de Itajaí e Recife como parte da rota da edição 2014-15 da regata.

Chilenos lideram Mundial de S40

A briga começou acirrada no Mundial de S40

A briga começou acirrada no Mundial de S40

Começou nesta segunda-feira em Talcahuano, no Chile, o Mundial de Soto 40. Depois de duas regatas realizadas os líderes são os chilenos do Pisco Sour, seguidos por Acuario/Mitsubishi e Macaco/Itau.

Os brasileiros não tiveram um bom dia. O Crioula tirou um 8º e um 10º lugares, terminando em 9º geral. Já o Carioca teve um 15º e um 9º, acabando o dia na 14ª colocação. No total, 15 barcos participam do evento.

Nacra 17, novo catamarã olímpico, já tem distribuidor no Brasil

O Nacra 17 será o novo catamarã olímpico

O Nacra 17 será o novo catamarã olímpico

A XSB Esportes Ltda acaba de fechar uma parceria com a empresa holandesa Nacra Sports and Funs Catamarans e já é a distribuidora exclusiva dos cataramãs da marca no Brasil. Entre os produtos que a XSB trará para o mercado nacional, destaque para o Nacra 17 – escolhido pela Federação Internacional de Vela (ISAF) para ser o novo barco olímpico a partir dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. A classe mista Nacra 17 contará com 2 velejadores por embarcação e terá, obrigatoriamente, sua tripulação formada por um homem e uma mulher. Para os velejadores interessados no novo catamarã olímpico, a XSB já negociou uma parceria com o Banco Santander, que oferecerá facilidades para o seu financiamento. Além do Nacra 17, a XSB também importará os catamarãs F16, F18 e Nacra 500 Fun. Para mais informações, acesse o site www.nacrasailing.com.br.

Beto Pandiani finaliza preparativo para mais uma aventura

O velejador fará a travessia do Atlântico da Cidade do Cabo (Africa do Sul) até Ilhabela em 30 dias, direto, num catamarã sem cabine. Esta será a sétima expedição de Betão pelos mais temidos mares do mundo

Betão na Rota Austral

Betão na Rota Austral

São Paulo (SP) – O velejador Beto Pandiani finaliza sua preparação para o desafio de cruzar o Atlântico Sul a bordo de um catamarã sem cabine, sem motor e zero de conforto durante 30 dias ininterruptos. A largada para a aventura da Cidade do Cabo, na África do Sul, até Ilhabela, no Brasil, está marcada para 10 de março. Em linha reta são 3.600 milhas náuticas, mas a viagem se tornará ainda mais longa, já que Betão e seu parceiro Igor Bely precisarão aumentar em 40% o caminho fazendo uma parábola, o que vai dar ao todo 5.000 milhas náuticas.

“A viagem será bem complicada. Vamos passar por regiões de ventos fortíssimos, principalmente no Cabo da Boa Esperança, conhecido também como das Tormentas. A média de ventos da expedição será de 25 nós. Além disso a água é muito fria, com muitos tubarões. Esta será a nossa maior permanência a bordo, já que o recorde era de 18 dias direto na Travessia do Pacífico, no final de 2007”, revela Betão Pandiani.

A ideia da travessia do atlântico é fazer o caminho do vento e da corrente, ou seja, usar a natureza a favor. “A nossa saída será bem difícil já que a meteorologia no sul da África é bastante instável. Para amenizar as condições adversas de frio e vento, nós vamos velejar ao norte nos primeiros seis dias. A rota é paralela à costa da África do Sul e da Namíbia. Passaremos na Costa dos Esqueletos que é a porção de terras desérticas desta costa tão inóspita no sul do continente africano”, diz Beto Pandiani. O barco passará por diversos esqueletos de navios que naufragaram e foram parar nas areias do litoral. “Não existe um lugar na África tão mórbido e ao mesmo tempo belo como este”.

O barco, de carbono – Batizado de Picolé, o barco tem 24 pés e é feito todo em carbono para suportar as condições adversas. O catamarã tem 300 quilos a menos do que o do pacífico. O veleiro foi construído na Alemanha pela Eaglecat. O modelo é híbrido, ou seja, não existe outro igual no mundo. “Dificilmente alguém encomenda um barco deste porte para viajar. Normalmente barcos deste tamanho são usados para competição ou laser em águas abrigadas”, conta o velejador.

O barco de Betão Pandiani e Igor Bely foi desenvolvido com base nas experiências das aventuras anteriores. Na prática, o velejador tirou tudo que não funcionou ou quebrou e adaptou para a nova realidade, dando mais segurança a bordo. “Hoje em dia as construções navais para barcos de alta performance, esbarram no dilema. Leveza versus resistência. Vamos saber do resultado no nosso projeto durante a viagem entre Cidade do Cabo e Ilhabela”. A chegada, que deve ocorrer 30 dias pós a largada, será na sede da BL3, na Praia da Armação, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.

Duas semanas para patrocinar – A nova aventura está orçada em R$ 500 mil e só o barco custou R$ 150 mil. O velejador adotou uma estratégia pouco usada no mercado esportivo brasileiro para buscar patrocínio: o financiamento coletivo (crowdfunding). A ‘ação entre amigos’ já chegou a 70% e os interessados podem ajudar a expedição fazendo doações.

O valor do financiamento coletivo da rota sem escalas em mar aberto será exclusivamente para cobrir despesas com equipamentos, que incluem GPS, telefones via satélite, dessalinizadores de água, alimentos liofilizados e outros mais. Essa viagem, assim como as cinco anteriores de Beto Pandiani pelos mares do mundo, vai virar um livro. O método é muito comum fora do País e financia bandas, espetáculos teatrais, ensaios fotográficos e expedições.

O principal benefício do crowdfunding é a possibilidade de dar o primeiro “empurrão” necessário, criando uma forte rede de apoio para o projeto. Os investidores tendem a se tornar embaixadores da marca e virando clientes no futuro. Além do financiamento coletivo, Beto Pandiani tem como patrocinadores Semp Toshiba, Mitsubishi e a RedBull. Para contribuir e saber mais entre no www.opote.com.br

Betão Pandiani e suas aventuras – Desde 1993, velejar deixou de ser um hobby para se tornar profissão na vida de Beto Pandiani. A partir disso o velejador tem colecionado aventuras incríveis e histórias inesquecíveis, enfrentando marés, tempestades e outras adversidades para chegar ao destino final.

Em 1994 Betão organizou sua primeira expedição, que foi chamada de “Entre Trópicos”. Ele zarpou de Miami para a Ilhabela em 289 dias no mar. Em 2000 foi a vez da “Rota Austral”, partindo do Chile, cruzando o Cabo Horn – ponto alto da expedição – até a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em 170 dias. A “Travessia do Drake”, em 2003, saiu de Ushuaia e cruzou a passagem entre a América do Sul e a Antártica. Foram 45 dias que deram a Beto Pandiani e Duncan Ross, seu parceiro de viagem, o título de primeiros velejadores a chegarem à Península Antártica em um barco sem cabine.

Em 2004 foi a vez de ir da Flórida à Nova Iorque, na regata Atlantic 1000, a mais longa prova para catamarãs do planeta. Resultado foi acima do esperado, um segundo lugar na competição. Já em 2005, na “Rota Boreal”, foram três meses velejando de Nova Iorque até Sisimiut, na Groenlândia, enfrentando as terríveis condições climáticas polares. Entre 2007 e 2008, junto com Igor Bely, Beto Pandiani atravessou o Oceano Pacifico, partindo do Chile e chegando à Austrália. Foram 17 mil quilômetros percorridos, muitas semanas sem ver terra e mais um título: o de primeiros velejadores do mundo a cruzar o Pacífico Sul em um barco sem cabine.

Da ZDL

Vídeo: François Gabart é o vencedor da Vendée Globe

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