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Beto Pandiani já se prepara para mais uma aventura a bordo de um catamarã

O velejador e Igor Bely sairão da Cidade do Cabo no dia 10 de março e planejam chegar a Ilhabela, no litoral norte do Estado de São Paulo, no dia 6 de abril

A dupla Igor Bely e Beto Pandiani

A dupla Igor Bely e Beto Pandiani

São Paulo (SP) – Está chegando a hora de mais uma aventura de Beto Pandiani e Igor Bely pelos mares do mundo. A dupla vai cruzar o Oceano Atlântico a bordo de um catamarã sem cabine, sem motor e zero de conforto durante 30 dias ininterruptos. A largada na Cidade do Cabo, na África do Sul, está marcada para 10 de março e a chegada será em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Antes da travessia, os velejadores terão trabalho para deixar tudo pronto. Os dois começam a ‘mexer’ no barco, batizado de Picolé, a partir desta quinta-feira (28) no continente africano.

Estão programados testes da embarcação e treinos. Para se ter uma ideia, só a montagem do veleiro leva quatro dias. “Está chegando a hora e nossa responsabilidade aumenta a cada dia. Será um dos nossos maiores desafios,incluindo distância e dificuldades de percurso. Por isso, escolhemos os melhores equipamentos e planejamos todos os passos”, relata Beto Pandiani, que embarca para a África do Sul nesta terça-feira (26). Igor acabou de chegar à Cidade do Cabo.

O barco Picolé saiu do navio cargueiro nesta segunda-feira (25). A embarcação que estava levando o veleiro do estaleiro da Alemanha até a África do Sul pegou mau tempo na chegada à cidade sul-africana e o cronograma teve de ser alterado. O vendaval chegou a bater em 60 nós (111 km/h). “Ainda bem que o barco não desceu para terra, pois vários veleiros que estavam no cais da Cidade do Cabo sofreram com o vento e tiveram problemas. As dificuldades durante a preparação mostram a dramaticidade dessa nossa aventura”, atesta Bet Pandiani.

Mesmo assim, Betão Pandiani está empolgado com a travessia pelo Atlântico, que terá 3.600 milhas náuticas (6.660 quilômetros) de distância. Na prática, essa milhagem vai aumentar em 40%, já que a dupla terá de fazer uma parábola no caminho, o que vai dar, ao todo, 5.000 milhas náuticas (9.260 quilômetros). “Passaremos por regiões de ventos fortes também. O Cabo da Boa Esperança, conhecido também como das Tormentas, é bem assim. Uma viagem com média de 25 nós de vento não é nada fácil, mas estamos preparados”, lembra Pandiani. O barco Picolé vai passar por regiões de muito frio e com tubarões pelo caminho.

Para amenizar as condições adversas de frio e vento, Betão e Igor vão velejar ao norte nos primeiros seis dias. A rota é paralela à costa da África do Sul e da Namíbia. Passaremos na Costa dos Esqueletos, que é a porção de terras desérticas desta costa tão inóspita no sul do continente africano.

O barco – O Picolé, que teve problemas para chegar à Cidade do Cabo, tem 24 pés (oito metros) e é feito todo em carbono para suportar as condições adversas. O veleiro de dois cascos foi feito no estaleiro alemão Eaglecat. O modelo é adaptado às experiências de viagem da dupla e é híbrido, ou seja, não existe outro igual no mundo.

Financiamento que deu certo – Beto Pandiani foi uma das primeiras figuras ligadas ao esporte brasileiro a conseguir atingir a meta de um financiamento coletivo pela internet. O velejador aderiu ao chamado crowdfunding, uma espécie de vaquinha para o projeto. A iniciativa deu certo. A meta de R$ 150 mil foi ultrapassada e bateu em R$ 166.568,24. O valor é considerado um dos maiores nesse tipo de ação no Brasil. Betão usou seus contatos e seguidores nas redes sociais para aumentar a adesão e conseguir a verba necessária para cobrir despesas com equipamentos, que incluem GPS, telefones via satélite, dessalinizadores de água, alimentos liofilizados e outros mais. “As 337 pessoas que ajudaram a encher o pote de recursos para a viagem certamente vão compartilhar tudo o que ocorre durante os 30 dias de aventura. Vão multiplicar a história nas redes sociais, aumentando ainda mais o alcance da travessia. Quem financia alguma coisa sempre sabe que o investimento valeu a pena por relatos de outras pessoas e a internet é uma ferramenta de propagação.”

A Travessia do Atlântico tem o patrocínio de Semp Toshiba, apoios de Mitsubishi, Red Bull e Certisign. Os colaboradores são Reebok, BL3, Sta Constância, Azula, North Sails e Track and Field.

Da ZDL

Estrangeiros escolhem a Semana Brasileira de Vela para conhecer a raia olímpica de 2016

Evento no Rio de Janeiro definiu também os atletas que serão os ‘titulares’ da seleção nacional da modalidade, que já rendeu 17 medalhas olímpicas ao País

Equipe brasileira reúnida

Equipe brasileira reúnida

Rio de Janeiro (RJ) – A Baía de Guanabara já é o centro das atenções dos velejadores de todo mundo. Várias delegações desembarcaram no Rio de Janeiro nesta semana para conhecer a raia da Olimpíada e testar as instalações. Um exemplo disso foi a participação de 15 atletas estrangeiros na Semana Brasileira de Vela, evento que definiu a seleção nacional para a temporada. Além disso, treinadores e chefes de equipe estrangeiros buscam informações precisas sobre o regime de ventos da Cidade Maravilhosa. Entre segunda e sexta-feiras, os ‘gringos’ rivalizaram com os brasileiros nas regatas. Na água, nomes como os medalhistas olímpicos de RS:X Marina Alabau (Espanha) e Nick Dempsey (Reino Unido) se prepararam na capital fluminense para os campeonatos do ano.

O maior medalhista olímpico do País, Robert Scheidt, afirmou que a vinda dos estrangeiros para o Rio de Janeiro é normal na modalidade, que depende da natureza. “A vela é um esporte onde é imprescindível competir no local onde serão as competições olímpicas. No último ciclo olímpico, ainda na Star, eu e Bruno Prada testamos inúmeras vezes a raia de Weymouth, na Inglaterra. Os atletas de fora precisam dessas informações para ter um desempenho favorável”.

A delegação holandesa, por exemplo, levou equipamentos de alta precisão ao Pão de Açúcar, cartão postal do Rio de Janeiro, para registrar todas as informações de vento e corrente da Baía de Guanabara. “É o melhor lugar para se fazer essas análises”, lembrou Robert Scheidt.

“Estou ansioso para participar de mais uma olimpíada, agora no Rio de Janeiro. Treinei anos atrás no Brasil e tenho informações sobre a raia. Adoro vir pra cá”, revelou Nick Dempesy, que se preparou no Rio de Janeiro para o Mundial de RS:X de Búzios, em março.

Outro atleta que aprovou a raia carioca foi o cipriota Andreas Cariolou. “Faz parte da modalidade treinar no país-sede de uma competição importante. Gosto muito do clima local e espero vir ao Brasil em agosto para simular as reais condições climáticas”.

A Semana Brasileira de Vela no Rio de Janeiro definiu também os atletas que serão os ‘titulares’ da seleção nacional da modalidade, que já rendeu 17 medalhas olímpicas ao País. O destaque foi Robert Scheidt, que faturou o título na Laser de maneira quase perfeita. O atleta mostrou estar motivado para tentar sua sexta medalha olímpica em 2016. Na Laser Radial, uma novidade: Fernanda Decnop tirou a hegemonia de Adriana Kostiw na classe.

Na 470, as líderes do ranking mundial venceram a quarta competição no ano. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan querem competir mais uma olimpíada em casa. No masculino, os melhores do evento foram Fábio Pillar e Samuel Albrecht. Na Finn, Jorge Zarif venceu o duelo contra Bruno Prada. “Estamos treinando e competindo juntos. Nosso trabalho com o espanhol Rafa Trujillo vai nos ajudar a evoluir na categoria. Tenho o objetivo de ir muito bem no Mundial da Estônia. Cada vez mais consigo ganhar experiência com o barco e me sinto motivado a treinar visando uma medalha em 2016”, disse Jorginho.

Na 49er, os melhores do País na atualidade são André Fonseca e Francisco Andrade. As líderes do ranking mundial de 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunze, mostraram talento no Rio de Janeiro. “Ficamos bem contentes com este resultado. Treinamos muito durante os últimos meses e, com a vaga na equipe olímpica, teremos apoio neste próximo ano”, comemorou Martine.

Na RS:X deu a lógica: Ricardo Bimba Winicki e Patricia Freitas.

Equipe Brasileira de Vela 2013

Laser – Robert Scheidt
Laser Radial – Fernanda Decnop
470 Masculino – Fábio Pillar/Samuel Albrecht
470 Feminino – Fernanda Oliveira/Ana Barbachan
Finn – Jorge Zarif
49er – André Fonseca/Francisco Andrade
49er FX – Martine Grael/Kahena Kunze
RS:X Masculino – Ricardo Bimba Winicki
RS:X Feminino – Patricia Freitas

Da ZDL

Zeus assume a liderança da Copa C30 em Florianópolis

Largada da Copa C30 em Floripa

Largada da Copa C30 em Floripa

Após uma sexta-feira com vento Sul muito forte, o sábado amanheceu com mar espelhado e os velejadores boiaram por quase duas horas antes do início da primeira regata. A espera foi recompensada por um Sudeste na casa dos 12 nós, porém incapaz de levantar ondas na raia da baía Sul.

O único incidente foi vivenciado pela tripulação do Corta Vento, que na montagem do segundo contra vento da primeira regata, viu o bulbo do barco preso ao cabo da boia. Para soltar o barco, precisou baixar as velas e ligar o motor, provocando sua retirada da prova.

Com a vitória nas três regatas da etapa deste fim de semana, o Zeus, de Inácio Vandresen, soma sete pontos em seis regatas e dispara na liderança da Copa Catarinense de Veleiros C30. A diferença é de 11 pontos em relação a Corta Vento e Kaikias, que estão empatados com 18 pontos.

A próxima etapa da Copa será na Regata Cidade de Florianópolis, dia 23 de Março, prova que também vale pela segunda rodada da Copa Veleiros de Oceano.

Medalhista de prata em Londres, Peter Burling será o timoneiro do Team Korea na Extreme Sailing Series

Pela primeira vez o Extreme Sailing Series terá uma equipe coreana disputando todas as etapas do evento. O Team Korea, sindicado da America´s Cup, terá como timoneiro Peter Burling, que, com 22 anos, será também o mais jovem skipper da competição. Ao lado dele, como tático, estará o seu parceiro da classe 49er Blair Tuke.

“Estou muito empolgado para participar do circuito. As regatas parecem muito duras e tenho certeza que demorarei um pouco para achar o caminho, no entanto, a experiência no 49er e na ACWS podem ajudar um pouco”, disse Burling.

A primeira etapa da competição será disputada em Oman, nos Emirados Árabes, entre os dias 5 e 8 de março.

Tom Slingsby será timoneiro do Oracle Racing em Nápoles

Slingsby era o tático do Oracle Racing Coutss

Slingsby era o tático do Oracle Racing Coutss

Entre os dias 16 e 21 de abril será disputada em Nápoles, na Itália, a primeira edição de 2013 da America´s Cup World Series. E o medalhista olímpico Tom Slingsby fará a sua estreia no leme de um AC45. “Sempre fui tático e mal posso esperar para ser o timoneiro num evento da ACWS”, diz ele, que velejará a bordo do Oracle Racing Coutts. Reforçam a equipe San Newton (wing trimmer), Kinley Fowler (jib trimmer), Rome Kirby (runner) and Piet van Nieuwenhuijzen (proeiro).

Rolex Fastnet Race abre mais 40 vagas e muda de sede

A Rolex Fastnet Race atingiu o número máximo de inscritos em apenas 24 horas. Com a lista de espera de mais de 100 barcos, a organização optou por abrir mais 40 vagas para a classe IRC, aumentando a flotilha de 300 para 340 barcos. Por isso, o evento foi transferido para Plymouth Yacht Heaven, que tem a capacidade para receber até 450 barcos, de todos os tamanhos, sem preocupação com a maré.

“Com tanta demanda, a solução foi mudar o evento para a Plymouth Yacht Heaven e contar com o apoio das marinas Queen Anne’s Battery, Sutton Harbour and Mayflower para receber os mais de 3 mil velejadores inscritos”, disse Eddie Warden Owen, CEO da RORC.

A largada da regata está programada para o dia 11 de agosto na Ilha de Cowes e os primeiros barcos serão esperados em Plymouth a partir do dia 13.

Martine Grael e Kahena Kunze garantem vaga na equipe olímpica brasileira por antecipação

Nesta sexta-feira serão disputadas as regatas da medalha, mas a dupla já ganhou o campeonato por antecipação e garantiu presença na EBVO 2013

Dupla mostrou em águas cariocas porque é a líder do ranking mundial

Dupla mostrou em águas cariocas porque é a líder do ranking mundial

Rio de Janeiro – Nesta quinta-feira foi disputado no Rio de Janeiro o último dia da fase classificatória da Semana Brasileira de Vela. Após 14 regatas na nova classe olímpica feminina, a 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunze com 100% de vitórias entre as meninas, garantiram a presença na Equipe Brasileira de Vela Olímpica – EBVO, em 2013.

Nesta sexta-feira serão disputadas as regatas da medalha – as regatas finais que não podem ser descartadas e contam pontos dobrados – em que participam apenas os melhores de cada uma das nove classes olímpicas presentes no Rio de Janeiro (apenas o novo catamarã olímpico, Nacra 17, não estreou ainda em águas brasileiras). No caso da 49er, com homens e mulheres velejando juntos, serão dez barcos na água para a disputa do pódio final.

“Este último dia foi mais tranquilo, pois o vento estava mais fraco e disputamos três regatas, uma a menos do que fizemos nos outrosdias. Conseguimos alcançar o nosso objetivo que era velejar na frente dos homens do 49er, cometendo a menor quantidade de erros possíveis”, disse uma cansada, mas feliz Martine.

A classe 49er FX conta com apenas três barcos no Brasil e por isso, durante o evento, está sendo disputada junto com o 49er, barco masculino com área vélica e, portanto, velocidade maior. Os líderes gerais são André Fonseca e Francisco Andrade. A dupla do Rio Yacht Club foi sétima nastrês regatas do dia e ocupa a sexta colocação geral e já garantiu o título no feminino.

“Com o vento mais fraco, os homens também acabam errando menos e as mulheres conseguiram velejar mais perto de nós. Mas no geral estamos bastante satisfeitas como nosso resultado”, completa Kahena.

Além dos 49ers, também estão em disputa a RS:X, que tem Patrícia Freitas e o israelense Nimrod Maschiah como líderes; Finn, que Jorge Zarif lidera; Laser Standard, que tem Robert Scheidt em primeiro; Laser Radial, com Adriana Kostiw e Fernanda Decnop empatadas em primeiro; e 470, que tem as duplas gaúchas Fabio Pilar e Samuel Abrecht e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, ambos também já garantidos na EBVO 2013, em primeiro.

Nesta sexta-feira a previsão é que a primeira largada seja dada às 13h. A regata da medalha tem pontuação dobrada e o resultado, somado ao da fase classificatória definirá quem serão os outros integrantes da equipeolímpica brasileira em 2013.

Da Velassessoria

 

Robert Scheidt está a uma regata da vitória na Semana Brasileira de Vela

Campeão olímpico e mundial vai para a disputa final da competição, nesta sexta-feira, com 12 pontos a menos que o vice-líder, Bruno Fontes

Disputa acirrada com Bruno Fontes

Disputa acirrada na Laser Standard

Rio de Janeiro – Robert Scheidt apostou numa estratégia mais agressiva, nesta quinta-feira (21), de olho na medal race da Semana Brasileira de Vela. Depois de vencer a primeira regata do dia na Baía de Guanabara, o campeão olímpico e mundial passou a marcar o vice-líder Bruno Fontes, ficando com o quarto lugar, suficiente para ampliar sua vantagem na ponta. Scheidt soma agora oito pontos perdidos, 12 a menos que Fontes.

“Consegui tirar uns pontos dele e o quatro lugar entrou no descarte. Perdi pouco. Mesmo assim nada está garantido, pois a regata da medalha é de peso dobrado e não posso ficar muito longe dos primeiros colocados”, destacou Scheidt, que precisa apenas de um sexto lugar nesta sexta-feira para garantir o título.

A raia da Laser foi montada próxima à ponte Rio-Niterói, onde os ventos oscilaram entre 6 e 9 nós de velocidade. A mudança deu aos velejadores a chance de experimentar outro entre os cenários que farão parte das disputas da modalidade nos Jogos do Rio de Janeiro/2016 – a Olimpíada terá um total de cinco raias, duas delas fora da Baía de Guanabara.

“O calor e a falta de vento deram o tom das regatas de quinta-feira. É uma condição que privilegia o João Hackerott. Estou feliz pela vitória dele, um garoto que treina muito no YCSA. Ele merecia esse resultado”, acrescentou Scheidt, referindo ao vencedor da segunda regata do dia.

A Semana Brasileira de Vela é seletiva para a formação da equipe brasileira que vai disputar os principais eventos mundiais da modalidade em 2013, com apoio da Confederação Brasileira de Vela. Mesmo se não vencer a disputa da medal race, Scheidt já tem sua vaga garantida. “Sinto que estou muito bem tecnicamente e posso melhorar ainda mais. Vou fazer um teste nos eventos da Europa e medir forças com os estrangeiros para ver meu nível nesse retorno para a Laser”, disse o velejador.

da Local

Equipe olímpica do Brasil será definida nesta sexta-feira no Rio de Janeiro

Os melhores velejadores do País estão reunidos no Rio de Janeiro para a Semana Brasileira de Vela envolvendo todas as classes olímpicas, exceto a Nacra

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Rio de Janeiro (RJ) – A Semana Brasileira de Vela, primeira seletiva olímpica para os Jogos de 2016 da modalidade, entra na sua reta final no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ). Nesta sexta-feira (22), os atletas mais bem classificados do campeonato disputam uma regata que tem peso dobrado, chamada de medal race. A prova na Baía de Guanabara apontará os vencedores de nove classes do calendário das próximas Olimpíadas. Apenas a Nacra não está na competição. Os melhores de cada categoria terão apoio ao longo da temporada 2013, podendo disputar as principais competições na Europa. A vela já rendeu ao Brasil 17 medalhas na história dos Jogos, ficando atrás apenas do judô.

A raia carioca reúne os melhores velejadores do País e alguns destaques internacionais, que aproveitam o verão brasileiro para conhecer o local e se preparar para 2016, como a espanhola campeã olímpica Marina Alabau. O bicampeão olímpico Robert Scheidt, por exemplo, dá show no seu retorno ao Laser. Bruno Prada e Jorge Zarif travam um duelo de pesos pesados na Finn e as duplas femininas de 470 mostram que a classe é forte tecnicamente no Brasil. Além disso, Marine Grael e Kahena Kunze, atuais líderes do ranking mundial de 49er FX, competem de igual para igual com os homens.

Os velejadores encerraram a fase de classificação nesta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro. A organização fez duas regatas para todas as classes, exceto para a 49er, que contou com três. As provas foram disputadas com ventos variando de 8 a 14 nós, mas na maior parte do tempo os ventos estavam fracos. Os termômetros no bairro da Urca chegaram a bater em 37 graus.

Scheidt, muito perto do título – Os primeiros de cada categoria avançaram para a final de sexta-feira. Na Laser, Robert Scheidt é o grande favorito para vencer a competição após chegar em primeiro em oito das nove regatas. Na última, o maior medalhista olímpico do Brasil decidiu marcar o vice-líder Bruno Fontes para aumentar sua vantagem na ponta. Melhor para João Hackerott, que tirou os 100% de aproveitamento do campeão.

“É um dia especial na minha vida. Venci uma regata do meu ídolo e maior velejador de todos os tempos. Isso me dá ânimo para seguir treinando”, disse João Hackerott. O velejador paulista está na sétima posição, com 49 pontos perdidos.

Para Robert Scheidt, as regatas estão equilibradas, apesar da ampla vantagem dele. “Mas nada está decidido. Não posso errar na medal race. Nesta quinta-feira, o vento estava muito fraco e o calor prejudicou bastante os participantes na raia montada embaixo da Ponte Rio-Niterói. Busquei marcar o Bruninho e ter mais vantagem na decisão. O resultado foi bom”, contou Robert Scheidt, que soma apenas 8 pontos perdidos contra 20 de Bruno Fontes.

Na Laser Radial, o duelo final será entre a paulista Adriana Kostiw e a fluminense Fernanda Decnop. As duas estão empatadas com 14 pontos perdidos, após nove regatas. “A medal race será match race. Quem chegar na frente vence o campeonato. Estamos andando bem, mas agora ninguém pode errar. A entrada do descarte e um bom dia de provas me colocaram outra vez na disputa”, disse Fernanda Decnop.

Na 470, cinco duplas irão disputar a regata da medalha. Porém os resultados já estão definidos. A campeã da Semana Brasileira de Vela é a parceira formada por Fábio Pillar e Samuel Albrecht. Os gaúchos superaram os conterrâneos Geison Mendes e Gustavo Thiessen. “Fizemos tudo certinho. Velejamos bem na parte tática e alcançamos esse resultado positivo. A tendência é melhorar”, explicou Samuel Albrecht.

No feminino, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão muito perto de vencer o campeonato, pois mostraram o entrosamento que vem desde a campanha olímpica para Londres/2012. Elas estão em segundo no geral, incluindo os homens. “Velejamos bem tecnicamente e conseguimos transformar em resultado nosso entrosamento. Estamos bem confiantes nessa nova temporada”, explicou Ana Barbachan.

Isabel Swan, proeira de Renata Decnop, aprovou o desempenho das adversárias. “Começamos a nova parceria e posso dizer que estamos em um processo de crescimento técnico. O entrosamento vem aos poucos”. Oliveira e Barbachan têm sete pontos de vantagem para Swan e Decnop e precisam de um quarto lugar na medal race para garantir o título.

Jorginho Zarif faz duelo com Bruno Prada – Na classe Finn, Jorge Zarif e Bruno Prada sobram tecnicamente na competição. Os dois treinam e competem juntos para aprimorar ainda mais a técnica. Melhor para o Brasil, que terá representantes de peso nos eventos internacionais. “Para a Olimpíada só vai um, mas quem conseguir a vaga em 2016 certamente estará pronto. Vamos correr os principais eventos na Europa e melhorar ainda mais”, disse Jorge Zarif, que tem oito pontos de vantagem para Bruno Prada.

Na 49er, que tem duplas masculinas e femininas na raia competindo juntos, os brasileiros André Fonseca e Francisco Andrade seguem em primeiro lugar e com vantagem para a medal race. A dupla já está garantida como a melhor do Brasil na Semana de Vela e terá apoio ao longo do ano. Entre as mulheres, as líderes do ranking mundial, Martine Grael e Kahena Kunze, também confirmaram o favoritismo e venceram a competição antes da última regata. “Estamos velejando bem, graças ao treino intensivo que temos feito. Dá pra ver que o nosso nível e das outras meninas é bem diferente, algo que prova que estamos no caminho certo”, analisou Kahena Kunze.

Na RS:X, a chamada prancha a vela, Patrícia Freitas mostra que é uma das esperanças de medalha para o Brasil em 2016. A atleta da nova geração, mas que já foi para duas Olimpíadas, lidera o campeonato, que tem a campeã olímpica Marina Alabau na disputa. “Competir contra uma atleta desse nível é muito importante, mas o fator casa está fazendo a diferença. Eu conheço bem a raia da Baía de Guanabara. Espero evoluir ainda mais”, avaliou Patrícia Freitas.

No masculino, Ricardo Winicki Bimba segue em segundo lugar com 20 pontos perdidos, atrás do israelense Nimrod Maschiah com 15. Em terceiro aparece o grego Byron Kokkalanis, com 21 pontos perdidos.

As regatas finais, as medal races, serão disputadas nesta sexta-feira (22) a partir das 13h no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ). As classes que tinham mais de 10 competidores ao longo do campeonato terão os 10 melhores na medal race, aqueles que tinham menos de 10 velejadores terão apenas os cinco mais bem classificados na disputa.

Resultados

Laser – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Robert Scheidt – 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1+[4])
2º – Bruno Fontes – 20 pp (2+2+2+[3]+2+2+2+[5]+5)
3º – Eduardo Couto – 27 pp (5+4+[7]+2+5+3+3+2+3)

Laser Radial – após 9 regatas e 1 descarte
1ª – Adriana Kostiw – 14 pp (2+1+3+1+1+1+1+[5]+4)
2ª – Fernanda Decnop – 14 pp (1+2+1+2+3+4+2+2+1)
3ª – Maria Cristina Boabaid – 21 pp (3+3+[5]+4+2+2+4+1+2)

470 Masculino – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Fábio Pillar/Samuel Albrecht – 16 pp (1+1+2+4+[5]+2+1+1+4)
2º – Geison Mendes/Gustavo Thiesen – 25 pp (2+2+3+5+4+1+3+[6]+5)
3º – Francisco Sucari/Francisco Renna (ARG) – 29 pp (3+3+4+3+[6]+5+4+4+3)

470 Feminino – após 9 regatas e 1 descarte
1ª – Fernanda Oliveira/Ana Barbachan – 22 pp (5+[6]+1+1+1+6+5+2+1)
2ª – Renata Decnop/Isabel Swan – 29 pp ([6]+5+5+2+2+4+6+3+2)

Finn – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Jorge Zarif – 8 pp (1+1+1+1+1+1+1+[2]+1)
2º – Bruno Prada – 16 pp (2+2+2+2+2+3+2+1+[4])
3º – Pedro Trouche- 30 pp (3+3+4+[6]+5+2+3+4+6)

49er – após 14 regatas e 1 descarte
1º – André Fonseca/Francisco Andrade – 24 pp (2+2+2+1+2+2+2+1+1+2+2+[5]+3+2)
2º – Allan Norregaard/Aders Thomsen (DIN) – 29 pp (1+1+1+5+1+1+1+[11]+11+1+1+3+1+1)
3º – Dante Bianchi/Thomas Low-Beer – 47 pp (3+5+3+2+6+6+3+3+4+4+[7]+1+2+5)

49er FX – após 14 regatas e 1 descarte
1ª – Martine Grael/Kahena Kunze – 71 pp ([7]+6+5+6+4+5+5+5+6+5+4+7+7+7)
2ª – Juliana Mota/Stephanie Ferron – 111 pp (9+8+7+7+11+7+8+8+[11]+9+11+9+9+9)
3ª – Juliana Senfft/Gabriela Nicolino – 123 pp
(8+[11]+11+8+11+9+10+9+8+11+9+10+10+10)

RS:X Masculino – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Nimrod Maschiah (ISR) – 15 pp (2+2+2+1+[4]+3+1+1+3)
2º – Ricardo Santos – 20 pp (3+3+3+2+3+2+[4]+3+1)
3º – Byron Kokkalanis (GRE) – 21 (5+5+1+3+1+[6]+2+2+2)

RS:X Feminino – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Patricia Freitas – 10 pp (1+1+1+1+[2]+2+2+1+1)
2º – Marina Alabau (ESP) – 17 pp (2+2+2+2+1+1+1+6+[6])
3º – Bruna Martinelli – 24 pp (3+3+3+[5]+4+3+4+2+2)

Da ZDL

Copa Catarinense de C30 recomeça neste sábado em Floripa

A segunda etapa da Copa Catarinense de Veleiros C30 será realizada neste sábado, 23 de fevereiro, em Florianópolis. Serão três regatas barla-sota com largadas a partir do meio dia. A definição da raia da regata está condicionada as condições de vento e mar e será decidida minutos antes do início das provas. Tanto pode ser na Baia Sul, nas proximidades da Ponte Pedro Ivo Campos, como na baía Norte, em frente ao trapiche da Avenida Beira Mar.

A liderança da competição está com o Veleiro Zeus, vencedor de duas das três regatas da primeira etapa, com Katana em segundo, Kaikias em terceiro e Corta Vento em quarto lugar.

Algumas tripulações entrarão desfalcadas na raia em função da realização da Semana Brasileira de Vela, no Rio de Janeiro, onde os velejadores de monotipo tentam índices na busca de uma vaga na Equipe Brasileira de Vela que representará o Brasil nas Olimpíadas de 2016.

Da assessoria

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