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Picolé, de Beto Pandiani, já está na água pronto para a travessia do Atlântico

A bordo de um catamarã sem cabine, Betão e o parceiro Igor Bely terão de enfrentar 4.000 milhas náuticas  da Cidade do Cabo, na África do Sul, até Ilhabela, no litoral norte paulista

O Picolé aguarda pacientemente a partida para o Brasil

O Picolé aguarda pacientemente a partida para o Brasil

São Paulo (SP) – O barco Picolé, que levará Beto Pandiani e Igor Bely para a Travessia do Atlântico, já está na água na Cidade do Cabo, na África do Sul. Depois de duas semanas de trabalho em um estaleiro local, o catamarã sem cabine passará por testes de navegação no país africano, antes de partir para Ilhabela. O cronograma da dupla foi alterado e a viagem deve ter início na semana que vem.

“Depois de dois anos de planejamento e uma rotina intensa durante os últimos dias, nós conseguimos ver o barco na água. Brindamos esse momento, mas o próximo será do outro lado do oceano, em Ilhabela, com muitos amigos comemorando o sucesso da travessia”. Mesmo com as notícias positivas, Betão prega cautela. “Só vamos sair daqui quando nos sentirmos seguros.”

“Tem sido muito extenuante a montagem do Picolé, pois tivemos muitos contratempos, mas valeu a pena ter apostado neste projeto. Desde 2011 estamos trabalhando nesta viagem e a quarta-feira (13) foi um dia especial. Agora começa uma nova viagem, a viagem de realizar o que foi idealizado. Cada nó dado, cada parafuso no seu devido lugar vai dando forma à nossa casa flutuante. Uma jangada tecnológica genial que tem mostrado para nós que podemos ir mais longe do que imaginávamos e com muito pouco.”

Os dois terão de enfrentar 4.000 milhas náuticas  da Cidade do Cabo até litoral norte paulista. Antes de zarpar com o barco Picolé, a equipe de terra se certifica de todos os detalhes e esse ‘pente fino’ foi fundamental para encontrar erros de construção da embarcação de 24 pés . Para sair 100% seguros, Betão e Igor resolveram adiar um pouco mais a partida.

“Pensamos nossa estratégia em relação ao tempo certo de partir ou não. Com base em expedições anteriores e no nosso know-how de preparação de barcos para aventuras pelos mares do mundo, concluímos que só vamos sair em total segurança. Afinal de contas, será uma viagem de 30 dias sem escalas, um pouco diferente das demais, quando chegamos a parar e consertar algum dano ou reabastecer”, conta Beto Pandiani, que está na Cidade do Cabo desde o mês passado se preparando para a Travessia do Atlântico. “Só temos encontrado gente muito especial e que tem nos ajudado muito a fazer o que precisamos para sair daqui com segurança. E quem sabe se dentro desta matemática enigmática de cronograma não acabaremos saindo na época correta?”

Beto Pandiani e Igor Bely ainda pretendem treinar com o catamarã sem cabine nas águas sul-africanas para testar o barco. “Tivemos uma surpresa a cada dia e percebemos muitas falhas na construção. Falhas que hoje podemos perceber, alguns anos antes não. Ou seja, mudamos de patamar, mas ainda assim continuamos a mercê do imponderável”, reforça o velejador. Segundo a previsão inicial, o barco pode ter os primeiros problemas (desgaste natural das peças) após os sete primeiros dias.

A expedição, que foi parcialmente bancada por um financiamento coletivo na internet, será uma das mais desgastantes da carreira de Beto Pandiani. Mesmo ‘evitando’ zonas de tempo ruim no Oceano Atlântico, o barco sofrerá com os fortes ventos e frio nessa parte do planeta. Só para se ter uma ideia, a dupla navegará por uma rota que coincide com a Costa dos Esqueletos, um dos locais mais inóspitos do mundo.

O Picolé tem 24 pés e é feito todo em carbono para suportar condições adversas. O pequeno veleiro de dois cascos foi construído no estaleiro alemão Eaglecat. O modelo é adaptado às experiências de viagem da dupla e é híbrido, ou seja, não existe outro igual no mundo.

A Travessia do Atlântico tem o patrocínio de Semp Toshiba, apoio de Mitsubishi, Red Bull e Certisign. Os colaboradores são Reebok, BL3, Sta Constância, Azula, North Sails e Track and Field.

Da ZDL

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