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Em águas brasileiras, Betão Pandiani e Igor Bely superam noite de tormentas

Ventos fortes na passagem por Trindade, pedaço de terra administrado pela Marinha, assustam dupla que faz o caminho da África do Sul ao Brasil a bordo de um catamarã sem cabine

A dupla sofreu ao chegar em águas brasileiras

A dupla sofreu ao chegar em águas brasileiras

São Paulo (SP) – A Travessia do Atlântico, aventura de Beto Pandiani e Igor Bely pelo oceano a bordo de um catamarã sem cabine, chega em um momento importante. A dupla já está em águas brasileiras quase um mês após a partida da Cidade do Cabo, na África do Sul. Os dois deixaram para trás o arquipélago de Trindade e Martim Vaz, o trecho de terra mais distante da costa nacional. O território pertence ao município de Vitória (ES) e está a mais de 1.200 quilômetros distante da cidade. A Marinha do Brasil tem um posto militar no local. Poucos velejadores de oceano conseguiram ter o privilégio de chegar à ilha de Trindade, um imenso paredão no meio do Atlântico.

“Estamos agora em águas brasileiras. Estive lá, em Trindade, quando tinha 8 anos, mas não consegui chegar em terra, já que a ilha é inóspita e de difícil acesso pelas praias rochosas e fortes ondas. Lembro que havia tanto peixe, que o cardume encostava perto do barco para ver se era comida. Espero que o local permaneça o mesmo”, disse Igor Bely, que foi para ilha de Trindade a bordo de um veleiro batizado de Kotic II.

Mas, na região de Trindade, os velejadores sofreram. O vento forte vindo de noroeste, ou seja, bem contra o Picolé, dificultou as coisas para a dupla que pretendia ir para o sentido oeste. “Não queríamos descer ainda para o sul, pois uma frente fria provocava ventos fortes de sudoeste mais ao sul, também contra nosso destino. A noite de domingo para segunda-feira foi a pior noite da viagem”, relatou Beto Pandiani. “Não dormimos nem um segundo e sentindo as pancadas das ondas arrebentarem na lateral do Picolé. Era como tomar um soco no estômago. O medo de quebrar o barco e perder tudo que fizemos até aqui me deixou com a boca seca. Por alguns momentos o medo do fracasso tomou conta de mim”.

Chegada prevista para dia 27 em Ilhabela – A ideia da dupla é chegar em Ilhabela no dia 27 de abril, na sede da BL3. “Essa viagem é diferente de todas que fiz, pois não tem escalas. É quase um mês a bordo e a gente não vê nada. A impressão é que estamos sozinhos no mundo. Nuvem e céu apenas. À noite só existe isso”, afirmou Betão Pandiani.

“Estamos a 620 milhas de Vitória e 730 de Cabo Frio. São números animadores e se tivermos três dias bons, vamos nos aproximar bastante da costa brasileira”, finalizou Beto Pandiani. Depois que o mar acalmou, os dois conseguiram descansar e até foi possível pescar. Igor Bely pegou um marlin, que logo depois foi devolvido às águas.

Ao todo, a Travessia do Atlântico tem 4.000 milhas náuticas (7.400 quilômetros) da Cidade do Cabo (África do Sul) até Ilhabela (Brasil). Os dois estão na água desde 20 de março, mas a falta de ventos impediu que a aventura terminasse em 30 dias.

A Travessia do Atlântico tem o patrocínio de Semp Toshiba, apoio de Mitsubishi, Red Bull e Certisign. Os colaboradores são Reebok, BL3, Sta Constância, Azula, North Sails e Track and Field.

Da ZDL

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