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Scheidt passa para a medal race em Hyères na primeira colocação; Fontes é quarto

São Paulo – Robert Scheidt vai para a decisão da etapa francesa da Copa do Mundo, em Hyères, como líder da competição. O 9º e o 5º lugares nas regatas desta sexta-feira, encerramento da fase final, foram suficientes para o brasileiro, dono de três medalhas olímpicas na Laser, assegurar o primeiro lugar, com 30 pontos perdidos. O croata Tonci Stipanovic vem logo atrás, com 32, seguido pelo australiano Tom Burton, com 35. O também brasileiro Bruno Fontes é o quarto colocado e também brigará por um lugar no pódio.

Muito próximos de Scheidt na classificação geral, os quatro prometem disputas acirradas nas duas medal races deste sábado (27), que serão realizadas a poucos metros do cais e poderão ser acompanhadas pelo público.

Os ventos fracos, entre 7 e 8 nós pela manhã, chegando a 12 nós à tarde, surpreenderam os velejadores nesta sexta-feira, ajudando a provocar reviravoltas na etapa de Hyères da Copa do Mundo. O croata Tonci Stipanovic, que vinha liderando de ponta a ponta, venceu a primeira regata, mas foi apenas o 25º na segunda, que teve o australiano Tom Burton em primeiro. Já o brasileiro Bruno Fontes, entre os três primeiros desde o ínicio do evento, foi 22º e 28º, caindo para a quarta posição, o que dificulta sua missão nas provas decisivas de sábado. Com o 9º e o 5º lugar nas disputas de encerramento da fase final da competição, Robert Scheidt fez um balanço positivo de seu desempenho.

“Estou muito feliz, porque vim crescendo ao longo da disputa. Ainda preciso corrigir pequenos detalhes, o que só vai acontecer conforme eu for pegando ritmo de competição. Mas a regularidade nas regatas é algo que me deixa satisfeito”, ressaltou Scheidt. “Se eu sair daqui com uma medalha, será um grande resultado.

O velejador destacou ainda o equilíbrio entre os primeiros colocados da Laser, todos muito próximos entre si na classificação. “Quero velejar bem na primeira regata, amanhã (sábado), e chegar entre os primeiros. Dependendo da posição dos outros velejadores, nessa prova, vou definir se tentarei chegar na frente, na segunda regata, ou se vou partir para uma estratégia mais agressiva e marcar os adversários”, explicou Scheidt.

De acordo com o novo modelo adotado para a etapa de Hyères da Copa do Mundo, os dez primeiros colocados vão brigar pelo título da competição em duas medal races, ambas com valor dobrado, neste sábado (27), a partir das 11 horas (6 horas no horário brasileiro).

Da Local

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Semana Olímpica Francesa: Brasileiros passam para a disputa da medal race na liderança

Terminou nesta sexta-feira em Hyères a fase classificatória da Semana Olímpica Francesa, válida como a última etapa da Copa do Mundo de Vela. E o Brasil pode comemorar, pois dois dos nossos atletas passaram para a medal race na primeira colocação. Na disputa deste domingo, com exceção do 49er e 49er FX em que passam os oito primeiros, em todas as outras classes passam de fase os dez primeiros colocados.

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan lideraram a competição inteira na classe 470 e abriram uma vantagem de 12 pontos para as francesas Camille Lecointre e Mathilde Geron, segundas colocadas.

Na Laser Robert Scheidt conseguiu velejar bem nesta sexta e assumiu a ponta. Bruno Fontes, que também veleja neste sábado, passou de fase em quarto.

Quem também irá disputar a regata da medalha são os velejadores da RS:X. Ricardo Winick passou na sexta posição, enquanto Patrícia Freitas passou em quinto.

Na 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunze se mantiveram na terceira colocação e também disputarão o ouro neste sábado.

 

Beto Pandiani e Igor Bely chegam neste sábado em Ilhabela

A bordo do Picolé, a dupla avista terra firme

A bordo do Picolé, a dupla avista terra firme

São Paulo (SP) – A sede da escola de vela BL3, na praia da Armação, em Ilhabela (SP), está pronta para a chegada da Travessia do Atlântico, uma das maiores aventuras da dupla Beto Pandiani e Igor Bely. O dois chegam ao destino final às 12h deste sábado (27), após uma viagem que superou 4.000 milhas náuticas pelo oceano a bordo de um catamarã sem cabine e conforto zero. A viagem começou em 20 de março, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e vai acabar 38 dias depois. No trajeto, os velejadores relataram pelo site travessiadoatlantico.tumblr.com. que sofreram com as condições adversas como sol forte, tempestades, ondas e zonas de naufrágio.

Contando as horas e os minutos para o encerramento, Beto Pandiani confessou não aguentar mais sofrer com a falta de ventos. “Estamos pagando pedágio para os deuses, pois a falta de vento está sendo a marca da viagem. Ou pancada, ou merreca. Na quinta-feira (25),por exemplo, passamos o dia todo olhando para o Rio de Janeiro, e não passava, e não andava. Uma corrente contra adiava nosso pequeno progresso. Haja Red Bull. É preciso muita energia pra superar tantos obstáculos”, reclamou.

O velejador completou: “Esta rotina é um teste mental extremo, e ainda preciso saber o que preciso aprender com esta situação. Paciência! Estamos a apenas poucas milhas de Ilhabela”.

Igor Bely também falou da reta final da Travessia do Atlântico: “É claro que não há vento, mas isso não é uma surpresa. Estamos confiantes de que virá. Sábado vamos realizar um sonho que está a mais de 35 dias em nossas mentes: caminhar na praia. Desejem-nos boa sorte para estes últimos quilômetros”.

A Travessia do Atlântico tem o patrocínio de Semp Toshiba, apoio de Mitsubishi, Red Bull e Certisign. Os colaboradores são Reebok, BL3, Sta Constância, Azula, North Sails e Track and Field.

Da ZDL

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