Pular para o conteúdo

Arquivo de

Jangadeiros sedia Sul-Brasileiro de Optmist

Competição reunirá cerca de 100 velejadores em Porto Alegre, entre os dias 30 de abril e 4 de maio. Regatas começam na quarta-feira.

Mantendo a tradição de sediar grandes competições, o Clube dos Jangadeiros realizará de 30 de abril a 4 de maio o 35º Campeonato Sul Brasileiro da Classe Optimist. O evento fará parte da seletiva para os campeonatos Mundial, Europeu e Norte Americano e deve reunir cerca de 100 velejadores, que representarão clubes do Rio Grande do Sul, deSanta Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, da Bahia, de Pernambuco e do Distrito Federal. “Esse campeonato será histórico. Poucas vezes tivemos uma flotilha tão numerosa e qualificada como esta”, afirma o vice-comodoro Esportivo do Jangadeiros, Francisco Freitas.

Com regatas disputadas nas Baías da Pedra Redonda e da Tristeza, o Sul Brasileiro de Optimist reunirá alguns dos principais nomes da classe em Porto Alegre. Os três primeiros colocados no último Campeonato Brasileiro (Pedro Correa – YCSA/SP, Gabriel Lopes – VDS/RS e Pedro Zonta – CDJ/RS), por exemplo, estarão na raia para tentar garantir vaga no Mundial. A briga começará na quarta-feira, dia 1º de maio, e promete ser boa.

Travessia do Atlântico termina em Ilhabela com festa para Beto Pandiani e Igor Bely

Aventura a bordo de um catamarã (barco de dois cascos) sem cabine durou 38 dias e a dupla percorreu mais de 4.000 milhas náuticas (7.400 quilômetros) da Cidade do Cabo, na África do Sul, até o Brasil

Igor e Betão foram recebidos com festa em Ilhabela

Igor e Betão foram recebidos com festa em Ilhabela

Ilhabela (SP) – Às 12h35 deste sábado (27), na sede da escola de vela BL3, em Ilhabela, chegou ao fim uma das mais desgastantes aventuras da carreira do brasileiro Beto Pandiani e do francês Igor Bely. A Travessia do Atlântico a bordo de um catamarã (barco de dois cascos) sem cabine durou 38 dias e a dupla percorreu mais de 4.000 milhas náuticas, o que corresponde a 7.400 quilômetros da Cidade do Cabo, na África do Sul, até o Brasil.

“Foi muito mais difícil psicologicamente do que fisicamente”, logo dizia Beto Pandiani aos amigos quando a embarcação tocou nas areias da Praia da Armação. A recepção aos velejadores foi digna dessa grande expedição com mais de 500 pessoas no local, sem contar as 20 embarcações que escoltaram o Picolé, como foi batizado o barco, desde a Ponta das Canas até a praia da Armação, sede da BL3. Com celulares e máquinas fotográficas em mãos, os fãs da vela oceânica e as crianças registraram o momento na bela tarde de sol e 27 graus do litoral norte paulista.

O trajeto entre os continentes foi marcado pela falta de vento, o que mudou o cronograma da viagem inicialmente previsto para um mês. Desde o início do projeto, em 2011, a dupla alinhou todos os detalhes do barco para encontrar ondas fortes e não quebrar. Numa conta simples, em 70% do caminho a velocidade dos ventos não ajudou a impulsionar a proa do Picolé para a costa brasileira. A ansiedade da chegada, principalmente na última semana, foi, segundo os velejadores, a maior dificuldade da Travessia do Atlântico.

A viagem foi a mais ‘online’ da carreira da dupla. Diários de porto, relatórios, boletins de rádio, fotos e outros detalhes da Travessia do Atlântico eram postados em tempo real nohttp://travessiadoatlantico.tumblr.com/. O sucesso foi tanto que Tumblr registrou 7 mil seguidores durante a expedição.

As redes sociais foram uma ferramenta importante para o sucesso do projeto, que usou o crownfundind, uma espécie de vaquinha virtual, para captar parte do dinheiro necessário. Cerca de 700 pessoas se uniram e colaboraram com R$ 166.568,24, acima da meta estabelecida de R$ 150 mil. O valor foi usado para cobrir despesas com equipamentos, que incluíram GPS, telefones via satélite, dessalinizadores de água, alimentos liofilizados e outros mais. Mas o ‘dinheiro’ não foi o que motivou a dupla e sim as mensagens de carinho e apoio pela internet. Uma delas, em francês, ganhou o prêmio de melhor das milhares: “Chegar ao destino é um desejo, mas navegar é um prazer”, numa tradução literal para o português.

“Eu sentia a energia de todos nos momentos mais difíceis da viagem. Era impossível pensar em desistir com esse carinho, apesar de estarmos quase boiando em alto mar. Os nomes de cada um escritos no barco e no pote a bordo foram nosso combustível”, disse Beto Pandiani. “Conseguimos criar essa interação e quem compartilhou nossos posts, incentivou, participou da vaquinha e divulgou de alguma maneira foi um embaixador da Travessia do Atlântico”.

Com português perfeito, apesar de ser francês e de escrever seus posts em inglês, Igor Bely insistiu na dificuldade enfrentada. Juntos, os parceiros de outras aventuras como a Travessia do Pacífico já passaram mais de 100 dias e quase 30 mil quilômetros em barco aberto e sem conforto. “A primeira e a última semanas foram as mais difíceis dos 38 dias da Travessia do Atlântico. No começo, quando zarpamos da Cidade do Cabo, o mau tempo e o mar bem agitado deram as caras. Tivemos de ser mais concentrados e focados. Na parte final, o cansaço bateu e a ansiedade de chegar logo para colocar o pé na areia e rever os amigos e família era potencializada pela falta de vento”.

Os velejadores tentaram uma parábola no caminho e ficar sempre de proa para o Brasil, mas essa estratégia resultou na passagem por regiões de ventos fortíssimos, principalmente no Cabo da Boa Esperança, água muito fria, tubarões, navios mercantes e ondas gigantes. A rota foi paralela à costa da África do Sul e da Namíbia. A dupla Passou pela Costa dos Esqueletos, que é a porção de terras desérticas do continente. Morbidade e beleza se confundiam. “Em um determinado momento, nos primeiros dias, poupamos o barco por causa do vento forte, ou seja, deixamos sem vela e navegar pelo mastro era suficiente”, relatou Betão Pandiani. Depois desse trecho inicial, os aventureiros chegaram ao ponto mais ‘complicado’ que foi a falta de ventos.

Atrito a bordo? – Nenhum. Cada um conhece o outro e sabia de suas funções no catamarã. “O barco é um ambiente explosivo para criar um atrito entre os tripulantes. Nesse período não houve nenhuma desavença entre nós. Foi um sentimento de companheirismo mútuo. Fazer o veleiro andar é um detalhe instintivo, mas contornar os problemas emocionais não é natural e tivemos que aprender ao longo das expedições”, recordou Beto Pandiani.

“A característica do Igor a bordo é fundamental. Sua bagagem de conhecimento náutico adquirido dentro de um barco, nos ajuda a ter esse resultado. Todos os detalhes e soluções dentro de uma embarcação ele consegue fazer com maestria”.

Sobre as novidades para 2014, Betão quer apenas esperar. “Difícil pensar nas próximas viagens, só sondagens por enquanto. Quando estamos em uma expedição como a do Atlântico, a única intenção concreta é ter energia para chegar ao destino”.

O barco – O Picolé foi aprovado no teste! O barco de 24 pés (oito metros) é feito todo em carbono para suportar condições adversas. O veleiro de dois cascos foi construído no estaleiro alemão Eaglecat, mas foi na Cidade do Cabo que o português Manuel Mendes, dono da marina que recebeu a dupla, ajudou a dar um jeito em pequenos detalhes que poderiam colocar a perder o projeto da Travessia do Atlântico. O modelo foi adaptado às experiências de viagem da dupla e é híbrido, ou seja, não existe outro igual no mundo.

“É difícil chegar um modelo ideal de catamarã. Podemos dizer que não houve quebras e molhou bem menos comparando com os outros barcos. Ficar seco faz a diferença em tanto tempo de viagem. Outro ato aprovado foi que a frente dele, a proa, não enterra na onda”, disse Beto Pandiani. “A cada barulho, batida de onda, a gente ficava atento. Nós sentimos o barco”.

Igor Bely deu seu ponto de vista. “Quando pegava mar de lado, nós ficávamos apreensivos. É uma característica de um catamarã. Esse modelo é bom com mar liso e vento favorável. O aprendizado do Pacífico foi fundamental, mas o Picolé é mais forte”.

A novidade veio dar à praia – “Tá vendo aquele barco vermelho ali na frente?”, disse uma mãe para a filha de no máximo quatros anos. “Ele veio lá do outro lado do mar, de outro continente e a gente veio aqui só pra ver os marinheiros chegarem”. O interesse pela expedição começou antes do início da tarde deste sábado. Com uma ampla rede de amigos nas redes sociais e uma divulgação bem distribuída, a chegada de Pandiani e Bely na Travessia do Atlântico se transformou na principal atração do dia em Ilhabela, tradicional cidade da prática da vela no Brasil.

Os 500 fãs dos velejadores acompanharam as dificuldades que os dois passaram no Oceano Atlântico pela internet e foram recepcioná-los com muita energia e alegria na sede da BL3. Fotos para Facebook, Instagran e até autógrafo os navegadores deram. Saudade para uns, admiração para outros e novidade para a maioria, que viu pela primeira vez um catamarã sem o mínimo de conforto que transportou dois aventureiros por mais de 7.400 quilômetros. Chamava muito a atenção as duas pequenas barracas instaladas na proa que serviram de dormitório para os velejadores.

O prefeito Antônio Colucci, o capitão Alexandre Motta de Sousa, da Capitania dos Portos, em São Sebastião, patrocinadores, o anjo da guarda dos velejadores na Cidade do Cabo, Manuel Mendes, e os curiosos mudaram a paisagem da Praia da Armação. Antes de aportar, o barco Picolé foi escoltado por uma flotilha de 20 barcos, lanchas e monotipos, liderados pelo Orson Mapfre, um dos ícones da vela oceânica brasileira, comandado por Carlos Eduardo de Souza e Silva, o “Kalu”.

O primeiro discurso, precedido pela Aquarela do Brasil de João Gilberto, misturou saudade e agradecimento. Sempre fazendo reflexões, Beto Pandiani destacou a importância do apoio de cada amigo, dos dias sem vento e do legado. “A vontade que tenho é de abraçar um por um, de olhar nos olhos e agradecer a oportunidade de ter vivido esta emoção tão intensa nestes últimos meses. A viagem deu certo e o Picolé agora tem uma casa: Ilhabela. Quero que este barco sirva de inspiração para as crianças e que passe a ser um barco escola, ensinando aos pequenos os valores que se precisa para ir ao mar. Preciso devolver tudo que recebi, e esta é uma das maneiras que vejo”.

Depois de cumprimentar cada amigo antigo ou novo, a dupla foi conversar com a imprensa no hotel Armação dos Ventos. Esgotado o assunto, veio a melhor parte. A primeira refeição quente dos últimos 38 dias, que incluiu arroz com coco, cação, filé mignon, muqueca de peixe, farofa, purê de banana e muito Red Bull.

Logo depois, Pandiani e Bely foram descansar porque na noite do sábado estava programada uma grande festa no hotel para comemorar o feito. Beto Pandiani, responsável por uma sugestiva e criativa playlist da expedição (ele colocava a música do dia em cada post que escrevia na internet) seria o DJ.

Da ZDL

Regata encerra semana náutica do Rio Boat Show

A 14ª edição da Regata Rio Boat Show encerrou oficialmente a Semana Náutica. No mini-circuito Rio, na classe ORC, o vencedor foi Lars Grael comandando o veleiro Stand By Me. Na categoria RGS, o veleiro Xekmat-Bailly ficou em primeiro lugar, já na classe J24, a embarcação vencedora foi a Eurus. No sábado, Mário Figueiredo sagrou-se bicampeão do Rally Náutico. E na prova foto subaquática, Alvaro Velloso foi o grande campeão, levando três prêmios para casa. Ele venceu as categorias Profissional Criativa, Profissional Macro e o Prêmio Eu Amo o Rio.

A Regata contou com mais de 150 embarcações divididas em 18 categorias, e teve um belo dia para navegação com céu azul, vento favorável, e claro, a bela vista do Rio de Janeiro. Às 13h foi dada a largada para o mini-circuito Rio 2013, que saiu de Niterói, na Baía de São Francisco, com os veleiros ORC e BRA RGS até 32’. No mesmo horário, largaram em frente à Escola Naval as classes oceano ORC, IRC, BRA RGS e CRUZEIRO, e os monotipos de Star, Snipe, Laser (Standard, Radial e 4.7), Dingue, Finn, 49er, FX, 29er, 470, 420. A classe Optimist de veteranos e estreantes largou às 13h30 da raia localizada em frente ao Morro da Viúva.

Da assessoria

Vídeo: Oracle Racing estreia o novo AC72

Scheidt é prata na Semana Olímpica Francesa

Maior medalhista olímpico brasileiro garantiu o segundo lugar após duelo acirrado com o croata Tonci Stipanovic, em medal races marcadas pela falta de vento na raia francesa

São Paulo – A briga pelo título da etapa francesa da Copa do Mundo de Vela, entre Robert Scheidt, o croata Tonci Stipanovic e o australiano Tom Burton, os três primeiros colocados na Laser, teve lances atípicos em Hyères. O vento mal apareceu nas duas medal races deste sábado (27), disputadas perto do cais e acompanhadas de perto pelo público. Num duelo particular com Stipanovic, Scheidt garantiu a medalha de prata, deixando o adversário com o bronze e Burton livre para conquistar o topo do pódio.

A decisão da etapa de Hyères começou a se desenhar na primeira medal race deste sábado, disputada sob ventos fracos de 4 nós (7,4 km/h), quando o australiano Tom Burton, terceiro na classificação, fez o quarto lugar e assumiu a ponta, com 42 pontos perdidos. O croata Tonci Stipanovic foi apenas o 8º, seguido por Scheidt, resultado que deixou os dois empatados na vice-liderança, com 47 pontos perdidos.

“Larguei mal e acabei não fazendo uma boa regata”, admitiu Scheidt. “Para a segunda medal race, a condição de vento se tornou impossível (2 nós), o que levou a uma disputa bem atípica. Quando vi que dificilmente poderia alcançar o australiano, decidi marcar o croata, que vinha atrás de mim, para garantir a medalha de prata.” A estratégia funcionou, e o brasileiro terminou em 8º, logo à frente de Stipanovic. Com o 6º lugar, Burton assegurou o título em Hyères.

Dono de três medalhas olímpicas na Laser (ouro em Atlanta/96 e Atenas/04, prata em Sydney/00), Scheidt comemorou o resultado em Hyères. “Voltar à Laser e conquistar a medalha de prata numa competição em alto nível, com todos os melhores do mundo, é muito positivo. O nível da flotilha estava realmente forte, e a prata é um resultado excelente”. O próximo desafio do brasileiro será o Olimpic Garda, entre 8 e 12 de maio, em Garda, na Itália, onde voltará a enfrentar Stipanovic e Burton, entre outros nomes de destaca da classe no mundo.

Resultado final
1. Tom Burton (AUS) – 54 pp (21+2+2+0+[11]+9+0+8+12)
2. Robert Scheidt (BRA) – 63 pp (6+3+[16]+4+3+8+5+18+16)
3. Tonci Stipanovic (CRO) – 66 pontos perdidos (0+0+[56]+2+5+0+25+16+18)
4. Daniel Mihelic (CRO) – 81 pp (17+7+[35]+8+16+7+26+0+0)
5. Jean-Baptiste Bernaz (FRA) – 85 pp (12+13+[27]+5+0+15+22+12+6)
6. Bruno Fontes (BRA) – 87 pp (2+4+23+7+2+21+[28]+14+14)
7. Andy Maloney (NZL) – 91 pp (13+12+[19]+15+10+12+15+4+10)
8. Ryan Palk (AUS) – 96 pp (8+[34]+21+11+22+10+10+6+8)
9. Nick Thompson (GBR) – 98 pp (41+9+3+6+14+[16]+11+10+4)
10. Pavlos Kontides (CYP) – 110 pp (14+5+[47]+3+27+18+3+20+20)

Da Local

Com vídeo: Norueguês HM King Harald V vence Yachting World Round Antigua Race

Os ventos estavam fracos durante a disputa da Yachting World Round Antigua Race, mas nem por isso a competição foi fácil. A corrente forte deixou o desafio ainda mais extremo. Foram necessárias seis horas para que o norueguês HM King Harald V, de 78 pés, completasse a volta com largada e chegada em Fort Charlotte, e ficasse com o título. Mas no corrigido, quem se deu bem foram os barcos pequenos. Os dez primeiros colocados tinham menos de 40 pés. O título no corrigido ficou com o Lancelot II.

Yacht Clube da Bahia promove regata de aniversário

O Yacht Clube da Bahia irá realizar durante todo o mês de maio a Copa Aniversário. Nos dias 4 e 5 irão para a água as classes Snipe e Hobie Cat 16. Nos dias 18 e 19 será a vez das classes Optimist e Skipper 21. Já nos dias 25 e 26 irão velejar as classes Laser, Dingue, Hobie Cat 16, Super Cat 17 e Windsurf. Não serão cobradas taxas de inscrição.

%d blogueiros gostam disto: