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Copa Suzuki Jimny testa nova classe em Ilhabela

Todos os veleiros podem se inscrever na IRC, categoria com regra secreta e inovadora para a modalidade. Segunda etapa, chamada de Warmup, está marcada para os dias 8, 9, 15 e 16 de junho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI)

Aline Bassi fotografou a classe HPE em Ilhabela

Ilhabela(SP) – A segunda etapa da Copa Suzuki Jimny, chamada de Warmup, terá uma novidade: a entrada da IRC como classe convidada. A categoria tem handicap internacional e atende barcos de todos os tamanhos e modelos. As regatas do Warmup, marcadas para os dias 8, 9, 15 e 16 de junho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI), serão uma prévia do que ocorrerá na Rolex Ilhabela Sailing Week, de 6 a 13 de julho. Nos dois campeonatos, a nova regra será aplicada. O circuito deve reunir mais de 50 veleiros em dois finais de semana, se consolidando como um dos principais eventos da vela oceânica nacional. Além da IRC, a Copa Suzuki Jimny terá as outras categorias tradicionais da modalidade como ORC, C30, HPE E RGS.

“Um dos pontos positivos da IRC é que a categoria mantém em segredo as fórmulas para calcular o vencedor, impedindo assim que os projetistas desenvolvam veleiros que possam ser mais adaptados à regra. Acredito que as equipes irão tomar gosto pela classe”, ressalta Cuca Sodré, organizador do campeonato.

A IRC é destinada a barcos de todos os tamanhos e formas, desde os de cruzeiro produzidos em série e os cruiser (barcos de cruzeiro com projeto moderno e veloz), até os desenhados exclusivamente para alto desempenho. Atualmente, a categoria é utilizada em várias regatas e campeonatos pelo mundo, como a Rolex Fastnet Race, Rolex Sydney Hobart e a Rolex Middle Sea Race.

“Todas as classes de rating permitem que diferentes barcos corram a mesma regata com resultados justos. O diferencial da IRC é a regra ser internacional e ter talvez a combinação adequada de simplicidade e precisão para um grande número de barcos de nossa flotilha”, reforça Carlos Eduardo Souza e Silva, o Kalu, diretor de vela do YCI.

A regra já permitiu velejadores de diversos países e embarcações de diferentes tamanhos e tecnologia fazerem história ganhando na classificação geral pelo IRC. Em 2008, mais de 7.500 barcos em mais de 30 nações tinham certificados da classe.

A etapa de junho da Copa Suzuki Jimny tem previsão de reunir mais de 50 barcos, repetindo o sucesso da primeira, em abril. Na classe ORC,o líder provisório é o Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo). Na C30, a ponta é do TNT/Loyal (Marcelo Massa), com 100% de aproveitamento. Na HPE, o melhor desempenho é do Relaxa Next/Caixa (Roberto Mangabeira). Na RGS, os primeiros são: Jazz (Valéria Ravani), na A, Asbar II (Sergio Klepacz), na B, Rainha (Paulo Eduardo), na C, e Boccalupo (Claudio Melaragno), na Cruiser.

A Copa Suzuki Jimny/XIII Circuito Ilhabela de Vela Oceânica é organizada pelo Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e co-patrocínio da SER Glass. Os apoiadores são Prefeitura Municipal de Ilhabela, Brancante Seguros, Rádio Antena 1 Litoral Norte e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.

Da ZDL

Vídeo: Brasileiro de HPE em Ilhabela

Portugueses restauram a fragata Vadio I

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“Olá, o meu nome é VADIO
Gostava que me conhecessem um pouco melhor, para perceberem como aqui vim parar. 

O meu último dono e companheiro de aventuras foi o Almirante Andrade e Silva, que herdou do seu pai a responsabilidade de tomar conta de mim. Nessa altura eu era ainda um belo e jovem veleiro.

Foi com ele e a sua família que vivemos muitas aventuras, passamos dias cheios de alegria e animação. E para que estes dias nunca fossem esquecidos o Almirante teve o cuidado de registar tudo no “Diário de Bordo” que iniciámos em 1973, Onde ficou registado o Amor e cuidado com que sempre me tratou, e os momentos inesquecíveis que muitos dos seus amigos e família viveram a bordo.

O Almirante tinha um sonho. Um sonho grande, daqueles maiores que a própria vida. Assim, com dedicação e entusiasmos conseguiu que a Fragata D. Fernando II e Gloria a última nau a fazer a “carreira da Índia”, fosse recuperada do violento incendio que em 1963 a destruiu parcialmente.

Muitas vezes rumávamos ao “Mar da Palha” com a família e amigos a bordo e íamos visitar o que restava da fragata. Atracava-me aos destroços da fragata e ali ficávamos todos, cada um entretido com o seu sonho.

Finalmente em 1991 o Almirante presidiu à Comissão Intergovernamental responsável pelo restauro da fragata que ficou pronta para a EXPO 98. 
A reconstrução desta fragata tinha sido um sonho querido e desejado levado a bom porto. A última vez que visitamos a Fragata foi em Abril de 2008. 

A nossa ligação era de grande cumplicidade e Amor. Por isso ele conhecia bem o meu temperamento e respeita as minhas teimosias. Chegou mesmo a escrevê-las numa folha A4 para que ninguém fosse apanhado desprevenido !!!

Durante os últimos 5 anos, após a sua partida para outros mares… a sua família deixou-me a descansar das muitas aventuras, até que lhes pareci meio tristonho, com saudades de mais sonhos grandiosos, de mais aventuras, de conhecer gente que não conhecia.
E foi por isso que aqui vim parar. 

A família Andrade e Silva encontrou 3 sonhadores de sonhos grandes. O Antonio, o Gonçalo e o João. O sonho deles é também um sonho grande, que requer muita determinação, empenho e amor. Eles sonham em devolver-me a juventude de outros tempos e tornar-me um barco de muitos donos. Um veleiro de todos. De todos os que ainda sentem dentro aquilo que nos caracteriza como povo: a coragem, a determinação e o amor pelo mar e pela gente.

E, aqui estou eu o VADIO a convidar-te para ajudar a concretizar este sonho novo. Claro que talvez estejas agora a pensar que gostavas de ajudar mas não sabes como. Não faz mal, vem na mesma. Preciso de muitos arranjos, mas também preciso de sorrisos, boa disposição, de gente que queira aprender, gente que não se importe de perguntar o que é preciso.”

Louis Vuitton Cup poderá ser disputada com apenas dois barcos

O Team New Zealand reclama que deverá correr a LV Cup só contra o Prada. Mal...

O Team New Zealand reclama que deverá correr a LV Cup só contra o Prada. Mal…

Com o acidente que matou o velejador Andrew Simpson no início do mês, o Artemis teve o seu AC72 número 1 todo destruído, assim como a vela em formato de asa. O maior problema agora é que faltam apenas seis semanas para o início da disputa da Louis Vuitton Cup e será um pouco difícil para a equipe conseguir construir uma vela nova. Além disso, o barco número 1, com o qual eles estavam acostumados a velejar, não possuía fólios, o que exigirá mais da equipe quando o barco 2 ficar pronto – se isto acontecer. A direção do time até está afim de competir, mas os velejadores não estão com o mesmo pensamento.

O fato é que Grant Dalton, gerente do Emirates Team New Zealand, que já não andava muito contente com a Copa, anunciou esta semana que, por conta dos altos gastos com a campanha e por conta do acidente, provavelmente apenas eles e os italianos do Prada estarão na água para a primeira competição.

“O meu palpite é de que um evento ridiculamente pequeno com apenas três barcos, ficou ainda menor por causa dos custos. Eu nem sei se o Artemis tem um barco. O que quero dizer é que eles têm um barco, porém não está montado. A vela foi destruída, então eles precisam de uma nova, que sei que está sendo construída, porém isto leva um tempo”, disse ele.

 

Projetista do Laser tenta rebatizar o barco com um nome já usado por outra classe

Bruce Kirby, projetista do Laser, não está numa fase muito boa. Depois de entrar em uma briga com a LaserPerfomance por conta de royalties, ele resolveu que mudaria o fabricante e que o barco passaria a se chamar Torch (ou tocha em português). O fato é que já existe um barco com este nome. O barco é antigo, tá certo, mas que foi batizado primeiro, isto foi. 

Vídeo: História da vela no Rio de Janeiro

Ginga é campeão brasileiro de HPE

A equipe do Ginga comemora o título

A equipe do Ginga comemora o título

Terminou neste final de semana em Ilhabela o Brasileiro de HPE. Vinte equipes estiveram na água neste segundo final de semanas do evento. Após oito regatas, o campeão foi o Ginga, de Breno Chvaicer. A equipe do Corum ICS, comandada por Rafael Gagliotti ficou com a segunda colocação, enquanto o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, completou o pódio.

1 – Ginga (Breno Chvaicer) – 25 pontos perdidos (4+1+1+1+[6]+5+3+1+5+4)
2 – Corum ICS (Rafael Gagliotti) – 36 pp (3+8+6+6+1+3+5+3+[10]+1)
3 – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 42 pp (1+2+[10]+4+7+9+2+5+4+7)
4 – Bixiga (Pino de Segni) – 42 pp ([11]+5+9+2+2+7+4+2+9+2)
5 – Bond Girl (Rique Wanderley) – 48 pp (5+9+7+8+5+2+7+[13]+2+3)
6 – Magoo (Augusto Falletti) – 51 pp (6+7+2+9+9+1+1+10+6+[22])
7 – Relaxa Next/Caixa (Maurício Santa Cruz) – 62 pp (2+14+4+3+11+8+6+4+[16]+10)
8 – Jimny Take Ashauer (Casio Ashauer) – 69 pp (9+3+15+7+4+[18]+8+12+3+8)
9 – SER Glass Eternity (Marcelo Bellotti) – 82 pp ([17]+4+5+11+8+11+15+6+12+11)
10 – Twister (Marcos Cesar) – 104 pp (10+17+[22]+13+16+11+11+19+1+6)

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