Pular para o conteúdo

Arquivo de

Classes Star, HPE25 e S40 têm campeões antecipados na Rolex Ilhabela Sailing Week

Mestre Borlenghi, semi-submerso, capturou a ginga dos campeões na HPE25 hoje.

Mestre Borlenghi, semi-submerso, capturou a ginga dos campeões na HPE25 hoje.

Robert Scheidt e Bruno Prada comemoram título inédito no reencontro da dupla após os Jogos Olímpicos de Londres

A Rolex Ilhabela Sailing Week conheceu, nesta sexta-feira (12), no Yacht Club de Ilhabela (YCI), seus primeiros campeões da edição 2013. Alguns dos barcos considerados favoritos conseguiram manter a regularidade exigida por condições variadas de mar e vento para assegurar com um dia de antecedência o título. Na classe S40, o Crioula, do tático Samuel Albrecht, foi campeão com sete vitórias em oito regatas disputadas. Na HPE, o Ginga, de José Vicente, superou os outros 24 barcos da categoria a duas regatas do fim do campeonato. Enquanto na estreante Star, os tricampeões mundiais Robert Scheidt e Bruno Prada puderam trazer a Ilhabela o talento que os levou a tantas vitórias internacionais, para uma comemoração inédita. Na C30, o Loyal, de Marcelo Massa, está quase com a mão na taça. Precisa apenas de um sétimo lugar numa das duas últimas provas.

Nesta sexta-feira, com ventos fracos, na direção nordeste e intensidade média de 6 nós (10 km/h), a Comissão de Regatas realizou duas provas barla-sota, num percurso entre duas boias, ao norte de Ilhabela. A temperatura esteve sempre acima dos 20 graus, chegando a 25 no meio da regata. Os barcos voltam às disputas neste sábado (13), ao meio-dia, para a definição das classes C30, ORC, RGS e IRC.

Título vai para Porto Alegre na S40 – Depois de bater na trave no ano passado, o Crioula, barco do Veleiros do Sul (RS), ficou com o título da Rolex Ilhabela Sailing Week na S40, a classe dos barcos mais rápidos do evento internacional. Nas oito regatas, os gaúchos não deram oportunidade aos adversários, principalmente para o Carioca, de Roberto Martins. A sete vitórias foram consequência de largadas perfeitas, entrosamento e talento. “A dedicação e a habilidade dos tripulantes foram fundamentais para essa conquista. Velejamos em alto nível e em condições de vento e mar diferentes”, explicou Samuel Albrecht, atleta olímpico e tático do Crioula.

Na raia de S40 da Rolex Ilhabela Sailing Week, quatro barcos tentaram fazer frente aos gaúchos, inclusive o Magia V/Energisa, de Torben Grael, que acabou abandonando o campeonato devido à quebra do mastro. O clube Veleiros do Sul emprestou um barco aos argentinos, o Super Matanga. O clube gaúcho é apontado como um dos mais fortes do continente e um dos principais celeiros de campeões da modalidade no País. A bordo do Crioula, atletas que tentam vaga no Rio/2016, como o próprio Samuel Albrecht, Geison Mendes e Gustavo Thiesen, ajudaram o barco a ser campeão. “Depois da Rolex Ilhabela Sailing Week vou dar atenção à campanha olímpica para os Jogos de 2016. Decidi mudar de classe. Agora estou na Nacra, pois tenho o objetivo de fazer uma temporada como timoneiro em um monotipo do calendário olímpico”, completou Samuel Albrecht, que fazia dupla com Fábio Pillar na classe 470.

Show do Ginga – Mesmo sem seu principal tripulante, Breno Chvaicer, que se recupera de contusão, a tripulação do Ginga foi campeã por antecipação na HPE, comprovando o favoritismo. Foram cinco vitórias em nove regatas, numa das flotilhas mais equilibradas dos últimos tempos na vela oceânica. Os números da súmula mostram ainda que o quarteto de Ilhabela tem 14 pontos perdidos, 16 a menos do que o vice-líder, o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira.

A primeira explicação para o sucesso, segundo o regulador de velas Juan de La Fuente, é a insistência nos treinamentos. “Cada manobra, como trocas de bordo, içar velas, escolhas das melhores rajadas e contornos de boia são treinados intensamente por nossa tripulação. Simulamos situações de regatas em treinos durante a semana na mesma raia da Rolex Ilhabela Sailing Week”. Nas regatas desta sexta-feira, o Ginga não tomou conhecimento dos adversários e contornou a última boia de vento em popa nas duas provas, com larga vantagem na linha de chegada.

Os 24 adversários do Ginga tentaram se equiparar em velocidade, mas o desempenho da equipe foi digno da medalha de ouro. “Não é só entrosamento que justifica o sucesso do Ginga. Há outras equipes bem treinadas, mas o segredo deles é ter achado a velocidade certa do barco na reta (vento em popa), fruto de muito talento dos tripulantes. Vamos tentar achar essa velocidade também no popa”, ressaltou Marcelo Bellotti, que comanda o SER Glass Eternity no evento em Ilhabela. “A classe HPE é a maior de monotipo do Brasil. São 25 barcos na competição, mais de 100 pessoas velejando, é difícil reunir tanta gente boa junta. Além disso, o barco é rápido e bom de velejar. Quem é competitivo vai sempre escolher a categoria”.

Robert Scheidt e Bruno Prada brilham em Ilhabela – Os medalhistas olímpicos viveram uma semana inédita em Ilhabela e aproveitaram para matar as saudades das vitórias na Star, de velejarem juntos e da raia de Ilhabela, onde praticamente aprenderam a velejar. A classe olímpica, em comemoração aos 40 anos do evento, foi incluída no programa pela primeira vez para coroar a dupla tricampeã mundial. Scheidt e Prada não deram chance de reação aos adversários, com a incontestável campanha de oito vitórias em nove regatas disputadas e vantagem de 14 pontos sobre o adversário mais próximo. Com um descarte, a dupla soma 8 pontos perdidos.

“Foi uma semana maravilhosa, exceção à regata de abertura, na qual não conseguimos velejar muito bem com vento fraco. A partir do segundo dia as condições melhoraram e conseguimos dar velocidade ao barco. O mais importante foi reativar a dupla. Independentemente de a Star retornar ao programa olímpico, queremos correr pelo menos uma ou duas competições da classe por ano”, comentou Scheidt, eufórico, após a inédita conquista.

Na raia, prevaleceu o entrosamento da dupla olímpica e o conhecimento da raia, considerada o quintal de casa para os dois velejadores. “Estamos mais bem treinados e conhecemos o regime de ventos. Isso fez com que errássemos pouco. Agora é descansar e aguardar a decisão da ISAF (Federação Internacional de Vela) sobre o futuro da Star”, relatou Scheidt que segue competindo de Laser até que a definição sobre os Jogos do Rio/2016 seja anunciada.

A disputa pelo vice-campeonato será intensa neste sábado, dia da décima e última prova do programa da Rolex Ilhabela Sailing Week para a classe Star. A dupla Marcelo Fuchs/Ronald Seifert tem apenas dois pontos perdidos a menos do que Lars Grael/Samuel Gonçalves: 22 a 24. A dupla Dino Pascolatto/ , com 28 pontos também pode chegar ao pódio. “Marcar o Lars será fundamental. Não podemos deixar que nenhum barco se posicione entre os nossos dois. Sei que o Lars prefere o vento fraco, o que deve ocorrer, mas para nós é melhor que esteja mais forte”, projeta o proeiro Seifert.

O também medalhista olímpico, Lars Grael, afirmou que vai velejar da melhor forma que puder, sem se preocupar com a posição de Fuchs e Seifert. “É um privilégio correr em Ilhabela no nível internacional que a inclusão da Star na Rolex Ilhabela Sailing Week nos proporcionou. Scheidt e Prada são tricampeões mundiais e justificaram essa condição aqui na Ilha”, reconheceu Lars, parabenizando a dupla campeã.

Resultados:

S40 após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Crioula (Clube Veleiros do Sul) – 7pp (1+1+[2]+1+1+1+1+1)
2º – Carioca 25 (Roberto Martins) – 13pp (2+3+1+2+2+2+2+2)
3º – Vesper 4 (João Marcos Mendes) – 24pp (4+5+4+3+3+[4]+3+3)

C30 após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 9pp (1+1+1+1+1+1+3+[3])
2º – Katana/Energia (Mauro Dottori) – 17pp (3+3+[7]+4+2+3+1+1)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 22pp ([6]+2+3+3+3+4+5+2)

Star – após 9 regatas e 1 descarte 
1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 8pp ([5]+1+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 22pp (4+3+2+4+2+2+3+[5]+2)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 24pp ([7]2+3+3+4+3+2+4+3)

HPE – após 9 regatas e 1 descarte 
1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 14 pp ([4]+1+1+3+3+3+1+1+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 30pp (2+[8]+5+7+5+1+5+2+3)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 25pp ([13]+2+2+5+6+7+3+4+5)

ORC Geral – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 10pp (1+1+1+2+2+[2]+1+2)
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 20pp ([29]+2+3+1+9+1+3+1)
3º – Absoluto (Renato Gama) – 37pp (14+5+4+9+3+5+8+3)

ORC 700 – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 10pp ([5]+2+1+2+1+2+1+1)
2º – Prozak (Marcio Finamore) – 14pp (2+1+2+3+2+1+3+[5])
3º – Colin (Sebastian Menendez) – 21pp (1+5+[5]+4+3+4+2+2)

IRC – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Angela Star (Peter Siemsen) – 20,5pp ([20]+1,5+2+1+8+3+4+1)
2º – Tangaroa (James Bellini) – 21pp (1+4+[7]+3+1+5+2+5)
3º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 22,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1+7+6)

RGS A – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Quiricomba (Gremio de Vela da Escola Naval) – 11pp (2+[6]+2+1+1+2+2+1)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 14pp (3+2+4+2+2+1+1+3)
3º – Inae Transbrasa (Bayard Umbuzeiro) – 24,5pp ([5]+1+3+4+3+3,5+9+5)

RGS B – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Albatroz (Gremio de Vela Escola Naval) – 22pp ([8]+5+6+4+4+1+1+1)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 25pp (3+2+3+6+3+2+[7]+6)
3º – Mandinga (Jonas Penteado) – 27pp (1+1+2+1+1+3+18+[18])

RGS C – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 6pp (2+1+2+1+1+1+1+[9])
2º – Santeria (Mauricio Martins) – 19pp ([15]+12+4+2+1+2)
3º – Azulao (Marcello Polonio) – 21pp (1+3+3+[4]+3+4+4+3)

RGS Cruiser – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Jambock (Marco Aleixo) – 8pp ([10]+1+1+1+1+1+1+2)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 20pp ([10]+2+2+3+4+5+3+1)
3º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 24pp (2+[10]+4+2+2+2+2+10)

Programação da 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week

13/7 – sábado: 
– 12h – Regatas Barla-Sota
– 17h – Confraternização no Yacht Club de Ilhabela
– 19h – Premiação da Rolex Ilhabela Sailing Week

Fan page é o ponto de encontro virtual da comunidade – a 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week colocou no ar o site oficial –www.risw.com.br – e também a Fan Page do Facebook.

Da ZDL

Ilhabela ganha Museu Náutico

Que Ilhabela é destino de velejadores, isso ninguém duvida. Mas agora a Capital da Vela ganhou mais um atrativo: o Museu Náutico. A implantação do museu só foi possível por conta de um abaixo assinado. Veja abaixo a mensagem de agradecimento:

“Nunca pensamos em algum dia criar uma petição e muito menos pela causa do museu.  O Museu Náutico de Ilhabela luta há alguns anos para sobreviver na cidade e no momento, estava destinado a fechar as portas.

Então tivemos a ideia de criar a petição para que a administração sentisse o desejo do povo e o museu continuasse na cidade. Após uma comoção geral, 837 assinaturas e muitos comentários inteligentes, vencemos! A experiência em fazer a petição em parceria com a Change.org foi ótima. Sempre fomos muito bem assessorados pela equipe e assim chegamos a um resultado positivo.

Seria uma pena Ilhabela perder um patrimônio deste quilate, pois nunca mais haverá outra oportunidade de juntar todo este material num só lugar. Foram muitos anos dedicado a este objetivo. Graças a todos nós que nos engajamos por esta causa, o Museu Náutico de Ilhabela continuará aberto levando diversão e cultura para todos.

Obrigado ao prefeito Toninho Colucci, ao secretário de turismo Harry Finger à equipe da Change.org e a todos, que colaboraram de alguma forma pela causa!”

Luna Rossa estreia na Louis Vuitton Cup

Nesta quinta-feira os italianos do Luna Rossa fizeram a sua estreia na Louis Vuitton Cup. Assim como o Emirates Team New Zealand, a equipe não teve adversário na água já que o barco do Artemis Racing ainda não ficou pronto. O percurso foi mais curto do que as outras duas regatas já realizadas, com 12,07 milhas. O barco chegou a 36,13 nós de velocidade máxima, com 13 nós de vento.

Para este sábado está marcada a primeira regata do segundo round robin da competição, entre Luna Rossa e ETNZ.

Jorginho Zarif é campeão por antecipação da Finn Silver Cup

Terminou neste sábado em Riva del Garda, na Itália, a Finn Silver Cup, que vale como campeonato Mundial Jr de Finn. Jorginho Zarif, representante brasileiro nos Jogos de Londres ficou com o título sem nem precisar correr a última regata. Ainda assim ele foi para a água e venceu a última prova. Completaram o pódio Jake Lilley, da Austrália, e Martin Robitaille, do Canadá. Resultados completos aqui

Ginga é campeão da HPE 25 na Rolex Ilhabela Sailing Week

Equipe venceu as duas regatas do dia e não precisará velejar neste sábado

Fred Hoffman registrou a comemoração do Ginga

Fred Hoffman registrou a comemoração do Ginga

Ilhabela – A classe HPE 25 conheceu nesta sexta-feira o campeão da Rolex Ilhabela Sailing Week. O Ginga, de Breno Chvaicer, venceu as duas regatas do dia e não precisará velejar amanhã.

“Esta vitória hoje comprova todo o domínio que temos no HPE. Este ano vencemos por antecipação o Paulista, o Brasileiro e a Rolex Ilhabela Sailing Week. Falar na classe é falar de Ginga”, disse Juan de La Fuente, regulador de velas do barco.

Quando cruzaram a linha de chegada na segunda regata, Vicente Monteiro, que vai no leme do barco, Eduardo Mateus, Juan e Ronion Silva comemoraram muito e contaram o segredo do sucesso: “a gente se diverte muito!”.

Mas se para o Ginga o campeonato já acabou, a briga segue acirrada pelo segundo e terceiro lugares. Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, em segundo, e Bond Girl Jimny, de Rique Wanderley, em terceiro, têm apenas quatro pontos de diferença.

“Vamos velejar com calma e tentar fazer a nossa regata, mas é claro que se tivermos a oportunidade de atrapalhar o Bod Girl, faremos isso”, disse Henrique Haddad, timoneiro do Fit to Fly.

A Rolex Ilhabela Sailing Week termina neste sábado com apenas uma regata programada para a classe HPE 25, com largada às 12h. A previsão do tempo indica vento fraco e sol.

Resultado após nove regatas e um descarte:

  1. Ginga, 14 pontos perdidos
  2. Fit to Fly, 28 pp
  3. Bond Girl Jimny, 34 pp
  4. Bixiga, 47 pp
  5. Relaxa Next, 48 pp

Crioula, Loyal, Robert/Bruno, Ginga, Kiron, Ruda, Quiricomba e Jambock lideram na Rolex Ilhabela Sailing Week

Fred "Sempre Ele" Hoffmann estava em cima do lance em Ilhabela ontem. Largadinha irada!

Fred “Sempre Ele” Hoffmann estava em cima do lance em Ilhabela ontem. Largadinha irada!

Maior competição de vela oceânica chega ao quarto dia com favoritos de quatro classes com o título praticamente definido

A Rolex Ilhabela Sailing Week entra na reta final da edição 2013 e as equipes fazem as contas em relação à classificação geral do campeonato. Quem está na liderança e com vantagem segura já sabe qual estratégia adotar para sair com o título do maior evento de vela oceânica da América Latina. As súmulas dos monotipos apontam quatro barcos próximos do título e que podem confirmar matematicamente o primeiro lugar nas regatas desta sexta-feira (12), no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Na C30, o Loyal , do comandante Marcelo Massa, segue com 100% de aproveitamento após novo show nesta quinta-feira (11). Na S40, o Crioula, de Eduardo Plass, também venceu as duas regatas do dia e só precisa de mais dois segundos lugares para ser campeão antecipado. Na HPE, o Ginga, que tem o comando de José Vicente, leva 13 pontos de vantagem sobre Fit to Fly, Eduardo Mangabeira. Na Star, os medalhistas olímpicos Robert Scheidt e Bruno Prada são virtuais campeões da classe.

“A parte física está fazendo a diferença para nós, mas tecnicamente as duplas do Lars Grael e do Marcelo Fuchs são de alto nível, o que deixa o campeonato ainda melhor”, afirmou Bruno Prada, que reconhece a vantagem ‘considerável’ na tabela de classificação. Scheidt reconhece o favoritismo, mas mantém cautela. “Ainda precisamnos de dois terceiros lugares. O objetivo nesta sexta-feira será poupar o equipamento para evitar quebras”. A dupla tem apenas seis pontos perdidos, 10 a menos do que a dupla Marcelo Fuchs/Ronald Seifert e 11 de vantagem sobre Lars Grael/Samuel Gonçalves. “Correr contra os atuais medalhistas olímpicos na Star eleva o nível da nossa dupla. Mesmo assim, temos condições de melhorar ainda mais. Eu tenho um dos maiores velejadores do mundo ao meu lado”, ressaltou Samuel Gonçalves, em referência a Lars Grael.

Diplomaticamente, nenhum tripulante dos barcos líderes assumiu que o título da Rolex Ilhabela Sailing Week está garantido. Principalmente pela qualidade das equipes. “Vamos fazer um match race e marcar o segundo colocado. Geralmente, quem larga na frente na classe S40 tem vantagem”, explicou Samuel Albrecht, do líder Crioula. A equipe tem vantagem para o Carioca, de Roberto Martins. “Os resultados comprovam o entrosamento da equipe, que já sabe o que fazer nas últimas regatas. Nossa tripulação, que é do Veleiros do Sul, de Porto Alegre (RS), veleja há muito tempo junta, desde as classes olímpicas”.

Ginga confirma favoritismo na HPE – A tripulação do Ginga, liderada por José Vicente, é a atual bicampeã brasileira da classe. Com quase 100% de velejadores de Ilhabela, a equipe conhece bem o regime de ventos da raia, fator decisivo nos resultados. O Ginga, com o descarte, tem 13 pontos de vantagem para o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, em sete regatas já disputadas.

“Nosso barco é muito rápido e bom de manobra. O principal, para ser campeão, é manter a calma e trabalhar de acordo com os adversários. São eles que precisam correr atrás da gente. A vantagem é muito grande, mas faltam dois dias de competição e não podemos bobear”, contou o regulador de vela, Juan de La Fuente, que além de ajudar o Ginga a andar bem, é treinador da única equipe 100% feminina na Rolex Ilhabela Sailing Week, a Alfa Instrumentos, também da HPE.

Quem está atrás, como o Fit to Fly, segue preparado para aproveitar qualquer eventual vacilo do líder Ginga. “Ainda não está definido, mas reconhecemos que o Ginga merece os resultado pelo treinamento e habilidade dos velejadores que tripulam a equipe. O Breno Chvaicer, que montou a equipe, escolheu bem o quarteto”, elogiou Beto de Jesus, do Fit to Fly. “A classe HPE é bastante equilibrada e forte, reunindo atletas de ponta da modalidade no Brasil”.

Loyal, perto do título – Na classe C30, após sete regatas, o Loyal, de Marcelo Massa, segue com 100% de aproveitamento e também está próximo do título na flotilha com nove barcos. “Somos uma das equipes que mais treina na vela oceânica brasileira e os resultados podem ser explicados por esse ângulo”, explicou Marcelo Massa. As categorias que precisam de fórmula para calcular o vencedor, como ORC, RGS e IRC podem apontar os campeões apenas na última regata do sábado (13).

As provas desta quinta-feira (11) foram disputadas no formato barla-sota ( rumo da primeira boia contra o vento e da segunda, a favor) com vento leste de até 15 nós e temperatura média de 25 graus no extremo norte de Ilhabela. A intenção da Comissão de Regatas é de realizar mais duas regatas no mesmo formato para todas as classes nesta sexta-feira a partir do meio-dia.

S40 após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Crioula (Clube Veleiros do Sul) – 5pp (1+1+[2]+1+1+1)
2º – Carioca 25 (Roberto Martins) – 9pp (2+3+1+2+2+2)
3º – Super Matanga (Ruben Salvucci) – 18pp ([5]+4+3+4+4+3)

C30 após 6 regatas e 1 descarte
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 5pp (1+1+1+1+1+[1])
2º – Katana/Energia (Mauro Dottori) – 15pp (3+3+[7]+4+2+3)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 15pp ([6]+2+3+3+3+4)

Star – após 7 regatas e 1 descarte:
1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 6pp ([5]+1+1+1+1+1+1)
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 16pp ([4]+3+2+4+2+2+3)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 17pp ([7]2+3+3+4+3+2)

HPE – após 7 regatas e 1 descarte 
1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 12 pp ([4]+1+1+3+3+3+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 25pp (2+[8]+5+7+5+1+5)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 25pp ([13]+2+2+5+6+7+3)

ORC Geral – após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 7pp (1+1+1+2+2+[2])
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 16pp ([29]+2+3+1+9+1)
3º – Absoluto (Renato Gama) – 26pp (14+5+4+9+3+5)

ORC 700 – após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Prozak (Marcio Finamore) – 8pp (2+1+2+[3]+2+1)
2º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 8pp ([5]+2+1+2+1+2)
3º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 14pp ([5]+3+3+1+4+3)

IRC – após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 9,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1)
2º – Tangaroa (James Bellini) – 14pp (1+4+[7]+3+1+5)
3º – Angela Star (Peter Siemsen) – 15.5pp ([20]+1,5+2+1+8+3)

RGS A – após 4 regatas e 1 descarte 
1º – Quiricomba (Gremio de Vela da Escola Naval) – 8pp (2+[6]+2+1+1+2)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 10pp (3+2+4+2+2+1)
3º – Inae Transbrasa (Bayard Umbuzeiro) – 14,5pp ([5]+1+3+4+3+3,5)

RGS B – após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 6pp (1+1+2+1+1+3)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 13pp (3+2+3+6+3+2)
3º – Asbar II (Sérgio Klepacz) – 19pp (6+3+1+3+6+[9])

RGS C – após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 6pp ([2]+1+2+1+1+1)
2º – Azulao (Marcello Polonio) – 14pp (1+3+3+[4]+3+4)
3º – Santeria (Mauricio Martins) – 16pp ([15]+12+4+2)

RGS Cruiser – após 6 regatas e 1 descarte 
1º – Jambock (Marco Aleixo) – 10pp ([10]+1+1+1+1+5)
2º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 12pp (2+[10]+4+2+2+2)
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 16pp ([10]+2+2+3+4+5)

Programação da 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week

12/7 – sexta-feira
– 12h – Regatas Barla-Sota
– 17h – Confraternização no Yacht Club de Ilhabela
– 17h30 – Premiações do Campeonato Sul-Americano de ORC e Brasileiros das classes C30, Skipper 30 e Skipper 21

13/7 – sábado: 
– 12h – Regatas Barla-Sota
– 17h – Confraternização no Yacht Club de Ilhabela
– 19h – Premiação da Rolex Ilhabela Sailing Week

Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios da Mitsubishi Motors e Bradesco Private. O evento tem apoio da Marinha do Brasil, Prefeitura Municipal de Ilhabela, Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ABVO e das Classes ORC, HPE, C30, S40 e RGS, entre outros. A organização, sede e realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Fan page é o ponto de encontro virtual da comunidade – a 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week colocou no ar o site oficial –www.risw.com.br – e também a Fan Page do Facebook.

Da ZDL

Ginga dispara na liderança da classe HPE na Rolex Ilhabela Sailing Week

Equipe chega ao penúltimo dia de competições com 13 pontos de vantagem

Ilhabela – Esta quinta-feira foi mais um dia de sol e vento bom em Ilhabela. E o Ginga, de Breno Chvaicer, disparou na liderança da Rolex Ilhabela Sailing Week, abrindo 13 pontos de vantagem sobre o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, segundo colocado.

Conforme programado, foram realizadas mais duas regatas da série, com vento leste de até 16 nós (28 km/h). Na primeira, o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, fez uma largada muito boa e liderou durante todo o percurso até cruzar a linha, seguido por Bixiga e Ginga.

Já na segunda, os barcos que lideram a competição acabaram não tendo uma boa largada e fizeram uma regata de recuperação. O Ginga mais uma vez mostrou por que é o líder da competição e na linha de chegada conseguiu passar o Bixiga, para abrir ainda mais no topo da tabela.

“Agora precisamos administrar esta vantagem que conquistamos até aqui. A previsão para esta sexta-feira é de vento mais fraco, então as coisas podem se complicar. Temos que seguir focados”, disse Juan de La Fuente, regulador de velas do Ginga.

Com sete regatas disputadas, o pior resultado já pode ser descartado. Isto favoreceu o Bixiga, que descartou uma das duas regatas que não correu. A diferença entre eles e o Jimny Takeashauer, quarto colocado, é de apenas um ponto.

“Estamos bem satisfeitos com o resultado. Mesmo com uma largada muito ruim na segunda regata conseguimos acertar todas as rondadas do vento, e acabamos nos recuperando. A partir de amanhã, se a previsão se confirmar, tudo vai ficar mais difícil”, disse Juninho de Jesus, timoneiro do Bixiga.

Para esta sexta-feira estão programadas mais duas regatas barla-sota, com largada a partir das 12h.

Resultado após sete regatas e um descarte:

1. Ginga, 12 pontos perdidos

2. Fit to Fly, 25 pp

3. Bond Girl Jimny, 25 pp

4. Jimny Takeashauer, 34 pp

5. Bixiga, 35 pp

%d blogueiros gostam disto: