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Lars Grael e Samuel Gonçalves estão entre as quatro duplas brasileiras que disputam o Mundial de Star, nos EUA

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A dupla Lars e Samuca em ação em evento passado

Velejador lamenta saída da classe da Rio2016, mas ressalta: “não depende do status olímpico”.

A dupla formada pelos velejadores brasileiros Lars Grael e Samuel Gonçalves estão em São Diego (EUA), para participar do campeonato mundial da classe Star, que acontece entre os dias 31 de agosto e 8 de setembro, com sede no San Diego Yacht Club. A dupla é uma das quatro equipes brasileiras que tentarão uma vaga no pódio contra os demais 70 barcos competidores.

“Lutaremos para tentarmos estar entre os 10 primeiros colocados. Fomos bronze em 2009 e 4º em 2010. San Diego é um local com muita história na vela mundial, com uma ótima raia para a prática da vela”, comenta Lars.

Embora o Star seja considerada o mais técnico entre todos os barcos monotipos, a classe está fora dos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, para Lars Grael, que começou a velejar de Star após o acidente, em 1998, que lhe custou a amputação da perna direita, o fato de a classe não estar nos Jogos do Rio2016 não esvazia os campeonatos.

“A classe Star não foi olímpica entre 1911 e 1928. Depois, ficou fora dos Jogos entre 1973 e 1976, saiu após Atlanta 1996, mas voltou antes de Sidney 2000. É uma classe mais que centenária, e que já provou que não depende do status olímpico, embora quase todos velejadores sensatos lamentem a saída da única classe de barcos de quilha dos Jogos Olímpicos”, ressalta Lars Grael (medalha de bronze em Seul 1988 e Atlanta 1996, ambas na classe Tornado).

Após o acidente, Lars subiu ao pódio mais de 30 vezes, no Brasil e no exterior, entre campeonatos de Star e barcos de Oceano.

Proeiro Samuel Gonçalves é ex-aluno do Projeto Grael
Samuel Gonçalves, proeiro do Lars há pelo menos dois anos, é ex-aluno do Projeto Grael – organização social criada pelos irmãos e velejadores Axel, Torben e Lars Grael e o amigo bicampeão olímpico Marcelo Ferreira. Samuca, como também é conhecido, foi um dos primeiros alunos do Projeto Grael, há cerca de 15 anos, quando as atividades ainda aconteciam na areia da Praia de Charitas, em Niterói/RJ. Ao longo dos anos, o jovem passou por diversas oficinas profissionalizantes do Projeto: mecânica, fibra de vidro, marcenaria, entre outras. Mas foi na vela que Samuel se destacou. Em 2010, ele e outros quatro integrantes do Projeto Grael conquistaram o título inédito para o Brasil da tradicional regata Cape Town-Rio. Foram 17 dias de mar entre a África do Sul até cruzarem a linha de chegada na Baía de Guanabara (RJ).

Após essa conquista, Samuel foi convidado a velejar com o bicampeão olímpico Torben Grael, na classe Soto 40. Dali, Samuca, que já havia se formado na faculdade de Desenho Industrial, recebeu o convite irrecusável de Lars para ser seu proeiro na classe Star. Juntos, Lars e Samuel conquistaram títulos importantes na classe, tanto nacionais quanto internacionais.

Os velejadores Lars Grael e Samuel Gonçalves são patrocinados pela Light e Adidas com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Da Velassessoria

Falta de vento cancela mais um dia de regatas na Finn Gold Cup

O quarto dia de regatas da Finn Gold Cup foi mais uma vez marcado pela falta de vento. O segundo dia sem regatas fez com que Jorginho Zarif se mantivesse na 10ª colocação geral e Bruno Prada em 77o. O líder é o inglês Andrew Mills. Os velejadores chegaram a ir para a água e esperaram por mais de quatro horas, mas, como o vento não apareceu, voltaram para terra mais uma vez sem velejar.

Brasileiros escorregam e caem para terceiro no Mundial de J/24

O penúltimo dia de regatas do Mundial de J/24, que está sendo disputado em Howth, na Irlanda, não foi bom para a equipe Bruschetta. O time, comandado por Maurício Santa Cruz, finalizou as regatas do dia na 7ª, 18ª e 8ª colocação, o que o fez cair para a 3ª colocação geral, a sete pontos dos líderes. Para esta sexta-feira, último dia do evento, estão programadas mais duas regatas, o que dará chance para a equipe brasileira se recuperar.

Quarta etapa do Circuito Marreco será disputada neste final de semana

A quarta etapa do Circuito Marreco de Vela 2013 será disputada no próximo sábado, 31 de agosto, desta vez com o apoio do clube ASBAC. Este campeonato tem sido marcado por regatas sempre muito disputadas e, com certeza, neste sábado não será diferente. A participação média de cerca de quinze veleiros de 16 pés, dentre 22 inscritos, deve se repetir.

O Circuito Marreco tem apoio da ALL 4 SAIL – SELDÉN (www.all-4-sail.com.br ) , da Velaria Dois Meios (www.2meios.com.br ), e da Velamar (www.velamar.com.br ). Contatos e inscrições: marrecopoita@gmail.com, lopesti@uol.com.br e victorsn@terra.com.br .

Veleiro Jazz confirma favoritismo na Copa Suzuki Jimny

Classe será a mais numerosa nas regatas de oceano programadas para os dois próximos finais de semana no Yacht Club de Ilhabela

Aline Bassi registrou a concentração da comandante Valéria

Aline Bassi registrou a concentração da comandante Valéria

São Paulo – Além de levar à raia barcos cada vez mais bem preparados e velozes, a classe RGS geralmente proporciona aos campeonatos de vela oceânica o maior número de inscritos, encorpando a flotilha e acirrando a competitividade. A RGS também é maioria na Copa Suzuki Jimny que retorna ao Yacht Club de Ilhabela nos dois próximos finais de semana (31/8, 1º, 7 e 8/9), com destaque para o veleiro Jazz, líder isolado na RGS A.

O Jazz, um Malbec de 36 pés, tem sede em Ilhabela e vem dominando os adversários da classe desde o início da Copa. Obteve a incontestável marca de oito vitórias em 11 regatas disputadas na primeira e segunda etapas, também em Ilhabela. Perdeu apenas oito pontos e o rival mais próximo é o Inaê/Transbrasa, com 21, ou seja, a uma distância de 13 pontos. Em terceiro está o Urca/BL3, com 24.

“Cada etapa é uma disputa diferente. Queremos ganhar o campeonato, mas não apenas isso. A tripulação do Inaê acertou o barco e está evoluindo, o Fram tem sido constante e o BL3 está velejando muito bem. Não podemos desprezar nenhum dos adversários porque tem muita gente boa nos nossos calcanhares”, analisa a comandante do Jazz, Valéria Ravani, que está colhendo na Copa Suzuki Jimny os resultados da preparação do veleiro para a Rolex Ilhabela Sailing Week.

“No primeiro semestre nos dedicamos para deixar o barco pronto para correr. Reformamos o caso, instalamos velas novas e fomos bem sucedidos. Ficamos com o vice na nossa classe na Rolex Ilhabela Sailing Week. Só perdemos para o pessoal da Marinha (Quiricomba) e veja que somos amadores”, enaltece Valéria, orgulhosa do trabalho realizado pelos seus oito tripulantes.

Espírito da America’s Cup na Ilha – Fã e torcedora da vela, a comandante pretende levar para Ilhabela toda a inspiração adquirida na costa oeste dos Estados Unidos, onde acompanhou a final da Louis Vuitton Cup entre o neozelandês Emirates e o italiano Prada. “Os Kiwis (neozelandeses) são espetaculares! Foi incrível ver de perto os catamarãs decolarem a 70 km/h quando os hidrofólios  são acionados. Mas velejar é mais do que tecnologia. Se os Kiwis ganharem do Oracle, pelo que ouvi devem voltar os monocascos na próxima America’s Cup”. O time neozelandês marcou 7 a 1 sobre os italianos e duelam contra os defensores da Taça de Prata, os americanos do Oracle, a partir de 7 de setembro.

Recém-chegada de São Francisco, onde aproveitou uma breve folga no trabalho que desenvolve na indústria farmacêutica, Valéria já estava com saudades de Ilhabela, onde faz questão de exercer sua tarefa também fora da água. “A Ilha é a nossa casa, e nós, como velejadores, temos de marcar presença diante das questões ambientais. É fundamental preservar o Bonete, a praia de Castelhanos e outras áreas. A riqueza de Ilhabela é a natureza. A gente que desfruta sabe a importância da preservação”.

Nas demais divisões da classe, a tendência é de que a briga pelo título se estenda até quarta etapa, no mês de dezembro. Na RGS B, Suduca e Asbar II somam 11 pontos perdidos com cinco vitórias cada em 11 regatas. Kanibal, com 28, é o terceiro colocado. Na RGS C, os veleiros Rainha e Ariel têm partido para um match race com vantagem para o Rainha: 8 a 14. A Cruiser é mais equilibrada com três barcos em condições de igualdade. Boccalupo, com 11 pontos, venceu cinco regatas, contra três vitórias de Cocoon e Brazuca que somam 14 e 17 pontos, respectivamente.

Resultados da RGS acumulados após duas etapas:

RGS A – 11 regatas e 3 descartes
1º – Jazz (Valéria Ravani) – 8 pp (1+1+[2]+[3]+1+1+1+1+[3]+1+1)
2º – Inaê/Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) – 21 pp (2+[5]+4+2+[6]+2+4+2+1+[8]+4)
3º – Urca / BL3 (Pedro Rodrigues) – 24 pp ([4]+2+[6]+[5]+4+3+3+4+4+2+2)

RGS B – 11 regatas e 3 descartes
1º – Suduca (Marcelo Claro) – 11 pp (1+1+[2]+2+[5]+1+1+2+1+2+[3])
2º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 11 pp (2+2+1+1+2+[3]+[3]+1+[3]+1+1)
3º – Kanibal (Martin Bonato) – 28 pp ([6]+[6]+[6]+6+6+2+2+3+2+3+4)

RGS-C – 11 regatas e 3 descartes
1º – Rainha (Paulo Eduardo) – 8 pp ([3]+[2]+[1]+1+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Ariel (Andreas Kugler) – 14 pp (1+1+[2]+[2]+[2]+2+2+2+2+2+2)

RGS-Cruiser – 11 regatas e 3 descartes
1º – Boccalupo (Claudio Melaragno) – 11 pp (1+1+[3]+1+[2]+[2]+1+1+2+2+2)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 14 pp ([6]+[5]+2+2+[3]+1+2+2+3+1+1)
3º – Brazuca (José Rubens Bueno) – 17 pp (2+[3]+1+[4]+1+[4]+3+3+1+3+3)

Da ZDL

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