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Veleiro Patron é o campeão do 22º Circuito Conesul

O tradicional evento da vela de oceano gaúcha encerrou neste domingo, após a realização de seis regatas nas classes RGS A e B, J/24 e Microtoner 19

O Circuito Conesul de Vela de Oceano chegou ao final neste domingo (22) que parecia mais dia de inverno do que entrada da primavera em Porto Alegre. Depois de seis regatas realizadas em dois fins de semanas no Veleiros do Sul, o barco Patron, de João Antônio Ritzel foi o campeão do Circuito na classe RGS A com quatro vitórias em seis regatas. Ele se destacou por ter vencido a principal prova do Circuito, o 43º Troféu Seival, a regata longa de 70 milhas de distância, que largou na sexta-feira e terminou no sábado pela manhã. Na segunda colocação ficou o C’est La Vie, de Henrique Dias, do Iate Clube Guaíba.

Apesar de estar menos de um ano na vela o comandante João Ritzel, do Veleiros do Sul, venceu a mais tradicional competição da vela de oceano gaúcha, mas não foi sorte de estreante, junto com ele estava um time de velejadores experientes composto pelos irmãos Ader e Adrion Santos, Fernando Cavalli e Pedro Mota. “Corri com uma tripulação de amigos. O título do Circuito Conesul é de todos eles porque sabem velejar muito bem. Eu comprei o barco neste ano e estou feliz por ter obtido esta importante conquista da vela. Agradeço também aos amigos Astélio Santos, Guilherme Roth e tantos outros que me incentivaram neste Clube”, disse Ritzel.

Na classe RGS B o vencedor do Circuito foi o barco Abaquar, de Caco Moré, do Clube dos Jangadeiros. “A dificuldade do clima nesta época do ano é uma característica do Circuito, mas isso acaba valorizando ainda mais a disputa”, comentou Caco.  Na classe J/24 o título ficou com Bravíssimo, de Renato Plass (VDS), que ganhou de maneira invicta. “Acho que faltou mais empenho de participação da raia, a classe veio com poucos barcos e vale lembrar que o Brasileiro de J/24 será em novembro em Porto Alegre”, lamentou o timoneiro Gustavo Thiesen. E na classe Microtoner 19, que não correu as duas últimas regatas de hoje por excesso de vento, o vencedor foi o barco Termophilae José Antônio Campello (CDJ). “ Para mim esta competição é o sentimento gaúcho farroupilha, de Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, exaltou Campello.

 

Neste domingo foram realizadas as últimas três regatas, de percurso barlasota na raia de Ipanema. O dia foi de chuva fria acompanhada de vento forte de direção sudeste que chegou a 45 km/h provocando muita onda no rio Guaíba. Algumas tripulações tiveram que correr com coletes salva-vidas. E várias também amargaram as atravessadas de vela balão nas pernas de popa no momento do jibe. O Circuito Conesul teve a participação de 21 barcos e contou com o patrocínio do Banrisul e apoio da Delta Yachts.

As regatas longas do Circuito: Patron também venceu no Troféu Seival

Molhada e demorada foi a regata 43º Troféu Seival encerrado na manhã de sábado (21). A competição de 70 milhas de distância largou na sexta-feira, feriado gaúcho, às 11h17min, atrás do Centro Cultural Usina do Gasômetro, zona central da Cidade. O vento fraco e a chuva constante em todo trajeto percorrido pelo rio Guaíba e Lagoa dos Patos obrigaram também as tripulações a um exercício de perseverança.

O título do Troféu Seival, destinado apenas para os barcos das classes RGS A e Bico de Proa, foi do Patron, de João Antônio Ritzel, do Veleiros do Sul,  que venceu no tempo corrigido com a marca de 17h27min51s de prova. Em segundo lugar ficou o C’est la Vie, de Henrique Dias, do Iate Clube Guaíba, com 17h57min28s. Em terceiro lugar ficou o Hobart, de Airton Scheider, do Clube dos Jangadeiros, (19h19min22s) que levou a Taça Xodó por ter sido o primeiro a cruzar a linha de chegada, próxima a Ilha das Pedras Brancas no Guaíba, às 7h29min21s da manhã deste sábado. Ele foi o vencedor do Bico de Proa com o tempo real de regata de 20h12min21s.

Na 24ª Regata Farroupilha para barcos da RGS B, que largou junto com o Seival, com percurso de 42 milhas de distância, a vitória foi do Abaquar, de Carlos Eduardo (CDJ). Ele obteve o tempo corrigido de 14h0min56s. Na segunda colocação ficou o Taz, de André Moreira (VDS), com 14h35min27s, e em terceiro o Táquin, de Fábio Ribas, (CDJ) com 16h18min27s. Na classe J/24, o barco Bravíssimo, de Renato Plass, (VDS) foi o vencedor da regata e na classe Microtoner 19, o campeão foi o Thermopylae, de José Antonio Campello (CDJ).

Da assessoria

Tuíte por email (e no site): Oracle vence a 5ª seguida!!

Santa madre Kiwi! Oracle vence a primeira de hj,venceu as duas de ontem e está TNZ 8 a 6 agora na Copa América. Oracle salva o 5º “match point” seguido. Incrível!!

Putz grila!! Oracle vence, faz 8 a 3, e decisão da 34ª Copa América fica adiada de novo!

Ontem o TNZ saiu na frente duas vezes para perder duas. Uma, contra o relógio, outra, contra os defensores.

Ontem o TNZ saiu na frente duas vezes para perder duas. Uma, contra o relógio, outra, contra os defensores.

Bom dia querido amigo e mais que querida amiga, de volta ao covil do Posto 6 neste Rio de eterno janeiro, feliz como um poeta que volta aos seios da amada, vamos atualizando você com a quentíssima disputa da 34ª copa da escuna América que vê a nave neozelandesa a apenas uma vitória do triunfo máximo há dias. E os defensores americanos, por competência e acaso, salvando uma atrás da outra. Tenso!!

Comecemos pela quinta-feira de primeira na baía do santo Francisco de las califórnicas madres, pelo visto, o padroeiro das inovações hi-tech que fazem os já voadores catamarãs aeroespaciais da contenda voarem ainda mais e melhor.

Eu explico. É que o OracleUSA conseguiu o que parecia impossível até na teoria, voar sobre os fólios no contravento! Isso mesmo, os caras agora fazem as quase 6 toneladas do seu AC72 só tocarem as águas em poucos centímetros de bolina e leme velejando contra o vento a mais de 30 nós em ventos reais de 20 nós(!?). Help me Mr. Einstein, pleaseee!

Com isso, a velocidade deles chegou a ser quase 8 nós superior à dos neozelandeses na única perna de barlavento do percurso deste ano e, juntando-se a isso, com o domínio na pré-largada, o resultado final foi um delta até modesto de 31 segundos na linha final.

Ainda na quinta-feira, o vento passou dos famigerados 22,6 nós e a Comissão de Regatas cancelou a segunda do dia para alívio dos kiwis que não acreditaram no que viram, assim como boa parte da audiência global deste que é o 5º maior evento televisivo (Copa, Olimpíadas, F1, UEFA e regata) do planeta mundo.

Já na sexta-feira do verão franciscano, sob um frio de rachar (sempre) e com neblina espessa, a coisa foi totalmente diferente. Pela primeira vez o vento estava merrecado por lá e também por la prima volta neste 2013 tanto Team New Zealand quanto Oracle iriam usar as imensas velas de proa que atendem pelo singelo nome de código zero (Code 0). Ansiedade e expectativa no que reservaria a regata! Dentes rangendo, corações tremendo!

Bem, o que rolou foi um show de tática e manobras do TNZ e uma diferença de quase 1km sobre os americanos que pareciam apontar o caminho certo da nona e necessária vitória para pegar o trem de volta pra casa com a canequinha prateada nos braços e o sorrisão aberto na cara. Só que… Deu ruim!

Com o merrecol imperando na baía e a corrente quase parando os barcos em certos momentos, a velocidade média foi lá no chão e, quando os kiwis se aproximavam da última boia do percurso, o tempo-limite de 40 minutos máximos para cada prova foi atingido. Caraca! Que decepção! Volta tudo…

E voltou. A CR armou novamente a raia, o vento deu uma refrescadinha para 10 nós e soou o gongo de um novo assalto nesta briga de pesos pesados que navegam leves feito plumas. E quem venceu foi… Foi??… O OracleUSA! Deuses maoris de todos os kiwis polinésios de Aotearoa, que fizestes vós pelos seus filhos alados dos oceanos? Provação atrás de provação!

E foi com requintes de crueldade já que o TNZ venceu a pré-largada, saiu na frente e acabou tomando uma penalidade mais tarde. Ainda rolou uma confusãozinha em uma montagem de boia para atrapalhar mais ainda os planos neozelandeses. Dean Barker e companhia, viram os adversários marcarem 8 a 3 no placar (na real, 8 a 5 no total, porque os ianques pagaram 2 pontos pela desonestidade prévia) e tiveram que (não) dormir mais esta noite para tentar conseguir hoje a tão suada última vitória neste desafio. Quem viver verá!!

Tem mais, meu povo! Às 17:15 na ESPN+ ou no YouTube. Vai ferver!!

Fui!! Com o coração na mão…

Murillo Novaes

 

 

 

Oracle vence e adia decisão da Copa América para amanhã

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Copa América: Oracle vence uma e a outra de hoje (por conta do vento acima do limite de 22 nós) é adiada para amanhã. O New Zealand continua a uma vitória da taça. Agora 8 a 2 para os kiwis. Tá quente!

Alerta da Copa: New Zealand pode ser campeão hoje!!

Olá querido amigo e mais que querida amiga, este manza megafeliz no Cabo Frio, cumpre o saboroso dever de informar que provavelmente hoje acabará em São Francisco a 34ª edição da copa da escuna América. Ontem, dia de reserva, mas que teve regatas, rolou uma só e o Team New Zealand venceu para fazer 8 a 1 no placar. Depois, com o vento acima dos 22 nós, os juízes cancelaram a segunda regata do dia.

Nesta gloriosa quinta-feira, a partir das 17:15 no horário de Brasília, com transmissão na ESPN+, estão previstos mais dois matchs. Se o TNZ vencer um coloca o nono ponto na tabela e leva a taça do 100 Guinéus que a rainha Vitória doou em 1851 para a famosa regata ao redor da ilha Wight vencida pelos ianques na escuna América.Tomara que role! Fique ligado!!

Fui!

Murillo Novaes

Tripulações brigam pela liderança no Circuito Conesul de Vela

O 22º Circuito Conesul de Vela de Oceano teve sua primeira etapa realizada neste fim de semana no Veleiros do Sul. Na próxima sexta-feira, feriado farroupilha, ocorrerá às regatas de longo percurso, o 43º Troféu Seival, a 24º Regata Farroupilha e o 16º Velejaço Farroupilha   

A disputa entre os competidores pelo título da mais tradicional competição da vela de oceano gaúcha começou neste final de semana. Com duas regatas realizadas até agora o barco Patron, comandado por José Antônio Ritzel é o líder na classe BRA-RGS A; e o Abaquar, de Carlos Eduardo, na BRA-RGS B. O Bravíssimo, de Renato Plass está na frente classificação na classe J/24 e Thermopylae, de José Antônio Campello na Microtoner 19.  

A regata de percurso médio, com percurso de 25.2 milhas de distância, abriu o Circuito no sábado (14). Neste domingo a programação era de duas regatas de percurso barlasota, mas apenas uma pode ser realizada devido ao vento que caiu de intensidade. A Comissão de Regatas teve que diminuir o tamanho a última perna para completar a prova. O veleiro Patron, na RGS A venceu a regata média e hoje ficou em quarto lugar, mesmo assim se manteve em primeiro na classe. O vencedor da barlasota foi o Hobart, de Airton Schneider. Na RBS B o Abaquar está invicto e desponta como favorito ao título do Circuito. Na mesma situação estão os barcos Bravíssimo na classe J/24 e o Thermopylae com duas vitórias acumuladas cada um.
Regatas Longas cultuam a tradição gaúcha

O 22º Circuito Conesul continua na sexta-feira, dia 20, com a realização das regatas de longa distância: 43° Troféu Seival para as classes BRA-RGS A e Bico de Proa Monocascos, cujo percurso é feito pelo rio Guaíba e Lagoa dos Patos, a 24ª Regata Farroupilha (BRA-RGS B e Microtoner 19) e o 16º Velejaço Farroupilha (barcos de cruzeiro). O Troféu Seival é uma das regatas mais longas em água doce do Brasil, com 80 milhas de distância,  e é disputada ininterruptamente desde 1970.

As largadas serão a partir das 11 horas em frente a Usina do Gasômetro. Uma cerimônia cívica com hasteamento das bandeiras será feita na abertura do evento. O público poderá acompanhar o começo das regatas da beira do Guaíba na zona central da Cidade.

O 22º Circuito Conesul conta com o patrocínio do Banrisul e apoio do estaleiro Delta Yates. O encerramento será no domingo com as últimas três regatas de percurso barla-sota a partir das 13 horas.

Da assessoria

Brasileiros dominam primeiro dia do Mundial Junior de Snipe

Evento está sendo disputado no Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com a presença de 27  equipes de oito países

Rio de Janeiro – Começou nesta segunda-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro o Mundial Junior de Snipe. Por conta do vento fraco, as 27 duplas inscritas esperaram por mais de uma hora até a largada da única regata do dia. Os brasileiros dominaram a prova, conquistando da primeira a quarta colocação. Os cariocas João Bulhões e João Pedro Paiva foram os vencedores, seguidos por Lucas Mesquita e Douglas Gomm e Tiago Brito e Breno Abdulklech.

Apesar de estar agendada para as 13h, a largada só pôde ser dada por volta das 14h30, quando o vento apareceu. Durante toda a tarde ele não passou dos 10 nós (18 km/h) e, por isso, a Comissão optou por fazer apenas uma regata, com cinco pernas.

Grande parte da flotilha, incluindo a equipe brasileira, escolheu seguir pelo lado esquerdo da raia, mais próximo à Niterói, e a tática deu certo. Já na primeira boia, as cinco primeiras duplas eram do Brasil, até a última perna, quando o vento diminuiu e dificultou a vida dos velejadores.

Para João Bulhões, que começou a regata na quinta colocação, não foi fácil vencer. “Conseguimos passar o Lucas e o Douglas na segunda montagem de boia e acertamos as rondadas do vento, mas no final ficamos preocupados em marcar o Tiago e quase fomos ultrapassados.”

Apesar de ter treinado apenas três dias antes do início do Mundial , em um dia de vento fraco como hoje, João acaba levando vantagem, pois está fazendo campanha olímpica de Nacra 17 e está treinando na baía de Guanabara há dois meses, conhecendo bem as peculiaridades do local.

“A verdade é que o João errou menos do que todo mundo e, por isso, ganhou a regata. Não adianta velejar rápido para o lado errado da raia. Ele acertou direitinho na tática”, comentou Lucas.

Quem também surpreendeu foi a dupla japonesa Tatsuya Hirakawa e Waratu Hanakoa. Por serem mais leves, os dois conseguiram se recuperar de uma primeira montagem ruim, terminando a regata na quinta colocação.

Para esta terça-feira estão previstas duas regatas, com largada a partir das 13h. A previsão é de que o dia esteja como hoje, com no máximo 10 nós.

Resultados após uma regata:

  1. João Bulhões e João Pedro Paiva, Brasil, 1 ponto perdido
  2. Lucas Mesquita e Douglas Gomm, BRA,2 pp
  3. Tiago Brito e Breno Abdulklech, BRA, 3 pp
  4. Bernando Assis e Pedro Leão, BRA, 4 pp
  5. Tatsuyaq Hirakawa e Waratu Hanaoka, JPN, 5 pp
  6. Charlie Bess e Pere Puig, USA, 6 pp
  7. Juliana Duque e Jonathan Lehrke, 7 pp
  8. 8. Marta Hguera e Angela Higuera, ESP, 8pp
  9. Takuya Shimamoto e Keisuke Kushida, JPN, 9 pp
  10. Ricardo Paranhos e Felipe Rodovalho, BRA, 10 pp

Os Campeonatos Mundiais Jr e Sênior da classe Snipe têm a organização do ICRJ, SCIRA Brasil, CBVela e apoio da Olimpic Sails

 

 

 

Escola de Vela Barra Limpa abre inscrições para o Curso Vela Jovem

Aulas acontecem as terças e quintas, sob o comando de Peter Nehm, velejador que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles

Conhecida por revelar alguns dos principais talentos da vela brasileira nos últimos anos, a Escola de Vela Barra Limpa abriu inscrições para o curso de vela jovem, destinado a adolescentes com idade entre 12 e 18 anos. As aulas acontecem as terças e quintas, das 14 às 17h30min, e não é necessário ser sócio do Clube dos Jangadeiros para participar. Quem comandará a turma é o experiente velejador Peter Nehm, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, ao lado de Marco Aurélio Paradeda. Uma oportunidade única para quem quer evoluir no esporte, aprender técnicas de regata e, claro, se divertir pra valer.

Mais informações podem ser obtidas na secretaria da Escola de Vela Barra Limpa, pelo e-mail escoladevela@jangadeiros.com.br ou ainda pelo telefone (51) 3268-0080.

Resumito da copa: New Zealand abre 7 a 1, mas Oracle vence duas no finde.

O AC72 "Aotearoa" quase viu tudo ao contrário no sábado. No fim, dos males o menor, apenas perdeu a regata.

O AC72 “Aotearoa” quase viu tudo ao contrário no sábado. No fim, dos males o menor, apenas perdeu a regata.

Olá querido amigo e mais que querida amiga, depois de um final de semana de sonho no Cabo Frio, com velejadinha no ventão de 20 nós, ontem, vamos atualizando as informações sobre a Copa América porque o finde não foi menos intenso e carregado de emoções na baía do seu Francisco.

E não é que o Oracle venceu duas, uma no sábado e outra no domingo e já conta até com um pontinho na tabela que mostra agora 7 a 1 para os neozelandeses (na real, 7 a 3). Lembrando que os americanos tinham que pagar a penitência de duas vitórias (2 pts) porque foram maus meninos e roubaram dos coleguinhas ainda na ACWS, a pré-temporada desta grande ópera éolica.

Vamos de trás para diante. Ontem, no domingão de sol norte-californiano rolaram duas regatinhas. Na primeira, o Oracle, agora manobrando bem melhor e com Ben Ainslie de tático mais inspirado que John Kostecki, venceu de ponta a ponta. O skipper Jimmy Spithill fez uma pré-largada perfeita e montou a primeira boia 4 segundos à frente. Depois fugiu do adversário, ganhando tempo em cada perna do percurso com ânimo renovado depois da vitória na única regata do dia anterior (sábado) quando o TNZ quase capotou e ele ultrapassou.

No entanto, o show viria na segunda prova do domingo, no que pode se classificar como uma das regatas mais interessantes de toda a Copa. Aquilo que se prometera sobre esta 34ª disputa foi entregue em boa parte ontem na 10ª regata. O roteiro foi de primeira: a liderança mudou de mãos quatro vezes na prova de 10 milhas náuticas, com deltas, nas montagens de boia de: 3 segundos, 11 segundos, 1 segundo e 11 segundos, respectivamente. Apenas no único contravento do percurso deste 2013 de nosso senhor a liderança mudou de mãos três vezes, em três milhas náuticas. Uhuu!

“Se você não gostou da regata de hoje, você provavelmente deve ver outro esporte”, disse Dean Barker, comandante do TNZ que está competindo em sua quarta Copa América. A vitória trouxe alívio máximo para Barker & Cia., uma vez que o Oracle vinha de duas vitórias consecutivas.

No sábado, depois da incrível quase capotada do TNZ e da vitória ianque, até deram largada para mais uma regata e o TNZ vinha na frente, mas como o vento ultrapassou 22,6 nós, o limite máximo pelas regras deste ano (o porquê destes 0,6 não me perguntem…), a prova foi cancelada. Sorte dos funcionários de Mr. Ellison.

Nesta terça rolam mais duas regatinhas e se o New Zealand vencê-las fará os nove pontos necessários para levar a taça. Para os americanos faltam só oito vitórias. Mas, mesmo assim, o povo do Oracle está animado. “Eu posso dizer honestamente que esta foi a velejada mais divertida e emocionante que eu participei”, disse o tático dos caras, Ben Ainslie, quatro vezes medalhista de ouro olímpico. Seguidas… E se ele diz isso, quem sou eu para dizer algo em contrário?

Foi bunituuu!!

Dados da 9ª Regata
Percurso: 5 pernas/10.02 milhas náuticas
Tempo decorrido: OTUSA – 21:53 , ETNZ – 22:40
Delta: OTUSA +: 47
Distância total navegada: OTUSA – 11,3 NM , ETNZ – 11,5 NM
Velocidade média: OTUSA – 31,63 nós , ETNZ – 31,32 nós
Veloc. máxima: OTUSA – 42,52 nós , ETNZ – 42,54 nós
Vento: média – 17,6 nós, pico – 20,8 nós
Número de cambadas / jaibes: OTUSA – 8/6 , ETNZ – 8/8

Dados da 10ª Regata
Percurso: 5 pernas/10.02 milhas náuticas
Tempo decorrido: ETNZ – 22:00 , OTUSA – 22:16
Delta: ETNZ +: 16
Distância total navegada: ETNZ – 11,8 NM, OTUSA – 11,7 NM
Velocidade média: ETNZ – 32,25 nós, OTUSA – 31,76 nós
Veloc. máxima: ETNZ – 43,01 nós, OTUSA – 44,98 nós
Vento: média – 18,3 nós, pico – 22,3 nós
Número de cambadas / jaibes: ETNZ – 7/7 , OTUSA – 7/7

Fui!!

Murillo Novaes

Equipes gaúchas representarão o Brasil no Mundial da classe Soling

Ricardo Pedebos fotografou a equipe de Nelson Ilha

Ricardo Pedebos fotografou a equipe de Nelson Ilha

As tripulações lideradas por Nelson Ilha e Kadu Berghental, do Veleiros do Sul, representarão o Brasil no Campeonato Mundial da classe Soling, de 19 a 26 de setembro no lago Balaton, Hungria. 

Nelson Ilha competirá pela sexta vez no Mundial e contará na sua equipe com o irmão Fernando e o filho Felipe. “Em 2011 ficamos em terceiro lugar na Alemanha e no ano passado em quinto nos Estados Unidos. Acredito que dessa vez conseguiremos alcançar bons resultados nas regatas, pois estamos bem entrosados. Já velejei no lago Balaton e as condições de onda e vento são semelhantes as do Guaíba, em Porto Alegre.”, comenta Nelson Ilha que neste ano conta com o apoio da Notiluca, nova marca nacional de óculos de sol feitos em armações de madeira.

Já Kadu Berghental irá para o seu primeiro mundial de Soling fora do Brasil. “Em 2010 corri o mundial realizado em Porto Alegre com o Eduardo Cavalli e agora vamos para a Hungria juntos com o nosso proeiro Vilnei Goldmeier. A competição para mim é o meu retorno ao Mundial de Soling e já uma preparação para a edição de 2014 em Punta Del Este”, diz Kadu que conta com o patrocínio da South Incorporadora, pela lei de incentivo ProEsporte. A primeira equipe a viajar para a Hungria será a de Kadu Berghental, na segunda-feira (16) e Nelson Ilha segue na quarta-feira.

Da assessoria do VDS

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